Minha vida sem o Whatsapp: como eu sobrevivi 12 horas sem ele

O assunto desta semana foi o desbloqueio do Whatsapp, no qual os brasileiros ficaram mais de 12 horas sem o uso do aplicativo. O que ser isso? É um aplicativo do smartphone (aquele celular que parece um computador), no qual as pessoas podem conversar uma com a outra utilizando apenas a internet e podem fazer ligações. É tipo o finado MSN, sendo que utilizado para telefones móveis.

A ausência dele mostrou o desespero das pessoas em depender da tecnologia e muitos estão desacostumados em conversar face a face. Vou contar a minha rápida experiência.

Estava assistindo Star Wars e fui verificar os meus e-mails e pensei: “Vou ver se realmente se a justiça tinha bloqueado o Whatsapp”. Então, eu vi que não estava funcionando com o 3G e os outros aplicativos da internet estavam em perfeito estado e bem rápido, visto que meu pacote de dados já tinha terminado neste mês.

Depois, eu fui para casa e estava com internet sem fio. O Whatsapp funcionou normalmente e eu vi o desespero de algumas pessoas que tenho na rede social aparecendo. “NÃO É QUE BLOQUEARAM O WHATSAPP, COMO FAZ PARA FUNCIONAR?”. Eu senti que estava participando do bug do milênio e apesar de ser uma pessoa extremamente ansiosa, fiquei a mais calma possível.

Há uns 10 anos, no auge do vazamento daquele vídeo com Daniela Cicarelli, teve uma determinação da modelo de bloquear o acesso do You Tube no Brasil na justiça e também vi esse desespero nas pessoas. Monte de amigo meu na época do MSN esculhambou a decisão, mas a minha internet conseguia ver “Jeremias Muito Louco” (um dos primeiros virais brasileiro) no You Tube.

Até cheguei a brincar com isso no Facebook, mas não sabia que as proporções de um aplicativo bloqueado seria tão intenso. Depois que cheguei ao cinema, botei o celular para carregar e fui direto dormir. Acordei e fui ver as mídias sociais e fiquei surpresa.

“DEVOLVAM MEU WHATSAPP”

“QUEM FOI O FDP QUE BLOQUEOU O WHATSAPP”

Acordei com minha timeline dividida em spoilers de Star Wars, reclamando do Whatsapp bloqueado ou xingando todo mundo no Facebook. Eu ficava questionando: “Qual a necessidade disso? Vão ser só dois dias, tem o Facebook Messenger ainda e pode utilizar o VPN”.

Ah, o VPN. Eu nunca vi tantos tutoriais de como burlar a regra do bloqueio do Whatsapp na minha vida. Eu vi 10 perfis seguindo falando disso. Estava ficando engraçado. Ainda eram 10 horas da manhã e estava conseguindo conversar no aplicativo por conta do wi-fi, muita gente conseguiu conversar e até resolver problemas com ele.

Enquanto isso, eu recebia várias atualizações no Telegram de gente acessando, parecia que estava em um apocalipse zumbi. Em menos de 30 minutos, eu recebi umas 20 notificações dizendo: “Fulano agora acessou ao Telegram”. Bom para eles que ganharam em um dia 1,5 milhões de usuários novos, quero saber se o aplicativo vingará no Brasil agora.

Ao meio-dia, um desembargador de São Paulo determinou a volta do Whatsapp e todos ficaram felizes com seu aplicativo de volta.

Como eu sobrevivi?

1) Já fiquei mais de 24 horas com o mesmo bloqueado por causa da operadora que sou assinante ter tido uma queda na sua internet 3G. Detalhe era o período que tinha evento para assessorar e o aplicativo funcionava como uma espécie de walk-talk.

2) Uso outros aplicativos além do Whatsapp para comunicar via internet.

3) Quem passa carnaval em lugares bastante distantes sabe como faz falta um sinal de telefone.

Esse bloqueio fez com que a gente entendesse que as necessidades humanas já estão muito além da comida e água. As pessoas também dependem de internet e eletricidade.

Há mais de 20 anos, a internet era escrava do telefone, quando tínhamos de conectar a internet usando um aparelho telefônico. Com o advento da internet a cabo, as coisas mudaram e as companhias de celulares criaram o 3G, sendo que o feitiço virou contra o feiticeiro, as pessoas estão consumindo menos o telefone e gastando mais com os pacotes de dados.

A internet no celular, inicialmente, era algo tosco e horrível de acessar. Hoje, o telefone virou a escrava da internet. O que vamos acompanhar agora?

