voto branco e nulo

Entenda qual a diferença entre o voto branco e nulo

Branco e nulo são a mesma coisa? Muita gente pensa que voto branco e nulo são a mesma coisa. Mas, elas não são.  Desde a introdução do sistema proporcional no Brasil, com o Código Eleitoral de 1932, entendeu-se devessem ser contados os votos em branco para definição do quociente eleitoral, que irá definir quais partidos tomarão as cadeiras do legislativo.

Pense bem, então antes de usar o voto branco e nulo.

Em suma, o branco é uma forma de dizer “para mim tanto faz” e esses votos ajudarão a dividir as cadeiras dos vereadores e deputados futuramente. Então, não adianta reclamar do doido que está no plenário falando abobrinha.

Esse entendimento foi reafirmado pelo Decreto-Lei nº 7.586, de 28 de maio de 1945, que veio regular o alistamento e as eleições de 2 de dezembro daquele ano (art. 45, parágrafo único), e, também, pelos códigos eleitorais de 1950 (art. 56) e de 1965 (art. 106, parágrafo único).

Para a eleição geral, segundo a Constituição de 1988, o voto branco não são computados para a verificação da maioria absoluta para os cargos do Executivo. Por isso, não pensem que o voto branco será destinado ao cargo vencedor, pois não é bem assim que a banda toca.

Ou seja, se você votou branco para prefeito, seu voto não é computado, mas para vereador…O seu voto que deixou em branco pode mudar o destino da Câmara Municipal.

Na eleição de 2018, que deu vitória ao Jair Bolsonaro no cargo de presidente da República, o que impressionou não foi a vitória de uma pessoa que nunca tivera uma experiência no cargo Executivo, mas a grande quantidade de nulos e brancos desde 1989, quando houve a primeira eleição direta após o fim da Ditadura Militar (1964-1985).

Mas, você sabe a diferença entre brancos e nulos? Esta é uma série de reportagem que o Brechando irá elaborar para as Eleições 2020, no qual a expectativa é o aumento deste tipo de voto.

Caatinga do Seridó

55 km² da Caatinga do Seridó foi destruído em 30 anos

No mês passado, publicamos que uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Lá constatou uma grande destruição da caatinga no Nordeste. A pesquisa dizia que o bioma nordestino estaria espalhado em 47 mil fragmentos. Outra pesquisa da instituição de ensino, todavia, mais precisamente no campus de Currais Novos e Caicó estudaram a destruição do bioma no Seridó. Mais precisamente em Jardim de Piranhas.

Entre 1985 e 2015, foram destruídos 55 km² de mata da região. Isto equivale um Vaticano no meio da cidade. Ou seja, 55 mil campos de futebol.

Como chegou a esse estudo

A pesquisa apareceu numa revista e o artigo é Índice de Transformação Antrópica (ITA) como suporte para análise da degradação da paisagem no município de Jardim de Piranhas/RN. O estudo revela um estágio avançado de devastação no Seridó.

Os dados indicam que essas áreas, antes ocupadas basicamente por pastagens, tornaram-se inutilizáveis. Um dos sinais da infertilidade destas áreas está o aumento da Jurema Preta. Os pesquisadores apontam há uma readaptação ecológica, uma vez que essa espécie é um indicador de degradação.

A imagem acima, por exemplo, é do pesquisador Saulo Vital e mostra o avanço da Jurema Preta nesta área, indicando que a área já houve uma intervenção.

Causas deste desmatamento

O crescimento das cidades e  a ocupação de grandes áreas de matas são os principais fatores. O motivo também está ligado especialmente por agricultura e pecuária extensiva. O resultado causa erosão do solo, contaminação por agrotóxicos, poluição e queimadas após os desmatamentos, são algumas delas. Além disso, a cultura do algodão, no Rio Grande do Norte, na década de 80, foi a atividade que causou maior nível de desgaste do solo ao longo da área estudada.

Para mostrar como a redução foi grande, a quantidade de corpos d’água, compostos por rios, açudes e represas, correspondia a 0,96% da área da Caatinga na cidade. Em 2015, o valor correspondia a 0,71%.

Antes do algodão, apenas 15,33% do solo era visível e há cinco anos, o resultado é 44,58%. Embora pareça que este crescimento é bom para plantio, o excesso de solo é um sinal da terra ser infértil. Ou seja, inadequada para agricultura.

