Dom Pedro II Natal

Foto da inauguração do busto de D. Pedro II mostra que Natal tava em festa

Em uma praça no bairro de Cidade Alta foi instalada um busto de bronze com a imagem do D. Pedro II, que foi Imperador do Brasil por mais de 50 anos. O monumento foi instalado como uma homenagem aos 100 anos da figura histórica no ano de 1925. Porém, a Praça mudou de nome após a saída do Busto para o bairro do Alecrim, se chamando de João Tibúrcio e fica a Parada Metropolitana. Segundo Luís da Câmara Cascudo, ela ainda foi chamada de 24 de maio e Laranjeiras.

Além disso, a mudança para o Alecrim fez com que o busto tivesse uma outra celebração para unir o Dom Pedro II com a Igreja de S. Pedro. Como todo evento na capital do Rio Grande do Norte, o evento de inauguração da praça contou com muita gente e curiosa como ficaria o busto. O resultado mostra que a imagem acima mostra muito bem isso, local cheio de crianças e adultos, mostrando que natalense mesmo do século XX gostava de uma novidade ou festa.

Estátua foi feita por escultor Francisco de Andrade

Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, o antigo bairro do Alecrim era um local descampado, terra de roçados de mandioca e milho. Existiam umas quatro casinhas de taipa, cobertas de palha e sem reboco, denominadas capuabas, estavam distantes cerca de uma légua quadrada. Lá foi construída uma praça próximo da Igreja de S. Pedro e acharam por bem colocar a estátua de D. Pedro II, na região.

Ou seja a Praça D. Pedro II saiu de Cidade Alta para o Alecrim. Por sinal, o nome Alecrim veio por conta da plantação no local onde fica a segunda praça D. Pedro II e as primeiras casas também surgiram nesta região.

Em 2011, ela sofreu uma tentativa de furto, porém os ladrões não conseguiram roubar por conta do forte peso. Mas, ela ainda se encontra no local.

Roubaram novamente em 2020

O imperador sumiu nas ruas do Alecrim. Furtaram o busto em bronze do imperador Dom Pedro II na madrugada de terça-feira, (6). A obra estava na praça Dom Pedro II, que fica em frente à igreja de São Pedro, no Alecrim. A peça tem 95 anos e pesa cerca de 100 quilos e a obra era de autoria de Francisco de Andrade.

Dois homens tentaram retirar a estátua do pedestal na praça. Por conta do peso, a dupla, por conseguinte, falhou miseravelmente.

Ao perceberem uma viatura da Polícia Militar, abandonaram o imperador. Segundo os policiais militares, fugiram correndo na direção do Paço da Pátria.

A polícia achou o busto e está apreendido na delegacia de plantão da zona Sul de Natal, já a investigação ocorre no 3º Distrito Policial do Alecrim. Além disso, a finalidade é que possa colocar novamente pela prefeitura do Natal. Entretanto, ela nunca instalaram novamente

joias paredão Alecrim

Divulgue joias em um paredão com imagem no Alecrim

Como já dizia o ditado: “Se não tem no Google, tem no Alecrim”. Perambulando pelas ruas do Alecrim, eu descobri que existe uma rua chamada “Rua dos Ourives”, que é a concentração de pessoas especializadas em fazer joias dos mais variados tipos, com um preço mais em conta e trabalhando com metais verdadeiros. Sem contar que alguns desses trabalhadores vendem para grandes grifes, que revendem com um preço bem acima do que foi comprado. Por isso, o Alecrim é aquele espaço para comprar seu cordão de ouro.

Sabendo disso e da sua grande concorrência, uma das lojas resolveu divulgar os seus produtos de uma forma diferente: mostrando as suas joias em um carro de som com imagens. A loja em questão se chama Gigantão das Joias, no qual realmente quer ser um nome gigante no mercado.

Todo mundo não consegue dirigir normalmente ao ver o carro gigante de cor amarelada, com um som contagiante do Summer Eletrohits e divulgando os seus maiores produtos. O flagra acima aconteceu na avenida Presidente Bandeira, a famosa avenida 1. Quase bati o carro, mas valeu a pena tirar a foto.  A intenção de mostrar que joias podem ser populares, diferente do glamour passado em anúncios da mídia e filmes da Marilyn Monroe.

A loja em questão também fica na mesma via em frente ao camelódromo, onde uma placa de ouro sinalizando a loja chama atenção. Então, fica difícil reconhecer que a loja vende joia, não é mesmo? (contem ironia).

Eles também fazem merchan em programas popularescos, como o “Patrulha da Cidade”.

Lembrei de DJ Urso do filme Bacurau

A divulgação do Gigantão das Joias lembra bastante o filme de Kleber Mendonça Filho. O longa narra a história de um pequeno povoado do sertão brasileiro que dá adeus a Dona Carmelita, uma mulher forte e querida que morreu aos 94 anos. Entretanto, dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas, e que uma ameaça externa é iminente.

