Esta praça parece do interior do estado, mas fica em Natal

Esta praça se chama José da Penha e fica em Natal, mais precisamente no bairro da Ribeira e fica frente à Igreja do Bom Jesus das Dores. Apesar de parecer que foi inaugurada no ano passado, a praça e a igreja provavelmente surgiu no século XVIII. Ou seja, ela existe há 300 anos.  A igreja denominou o logradouro até 1902. A Resolução Municipal n.º 74, de 05 de dezembro daquele ano, denominou  o local como praça Leão XIII, considerado um papa adaptado ao seu tempo.

Em 1919, o major Fortunato Aranha, intendente municipal construiu uma pracinha no local, incentivado pelo padre Pedro de Paulo Barbosa, vigário da Igreja do Bom Jesus e diretor espiritual do Seminário São Pedro, também jornalista, filólogo e filósofo.

A praça Leão XIII foi inaugurada em 12 de outubro de 1919, com a presença do governador Ferreira Chaves. Passou, então, a ostentar belos canteiros floridos e um coreto de alvenaria. Durante algum tempo, foi o ponto de encontro da alta sociedade da cidade, na época e onde circulava a juventude. A denominação Leão XIII foi decidida após serem divulgadas as realizações do pontífice: antes tinha-se cogitado outro nome para o lugar.

Finalmente, a 11 de outubro de 1930, a praça teve seu nome mudado para José da Penha, homenagem ao militar nascido em Angicos, que atingiu o posto de alferes a 03 de novembro de 1894. Alistou-se no Exército em 1890, aos 15 anos. Foi alferes (1894), tenente (1908) e capitão (1911). As biografias, que foram lidas pelo blog, o apontam que era um homem íntegro, de profunda assimilação dos princípios éticos, era inflexível no respeito a valores tais como justiça, dignidade e liberdade, pelos quais lutou às últimas conseqüências, por si e pelo seu povo.O Militar era um dos favores da Proclamação da República no Rio Grande do Norte. Penha faleceu no município de Miguel Calmon (CE), no dia 22 de fevereiro de 1914. Penha também virou nome de município do Rio Grande do Norte. 

A praça está próximo do casarão onde morou o capitão José da Penha.  Da praça inaugurada está totalmente diferente, a área reduzida, cortada para que se fizesse o prolongamento da avenida Tavares de Lira. Aonde ela fica? A praça é a primeira coisa que o natalense ou visitante pode ver assim que descer a famosa ladeira do Marpas ou da Avenida Rio Branco. Não está lembrado? Vamos colocar a imagem a seguir:

Quais são as ruas mais bonitas de Natal pelos leitores?

Hora de ter colaboração para mostrar que existe amor e beleza por aqui! Você acha alguma rua da cidade bonita? Sabemos que Natal tem várias ruas espalhadas por aí e algumas não são tão de destaque na imprensa, mas possui uma beleza por ser mais arborizada, ter uma bela vista do rio Potengi, ficar próximo da praia (não estou falando apenas de Ponta Negra, viu ?) ou algo do tipo. Por isso, o Brechando está pedindo ajuda dos brecheiros para enviar fotos das ruas que eles acham da cidade, no formulário que vai ser postado no final da reportagem. Nós vamos selecionar algumas fotos para serem postadas um dia depois do feriado de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Ou seja, no dia 13 de outubro.  E, aí, existe alguma rua bonita/linda/maravilhosa que acha na cidade?

Preencha o formulário a seguir neste link e ajuda a espalhar a boniteza das ruas da capital do Rio Grande do Norte.

Fique tranquilo que postaremos frequentemente o link do formulário através do nosso Twitter e Fanpage.  Estou curiosa em saber quais são as ruas bonitas na visão dos leitores do blog! O que está escondido por Natal?

Palmyra Wanderley: a pioneira no jornalismo potiguar

Até hoje existem poucas mulheres nas redações potiguares, mas a gente só conseguiu entrar no mercado graças à Palmyra Wanderley e vamos contar a sua história a seguir, além de escrever contos e poemas. Ela nasceu em Natal no dia 6 de agosto de 1894. Trilhou os caminhos da poesia quando ainda criança. Colaborou em jornais e revista da época, do Estado e de outros. Em reconhecimento ao seu talento, a sua produção literária, ao seu nome, é considerada como a “poetisa oficial” da cidade do Natal. Ocupou a cadeira nº 20 da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Era uma das mais conceituadas intelectuais da terra, possuía uma cultura elevada, vinha de uma família de intelectuais.

