Família Ghee

Mulheres criam quadrinho sobre família na quarentena

Março de 2020, o Brasil sentiu a epidemia do novo Coronavírus. Um trio de garotas de estados brasileiros diferentes resolveram, portanto, unir as suas histórias. Assim, surgiu a Família Ghee, cujo quadrinho terá a sua primeira parte exibida nesta terça-feira (1).

O objetivo é falar das mudanças familiares nos primeiros 40 dias de quarentena. Por isso, cada episódio (com totalidade de 12) serão exibidos diariamente.

Uma das idealizadoras é a potiguar Lara Ovídio, que conta a seguir um pouco do Família Ghee para o Brechando. Sim, ela se pronuncia como “Gui”.

Com ironia escancarada, a tirinha conta com uma mulher casada e mãe, que vê sua dinâmica de vida muda devido à pandemia e obriga a dispensar a empregada. As demandas do lar, no entanto, acabam com a sua zona de conforto. 

“Era uma forma de mostrar de forma sútil o que as pessoas pensavam de como seria este período de pandemia. Tem muito a ver em entrar em contato com as nossas primeiras percepções e rir um pouco daquele momento”, argumentou a Lara.

A narrativa levanta reflexões sobre o mito do instinto materno, o machismo estrutural, o aumento do número de divórcios durante a pandemia e a disparidade da produtividade de mulheres e homens durante o confinamento.

O quadrinho vai estar disponível no Instagram


A Família Ghee será publicado no perfil da artista Johanna Thomé de Souza (@johannatds), responsável pelos traços. Ainda tem a Lara e Mykaela Plotkin. Às três formam o trio #furiacriativa.

A ideia da narrativa surgiu a partir das pesquisas que revelaram que homens cientistas haviam aumentado significativamente a produtividade na quarentena, enquanto as mulheres reduziram o envio de artigos para revistas acadêmicas.

Essa informação foi o pontapé para compreender que o patriarcado ainda impõe na vida das mulheres. Inclusive durante o confinamento, vistou que houve redução dos seus trabalhos profissionais e o temor da redução dos poucos direitos às mulheres.

“Aí a gente começa a pensar e questionar a solidez de algumas conquistas que pareciam muito consolidadas. Dentro da luta feminista. Mas, nós encontramos um pequeno tremor de terra e rapidamente essas conquistas caem. Juntamos os nossos relatos de como estávamos neste período de quarentena e de nossas amigas, especialmente aquelas com filhos. Queríamos mostrar como estavam mantendo a rotina de trabalho, principalmente agora nos três expedientes de uma maneira mais evidente”, explicou.

Família Ghee é, então, uma ficção, carregada de autocrítica e de sarcasmo que pretende contribuir para a reflexão sobre a igualdade de gênero no que convencionou-se chamar “nova normalidade”. Além disso, traz uma reflexão de como a classe média está agindo neste momento de mudanças drásticas. 

“O Fúria Criativa está trabalhando em um outro projeto, mas não vou dar spoiler (risos). A Família Ghee termina no dia 40 mesmo. E resolve em partes esse entendimento sobre a quarentena, que passou por várias etapas. Quando a gente completou o 40º dia, nós entendemos muita coisa do que se passa no momento. Eu, particularmente, não acredito neste novo normal e a gente tem que questionar esses hábitos que estão em nossa volta”, finalizou ao Brechando

Camarones

Camarones lança um EP coletânea em 2020

Em meio a quarentena, alguns artistas estão tentando manter a criatividade para não pirar. O Camarones, tradicional banda de instrumental de Natal, lançará o EP “Barulho”, cujo objetivo é homenagear as principais influências e apresentar trechos ou versões de músicas que a banda já lançou.

“Vira e mexe nos convidam para gravar faixas pra tributos e isso vem acontecendo desde que começamos nossas atividades. Resolvemos reunir esses takes num ep como forma de agradecimento por essas bandas existirem”, disse Anderson Foca.

Foca é guitarrista do grupo e um dos desenvolvedores do Dosol, selo e produtora cultural. Além disso, também organiza o festival Dosol.

No EP sairão, por conseguinte, versões de B-52s, a nacional Autoramas, Ramones, Link Wray, Dead Kennedys e Ray Parker Jr, conhecido por ser o intérprete da música-tema do filme “Os Caças-Fantasmas“.

