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Estudantes de jornalismo fazem ensaio sobre violência contra mulher

O que ficava mais triste durante o tempo que fiquei no curso de jornalismo, na UFRN, era a existência de projetos muito bacanas e os mesmos não tinham uma ampla divulgação além das mídias sociais. Um grupo de pessoas do curso realizou um ensaio fotográfico sobre a violência simbólica contra mulher. Como assim? Elas fotografaram várias meninas em dois momentos. O fundo da primeira imagem aparecia as frases que já ouviram, muitas vezes com aqueles estereótipos machistas. No segundo momento da fotografia, por sua vez, mostrava a modelo se sentindo bem e não importando com as opiniões alheias. Com certeza alguma mulher já ouviu algumas dessas frases: “Você precisa emagrecer um pouco”. “Está grávida? Nossa! Você acabou com a sua vida. Por que não usou camisinha?”. “Você namora uma mulher, porque não teve homem para te pegar de jeito”. “Você não é para casar”. “Por que não alisa o cabelo?”. “Por que você não usa uma roupa mais comprida?”. O grupo é formado pelos estudantes Letícia Leite, Aline Braga, Alynne Scott, Marcelo Filho, Hiago Maciel, Leonardo Bezerra e Kennet Anderson. A orientação foi feita pelo professor Antonino Condorelli. “Se você é mulher provavelmente já ouviu pelo menos alguma dessas frases, pode até já ter falado alguma delas. Se você é homem, com certeza, também já falou algo desse tipo”, disse Letícia na sua postagem no Facebook. O objetivo das frases é a reflexão: o que eu estou falando machuca alguém? Aquela pessoa deve mesmo ser julgada pelo seu jeito de ser/se vestir/se comportar? . A ideia do ensaio é…

O que ficava mais triste durante o tempo que fiquei no curso de jornalismo, na UFRN, era a existência de projetos muito bacanas e os mesmos não tinham uma ampla divulgação além das mídias sociais. Um grupo de pessoas do curso realizou um ensaio fotográfico sobre a violência simbólica contra mulher. Como assim?

Elas fotografaram várias meninas em dois momentos. O fundo da primeira imagem aparecia as frases que já ouviram, muitas vezes com aqueles estereótipos machistas. No segundo momento da fotografia, por sua vez, mostrava a modelo se sentindo bem e não importando com as opiniões alheias.

Com certeza alguma mulher já ouviu algumas dessas frases:

“Você precisa emagrecer um pouco”.

“Está grávida? Nossa! Você acabou com a sua vida. Por que não usou camisinha?”.

“Você namora uma mulher, porque não teve homem para te pegar de jeito”.

“Você não é para casar”.

“Por que não alisa o cabelo?”.

“Por que você não usa uma roupa mais comprida?”.

O grupo é formado pelos estudantes Letícia Leite, Aline Braga, Alynne Scott, Marcelo Filho, Hiago Maciel, Leonardo Bezerra e Kennet Anderson. A orientação foi feita pelo professor Antonino Condorelli.

“Se você é mulher provavelmente já ouviu pelo menos alguma dessas frases, pode até já ter falado alguma delas. Se você é homem, com certeza, também já falou algo desse tipo”, disse Letícia na sua postagem no Facebook.

O objetivo das frases é a reflexão: o que eu estou falando machuca alguém? Aquela pessoa deve mesmo ser julgada pelo seu jeito de ser/se vestir/se comportar? .

A ideia do ensaio é mostrar que as mulheres podem escolher viver do jeito que elas querem. A violência simbólica está tão enraizada que acabamos reproduzindo com outras mulheres o que já nos falaram algum dia.

As fotos do projeto poderão ser conferidas a seguir:

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2 Commentários

  • Alynne Scott

    Nossa, super super obrigada. O ensaio pode e deve ser divulgado e quanto mais mulheres refletindo, melhor pra toda sociedade.

  • Bruna

    Olá! Excelente e impactante trabalho!
    Com quem eu poderia falar sobre possível autorização para utilizar as imagens em exposição com a temática da violência contra a mulher?