Já a Caatinga densa e rala mais a Mata Ciliar, no ano de 1985, correspondia a 83,68% do território da cidade. Após 30 anos este número reduziu para 54,69 pontos percentuais.

Além de alterar a paisagem, a ocupação desordenada e o uso predatório alimenta outro problema recorrente: a seca. A agricultura vem ocupando margens e, a depender da época do ano, leitos de rios por não conseguir mais extrair de certas faixas de terra o que precisa para a atividade.

Por que a escolha de Jardim de Piranhas

De acordo com a Agecom, os pesquisadores escolheram à cidade com 14 mil habitantes, uma vez que o rio Piranhas/Açu chega ao Rio Grande do Norte na região. Primeiramente, eles queriam entender o desmatamento da caatinga potiguar na origem do principal rio da região. Então, eles presumem se este problema ocorre ali, certamente acontece em todo a região do Seridó. Indicando, portanto, um alto nível de degradação.

Apesar da notícia drástica ainda é possível reverter. A partir da reconstituição dos solos, replantio de árvores nativas e atividades multidisciplinares, contando com membros da Geografia, Engenharia Florestal e Biologia.

 

Bacurau

Bacurau será exibido em Natal no Drive-In

Você não leu errado, brecheiro. Bacurau está de volta ao Rio Grande do Norte. Desta vez no formato drive-in. É uma das atrações do Cine Drive-In em Natal, que acontecerá no estacionamento do Arena das Dunas e, o mais importante, de graça.

O filme rodado em Parelhas no Rio Grande do Norte, visto que mostra uma distopia através da história de uma pequena cidade no sertão nordestino chamada de Bacurau. Os moradores se assustaram por uma onda de assassinatos misteriosos até que descobrem que a cidade sumiu do mapa. No elenco estão Sônia Braga, Karine Teles, Udo Kier e Silvero Pereira, conhecido pelo anti-herói Lunga.

A obra de Kleber Mendonça Filho será no dia 31 de outubro, no Halloween. Entretanto, o evento começa no dia 10 de outubro, com exibição de obras locais e nacionais.

Como será o Cine Drive-In

A programação contará com 22 filmes, em três sessões por sábado, com sessões infantis, sessões família, sessões de arte e tem as sessões Goiamum Audiovisual. Além disso, terá a exibição de curtas-metragens potiguares, previamente selecionados via edital.

O Cine Drive-in Natal contará com uma grande estrutura de exibição, com uma tela de 12m de largura x 7m de altura, com regulamentação pela Ancine (Agência Nacional de cinema), e transmissão em alta qualidade por rádio FM, através da 105,5 FM, com autorização da Anatel.

Mas, calma, você tem que reservar

Toda a programação é gratuita. No entanto, os ingressos estão disponíveis a partir da próxima segunda-feira (5) e nas segundas que antecedem cada sábado de exibição, através do site e aplicativo Sympla. Ou seja, na semana antes do Bacurau,  você tem que correr para garantir o seu passe.

No cadastro para aquisição do ingresso será registrada a placa do carro, uma vez que cada veículo pode pegar apenas 01 ingresso por sábado e ser ocupado por até 04 pessoas (incluindo o motorista). Então, nada de esconder o povo na mala, não é carona para ir ao jogo do Jerns.

Estou com ingresso e agora?

Apronte o carro e sintonize o rádio na frequência da 105,5 FM que o Cine Drive-in Natal se encarrega do resto.  Filmes de impacto artístico e sucessos que marcaram gerações estarão na grande tela para uma experiência de cinema que acontecerá no estacionamento da Arena das Dunas, nos dias 10, 17, 24 e 31 de outubro, e promete diversão e emoção para os amantes de cinema.

Primeira sessão acontece no dia 10 de Outubro

Além de Bacurau, outras obras estarão disponíveis no Drive-In. Uma delas é com a animação “O Menino e o mundo” (17h30), filme de Alê Abreu indicado ao Oscar em 2016 na categoria animação. O filme narra a jornada de Cuca, um menino morador de uma pequena aldeia, que na ausência do pai parte em busca de trabalho na desconhecida capital e descobre uma realidade dura, mas repleta de aventuras.

