Karol Conká e Potyguara Bardo

Mash-up de Karol Conká e Potyguara Bardo no Twitter

A Karol Conká saiu do BBB 21 com a maior rejeição da história, mais de 99%. No entanto, ela causou bastante na edição, visto que algumas atitudes eram consideradas abusivas e causando a ira de boa parte dos espectadores. No entanto, ela conseguiu virar meme. Durante uma briga com Lucas Penteado, ela chegou a dizer a frase “qualquer coisa, me bota no Paredão”, que viralizou na web com diversas versões divertidas. Um exemplo: “Não estou com fome. Qualquer coisa me bota para comer um podrão”.

Além disso, tem várias montagens com a cara da cantora em situações inusitadas. Porém, teve gente que foi mais longe. No Twitter está bombando a mash-up (mistura de vozes) de Karol Conká e as músicas de Potyguara Bardo. Duas pessoas diferentes realizaram esta mistura com as canções “Você Não Existe” e “Caramba”. Somando os dois vídeos, esta mistura já tem mais de 100 mil visualizações.

Para ouvir completo, portanto, dê o play a seguir:

E ainda tem o mash-up de Karol Conká e Potyguara Bardo com “Caramba”:

Você já tinha visto esta mistura de Potyguara e Conká? Deixe aqui, portanto, nos comentários ou compartilhe.

Emmanuel Bezerra

Emmanuel Bezerra, potiguar morto pela Ditadura Militar

O dia 31 de março e o 1º de abril é um momento que as pessoas deveriam primeiramente relembrar das vidas que foram mortas durante a Ditadura Militar. Primeiramente, nós falamos da morte de Luís Maranhão e também de vários assuntos sobre este tema. Recentemente, visitamos a ocupação Emmanuel Bezerra, no qual pessoas ocuparam a antiga Faculdade de Direito da UFRN. Mas, afinal, quem foi este estudante da instituição de ensino?

Filho de pescadores, ele entrou na militância ainda jovem

Emmanuel nasceu São Bento do Norte, no dia 17 de junho de 1947. Portanto, não veio da elite, como muitos estudantes da UFRN, visto que o acesso ao ensino superior era difícil. Na época, ele morava em Caiçara do Norte,  distrito de São Bento. Em 1961, para ter uma vida melhor, mudou-se para a Casa do Estudante. Inicialmente, ele estudou no Atheneu e lá começou a sua militância.

Ele fundou com outros colegas, funda o jornal “O Realista”. As denúncias sociais eram o principal morte do jornal. Sua carreira como jornalista não terminou, visto que após o término da escola, já na época da ditadura militar, no entanto, fundou “O Jornal do Povo”, cujas publicações tinha representantes de diversos municípios.

Vida na UFRN

No ano de 1967, ingressou na Faculdade de Sociologia da Fundação José Augusto, onde atuou no Diretório Acadêmico “Josué de Castro”. Foi eleito presidente da Casa do Estudante, onde moravam os estudantes pobres do interior e que mais tarde serviria de trincheira de luta do movimento estudantil (secundaristas e universitários) de Natal. Foi delegado junto ao 29º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em São Paulo.

Em 1968, tornou-se diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tendo papel de liderança no movimento estudantil universitário. Também organizou a bancada dos estudantes potiguares para o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), onde foi preso e logo depois expulso da universidade.

Emmanuel Bezerra

Em 1966, entrou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e se tornou um dos principais articuladores nacionais. Em 1967, deixou o PCB para entrar no recém fundado Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Emmanuel é preso (dezembro de 1968), após instauração do AI-5. Além disso, o militante cumpriu pena até outubro de 1969 em quartéis do Exército, Distrito Policial e finalmente na Base Naval de Natal. Libertado, o estudante imerge na clandestinidade, indo atuar politicamente (já como dirigente nacional do seu partido) nos Estados de Pernambuco e Alagoas.

Nesse período, realiza viagens ao Chile e Argentina em missão do partido, ainda mais buscando aglutinar exilados brasileiros à luta em desenvolvimento no país.

Sua morte

Emmanuel Bezerra dos Santos morreu em 4 de setembro de 1973, junto a Manuel Lisboa de Moura, na cidade de São Paulo. De acordo com a versão oficial, tanto Emmanuel quanto Manoel foram mortos em um tiroteio com agentes policiais. Emmanuel retornou ao Chile há pouco tempo.

Então, os policiais montaram, por conseguinte, uma emboscada aguardaram a chegada de Emmanuel. Ainda de acordo com esta versão, logo após o avistarem, deram-lhe voz de prisão e, neste instante, ele teria atirado nos agentes. Como resultado, os militares reagiram, desferindo tiros na direção dos dois. Emmanuel e Manuel estavam mortos quando estavam sendo levados para o Hospital de Clínicas.

Uma segunda versão de sua morte

Emmanuel e Manoel foram presos em Recife, no dia 16 de agosto de 1973. Posteriormente, os militares conduziram os presos ao DOPS de Pernambuco, sendo torturado por vários dias. Depois, foi transferido para São Paulo, pelo policial Luiz Miranda e entregue ao delegado Sérgio Fleury. Na capital paulistana, torturaram Emmanuel até a morte no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI-SP), quando o mutilaram, arrancando-lhe os dedos, umbigo, testículos e pênis.

