Quarentena em Natal

Quarentena em Natal, meu relato em vídeo sobre assunto

O Brechando está de volta com a produção de vídeos e o primeiro da série é falando um pouco como está a minha quarentena em Natal, que estou há duas semanas de casa, trabalhando de home office e saindo apenas para fazer o necessário para não pegar a Covid-19, também conhecida como novo Coronavírus. Além disso, estou desabafando um pouco sobre os meus sentimentos, o que estou fazendo para não pirar pelo fato de estar em casa 24 horas por dia há algum tempo e dentre outras coisas. E, vocês, natalenses, como estão passando a quarentena em Natal ? Estão enloquecendo? Alguns vídeos serão postados nos próximos dias para mostrar um conteúdo diferentão e nada formal.

Enquanto a vida “normal” não volta, hora de ver algo.  Confira o vídeo a seguir:

Como pedir o namoro pelo Spotify por uma natalense?

Já pediu em namoro montando uma playlist no Spotify? A quarentena é um período cheio de mudanças no roteiro. A noite de domingo (29) é uma prova disso e vou contar a história a seguir. A Patrícia é de Natal e no Twitter mostrou como pedir aquele crush em namoro de uma forma diferente. Como? Montando uma playlist no aplicativo de música, mas não apenas com a trilha sonora que embala o casal, uma vez que cada música mostrava uma mensagem que ela queria dizer até chegar na seguinte palavra: Quer namorar comigo? A surpresinha já tem mais de 200 compartilhamentos apenas do Tweet que ela mostrou essa peripécia e alguns retweets. Acredito que muita gente vai se inspirar nessa presepada romântica natalense. Aqui vão as fotos da playlist com as músicas selecionadas pela apaixonada:

Mas, e o crush ? Ele aceitou o pedido ? Essa pergunta foi feita para várias pessoas curiosas e ela prontamente respondeu que sim. Agora a Patrícia está namorando! Para mostrar esse evento que aconteceu no Twitter e mais precisamente em Natal. Veja a seguir:

A atitude foi elogiada por outros usuários da rede social, que achou a ação de Patrícia muito ousada e corajosa, além de ter sido bastante criativa sem perder o romantismo. Procuramos a playlist no Spotifty e encontramos. As canções selecionadas podem ser ouvidas a seguir:

E é assim o manual de como pedir o namoro pelo Spotify.

ruas de natal no isolamento social

Ruas de Natal neste período de isolamento social em fotos

Há duas semanas, os moradores de Natal ficaram em suas casas para se prevenir e conter os avanços do novo Coronavírus, também conhecido como Covid-19. Atualmente, o RN registra quase 70 casos e um óbito de um professor universitário residente de Mossoró. Além disso, o decreto da governadora Fátima Bezerra declarou o fechamento de lojas com ar-condiconado e estabeleceu regras para os supermercados, além da suspensão das aulas nas instituições de ensino públicas e privadas. Assim, deixando as ruas de natal no isolamento social. Mas, como estão as ruas de Natal? Em meio a polêmicas entre a gestão Federal, os natalenses ainda estão em suas casas, como o fotógrafo potiguar Sandro Menezes registrou.

Ele fotografou as principais ruas da capital potiguar, mostrando o esvaziamento de carros e mostrando as vias totalmente desertas. Confira as fotografias das ruas de Natal no isolamento social a seguir:

 

E, para você? Como observa as ruas de Natal no isolamento social?

Felipe Nunes lança novo EP para começar abril

Felipe Nunes já pode ser considerado potiguar, visto que mora na capital potiguar há sete anos e começou a sua carreira musical. Além disso, ele é cantor, compositor, poeta, historiador e está prestes a terminar seu mestrado em antropologia. Na próxima sexta-feira (3), ele vai sextar lançando o seu EP de estreia, intitulado de “Entropykos”, nas plataformas digitais as cinco músicas de seu EP de estréia e foi elaborado em parceria com o selo Rizomarte Records.

Você pode pré-salvar a música na sua plataforma de streaming, que na sexta-feira o álbum estará na sua biblioteca de música. Como ? Clique neste link.

O processo criativo que resultou na sonoridade do Entropykos durou um ano e o resultado final é uma mistura consistente entre elementos sonoros orgânicos e eletrônicos, contando com participações especiais que deram corpo e movimento a cada uma das canções. Dar corpo não apenas como uma metáfora, mas sim como uma busca por conexões viscerais entre passado, presente e futuro através da musicalidade. Nessa ligação umbilical entre os sons e a força poética das letras e melodias, o EP se apresenta como um delicado microcosmo sonoro-poético povoado pela ancestralidade negra e indígena que ancoram e norteiam a formação histórico-cultural brasileira.

“O EP buscou contar a história através de narrativas contra-hegemônicas. Sabemos que viemos de muitas direções e temos inúmeras histórias para contar. Neste sentido, o Entropykos nasce da simbiose entre entropia (termo da física onde, a grosso modo, afirma que estamos sempre a se multiplicar e se movimentar) com a palavra tropicalismo que permeia o trabalho de Caetano, Gil, Jorge Mautner, Gal Costa, Nara Leão, dentre outrxs. O tropicalismo foi a minha primeira escola filosófica-musical ainda na adolescência. O nome é um reflexo literal do trabalho, onde buscamos amalgamar diversas sonoridades sobre as histórias que formam a identidade cultural brasileira. Tenho muitas referências teóricas e sonoras, ao mesmo tempo desejava não estar preso a nenhuma delas, a solução foi misturar tudo”, disse Felipe em release enviado pela imprensa.

O som promete ter muita psicodelia presente nos timbres de sintetizadores, somados a grooves de funk, batidas ijexás, afoxés, guitarras, violões, programações eletrônicas, flautas e rabecas.

A capa foi feita em parceria com o artista visual e designer e o fotógrafo Augusto Júnior, que traz a sobreposição ótica entre o humano e a cabeça de um boi que é um símbolo milenar presente em diversas culturas (ocidental, oriental, africana, ameríndia) com distintos significados. Dentre eles o de princípio organizador da vida, amuleto, de proteção da colheita e do alimento. Ela está representada em inúmeras tradições culturais como muata calombo, munhanhe, minos, boi de reis e tantos outros.

Além de sua próprias canções, Felipe dedica-se a dois projetos coletivos: o Agô, que faz releituras de canções afro-brasileiras, e a Tríade Rebelde , dedicada a fazer releituras de clássicos da música latino-americana.

O EP contou com a produção musical de Pedras, integrante e produtor de discos dos projetos Igapó de Almas, Luisa e os Alquimistas, Zé Caxangá e Seu Conjunto, dentre outros. O fio condutor deste processo foi a escuta do universo temático das próprias letras, que tocam em temas como a releitura da história a partir da ancestralidade, o legado de luta e resistência dos povos indígenas e negros/as, a importância da resiliência como estratégia de vida, a linha tênue entre utopias e distopias, dentre outras transas.

O Entropykos também conta conta com as participações musicais do percussionista Kleber Moreira (Rosa de Pedra e Nação Zambêracatu), a professora da Escola de Música da UFRN Heather Dea Jennings tocando flauta, a cantora e instrumentista Tiquinha Rodrigues (Rosa de Pedra, Orquestra Sinfônica, Camomila Chá, Bandissíma) na Rabeca, o instrumentista Rafael Melo e o produtor musical Walter Nazário nas guitarras, Pedras Leão nos contrabaixos e bases eletrônicas, além da produção musical, e o músico Henrique Lopes nos sintetizadores e direção artística.

Ficha Técnica:
Direção artística: Felipe Nunes, Henrique Lopes e Pedras Leão
Produção Executiva: Henrique Lopes
Produção Musical, Mixagem e Masterização: Pedras Leão
Edição de Áudio: Yves Fernandes (com exceção de “Mandinga”)
Direção de Arte e Capa: Felipe Nunes, Rodrigo Costa e Augusto Júnior
Fotos de divulgação e Capa: Augusto Júnior
Músicos participantes: Felipe Nunes, Henrique Lopes, Heather Dea Jennings (em Trabandá), Pedras Leão, Kleber Moreira, Rafael Melo (em Canto Ancestral), Tiquinha Rodrigues (em Trabandá e Resiliência), Walter Nazário (em Resiliência)
Gravação: Estúdio Cigarra
Selo: Rizomarte Records
Distribuição: Tratore