“O mais legal desta coletânea é que ela pega todos os períodos da banda e também reflete um pouco do que nos ajudou a formatar o Camarones. Tem trilha de filme, surf music, punk rock. Juntando esse caldeirão chegamos no nosso som“. diz Ana Morena, baixista, uma das líderes do Dosol.

No mês passado entretanto eles já lançaram o “Holiday In Cambodia”, uma das músicas do Dead Kennedys, do álbum “Fresh Fruit for Rotting Vegetables”, que completa 40 anos em 2020. Confira portanto a seguir:

Sobre o Camarones

O Camarones Orquestra Guitarrística é uma banda de rock instrumental criada no final de 2007. Tem seis discos lançados e conta com uma extensa videografia com clipes, shows ao vivo e documentários de turnês. Com mais de 10 anos de carreira a banda segue intensa atividade com inúmeras turnês pelo Brasil, Sul-América e Europa.

Dentre os principais festivais que participaram foi: Primavera Sound (ESP), Liverpool Sound City (UK) e Rock in Rio (RJ), Bananada (GO), Se Rasgun (PE). Em setembro de 2018, se apresentou no projeto Sansung Best of Blues com Tom Morello (Rage Against the Machine) e John5 em São Paulo e Porto Alegre.

A banda é formada por Ana Morena (baixo), Anderson Foca (guitarra), Yves Fernandes (Bateria) e Alexandre Capilé (guitarra).

O último álbum foi “Surfers”, em 2019, no qual passeiam entre várias vertentes do rock e ritmos dançantes, como: cumbia, rock steady e surfmusic.

Como planejar seu ano na quarentena

Estamos acabando de ano, mas isso não é motivo para se desesperar, dá para planejar seu ano na quarentena. Assim como muitos, os nossos planos tiveram ser totalmente alterados por conta da pandemia do novo cornavírus. O que fazer para mudar?

Com medo de não conseguir tomar conta de tudo, tinha comprado uma agenda no formato planner para que eu pudesse conciliar todas as coisas e organizar os meus compromissos. No entanto, as coisas mudaram.

Hoje meu trabalho está sendo feito em casa, minhas aulas são por videoconferência e meus planos de sair para me divertir estão bem longe. Além disso, estou tentando me cuidar para que não me enlouqueça com uma enxurrada de notícias ruins.

Por isso, eu te digo. Dá para seguir em frente com 2020, colocar os planos b na prática e refazer neste ano sobre o que é possível atuar dentro de sua casa. Afinal, o ditado popular quer dizer que “tudo é possível”.

Por isso eu fiz um vídeo falando do que fiz para mudar os meus planos e o que posso de fornecer dicas, apesar de não ser a melhor conselheira para essas coisas.

Quer planejar seu ano na quarentena? Confira o vídeo a seguir:

Não se esqueça de seguir o canal do Brechando no You Tube para assistir a versão em vídeo do nosso site.

Algumas notícias tensas que falam sobre Caldeirão do Diabo

O Caldeirão do Diabo tinha esse nome, graças à mídia. Era o apelido da Penitenciária João Chaves. Ela recebia este nome por causa dos muitos crimes dentro do presídio, principalmente entre 80 e 90. Nele tinha o Trio Ternura, já falamos no blog e também na revista do Brechando. Mas, nunca achamos matérias de como era tenso ficar lá dentro, visto que muitos presos eram mortos e as inúmeras rebeliões que aconteciam.

As matérias são estilo espreme que sai sangue. Um jargão jornalístico para falar das matérias policiais, portanto, mais tensas.  Praticamente o Cyro Robson escrevendo matérias para os jornais impressos.

Em 1998 , houve a inauguração da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, visto que controlaria a população carcerária no estado e reduziria a superlotação do Caldeirão do Diabo.

No ano de 2006,  a João Chaves fecha as portas e ocorre sua demolição, assim dando lugar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).

Confira portanto a seguir:

Caldeirão do Diabo

 

Caldeirão do Diabo

Matérias do cotidiano do Caldeirão do Diabo era normal

No Diário de Natal, mais precisamente no ano de 1986, o jornalista Gerson de Castro realizou uma matéria de uma página onde entrevistou os presos, funcionários e também o famoso Maurílio Pinto, delegado que coordenava a penitenciária no tempo de que ficou conhecida como Caldeirão do Diabo. Na época, um novo código penal entra em vigor nas terras tupiniquins. Para ver a matéria de forma ampliada é clicar na imagem a seguir: