novembro 2021 – Brechando

Sexta-feira tem exposição na Capitania das Artes sobre o Beco da Lama

Na próxima sexta-feira (3), a partir das 18 horas, haverá o lançamento da Exposição Coletiva “Em Torno do Beco”, que reúne 32 trabalhos, produzidos por 16 artistas visuais, que têm como a cena cultural originada pelo convívio e pelas experiências proporcionadas pelo Beco da Lama, reduto da boêmia natalense na Cidade Alta.


Após as obras de restruturação, o Beco da Lama virou um ponto turístico da cidade, principalmente com o mural de graffitis. Hoje, o espaço inclui shows musicais, festivais gastronômicos e literários. Por isso, muitas vezes os artistas negociam as suas obras ou expõe nos espaços culturais da área, como o Sebo Balalaika, o Bardallo’s ou a recente Galeria Pedro Faustino, no Bar do Pedrinho.


Quem vai participar da exposição sobre Beco da Lama


Com obras produzidas em diferentes técnicas e estilos, utilizando formas, cores, texturas e relevos que expressam o modo particular de cada artista ver o mundo, a Exposição “Em torno do Beco” conta com a participação de Ângelo Desmoulins (Jotó), Allan, Alexandre Ribeiro, Arthuri, Assis Marinho, Dilson Oliveira, Fábio Eduardo, Francisco Eduardo, Girotto, Lavoisier Cunha, Nilson, Renata Lisieux, Renato Monte, Tony França, Valderedo e Verônica Maria.


A foto acima, por exemplo, tem um trecho de uma obra que estará na exposição. Veja na íntegra:


Além disso, os trabalhos permanecerão no local, que estará aberto à visitação, com entrada gratuita, até 15 de dezembro.
A exposição “Em torno do Beco” conta com os patrocínios da Unimed Natal e da Prefeitura do Natal, viabilizados por intermédio do Programa Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura e faz parte da programação do Natal em Natal.

SERVIÇO


O quê?


Exposição Coletiva de Artes Visuais “Em torno do Beco”

Quando?


De 3 a 15 de dezembro, com abertura na próxima sexta-feira, 3, às 18h

Onde?


Galeria Newton Navarro (Fundação Capitania das Artes – Funcarte)
Avenida Câmara Cascudo, 434 – Cidade Alta

Cordel do Fogo Encantado confirma show na Pinacoteca com Luísa e Skarimbó

Cordel e Luísa e os Alquimistas Pinacoteca

Como já dizia o Rogerinho do Ingá: “Acharam que não ia ter show do Cordel e Luísa e os Alquimistas? Achou errado, otário.”.

A gente cantou esta bola no dia 15 de novembro, com fontes vindas da produção cultural de Natal.

Somente nesta terça-feira (30) que a banda Cordel do Fogo Encantado confirmou em sua página no Instagram. Confira, portanto, o post a seguir:

A Pinacoteca do Estado voltará abrir as portas e desta vez será com uma grande festa. No próximo dia 04 de dezembro, haverá a reabertura do espaço. Para abrir a apresentação terá a presença dos pernambucanos do Cordel do Fogo Encantado, figurinha carimbada tanto no Mada como também no Festival Dosol.

Além disso, o evento contará com a banda Skarimbó. O Palácio estava fechado desde 2018 para uma reforma. Já Luísa e os Alquimistas se apresentarão no mesmo dia. Tudo isso gratuitamente.

O palco será montado na Praça dos Três Poderes, onde acontece o Desfile das Kengas no Carnaval.

As reformas

Os investimentos do Governo na Pinacoteca somam R$ 8,1 milhões em obras e equipamentos. Como resultado, estão sendo executados pelo projeto Governo Cidadão, em parceria com a Secretaria Estadual de Turismo e recursos do Banco Mundial. O prédio faz parte de um grupo de nove equipamentos culturais que estão sendo recuperados, com investimentos que ultrapassam R$ 26 milhões.

Além da Pinacoteca, o Governo está restaurando o Teatro Alberto Maranhão, Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM), Memorial Câmara Cascudo e Fortaleza dos Reis Magos. Além disso, já finalizou as reformas da Biblioteca Câmara Cascudo, Teatro Adjuto Dias (Caicó), Teatro Lauro Monte Filho (Mossoró) e Museu Café Filho.

Sobre Luísa e os Alquimistas

Luísa e os Alquimistas é uma banda natalense que surgiu em meados de 2010s. No ano de 2016 lançou o álbum Cobra Coral pelo selo Dosol, que foi um sucesso de crítica. Posteriormente, em 2017 lançou o álbum Vekanandra, que misturava elementos do technobrega com ritmo regional. No entanto, o reconhecimento surgiu mesmo com o terceiro disco, o “Jaguatirica Printi”, trazendo uma sonoridade mais pop que os outros trabalhos, mas sem perder a essência.

A banda tem como vocalista a artista Luísa Nascim, que antes era uma artista circense e ensinara tecido aéreo no Tropa Trupe.

Cordel do Fogo Encantado e o Lirinha

Cordel do Fogo Encantado é um grupo musical brasileiro fundado na cidade de Arcoverde, que surgiu no final dos anos 90, misturando folk, mas também misturando elementos do Mangue Beat. O vocalita é o Lirinha, cujo seu nome completo é José Paes de Lira.

Em 1997, José Paes de Lira se uniu com os conterrâneos Noé Lira, Alberoni Padilha e Pastor no projeto Cordel do Fogo Encantado, inspirado nas obras de cantadores e declamadores.

Em 1998, amadureceu o projeto teatral que foi sucesso de público e percorreu o interior do estado de Pernambuco. Com direção de Miro Carvalho, cenário e luz de Roberto Baby. Já o elenco era José Paes de Lira, Clayton Barros, François Gomes, Alberone Padilha e Lúcio Flávio (DJ Coby). Em Recife, no carnaval de 1999, o grupo se apresentou no Festival Rec-Beat, e o que era apenas uma peça teatral ganhou contornos de um espetáculo musical. Assim, começou a trajetória da banda .

Em fevereiro de 2010, Lirinha anunciou a sua saída do Cordel do Fogo Encantado, encerrando as atividades da banda. Em 2018, o Cordel do Fogo Encantado anunciou o seu retorno às atividades, com a formação original, e o lançamento de um novo disco, “Viagem ao Coração do Sol”. Além disso, o grupo anunciou o relançamento de seus três álbuns de estúdio nas plataformas digitais..

O “Viagem ao Coração do Sol” foi eleito o 36º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2018 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Pinacoteca do Estado

O Palácio Potengi  é onde funciona a Pinacoteca do Estado, espaço aberto para apresentações de artistas potiguares, nacionais e internacionais. No ano de 2015, o local foi aberto para realização de shows (que acontecem na parte de trás do prédio) e peças teatrais.

Lá estão expostas esculturas, gravuras, fotografias, mapas e pinturas além de que o visitante ter a oportunidade de visitar próprio prédio de maior expressão da arquitetura neoclássica em Natal. Além disso, o espaço contém uma reunião de obras de arte de artistas locais, nacionais e internacionais. Por exemplo, Volpi, Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Newton Navarro, Dorian Gray e entre outros tantos. Ainda mais é o local onde está situada a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado.

Antes da reforma, o Brechando fez uma visitinha, no qual confere, portanto, neste link.

O disco “Tempo” é de Symara Tâmara, mas com toques potiguares

Symara Tâmara

A cantora Symara Tâmara tem 20 anos de carreira, mas somente agora que lança o primeiro disco. Na verdade, este é um EP — que tem menor duração que um álbum comum — cujo título é “Tempo”. A sua finalidade é questionar esta medida para saber o que é cedo ou tarde para alguns fenômenos da vida. Além disso, o nome também é de uma de suas canções, inspirado no poema “Ribeira”, publicado no livro Peregrina, da poetisa potiguar Kalliane Amorim, carinhosamente musicado, por Symara Tâmara, num envolvimento de muita sensibilidade, sobretudo humana.


Confira o poema, portanto, a seguir:


Questionar o tempo é o objetivo do álbum de Symara Tâmara


A cantora afirma que a passagem de vinte anos de experiências artístico-musicais foi fundamental para seu amadurecimento, como artista e como ser humano, assim é uma razão para celebrar esse momento com uma homenagem ao tempo.
O EP “Tempo” conta com seis canções em seu set list, feitas por Symara em parceria com outros compositores, como César Guimarães, também seu parceiro de vida. Ademais, tem canções de outros compositores com quem a cantora Symara Tâmara firmou parceria ao longo de sua trajetória musical. São canções que falam de amor, questões sociais, reflexões sobre a relação do ser humano com o tempo e com suas memórias afetivas.


Uma das canções no disco é “Florescer”, parceria de César Guimarães com a cearense Gabriela Mendes, com a qual Symara ficou entre as vinte melhores canções no I Festival Juazeiro do Norte de Música do Nordeste (CE) e no Prêmio Fomento à Cultura Potiguar (RN), em 2019, o primeiro single lançado pela cantora nas plataformas digitais e seu primeiro videoclipe, que está em seu canal no Youtube.