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Estudantes de jornalismo fazem ensaio sobre violência contra mulher

O que ficava mais triste durante o tempo que fiquei no curso de jornalismo, na UFRN, era a existência de projetos muito bacanas e os mesmos não tinham uma ampla divulgação além das mídias sociais. Um grupo de pessoas do curso realizou um ensaio fotográfico sobre a violência simbólica contra mulher. Como assim? Elas fotografaram várias meninas em dois momentos. O fundo da primeira imagem aparecia as frases que já ouviram, muitas vezes com aqueles estereótipos machistas. No segundo momento da fotografia, por sua vez, mostrava a modelo se sentindo bem e não importando com as opiniões alheias. Com certeza alguma mulher já ouviu algumas dessas frases: “Você precisa emagrecer um pouco”. “Está grávida? Nossa! Você acabou com a sua vida. Por que não usou camisinha?”. “Você namora uma mulher, porque não teve homem para te pegar de jeito”. “Você não é para casar”. “Por que não alisa o cabelo?”. “Por que você não usa uma roupa mais comprida?”. O grupo é formado pelos estudantes Letícia Leite, Aline Braga, Alynne Scott, Marcelo Filho, Hiago Maciel, Leonardo Bezerra e Kennet Anderson. A orientação foi feita pelo professor Antonino Condorelli. “Se você é mulher provavelmente já ouviu pelo menos alguma dessas frases, pode até já ter falado alguma delas. Se você é homem, com certeza, também já falou algo desse tipo”, disse Letícia na sua postagem no Facebook. O objetivo das frases é a reflexão: o que eu estou falando machuca alguém? Aquela pessoa deve mesmo ser julgada pelo seu jeito de ser/se vestir/se comportar? . A ideia do ensaio é…

O que ficava mais triste durante o tempo que fiquei no curso de jornalismo, na UFRN, era a existência de projetos muito bacanas e os mesmos não tinham uma ampla divulgação além das mídias sociais. Um grupo de pessoas do curso realizou um ensaio fotográfico sobre a violência simbólica contra mulher. Como assim?

Elas fotografaram várias meninas em dois momentos. O fundo da primeira imagem aparecia as frases que já ouviram, muitas vezes com aqueles estereótipos machistas. No segundo momento da fotografia, por sua vez, mostrava a modelo se sentindo bem e não importando com as opiniões alheias.

Com certeza alguma mulher já ouviu algumas dessas frases:

“Você precisa emagrecer um pouco”.

“Está grávida? Nossa! Você acabou com a sua vida. Por que não usou camisinha?”.

“Você namora uma mulher, porque não teve homem para te pegar de jeito”.

“Você não é para casar”.

“Por que não alisa o cabelo?”.

“Por que você não usa uma roupa mais comprida?”.

O grupo é formado pelos estudantes Letícia Leite, Aline Braga, Alynne Scott, Marcelo Filho, Hiago Maciel, Leonardo Bezerra e Kennet Anderson. A orientação foi feita pelo professor Antonino Condorelli.

“Se você é mulher provavelmente já ouviu pelo menos alguma dessas frases, pode até já ter falado alguma delas. Se você é homem, com certeza, também já falou algo desse tipo”, disse Letícia na sua postagem no Facebook.

O objetivo das frases é a reflexão: o que eu estou falando machuca alguém? Aquela pessoa deve mesmo ser julgada pelo seu jeito de ser/se vestir/se comportar? .

A ideia do ensaio é mostrar que as mulheres podem escolher viver do jeito que elas querem. A violência simbólica está tão enraizada que acabamos reproduzindo com outras mulheres o que já nos falaram algum dia.

As fotos do projeto poderão ser conferidas a seguir:

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  • Alynne Scott

    Nossa, super super obrigada. O ensaio pode e deve ser divulgado e quanto mais mulheres refletindo, melhor pra toda sociedade.

  • Bruna

    Olá! Excelente e impactante trabalho!
    Com quem eu poderia falar sobre possível autorização para utilizar as imagens em exposição com a temática da violência contra a mulher?

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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