Tirol é inspirado em um estado da Europa

O bairro de Tirol fica na zona Leste de Natal e é conhecido por ter bastante prédios, onde muita gente da alta sociedade residem nestes edifícios e por ter muitas lojas comerciais para este público. Mas, sabia que o seu nome é inspirado em uma cidade da Europa?

O bairro surgiu como uma forma dos natalenses migrarem da Ribeira e Cidade Alta para as adjacências como forma de passar o veraneio. Esta região era formada por sítios e “casas de campo” da elite republicana. Alberto Maranhão, por exemplo, tinha uma casa de veraneio onde funciona hoje o Aeroclube. A ocupação do bairro começou com a chegada do bonde para a atual Avenida Hermes da Fonseca.

A história do bairro Tirol confunde-se com a de Petrópolis. Estes dois bairros se desmembraram do terceiro bairro de Natal, Cidade Nova, ou “Cidade das Lágrimas”. O plano de construção da Cidade Nova foi de autoria do agrimensor e arquiteto italiano Antônio Polidrelli, e compreendia o espaço ocupado desde a Avenida Deodoro à Rua Campos Sales, abrangendo 60 quarteirões, compreendendo ruas, avenidas e praças. A criação destes bairros, concluída em 1904, constitui-se na primeira forma de ordenamento urbano de Natal. Esperava-se, com isso, retirar da cidade o aspecto colonial e induzir o seu crescimento futuro.

Voltando ao assunto principal desta postagem, o nome é referente a região da Áustria. Na verdade, não é uma cidade e sim um estado que fica na Áustria. Lá onde fica a cidade de Innsbruck e a região dos Alpes Suíços.

O estado de Tirol tem a quinta população do país. A seção principal tem fronteiras com a Baviera (Bayern, da Alemanha) a norte, o Tirol Meridional (Trentino-Südtirol) na Itália ao sul, e a oeste está Vorarlberg. O Tirol Oriental (Östtirol) tem fronteira com a Itália (Südtirol) e a Caríntia (Kärnten).

Uma casa localizada em Tirol, na Aústria (Foto: Tyrol.Tl)

O nome Tirol, afirmava Pedro Velho, foi apenas uma lembrança da Áustria, como era costume na época. Oficializados como bairros pela Lei n.º 251 de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, teve seus limites redefinidos na Lei nº 4.330, de 05 de abril de 1993.

Tirol também é um nome de um bairro em Belo Horizonte.

UFRN terá mais duas linhas de ônibus a partir de segunda

A partir desta segunda-feira (31), a linha 588 (Circular UFRN) vai passar a contar também com linhas Expressas no Campus da UFRN, uma ligando o Via Direta a Reitoria e outra ligando o Via Direta ao prédio do C&T. O objetivo é melhorar a capacidade de transporte do sistema dando rapidez nas viagens. Os ônibus são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e da própria Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Assim como o Circular, as duas novas linhas são gratuitas.

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As linhas foram pensadas após o levantamento realizado em trabalhos de alunos de engenharia civil da UFRN, juntamente com a STTU, onde foi identificado que mais da metade dos usuários do Circular descem na Reitoria ou em C&T, visto que lá se concentra a maior quantidade de alunos no campus central.

O Expresso Reitoria/Via Direta vai operar das 06h30 às 20h30, parando apenas na Parada do Via Direta e na Parada da Reitoria. Já o Expresso C&T/Via Direta operará das 06h20 às 22h30, parando apenas na Parada do Via Direta e na Parada de C&T. Esta medida reduzirá o tempo de viagem, permitindo que a frequência de ambas seja de menos de 10 minutos, no horário de pico, e de 15 a 20 minutos, no entre pico. Os Expressos contarão com dois veículos cada. Dentro da UFRN, o embarque e desembarque ocorrerá na atual parada do Circular Direto.

Além dos Expressos, a UFRN continuará contando com as linhas circulares Direto e Inverso atendendo aos demais setores da instituição, ambas com dois carros e frequência de 15 em 15 minutos no horário de pico, e 30 em 30 minutos no entre pico.

A universidade ainda contará com as linhas convencionais que entram no Campus hoje, que são: 10/29 (Nova Natal/Nova Descoberta, via Campus), 30 (Felipe Camarão/Pirangi, via Candelária/Campus), 31 (Felipe Camarão/Pirangi, via Campus/Candelária), 48 (Santos Reis/Nova Descoberta, via Alecrim/Campus), 57 (Mãe Luíza/Nova Descoberta, via Campus), 63 (Felipe Camarão/Campus) e 66 (Ponta Negra/Cidade da Esperança, via Campus/Bom Pastor).

O que foi o Caldeirão do Diabo?

O Caldeirão do Diabo, era nome dado pela imprensa para Penitenciária João Chaves, localizada na zona Norte de Natal. Ela ficou conhecida por esse nome por causa dos inúmeros crimes que aconteceram dentro do presídio, principalmente entre a década de 80 e 90. Nele abrigava, o Trio Ternura, que já falamos no blog.

Entrada do João Chaves

A Penitenciária Central Doutor João Chaves começou a ser construída em 1953. Porém, a obra só foi finalizada em 1968, no governo do Monsenhor Walfredo Gurgel. O primeiro assassinato na João Chaves aconteceu no ano de 1971. Inicialmente, haviam vários presos políticos que eram contra a Ditadura Militar (1964-1985), como Maurício Anísio de Araújo, que no ano de 1979 resolveu fazer uma greve de fome.

Maurício enquanto estava preso na João Chaves

A deterioração da João Chaves veio nas décadas seguintes, quando os crimes brutais apareceram, como o “Baraúna”, que arrancou a cabeça de um rapaz dentro da cadeia. Na década de 90, a fama do Caldeirão do Diabo só cresceu ainda mais através das rebeliões violentas.

Notícias sobre a penitenciária na década de 80 (Foto: Clarim de Natal)

Além do Trio Ternura, um dos detentos mais famosos da penitenciária foi Brinquedo do Cão, apelido de Edmilson Lucas da Silva, que entre os anos 70 e 80 foi o bandido mais conhecido e temido de Natal.

Houve uma época em que manchetes de jornais e programas de rádio o tinham como personagem quase cativo. Brinquedo do Cão ficou famoso ainda adolescente pelos roubos que cometeu. Várias condenações o colocaram na cadeia por quase duas décadas.

Caldeirão do Diabo sendo demolido (Foto: Tribuna do Norte)

Em 1998 foi inaugurado a Penitenciária Estadual de Alcaçuz como uma forma de controlar a população carcerária no estado e da superlotação do Caldeirão do Diabo.

No ano de 2006, mais precisamente no dia 24 de março, a João Chaves foi derrubada, dando lugar ao Complexo Cultural da Zona Norte, hoje administrada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Hoje, o João Chaves é um complexo penal que abriga a Penitenciária Feminina e o Presídio Raimundo Nonato.

10 músicas bregas produzidas pelos potiguares

O Brega é um estilo muito difundido no Norte/Nordeste e no Rio Grande do Norte não é diferente, conseguimos coletar 10 músicas feitas por potiguares para este estilo que a gente escuta quando estamos tristes, bêbados e também alegre. Confira:

1) A Dona do Meu Coração – Evaldo Freire

Nascido no Rio Grande do Norte, mais precisamente em Ipanguaçu, Genivaldo Freire do Nascimento ou só Evaldo Freire, como ficou conhecido, levou seu estilo brega por todo o Nordeste. Um dos sucessos é este que vos apresento.

https://youtu.be/iMshlHeP1Gs?t=18m3s

 

 

2) Meu Cofrinho de Amor – Elino Julião

Falamos um pouco do cantor aqui no blog neste link, mas apesar do forte ser forró, ele também migrou no brega.

https://www.youtube.com/watch?v=K4ZAcaePvTY

3) Os Nominhos que ela tem – Cabrito

A gente já falou do Cabrito aqui. Claro que temos que colocar o cantor brega mais desbocado que o Rio Grande do Norte já teve.

4) No toca-fita do meu carro – Bartô Galeno

Embora tenha nascido na Paraíba, ele foi criado em Mossoró e se tornou um dos importantes artistas do estado.

https://youtu.be/QyDDA3Fq3To

5) Feiticeira – Carlos Alexandre

Ídolo do brega potiguar do bairro da Cidade , que morreu em um acidente de carro em 1989. Foi difícil escolher entre esta música, Ciganinha ou Arma da Vingança.

https://www.youtube.com/watch?v=hbJ8FCRXGj4

6) A festa dos insetos – Giliard

Hoje lhe assistimos nas propagandas das cestas de Natal São Cristovão, mas ele fez muito sucesso com esta música nos programas do Sílvio Santos.

7) Garotinha – Fernando Luís

Clássico dos anos 80 e muito escutada nos palcos de programas do Chacrinha.

8) Zezo – Eu Duvido

O príncipe dos teclados, natural de São Gonçalo do Amarante e cidadão natalense do bairro das Quintas, tinha que entrar nesta lista.

https://www.youtube.com/watch?v=T25HStLgtSk

9) Se Meu Amor Não Chegar (Hoje eu quebro esta mesa) – Carlos André

Quem nunca levou um bolo do contatinho, não sabe o sentimento que o cantor mossoroense Carlos André queria dizer nesta música de 1975.

10) Cobertor – Calcinha Preta

O Cantor Daniel Diau é natural de Mossoró e ele é compositor desta música que ficou famosa com o Araketu. Muita gente ficou com dor de cotovelo escutando.