Está faltando água em alguns bairros de Natal

Alguns bairros da zona Oeste de Natal, como Bom Pastor, Cidade da Esperança (bairro que foi mais atingido pela falta d’água), Cidade Nova, Felipe Camarão, Nazaré, Nova Cidade e parte de Lagoa Nova estão sem abastecimento desde sexta-feira (11) e a previsão é que isto ainda continuará nesta segunda-feira (14). Qual foi o motivo para que acontecesse isso?

De acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), o motivo do interrompimento foi o conserto da Estação de Tratamento de Esgoto de Cidade da Esperança, no qual houve um afundamento ocorrido na rede de esgotos da travessa Leopoldo Beltrão na última quinta-feira (10).

O conserto ao longo da quinta-feira e madrugada da sexta sem interferir no abastecimento, mas não foi possível devido à grande demanda de lançamento de esgotos na rede. A companhia ainda alega que a empresa intensificou o trabalho para a resolução do problema, contudo, até este domingo o problema persistiu.

Trata-se de um coletor de 600 milímetros que se situa a 4 metros de profundidade, elevando a complexidade do reparo devido à necessidade de maiores cuidados para garantir a segurança dos trabalhadores e do entorno. Devido a essas questões que o abastecimento foi interrompido.

A primeira paralisação iniciou na sexta havia afetado o fornecimento de água nas zonas Sul e Oeste. Neste domingo (13), horas após ter sido religado o sistema de água, foi necessário realizar mais uma interrupção, desta vez, foram atingidos apenas os bairros da zona Oeste e parte de Lagoa Nova.

Na zona Sul, o abastecimento deverá estar totalmente normalizado na madrugada desta terça-feira (15). Já a zona Oeste depende do conserto da rede de esgoto. Aconselha-se a reservação e uso racional da água, uma vez que nos dias seguintes poderão ocorrer novas paralisações emergenciais para o total reparo da rede de esgoto de Cidade da Esperança.

Também na quinta houve a paralisação da distribuição de água em alguns bairros da zona Norte, o abastecimento de toda a zona Norte do Natal esteve em 50% devido a falha em uma bomba na captação da lagoa de Extremoz.

Dados sobre o desenvolvimento humano em Natal

Nesta segunda-feira (14) foi publicado um dado sobre Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em 2014, no qual aponta que Brasil na 75º colocação no ranking do IDH, Índice de Desenvolvimento Hunano, dentre 188 países, com índice de 0,755, acima da média da América Latina (0,748) e é considerado alto. É o 13º melhor índice entre os latino-americanos.

O IDH é apenas uma média e não ilustra claramente a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano. Os fatores analisam renda, longevidade e educação. Mas, como está Natal?  O Brechando falará logo a seguir:

Os últimos dados retirados sobre a capital potiguar é de 2010. O índice atual é de 0,763. Em 1991, o IDH era de 0,572. Isto mostra que o índice é alto e o fator que contribui isso é a longevidade, com índice de 0,835, seguida de Renda, com índice de 0,768, e de Educação, com índice de 0,694.

Na parte de educação, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 92,81%, em 2010. No mesmo ano, a proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental é de 87,76%; a proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo é de 56,46%; e a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo é de 47,80%.

71,06% da população é composta de pessoas de 15 a 64 anos, sendo que apenas sete por cento são de idosos e maioria são mulheres. A mortalidade infantil no município é de 14,4 por mil, uma redução de 18 mil nos últimos 10 anos.

Na cidade, mais de 47,80% de jovens de 18 a 20 anos possui o Ensino Médio Completo. A expectativa de vida é de 75 anos e a renda per capita é de 950 reais. Natal ocupa a 320ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDH.

Nesse ranking, o maior IDH é 0,862 (São Caetano do Sul, São Paulo) e o menor é 0,418 (Melgaço, Pará). Em comparação aos outros município, o IDH da capital do Rio Grande do Norte é considerado alto.

Índice de desenvolvimento da cidade é considerado alto
Índice de desenvolvimento da cidade é considerado alto

O Pnud considera o desenvolvimento alto a partir das médias  0,700 e 0,799. É maior que o Rio Grande do Norte, cujo IDH é de 0,684, que ocupa a 16ª posição entre as 27 unidades federativas brasileiras e considerado médio.

Entre 2000 e 2010, a população de Natal cresceu a uma taxa média anual de 1,24%, enquanto no Brasil foi de 1,17%. Em 2010 viviam, no município, 803.739 pessoas.

Já a renda cresceu 91,54% nas últimas duas décadas, passando de R$ 496,15, em 1991, para R$ 673,38, em 2000, e para R$ 950,34, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 3,48%.

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais passou de 64,95% em 2000 para 67,00% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação passou de 16,89% em 2000 para 9,87% em 2010.

Coisas dos anos 90 em Natal que sobrevivem até hoje

Apesar de ter morado nos anos 1990 em outra cidade, eu passei bastantes fins de semana e férias na terrinha, como praia, shoppings, clubes e dentre outras coisas. Analisando algumas coisas que presenciei na infância, eu vi que alguns estabelecimentos e lugares que fizeram parte da minha vida infantil ainda sobrevivem. Confira a lista:

1) Big Blue

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O Big Blue é um mini-parque aquático da praia de Búzios, no município de Nísia Floresta, região Metropolitana de Natal. Fica bem na entrada da praia, próximo daquelas barracas que mantém o mesmo estilo de quando eu tinha cinco anos. O parque quase não mudou, só deu umas mudanças na piscina. Porém, ele ainda tem aquele temível tobogã amarelo. Sim, eles estão modernos e possui uma fanpage no Facebook. E, você, preferia ir no azul ou amarelo?

2) Natal Shopping

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O Natal Shopping foi inaugurado na década de 90, pelo grupo Ecocil. Minha infância pode ser resumida dentro deste shopping, onde eu brincava nos aviões do Natal Play, comia sanduíche no Mc Donald’s e assistia filmes no cinema perto da Praça de Alimentação (como o filme Xuxa Popstar), no qual tinha que ficar de joelhos sobre o banco para conseguir ver (não tinha aquelas salas de cinemas em forma de arquibancada). Sim, apesar de uma reforma, o estabelecimento ainda sobrevive depois dos anos 90, agora está um shopping está moderno e sofreu algumas alterações.

3) Praia de Búzios

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Meus carnavais em Búzios se resume a essas seguintes coisas:

1) Comprar bala no O Pirulito

2) Subir naqueles morros

3) Ir à praia, mesmo com o mar agitado

4) Ir ao Big Blue

5) Jogar Spray de Espuma nos outros

O que mudou? Só que não existe mais O Pirulito, mas as casas de praias não mudaram muita coisa, apesar de alguns gringos tentaram instalar uns condomínios na região. As barracas que eu frequentava com meus pais ainda estão do mesmo jeito. Sim, os morros estão intactos e ótimos para subir.

4) Clubes

Não existia Teatro Riachuelo ou algo do gênero, o jeito dos natalenses se divertirem era indo aos clubes, que eram mantidos pelos órgãos públicos. De manhã, os pais levavam as crianças para brincar nas piscinas dos clubes (antes tinha que fazer aquela avaliação médica) ou comer aquele churrasco, jogar futebol ou rangar aquele almoço maroto. A noite havia os shows de todos os gêneros musicais possíveis. Quem nunca foi no show de Eliane, a rainha do forró, no clube Albatroz? Alguns clubes ainda se mantém daquele jeito de 20 anos atrás.