Mais participação potiguar


No disco tem duas canções com participação potiguares, “Pescador de Poesia” e “Pixote”. Ambas contam com participações do Candeeiro Jazz, Kleber Moreira e Chico Bethoven (Percussão), Carlinhos Batera e Beto Preah (bateria), arranjos de metais de Gleferson Lima, Berg Silva, Chico Bethoven e Jubileu Filho (também com arranjos de cordas e piano).
“Tempo” contou com os estúdios Beju Produções (Natal/RN), Sonora Pro Music (Mossoró/RN e Gota Sonora (João Pessoa/PB) e Iji beat (Fortaleza/CE) para ser finalizado. O EP será lançado no próximo dia 9 de dezembro nas plataformas digitais.


A distribuição da Tratore, produções executiva e artística assinadas pela Acunha Produções e é um projeto realizado com recursos da lei Aldir Blanc, através da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Blackout: bar que ajudou a transformar a rua Chile

Blackout

A Rua Chile até hoje é marcada por locais badalados, desde boates roqueiras até para galera que gosta mais de música pop. Tudo isso aconteceu no final da década de 96, quando surgiu a Blackout. Se você procurar algum nativo da Ribeira que perambula na via, ele sempre vai contar uma história do Blackout.

Nascido no histórico bairro da Ribeira, o bar Blackout teria que ser mesmo uma referência ao marcante período da 2ª Guerra Mundial em Natal. O proprietário Paulo Ubarana registrou a história no cardápio do bar. “Foi em fevereiro de 42 que os americanos exigiram que as luzes fossem apagadas, um ‘blackout’ mesmo”, conta. A ideia partiu da irmã de Paulo, Luciana Ubarana. A casa tinha uma motocicleta de 1949 pendurada no teto e fotos de época.

De acordo com os seus registros, o bar surgiu em 1996, segundo registro do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), no período que as pessoas estavam fugindo de Ponta Negra e Praia do Meio, os principais pontos da capital potiguar. Entretanto, a sua inauguração aconteceu em março de 1997. Surgiu bem na época que restauraram alguns casarões antigos da Ribeira, assim nascendo o Centro Histórico.

Toda a decoração do Blackout teve como inspiração a Segunda Guerra Mundial. Nesta mema época, todavia, também tinha o “A Lata”, “Downtown”, “Bar das Bandeiras” e dentre outros. Por falar em seu cardápio, um dos coquetéis mais famosos era o Maria Boa, em referência a dona do bordel mais famoso de Natal na Segunda Guerra. Era ideal para quem gostara de blues e rock.

Boate teve fim após o assassinato do seu proprietário

Em 2004, o empresário Paulo Ubarana foi assassinado pelo sócio Anxo Anton, ambos administraram a Blackout, que hoje é o Galpão 29. O espanhol atirou em Ubarana com dois tiros na cabeça na praia de Pirambúzios, Litoral Sul de Natal. A polícia achou o corpo apenas uma semana depois e, por conseguinte, os dois locais fecharam as portas, dando o fim uma das principais baladas da capital potiguar.

Na época, o espanhol era o principal investidor do Blackout e tinha bastante dinheiro na época. Por isso, a Polícia Federal o investigava por lavagem de dinheiro. Acredita-se, portanto, que o fim da sociedade culminou no crime.

No dia 24 de outubro de 2004 Anxo Anton e a companheira dele, Patrícia Maria da Silva, foram presos preventivamente pelo assassinato do empresário. Em julho de 2007, Anxo recebeu a condenação de 19 anos de reclusão, pela prática de homicídio duplamente qualificado, considerado hediondo. Na sentença, todavia, o estrangeiro cumpriria o regime fechado.

No dia 13 de maio de 2015 o juiz da vara de execuções penais Henrique Baltazar concedeu a progressão do regime semiaberto para o aberto.

Anxo Anton faleceu em 2015

O espanhol Anxo Anton Valiño Gonzales, de 51 anos, foi morto a tiros no início da tarde desta quinta-feira (6). O crime aconteceu no Jardim Lola, em São Gonçalo do Amarante, no meio da rua. De acordo com o delegado Raimundo Rolim, o crime tem características de execução.

Segundo informações da Polícia Militar, Anxo estava acompanhado da mulher quando dois homens em uma moto se aproximaram do espanhol na Rua Carlos Gomes e efetuaram vários disparos de arma de fogo. Anxo morreu, portanto, no local.