Música – Brechando

Covid e uma crítica ao Governo Federal em música

Saindo um pouco de Natal e focando nos outros estados. A arte salva a quarentena, cura nossa raiva do Governo Federal e ainda podemos fazer uma música com isso, como foi o acaso da banda Armada.

Em tempos de discurso louco, a raiva dos políticos faz com que a gente queira agredir, apesar de que seríamos presos por isso.

O grupo é formado por quatro ex-integrantes do extinto Blind Pigs.

A equipe atualizou uma música da antiga banda citada e colocar nos tempos atuais, intitulado de “O Idiota”.

De acordo com a banda, a faixa que grita “você é o idiota que não vê o seu país indo para o inferno”, lançada em 2002 tornou-se perfeitamente apropriada para o Brasil de 2020.

Não são os primeiros artistas a fazer releitura de suas músicas políticas, Gabriel O Pensador, por exemplo, fez a releitura de sua canção em criticava Fernando Collor para analisar Michel Temer.

O vídeo publicado pelo Armada faz uma comparação entre os ideais do governo do presidente Jair Bolsonaro e o regime nazista comandado por Hitler.

Além disso, o grupo criticou o armamentismo, sem contar com o moralismo religioso defendido pelo bolsonarismo.

O vídeo ainda cita o episódio envolvendo o ex-secretário especial da Cultura Roberto Alvim, que parafraseou Joseph Goebbels.

O último citado era o ministro da propaganda na Alemanha nazista, e fez referência a estética do regime ditatorial em seu discurso.

“O Idiota” é o segundo vídeo da banda que faz parte da série de quarentena, iniciado  devido ao isolamento causado pela pandemia do coronavirus.

O primeiro vídeo, uma versão acústica da faixa o “Ódio Venceu”, faz uma crítica a postura do Governo Federal em relação à crise mundial na saúde.

Como faz para escutar O Idiota

Para ver o vídeo, dê o play logo abaixo que o Brasil está produzindo arte nesta quarentena:

Dez anos sem Ronnie James Dio e falarei de Heaven and Hell

Heaven and Hell

A primeira vez que escutei Black Sabbath tinha 12 anos e fiquei impressionada com as guitarras de “Iron Man”, depois vieram outras músicas, como: “Children of the Grave”, “Paranoid”, “Hole in the Sky”, “Sabbath Bloody Sabbath”…A atitude do Ozzy Osbourne me chamava atenção, quem viu os vídeos do California Jam e de outras performances da banda. Mas, não sei o porquê, com certeza infantilidade, demorei muito para escutar Heaven and Hell e entender a potência de Ronald Padavona.

É…vocês não conhecem por esse nome…

Mas, por Ronnie James Dio, esse baixinho que deixou a vida terrena há 10 anos e seu legado ainda está para quem gosta de um bom heavy metal.

Para entender que Dio foi bom no Black Sabbath, eu tive que ver a carreira anterior a banda, mais precisamente Rainbow.

Quando Ritchie Blackmore dissolveu o Deep Purple, ele se juntou com os integrantes da antiga Elf, a primeira banda de Dio e formou o Rainbow, cujo primeiro álbum já mostra a potência vocal do cantor, já no ano de 1975, lá já tinha hinos como “Man on the Silver Mountain” e “Catch the Rainbown“.

Somente no ano de 1979, Dio e Blackmore se desentederam e o cantor foi convidado por Tommy Iommi para substituir Ozzy no Sabbath.

Nascimento de Heaven and Hell

A saída de Ozzy modificou a formação clássica da banda, uma vez que o baixista Geezer Butler, um dos principais compositores da banda também deixa o grupo.

Dio então coloca a sua mão nas composições no estilo do Rainbowm que falava de dragões, castelos, magia e misticismo.

Para a sua saída, Iommi chamou Geoff Nicholls e Graig Gruber na parte do baixo. Contudo, Gruber saiu da banda, Geezer Butler acabou voltando e regravou todas as canções, e Nicholls ficou com a função de tecladista do grupo.

Na verdade, Dio nunca substitui o Ozzy e muito menos queria fazer isso.

Foi essencial para uma remasterização do Sabbath de misturar aquele som pesado Hard Rock, considerado ultrapassado (pelos críticos, não por mim) e deixar uma pegada de metal mais moderna, algo que bandas como Kiss e o Iron Maiden estavam fazendo.

Tanto que o som ficou bem mais pesado que “Never Say Die”, considerado um dos piores discos da fase Ozzy.