Era uma das mais conceituadas intelectuais da terra, possuía uma cultura elevada e filha do desembargador Celestino Carlos Wanderley e de Ana de Freitas Guimarães Wanderley, neta de Luiz Carlos Lins Wanderley, primeiro médico do RN, formado pela Faculdade de Medicina da Bahia.

Palmyra iniciou seus estudos de primeiras letras no ano de 1902, no Colégio Imaculada Conceição, que era uma das poucas escolas femininas existentes no Rio Grande do Norte. Depois, viajou para Recife no Colégio das Damas Cristãs. Aos 20 anos começa a escrever no jornal A República.

Foi precursora do jornalismo feminino no RN que resultou, junto com poetisas e escritoras do Estado, no lançamento da revista Via Láctea, em 1914.

Publicou seu primeiro livro, “Esmeralda”, em 1918, aos 25 anos de idade, que foi bastante aceito pelo público e mídia. Em 1929 foi a vez de “Roseira Brava”, que lhe valeu menção honrosa no Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Além disso, o livro foi entregue por Florence Carll, em Limois (Estados Unidos), um pedido do Roseira Brava, para figurar na sua tese sobre poetas latino-americanos.

Ainda colaborou no teatro, com a opereta “Festa das Cores”.

Havia casado com Raimundo França, Diretor Regional dos Correios e Telégrafos do RN, e não tiveram filhos. Faleceu no dia 19 de novembro de 1978, pobre e esquecida, vítima de insuficiência cardiorrespiratória e vascular.

Dia que o Gref Zeppelin andou por Natal

Uma das histórias do século XX que marcaram bastante a vida dos natalenses foi quando um Zeppelin, do nome Gref Zeppelin, andou pela cidade baseado no trabalho do aviador Augusto Severo. Aprimeira viagem do Graf Zeppelin ao Brasil, em 1930, após pousar em Recife, Rio de Janeiro, novamente Recife, seguia para os Estados Unidos e sobrevoaria a cidade de Natal. A Empresa Luftschiffban Zeppelin G.M.B.H, construtora do Zeppelin, considerando a importância histórica de Augusto Severo para o desenvolvimento dos balões dirigíveis, resolveu, por sua própria e inédita iniciativa homenageá-lo.

O ato teve significativa e simpática recepção junto ao governo brasileiro e, particularmente junto ao governo potiguar.

Vale lembrar que Augusto Severo decolou do solo parisiense no dirigível Pax, desenvolvido por ele, e voou em torno da Torre Eiffel acompanhado do francês Georges Saché, mecânico de bordo. Cerca de dez minutos após o início do voo, o Pax explodiu, matando Saché e Augusto Severo, que tornou-se, assim, o primeiro mártir brasileiro da aviação.

A primeira homenagem ocorreu a 28 de maio de 1930, o balão baixou sobre a estátua de Augusto Severo que fica na praça de mesmo nome, próximo ao Teatro Alberto Maranhão, e deixou cair um ramalhete de flores naturais, com a seguinte inscrição : “Homenagem da Alemanha ao Brasil, na pessoa de seu filho Augusto Severo.”

Quando novamente sobrevoou Natal, em 20 de outubro de 1933, o Zeppelin realizou nova homenagem de acordo com Paulo Pinheiro de Viveiros : ” dessa feita, voava à noite, numa altura aproximada de 200 metros; eram 23 horas e 30 minutos quando alcançou a cidade, deixando cair de bordo, pendente de um pára-quedas luminoso, uma coroa sobre o monumento de Augusto Severo. O vento desviou o troféu que caiu no pátio interno da Great Western. Toda a população natalense estava desperta e acompanhou, nas ruas, as evoluções do Graf Zeppelin.

Nestas duas viagens várias fotos foram feitas e viraram cartões-postais, como essa imagem a seguir:

Esta homenagem ajudou a contribuir com a importância de Natal para a aviação. Tem o vídeo do evento a seguir: