Mães maternidade podcast

Mães que falam sobre maternidade no podcast

Não sou mãe e estou numa fase que meus amigos estão começando, aos poucos, aderir ao movimento. Realmente, gerar um ser vivo para os próximos anos é uma missão árdua. Além disso, são várias informações na vida da mãe, no qual algumas realmente ajudam e outros mais atrapalham. Em suma, o que uma mãe quer é fornecer conselhos para as outras mães. Fornecer não, trocar experiências. Afinal, cada mãe, apesar dos estereótipos, tem o seu jeitinho.

Por isso, a fotógrafa Elisa Elsie (foto acima) resolveu juntar várias mães, que trabalham com a arte para discutir sobre o assunto na pandemia.

O título do podcast é bem grandinho, mas explica bem o assunto: “Fotografia Pandêmica: maternidade e processos criativos no isolamento social – um podcast para ver”. 

Nos quatro episódios, as entrevistadas, que são mães, vão falar do período de isolamento social, além das dificuldades neste período.  Algumas delas se destacam: a incessante rotina de cuidar dos filhos, sem as pausas que as aulas oferecem; o desafio de ter tempo para se dedicar à criação artística; e ainda a dificuldade para obter renda.

Motivo de fazer o podcast

“A ideia de fazer o podcast surgiu depois de uma palestra que ministrei em julho do ano passado sobre processos criativos no contexto de pandemia. Jamais imaginei que um ano depois o assunto seria tão atual e de como ser mãe e artista no contexto de isolamento social era desafiador. Fiquei curiosa de saber como as outras mulheres estavam fazendo para manter suas produções artísticas”, afirma Elisa Elsie em release enviado para imprensa.

Cada episódio conta com a participação de uma entrevistada diferente: a primeira é Josimey Costa, pesquisadora, professora e escritora potiguar; a segunda é Tatiana Reis, mãe e fotógrafa brasiliense; a terceira Malu Teodoro artista multimeios, nascida e criada em Rondônia, e Priscilla Buhr, fotógrafa e mãe pernambucana.

E como foi a pandemia para as mães?

A fotografia esteve presente nos processos criativos e a participação dos filhos foi inevitável. “Logo quando parou tudo, eu estava dando a minha câmera de backup para meu filho. A gente começou a fotografar junto, foi aí que eu percebi que dentro desse contexto já não era possível separar a maternidade do meu fazer artístico”, relata Priscilla Buhr. Assim como ela, Malu Teodoro produziu uma série de fotos performances ao lado da filha, o “Mãe monstra”, publicado no instagram (@mariameteora) com diferentes relatos de ações e atitudes nem sempre relacionadas ao que seria o ideal de uma “boa mãe”.

A fotógrafa brasiliense, Tatiana Reis, traz ao longo da conversa os desafios de viver o puerpério de sua segunda filha durante a pandemia e de como a fotografia surgiu como uma opção: “a demanda é muito grande por colo, corpo e atenção, a cabeça não para de pensar em todas as coisas que temos de fazer e deixamos para pensar na criação artística só de madrugada, quando não se tem muito tempo e é difícil produzir com as crianças por perto. Mas aí foi uma sacada, essa coisa do brincar e estar junto, era uma dinâmica que ia  funcionar”. Foi aí que surgiu o projeto intitulado “Das grandezas do sentir” em que Tatiana fotografa diferentes momentos de suas filhas dentro de casa.

Os quatro episódios da série estão disponíveis de forma gratuita no Spotify, clique aqui para ouvir. A edição de som foi de Everton Dantas, a identidade visual da Hyfen Design e as produções contam com apoio do Duas Estúdio.  Os podcasts foram realizados com recursos da lei e contam com apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto e do Governo Federal, através da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo.