Logo após vem outro nacional, a sequência da obra de Paulo Gustavo, o “Minha Mãe É Uma Peça 2” (20h), sequência em que Dona Hermínia (vivida por Paulo Gustavo) já está famosa depois de ganhar o seu próprio programa de TV.

Por fim, será também noite da primeira sessão Goiamum Audiovisual (23h) com os curtas “Em Reforma” (Direção Diana Coelho), “O voo do pássaro multicor”(Direção Allan Cedrak), “Madrigal: Um conto de imagens por palavras” (Direção Felipe Oliveira e Gustavo Alcântara), “Meu tempo é quando?” (Direção Rosália Figueirêdo e Buca Dantas), “Dias Felizes” (Direção André Santos) e “Leningrado Linha 41” (Direção: Dênia Cruz).

Outras obras nacionais

Outros três novos filmes de ficção ainda entrarão na programação. No dia 17 de outubro entra em cartaz com “Garoto Cósmico”. É uma aventura sobre três amigos que viajam a um universo paralelo onde as vidas de todas as pessoas são programadas.

Além disso, tem “Pacarrete”, filme de Allan Deberton com Marcélia Cartaxo no papel de uma encantadora professora de dança que tem sonho de estrelar um balé para a população local de uma pequena cidade do Ceará. E ainda tem “Tainá – Uma Aventura na Amazônia”, um marco do cinema de aventura brasileiro.

A premiada animação “Tito e os pássaros”, sobre um menino que busca no canto dos pássaros a cura para uma epidemia de medo que assola a humanidade.

Campanha de alimentação para instituições benificentes

O Cine Drive-In Natal promoverá, portanto, uma campanha de arrecadação de alimentos para instituições beneficentes. O público poderá contribuir como contrapartida, com 1kg de alimento não perecível.

O Cine Drive-In Natal terá uma Praça de Alimentação

Todos os produtos da praça de alimentação do Cine Drive-In Natal deverão ser adquiridos via QR Code. Estarão disponíveis produtos gourmet do restaurante Lóca, dos chefs Matheus Brito e Marcos Nery; pizzaria Massa Fina; Salgarito, além da bomboniere do Cine Drive-In com doces e pipocas.

O acesso a fila para os banheiros, no entanto, também será feito através de QR Code.

 

Rogério Marinho

Máfia do Saco Preto e Rogério Marinho está no meio

A gente olha a presença constante do potiguar Rogério Marinho no Governo Federal. Primeiramente, ele atuou como Secretário da Previdência, defendendo a Reforma da Previdência, assim mudando a aposentadoria. Além disso, ele tomou posse como Ministro do Desenvolvimento, com o objetivo de ajudar no fomento de áreas mais pobres.

Recentemente, as notícias mostram a rivalidade entre Marinho com o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas, este não foi o único escândalo político do ex-deputado federal, visto que no início de sua carreira teve seu nome dentro da Máfia do Saco Preto, na época que atuava como aliado de Wilma de Faria.

A matéria será divida, portanto, nestes seguintes tópicos (clique nos nomes para ir direto ao ponto):

Afinal, quem é o Rogério Marinho?

Apesar de não parecer, o Rogério Marinho tem família com tradição política, uma vez que seu avô Djalma Marinho foi deputado estadual e sete vezes deputado federal. Sabe que foi formado em Economia, na Universidade Potiguar (UnP), quando ainda era (Unipec).

A sua biografia da Fundação Getúlio Vargas apresenta algumas contradições, visto que alguns momentos diziam que ele começou a sua carreira política no Centro Acadêmico e no Diretório Central dos Estudantes. Entretanto, ele se formou apenas em 1991 e em 1983 a 1986 já foi funcionário da Secretaria Municipal de Obras e Viação da Prefeitura de Natal, entre 1983 e 1986, na gestão do prefeito biônico Marcos Formiga.

No ano seguinte, por sua vez, foi professor de Escola Estadual, ensinando história, geografia e matemática.

Wilma de Faria apadrinhou a sua carreira política

Wilma quando ainda era prefeita de Natal

Em 1989, a Wilma de Faria assumiu a Prefeitura pela primeira vez. Rogério, portanto, se tornou sub-prefeito da Zona Oeste. Durante o mandato de Wilma, ainda foi Secretário das Regiões Administrativas da Prefeitura.

No ano seguinte, ele se filiou ao então partido da então prefeita, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Nesta mesma época, ele era assessor especial de Aldo Tinôco, prefeito de Natal, que inicialmente tinha apoio de Wilma.

Por muitos anos, Aldo foi considerado o pior prefeito de Natal, antes de Micarla de Souza.

Diferente de Aldo, Rogério Marinho conseguiu adentrar na política. Nas eleições de 1994 candidatou-se à Assembléia Legislativa, com 2.930 votos, mas não conseguiu se eleger deputado estadual. No entanto, um ano depois, assumiu o diretório municipal do PSB no RN.

Anos 2000 e o ínicio da era de vereador

Rogério Marinho na época que era vereador

No ano de 1997 atuou na Secretaria Municipal de Ação Social, como coordenador de programa de qualificação social. No mesmo ano, Wilma de Faria o convidou para assumir como Secretário Municipal de Administração e Planejamento. Além disso, passou dois anos atuando como assessor técnico nos estados de Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte.

Nas eleições de 2000 candidatou-se a vereador de Natal e conquistou a vaga de suplente na Câmara Municipal.

Após a saída de Wilma, para se candidatar a Governadora, ele continuou na gestão de Carlos Eduardo na Prefeitura do Natal.

Nas eleições municipais de 2004 candidatou-se novamente a vereador e foi eleito com a terceira maior votação da cidade, com 9.009 votos. Como consequência, foi eleito para presidir a Casa.

Além disso, durante seu mandato, criou a Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM-RN), no qual os vereadores de todas as cidades se unem para debater ideias em comum.

Nas eleições gerais de 2006, por conseguinte, candidatou-se a deputado federal, sendo eleito com 130.063 votos.  Dois anos depois, ele se desfiliou ao PSB e entrou no PSDB.  É aí que entra a história da Máfia do Saco Preto.

Máfia do Saco Preto

Fernando Lucena, atual vereador, denunciou esquema do Saco Preto

O escândalo político aconteceu em 2009 a partir de uma denúncia de Fernando Lucena, então presidente do Sindicato dos Profissionais da Limpeza. Na reportagem para o Nominuto, Lucena denunciou um esquema corrupto dos donos das empresas de lixo e a Urbana, empresa municipal responsável pelo lixo de Natal.

A intenção era adulterar os lixos para pesar mais e assim pagar o valor mais caro do que era originalmente. Por isso, os sacos continham bastante areia ou de água.

Não estou entendendo nada, o que é isso? Eles deixavam o lixo assim para que quando o caminhão de lixo coletasse e entregasse aos entulhos, o preço do saco ficaria mais caro.

Na época, o custo de uma terceirizada para pegar o lixo era 82 reais por tonelada, enquanto um serviço feito pela Urbana era R$ 8. Por que a Urbana preferia pagar pelo mais caro? Este é o mistério que dura até hoje.

Onde entra Rogério Marinho na história?

A reportagem do Nominuto, feita por Delma Lopes (na época editora do portal) e Luana Ferreira, constatou que a folha de pagamento das empresas terceirizadas mais que duplicou nos últimos quatro anos, desde que Josenildo Barbosa ocupou a presidência da Urbana por indicação do então presidente da Câmara Municipal, Rogério Marinho (PSB).

Por isso, o apelido interno em Natal de Rogério Marinho é Saco Preto (Pesquise no Google: Rogério Marinho + Saco Preto).

Quando Barbosa assumiu, em 2004, os custos com serviços terceirizados da empresa eram de R$ 25 milhões e pularam para R$ 60 milhões em 2008. Entretanto, o lixo de Natal não tinha aumentado o seu volume.

O aliado de Rogério perdeu o cargo em setembro de 2008 para Alexandre Jacaúna, na época das convenções partidárias para as eleições municipais.

Fim da parceria Wilma e Rogério Marinho

Uma das teorias políticas disse que esta grana tinha como objetivo inicial a campanha de Rogério Marinho para prefeito, porém Wilma decidiu apoiar a candidatura de Márcia Maia no Executivo Municipal. Assim, surgiu a briga dos dois e Marinho migrou para o PSDB.

No final, Rogério Marinho se candidatou com apoio de Agripino Maia e Wilma se candidatou como vice-prefeita de Carlos Eduardo, sendo a chapa vencedora.

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