A única canção na qual Geezer participou da composição foi “Neon Knights”, que para mim é uma das favoritas do álbum, já que todas as outras haviam sido finalizadas antes dele retornar.

No fim das contas, todas as músicas foram oficialmente creditadas a Geezer, Dio, Iommi e Bill Ward. Você pode escutar a seguir:

Repercussão do álbum

Muita gente realmente não botava fé no novo álbum, mas o disco foi ouro no Reino Unido e Canadá e Platina nos Estados Unidos. O disco também entrou em boas colocações na Noruega e Suécia, países escândinavos conhecidos pela forte cena metaleira.

Além disso, foi o momento que Ronnie James Dio mostrou que pode ser um exímio cantor de heavy metal.

Um de seus maiores sucessos foi música “Heaven and Hell”.

A canção foi regravada por nomes como Solitude Aeturnus (em 1998), Benedictum (2006), Manowar (2010) e Stryper (2011), a última é conhecida por ser uma banda de White Metal ou Metal Cristão.

O álbum foi sucesso na Argentina, que foi vendido no país com o título de “Cielo y Infierno”.

Turnê

Muitas canções famosas foram interpretadas por Dio durante a turnê, sendo “Paranoid”, “War Pigs”, “Children of the Grave”, “Iron Man” e “N.I.B.”

A turnê mundial da banda, tinha 20 datas marcadas no Reino Unido, sendo 4 delas no “Hammersmith Odeon”, provando que a banda não tinha perdido nada de sua popularidade.

O baterista Bill Ward, entretanto, teve que se retirar no meio da turnê por motivos pessoais e de saúde.

O escolhido foi o baterista Vinny Appice, ex-Derringer, que continuou na banda até meados de 1982, quando Dio deixa a banda por causa de confusões sobre a masterização do Mob Rules e parte para a carreira solo.

Banda Heaven and Hell

Anos depois da saída do Dio, os integrantes da sgunda formção clássica formaram a banda Heaven and Hell para separar o Black Sabbath com Ozzy Osbourne. Em 2006, enquanto o grupo reunificado gravou três novas canções para o álbum compilação The Dio Years, eles decidiram partir para uma turnê de 2007–2008. Como resultado da tour, em 2007 lançaram um registro ao vivo em CD duplo e DVD chamado Live from Radio City Music Hall. O álbum obteve tanto êxito que ganhou certificado de ouro em vendas pela RIAA no mesmo ano.

Empolgados pela recepção das músicas inéditas da coletânea Dio Years, o quarteto se reuniu para gravar o primeiro disco de estúdio juntos desde 1992.

Eles  lançaram o disco The Devil You Know em 2009, que teve ótimo desempenho nas paradas e foi aclamado pela crítica e pelos fãs.

Morte de Dio

Em 2009, Dio foi diagnosticado com câncer de estômago, no qual o anúncio para imprensa foi feito pela empresária e esposa Wendy Dio.

Dio iniciou o tratamento com a doença ainda no estágio inicial e havia diminuído o número de shows nos últimos meses.

Em 4 de maio de 2010, o Heaven and Hell cancelaram todas as apresentações por causa da condição de saúde de Dio.

O cantor faleceu no dia 16 de maio de 2010, deixando os metaleiros mais órfãos.

Produtora cultura cria um documentário sobre os 3 anos de clube de samba no Rio Grande do Norte

A cantora e produtora cultural Andiara Freitas participa de um documentário conta em um documentário como o disco “Samba da minha terra” influenciou no surgimento do Clube do Samba Potiguar e a importância do projeto para a música autoral do Rio Grande do Norte. O disco é o primeiro trabalho gravado pela cantora potiguar Andiara, que assina direção geral do documentário. “Os depoimentos foram colhidos em minha casa e na Toca Coworking e quase todo o acervo usado no documentário eu já vinha guardando despretensiosamente”, explicou a cantora, cujo lançamento aconteceu há dois meses.

Em agosto houveram várias atividades para comemorar os três anos através do Roda de Samba Autoral e no Workshop sobre “Criação poético-musical”, com Mário Lúcio Cavalcanti.

A filmagem foi feita pela  Doss Produções e as filmagens aconteceram em julho de 2018.