Durante o filme, no velório de Carmelita, mostra um carro de som gigante, manuseado pelo DJ Urso, que mostra as imagens da personagem de Lia de Itamaracá enquanto estava viva. Além disso, todo o som e informação da cidade pernambucana era divulgada pelo então “pancada do Araripe”.

Comum no interior do Nordeste

O paredão é comum em festas com pagodão, forró e arrocha. Além disso, era similar ao trio elétrico, sendo que voltado para carros automotivos. A sua origem veio nas festas particulares da cidade, cujo objetivo era criar um ponto de diversão urbana e reunir os jovens em locais que poderiam se divertir sem ser julgados, principalmente do Norte e Nordeste do país. Era uma forma de divulgar bandas locais que não conseguiam ter acesso ao rádio ou discursos políticos.

Os primeiros usavam do som automotivo, no entanto, para disseminar suas propostas pelas ruas das cidades a partir de discursos e jingles que pudessem reforçar suas chances de sucesso no pleito que se aproximava. Já os segundos tinham a propaganda como suas mensagens. Promoções, sortimento de produtos à venda, endosso da qualidade desses produtos, mudanças excepcionais no horário de funcionamento do comércio.

Começaram com veículos com os porta-malas abertos na frente de bares e ainda mais as adegas já faziam sucesso das capitais até as cidades mais interioranas.

Por que o carro? Segundo a reportagem do Novo Varejo, na rua quase nunca existia questões básicas de estruturas como uma tomada com ligação à energia elétrica, possuir mecanismos sonoros móveis era questão imperativa.

Os carros rapidamente passaram, portanto, a ser a primeira opção. Afinal, como contamos no início desse texto, eles já faziam esse papel nas esquinas de bares e adegas Brasil afora.

Café Nice

Café Nice, espaço do chorinho do Alecrim

No Alecrim existiu bares importantes, falamos da Quintandinha e hoje é a vez de comentar sobre o Café Nice. Antes de existir o Buraco da Catita, este era o espaço para ouvir MPB e Chorinho.

Além disso, todo mundo conhecia o dono do bar, o seu Zeca, onde todos conheciam e trocavam uma prosa.

O nome teve como inspiração um bar que tinha no Rio de Janeiro. De acordo com João da Mata Costa, o seu apogeu nas décadas de 1970- 80. Além disso, foi o principal ponto de encontro de importantes músicos potiguares e nacionais.

Seu Zeca

De acordo com Costa, era “comum quando um músico vinha à Natal para o célebre Projeto Seis e Meia, passar depois no Café Nice e dá uma canja”.

Outras fontes, afirmam que os artistas do Projeto Pixinguinha, antecessor do Seis e Meia, também passaram por lá, como Nara Leão e Beth Carvalho.

Sem contar que era o local ideal pra revelar os artistas da cidade. O Café Nice fechou as portas nos anos 90 e seu espaço hoje é uma loja.


Isto foi o que restou do Café Nice (Foto: Pablo Raniere)

Mais artistas que passaram por lá

Inúmeros cantores deram uma passada no tradicional bar, como a rainha do chorinho e potiguar, Ademilde Fonseca. Além disso, veio o Sivuca, Joel Nascimento , Altamiro Carrilho e outros grandes músicos do Brasil

Confira mais fotos do estabelecimento a seguir.

Alecrim Love Car

Reagindo uma declaração de amor no Alecrim com Love Car

O Alecrim é um dos bairros mais populares e antigos de Natal, sendo considerado um verdadeiro centro de comércio popular da cidade. Falamos anteriormente o porquê do bairro ter avenidas com número, recentemente no Brechando Vlog. Além disso, é conhecido por ser um local cheio de histórias para contar. Inclusive, algumas são gravadas. O local é conhecido por seus personagens peculiares, vendedores ilustres e, também, espaço para fazer declaração de amor, inclusive no Love Car.

Para quem não sabe, Love Car é um carro de mensagens, onde uma pessoa chega ao local escolhido com um som bem alto, com música romântica e utiliza o microfone para declarar o seu amor ou usa uma mensagem gravada.

Dependendo do espaço, você recebe flores, cestas, ursinho de pelúcia. Ou seja, o cúmulo da vergonha alheia. Recentemente, um casal se separou e a esposa resolveu, portanto, trabalhar no cabaré do Alecrim. O rapaz foi lá no estabelecimento no Alecrim e fez aquela algazarra com o Love Car. Como as pessoas sabem que tenho medo de Love Car e alguém se declarar por mim assim, eu fui reagir ao vídeo. Como resultado, virou mais um episódio do Brechando Vlog.

Mais um episódio do Brechando Vlog

Para assistir o vídeo na íntegra, dê o play, portanto, a seguir:

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