 

Vannick Belchior

A reconciliação de Vannick Belchior por meio da canção

A cantora Vannick Belchior é filha do compositor cearense, Belchior, que faleceu em 2017. Apesar do pouco contato com o progenitor, a jovem agora busca reencontrá-lo a partir de suas canções, demonstrando seu carinho. Filha caçula e a única que nasceu no Nordeste, quer perpetuar a memória e arte envolvidas na obra de seu pai. Com uma nova roupagem, Vannick canta e conta as histórias das canções, empregando uma nova interpretação e estética musical neste fim de semana no Belch Bar, em Natal. 

 

O evento será realizado no entorno do bar numa área fechada restrita a 250 pessoas, visto que respeitará o distanciamento e os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

 

O Brechando entrevistou a cantora Vannick Belchior com exclusividade antes do show que acontecerá em Natal. 

 

Confira a entrevista dela completa, portanto, a seguir:

Vannick com o disco de Belchior (Foto: Divulgação)

Clique na pergunta e você vai conferir a resposta de Vannick Belchior

Vannick Belchior: Exerci a área durante o período da faculdade. Mas, como eu me formei no final do ano passado, resolvi que em 2021 começaria as movimentações artísticas. Então,  eu tô faltando muito nisso (trabalhar com Direito) agora.

Vannick Belchior: Isso, na verdade, foi uma coisa bem circunstancial, ao ter a oportunidade de conhecer um músico, companheiro de estrada do meu pai. Hoje, ele é o meu maestro. Então, ocasionalmente, me conheceu e disse que “iria matar a saudade” de tocar Belchior comigo. E as coisas foram acontecendo. Dessa forma não foi nada que eu tenha escolhido foi nada que eu tenha premeditado as coisas foram acontecendo. Eu tô com esse projeto “Das coisas que aprendi nos discos” em que dou uma nova estética  (as canções). 

 

VB: Natal está sendo meu primeiro show fora do meu estado, né? Eu sou de Fortaleza, sou a única filha nordestina, inclusive eu pretendo andar por todo o Brasil, sem dúvidas nenhuma. A recepção dos fãs está maravilhosa, estou sendo recebida de braços abertos por todos os fãs do meu pai.  

Natal está sendo meu primeiro show fora do meu estado, né? Eu sou de Fortaleza, sou a única filha nordestina, inclusive eu pretendo andar por todo o Brasil, sem dúvidas nenhuma. A recepção dos fãs está maravilhosa, estou sendo recebida de braços abertos por todos os fãs do meu pai.  

Com certeza as lições que o meu pai pode ter me ensinado foram as da simplicidade, de enxergar enquanto ser humano e ser social aos problemas sociais e não se calar diante disso. Então, ele tem alguns preceitos que aprendi com ele, com certeza são princípios meus que seguirei para o resto da vida, não sou apenas na vida artística. Mas na vida pessoal, é uma questão de foro íntimo.

Nossa! Muitas identificações! Acredito que muito na forma de pensar, mas as maiores identificações elas não são passíveis de divisão, pois elas são passíveis de sentir os sentidos. 

 

Sem dúvida nenhuma, quanto musicalmente eu acredito que seja o nosso fascínio e a nossa paixão pela música popular brasileira, que é marcante e que tem uma e traz uma observação sobre as mudanças sociais. Quer dizer, dos problemas sociais. De não se calar diante disso. 

Com certeza veria o Brasil como em estado de muito perigo, né? Assim como observou há muitos anos que a nossa sociedade anda em um ciclo sem fim, enquanto cidadãos andam com os mesmos comportamentos, pensamentos, crenças e a sociedade. Além disso, ela vai empurrando com a barriga, atrasando o que poderia ser melhorado. Acredito que se hoje ele estivesse aqui, ele só não iria reforçar o que ele já viu há muito tempo, como também iria reforçar (o seu pensamento).

Esses são os nossos problemas sociais e o desgoverno que, infelizmente, acabamos ficando à mercê dos administradores do nosso país.

Logo quando meu pai entrou para essa reclusão social, eu realmente era uma criança que tinha 10 anos e foi bem complicado de lidar, né? Tive que passar por muitos processos internos para eu começar essa vida artística. Querendo ou não sempre estará ligada ao que veio antes de mim, né? A quem fez antes de mim toda caminhada e brilhou por essas direções. 

 

Então foi bem difícil de lidar no começo, mas nada que eu não tenha ressignificado. Ao decorrer desses meus processos de amadurecimento de reflexões, né?

 

E sempre tendo buscando não julgar os seus motivos. Porque o meu olhar para ele não era olhar do artista, era o olhar de filha. Acredito que deveriam existir mais sentimentos nobres quando olhamos para um para uma pessoa.

 

Sempre busquei não julgar e também não busquei compreender os motivos dele. Tenho certeza que diretamente ou indiretamente teve os motivos dele para fazer isso, eu acredito que isso tivesse respeitado como um qualquer postura artística ou cidadã que qualquer sujeito vem.

Olha, esse meu primeiro projeto é uma reparação afetiva muito profunda. Foi justamente devido a um período muito grande de ausência de falta da figura paterna que comecei essa carreira artística. Como falei anteriormente,  já é uma continuidade artística de alguém que veio antes de mim a trilhar esse caminho, né? 

 

Tenho muito respeito aos meus laços com meu pai estão cada vez mais fortes. Até porque sinto a presença dele de uma forma muito mais intensa. Então, os nossos lados estão cada vez mais apertados e tenho certeza que de onde ele estiver, ele me acompanha muito de perto e orienta todos os meus caminhos.

Olha, eu não diria o que eles podem esperar, porque acredito que a sensação que o artista pode despertar no seu público é muito subjetiva, né? 

 

Dessa forma agora posso dizer que quando eu vou para o palco, estou com a minha com aquela musicalidade e entrega. Com muito respeito, a quem admiro meu trabalho e quem está conhecendo agora, é um trabalho de muita entrega; de muito carinho e muito amor.

 

Até porque envolve realmente muitas questões pessoais, mas garanto que vocês que o público vai lá no meu show verá toda uma entrega e a doação ao ato de canto.

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A Música Popular Brasileira tem muitas vertentes que me fascinam, alucina e entendo que esse é o meu caminho realmente na arte e na música. Não tenho muitas outras influências. Influencio-me em Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Marina Lima e cantores como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil.

 

Tem cada artista que toca a gente, faz reviver…Enfim…Diversas sensações que sejam possíveis de ser entradas como arte para cada artista. Tem um poder de envolvimento.

 

Existem muitas influências. Quando escuto uma música, ela reverbera em mim de uma forma mais doce e sutil. Outras vezes, de uma forma mais avassaladora. Então, são muitas influências que acabam tocando em mim. Me fortalecendo ainda determinadas sensações no meu encontro como artista.

Estou bem no comecinho dessa carreira enquanto artista e cantora, mas tenho certeza que virão muitos outros trabalhos. Ainda darei voz a muitos outros compositores que ainda não foram descobertos e tenho certeza que tem muita genialidade por aí escondida.

 

Acredito realmente que temos essa oportunidade para dar uma nova musicalidade a novas ideias novos inscritos, mas antes disso pretendo que o meu pai seja o meu companheiro  de composições,  porque ainda dá voz a muitas das canções dele que não foram exploradas então


 Esse aí é um projeto posterior a esse que eu tô começando. Mas, com certeza, estarei sempre dentro da Música Popular Brasileira (MPB).

Confira um texto de Vannick Belchior cantando música de seu pai

mapa do RN no século 19

Este é o mapa do RN no século 19

Pesquisando um pouco da história do Rio Grande do Norte através de arquivos, nós descobrimos que no ano de 1848. O mapa foi elaborado e impresso no Rio de Janeiro. A carta tiográfica e administrativa garantia que teve seu trabalho baseado nos documentos mais modernos através da empresa do Visconde J. de Villiers de L’Ile-Adam.

Atualmente, este documento está na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Na época, o RN apresentava três zonas administrativas, as Comarcas.

Haviam as comarcas da Capital (Natal, São Gonçalo, Extremoz, São José de Mipibu, Goianinha, Vila Flor e Touros), de Assú (Assú, Santana dos Matos, Angicos, Acari e Caicó) e Maioridade (Apodi, Martins, Portalegre).