Seus corpos foram enterrados inicialmente como indigentes

A sua necropsia foi realizada pelo médico Harry Shibata, que assinou o laudo sem examinar o corpo e ainda mais omitiu todas as marcas de tortura presentes em seu corpo. Fotografia recuperada pela Comissão da Verdade mostra Emmanuel já morto e muito machucado.

Ficou evidente a violência sofrida no DOI-CODI. Seu olho esquerdo estava inchado, seus lábios também machucados, havia ferimentos em seu rosto, seu nariz aparecia quebrado e em volta do seu pescoço estava feito um colar de morte, marcado com ferro em brasa. Emmanuel Bezerra dos Santos e Manoel Lisboa de Moura foram enterrados como indigentes no Cemitério de Campo Grande, em São Paulo.

Só acharam os restos mortais nos anos 90

Em 13 de março de 1992 seus restos mortais foram exumados, periciados e identificados pela equipe de legistas da Universidade de Campinas (UNICAMP). Trasladados para Natal em julho de 1992, a ossada seguiu em cortejo para São Bento do Norte, com uma grande comoção da comunidade local. Seu corpo encontra-se no Cemitério Público da cidade.

Emmanuel recebeu diversas homenagens, uma delas é que seu nome agora é rua no bairro de Pitimbu, em Natal.

Além disso, Emmanuel ganhou um livro com seu nome “Emmanuel vida e morte”. A obra, feita por diversos de seus amigos de infância, familiares e colegas, é um diário vivo de como era ter vivido com o estudante e o que ele representava para cada um.

Atividades artísticas

Além de militante político, Emmanuel era uma pessoa voltada para a arte e cultura, uma vez que participou dos movimentos artísticos desenrolados na capital Natal. Rabiscou seus primeiros poemas adolescentes ainda na sua longínqua Caiçara do Norte. Apesar das atribulações da vida clandestina, foi possível, portanto, salvar alguns dos poemas de sua autoria.

Circo da Folia

Cartazes dos shows do Circo da Folia dos anos 80 e 90

O verão acabou, visto que tecnicamente estamos no outono. Mas, isso não quer dizer que devemos esquecer totalmente do veraneio, visto que ainda há de lembrar dos shows que aconteciam neste período. Era comum casas de shows chamarem diversas atrações nacionais para tocar em Natal nos meses de janeiro e fevereiro.

Uma delas é o Circo da Folia antigamente começou no terreno onde hoje pertence ao restaurante Mangai, no bairro de Lagoa Nova. Com a demanda crescendo, eles se mudaram para a Praia de Pirangi, na cidade de Parnamirim. Neste período, as pessoas começaram a alugar casas de praia próximo da casa de shows para poder chegar mais rápido. O Circo da Folia era sinônimo de veraneio por muitos anos.

Essas apresentações do Circo da Folia teve seu auge nos anos 80 e 90, estendendo um pouco para os anos 2000.

Lá acontecia as apresentações de bandas de axé, forró, e, inclusive, rock (saudades do show do CPM 22). Nas páginas de nostalgia é comum ver gente mostrando os cartazes dos shows destas bandas, nos quais mostram artistas que não fazem tanto sucesso assim, bandas no início da carreira ou pessoas que não estão mais no plano terreno.

Por isso, o Brechando coletou diversos cartazes dos shows do Circo da Folia dos anos 80 e 90 para mostrar o que os nossos pais faziam para se divertir no verão natalense.

Extra: Bandas de bailes eram comum no verão

Além dos shows do Circo da Folia, as bandas de baile também faziam uma grande festa e levava os natalenses para dançar todos os tipos de música. Recentemente, na página “Natal Nostálgica“, uma página de show com o contato de várias bandas de baile.  Será que você reconhece alguma?

Estado oferece vacina moradores de rua contra Covid-19

A partir desta segunda-feira (29), os moradores de rua vão receber as vacinas contra COVID-19, a partir de doações de doses do Governo do Estado, que estima 1500 pessoas nesta condição.

Assim, o RN será o primeiro a vacinar toda sua população de rua. Esse público é estimado em 1.500 pessoas.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap), é uma forma de compreender a vulnerabilidade que está exposta essa população.

Onde será essa vacinação

A vacinação acontece em parceria com os municípios e em Natal com o Centro Pop, Centro de referência,  especializado para população em situação de rua, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social.

“É importante ressaltar que as doses não serão retiradas do público já estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização, mas sim serão utilizadas da reserva técnica para a imunização completa dessa população”, explicou Kelly Lima coordenadora de Vigilância Em Saúde da Sesap.

Em março, o único albergue da cidade teve casos de Covid

O único abrigo para moradores de rua em Natal, neste mês, passou por uma testagem em massa. Como resultado, cerca de 50 pessoas atendidas na instituição e também dois funcionários tiveram resultado positivo para a Covid-19. Todos foram afastados para que o albergue seguisse com as atividades.

Já os moradores de rua que tiveram o diagnóstico de Covid-19 tiveram que ir ao abrigo improvisado para o isolamento social.

Foto: Elisa Elsie