O Clube do Samba Potiguar foi fundado em agosto de 2015 pela cantora Andiara Freitas e desenvolve diversas atividades para dar visibilidade aos artistas locais, como a realização de rodas de samba autoral, publicação e distribuição de cadernos com letras de música, administração e divulgação de plataforma online de música, etc.
O projeto acontece a partir do trabalho voluntário de uma série de profissionais e possui uma base fixa de colaboradores que atualmente é formada por Andiara Freitas (produção geral, voz e assessoria de comunicação), César Henrique (fotografia), Pedro Neto (voz e violão), Raphael Almeida (arranjos e cavaco), Antônio Melé (direção de percussão), Mestre Zorro (voz e percussão), Denise Moreira (voz e violão), Hélio Carioca (voz) e Damiana Chaves (voz).
A rodas de samba do Clube já receberam mais de 100 artistas, entre músicos, compositores e intérpretes, e apresentou cerca de 200 obras autorais, das mais diversificadas nuances do gênero.
Em cada encontro busca-se refletir sobre o espaço dado a identidade musical do Rio Grande do Norte, além de estimular a produção de novas obras. Os resultados conquistados pelo Clube são o aumento na produção de discos de samba e o surgimento de outros projetos ligados ao samba autoral, além dos laços profissionais criados com artistas de outros Estados.

O documentário completo pode ser visto a seguir:

Banda curitibana questiona o fetiche por lésbicas

Por que os homens possuem fetiches por lésbicas? Esse questionamento foi feito com o clipe “Desses Nadas”, da banda Mulamba, formada por  Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (baixo, guitarra e violão), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (guitarra, baixo e violão).  O argumento, assinado por Amanda e Caro, é sobre um relacionamento entre duas mulheres. O roteiro tem como objetivo retratar o tema com naturalidade, fugindo do fetiche e da objetificação, mostrando um relacionamento de maneira sensível e sincera, como forma de resistência e legitimação, a fim de normatizar a existência e a relação lésbica. Este é o primeiro single do seu homônimo álbum de estréia, que será disponibilizado para o público em novembro. Com equipe formada apenas por mulheres, o vídeo tem direção da dupla Leticiah Futata e Giulia Piovezan, da HAI Studio. “Gravar esse videoclipe levantou várias questões: sobre amor e amar, respeito e visibilidade, lidar e desconstruir. Desde o início, a ideia da música era falar sobre a história de amor entre duas mulheres, o que elas sentiram e viveram, de maneira honesta, valorizando a relação humana e fugindo do fetiche”, descreve Caro. “Foi muito bonito ver o trabalho da equipe, intencionalmente formada apenas por mulheres, para criar toda uma atmosfera de acolhimento entre todas para as gravações e ver o resultado do que criamos juntas dá muito orgulho”, finaliza. “Quando as gurias da Mulamba me entregaram a direção de ‘Desses Nadas’ e me contaram sobre o argumento, eu tremi. É uma grande responsabilidade trabalhar com a Mulamba nesse momento de ascensão da carreira da banda, onde existe uma grande expectativa do público depois dos dois primeiros videoclipes”, conta Futata. “Até o dia da gravação, rolaram inúmeras conversas com a Caro e com a Amanda para a criação de um roteiro que fosse ao mesmo tempo explícito e sutil, que retratasse situações honestas, mas com poesia e que, principalmente, trouxesse uma visão feminina e que fugisse do padrão como o amor entre duas mulheres é comumente retratado. ‘Desses Nadas’ é um filme todo feito em equipe onde o processo de gravação foi tão importante quanto o resultado final. Conseguimos, juntas, criar um clima de acolhimento dentro do set que, com certeza, transparece no resultado final” Mulamba usa as músicas para enfatizar os anseios e as inquietações de quem transforma a luta pela igualdade de gênero em batalha diária. O sexteto conquistou visibilidade após a repercussão do vídeo de “P.U.T.A”, que já ultrapassou dois milhões de visualizações. A gravação traz uma atmosfera sombria para falar sobre a violência contra a mulher, que também se tornou um dos hinos do empoderamento feminino. Mas elas não se prendem a esse rótulo. Suas composições também traduzem temáticas de cunho social e político. A banda já participou de importantes festivais nacionais como o Psicodália (SC), Soma Sonora (SP), SIM São Paulo (SP) e O Vento (SP). Mulamba representa um grito de vozes silenciadas, reforça o protagonismo feminino na música nacional e se prepara para lançar seu primeiro álbum em novembro de 2018. O vídeo completo pode ser visto a seguir:
https://youtu.be/w1aHN_65fVo