Paraíba está no mapa

Como vocês podem perceber, a cartografia também apresenta como era o formato do estado da Paraíba, que é bem diferente do formato atual, onde uma parte de seus municípios ainda pertenciam a Pernambuco e Ceará. Já o RN, você ver o formato do elefante que o faz ficar famoso. 

Amplique o mapa do Rio Grande do Norte e da Paraíba

Para enxergar melhor o mapa, você pode ampliar abaixo para ver todos os detalhes. Só ampliar e conhecer um pouco da história potiguar. 

estudo potiguar apagar memória

Jim Carrey acertou, estudo potiguar mostra que dá para apagar memórias

Muitas vezes pegamos pensando sobre a ideia de apagar memórias traumatizante em nossas mentes, igual ao filme “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”. Mas sabia que isso é realmente possível? Um estudo potiguar mostra que é possível apagar a memória, trazendo efeitos irreversíveis.

Alguns, por exemplo, declaram que já sonharam, mas não lembravam do assunto ou que apagaram o que sonharam. Mas, você sabia que isso é possível mesmo? Um estudo de neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pode explicar muito bem.

O que o Instituto do Cérebro afirma

O Laboratório de Pesquisa da Memória do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN), dirigido pelo Dr. Martín Cammarota, neste ano, publicou um artigo na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O título é “A dopamina controla se novas informações declarativas atualizam memórias reativadas através da reconsolidação”, que pode ser lido por completo aqui, embora esteja em inglês.

As alunas de Martín Cammarota, as doutoras Maria Carolina Gonzalez, Janine Rossato, Andressa Radiske e Lia Bevilaqua, estudam desde 2018 o campo da neurobiologia da memória.

A equipe concluiu que dependendo da informação prévia disponível e do estado de ativação dos receptores para dopamina numa região cerebral chamada hipocampo, as novas memórias se formam seguindo um de dois processos distintos, utilizando ratos como cobaias.

Como funciona esse processo baseado no estudo potiguar sobre o conceito de apagar a memória

Se os animais não possuem informação prévia relevante ao que está sendo aprendido, então as novas memórias se formam mediante um mecanismo que requer a participação de uma proteína chamada CaMKII e acabam sendo armazenadas como lembranças independentes e sem ligação direta com memórias preexistentes.

Pelo contrário, se os ratos adquiriram previamente informação relacionada com o que estão aprendendo, então as novas memórias em questão se formam mediante um processo. Além disso, requer uma outra proteína, chamada PKMzeta, e terminam sendo acopladas às memórias anteriores, formando uma espécie de rede de conhecimentos interligados e interdependentes.

O que concluíram sobre o estudo potiguar sobre apagar memória?

O que faz com que as memórias sigam um caminho ou outro é a interação dos receptores D1/D5 para dopamina do hipocampo. Além disso, eles, por sua vez, estão envolvidos nos processos cerebrais que mediam a detecção de novidade.

Quando aprendemos coisas novas, quase sempre ativamos também memórias que já possuímos. Como resultado, podemos identificar que algo é inédito, temos que acessar nosso próprio repertório de memórias.

Esta bola foi cantada no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”

O filme de Jim Carrey de 2004 mostra que o protagonista resolve apagar as memórias sobre sua namorada depois que descobre que ela fez o mesmo com as memórias acerca dele. Porém, sem desejar, também elimina da mente todas as vivências atravessadas pelo relacionamento.

Os experimentos demonstram que, dependendo do mecanismo que o cérebro tenha utilizado para formá-la, pode ser impossível apagar uma memória sem afetar outras inadvertidamente, assim como acontece com o personagem de Jim Carrey.

Esse processo de apagar a memória se chama, portanto, de reconsolidação, uma vez que liga e associa as memórias, convertendo-as em interdependentes. Se esquece uma, também esquece da outra, querendo ou sem querer, e sem importar se você consegue ou não lembrar consciente ou inconscientemente delas.