Brechando a estreia de Star Wars

Falei na fanpage que iria sair hoje (18) de manhã, porém algumas coisas me fizeram fazer este post a ser publicado às 14 horas. Peço desculpas aos leitores do Brechando.  Vamos começar a postagem? Sim!

Inicialmente, estava na dúvida se iria cobrir ou não a pré-estreia do sétimo filme de Star Wars (Episódio VII: O Despertar da Força), mas numa noite de terça-feira (17) algo me despertou e disse: “Mulher, mostre os acontecimentos da fila da pré-estreia. É melhor”. Então, eu fui arriscar para saber se ainda tinha ingresso para comprar, visto que muita gente adquiriu alguns meses antes.

Peguei o carro e fui direto ao cinema. Rapidamente alcancei os computadores que fazem a compra no cartão (melhor invenção de todos os tempos), vi a data e o horário da sessão. Ainda tinha dois bancos disponíveis, eu pensei: “Vou comprar, por que não?”. Tem um pequeno problema: tenho muitas dificuldade de assistir sessão à meia-noite, porém quis encarar este desafio.

Na quarta-feira, 16 de dezembro, acordei, revisei os textos do Brechando, escrevi os novos e comecei a minha maratona particular de re-assistir a primeira trilogia da série de George Lucas, no qual terminou às 20 horas. Detalhe: a primeira vez que vi os filmes foi este ano e ainda falta terminar esta lista de filmes que ainda não vi.

Eram 21 horas quando parti novamente para o cinema, os primeiros fãs já estavam circulando na sala com as suas camisetas, compradas em lojas de artigos nerds ou da Riachuelo, que recentemente lançou uma coleção inspirada na série. Também vi brinquedos sendo expostos nas vitrines, cujo sabre de luz custava “apenas” 300 reais. Alguém pode me fornecer este fofíssimo Yoda como presente de Natal?

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O primeiro cosplay vi às 22 horas, uns 10 minutos depois já tinha gente desfilando com os seus maravilhosos sabres de luz e tinha um cara agarrado com almofada do R2-D2 (foto acima). A galera estava bastante animada.

“Não tenho muitas expectativas para assistir o filme, espero que marque uma nova geração”, disse a designer Cecília Barbosa, que estava se preparando para fazer o penteado de princesa Leia, porém esqueceu as presilhas em casa.

Inicialmente, os fãs estavam espalhados na Praça de Alimentação, pedindo as comidas e conversando com os amigos sobre o filme. Dava para sentir o clima de ansiedade naquele ambiente. O público? A maioria eram de jovens entre 15 a 25 anos, porém tinha gente que passava dessa faixa etária, como aqueles que amaram ver a película durante a década de 80.

Star Wars (5)
Rapaz usando a camiseta da Estrela da Morte acompanhada dos amigos

Outros estavam tranquilos, lanchando e conversando outros assuntos além de Star Wars.

O shopping, misteriosamente, resolveu apagar as luzes da Praça de Alimentação quando o relógio apontou para 23 horas. Era o sinal de que a gente tinha que subir em direção ao cinema, mas cadê a escada rolante? Havia desligado e então tinha que subir nas escadas “normais”,  para a tristeza do meu corpo sedentário.

Chegando na porta do cinema, eu já vi um amontoado de pessoas que estavam enlouquecidas antes mesmo do filme começar. Este foi o caso dos irmãos Sarmento, Manuele e João, que começaram a assistir Star Wars quando ganharam o box da primeira trilogia.

“Nossos pais não gostam, mas tínhamos amigos e parentes que adoravam a série. Então, nós compramos um box. Nós esperamos que este filme seja bom e espero que a história seja bastante boa e quero saber o que vai acontecer”, disse a Manu, como prefere ser chamada, e a mais falante dos irmãos.

O Clécio Godeiro é um dos maiores fãs de Star Wars e acompanha a série desde 1985, quando tinha sete anos. O eterno fã dos cavaleiros Jedi quer que esta produção seja melhor que a segunda trilogia produzida na década de 2000.

“A gente tem que pular o primeiro, segundo e terceiro episódio. A verdadeira trilogia são os episódios IV, V e VI. A gente espera que o sétimo se aproxime da saga original”.

Na parte externa do cinema havia muitas atrações, me senti participando de uma mini-Comic Con, tinha cosplay de Darth Vader, no qual os visitantes chegaram a fazer uma fila para fazer aquela selfie marota, locais para jogar os games baseado na série e também a venda de produtos relacionados, como travesseiros, bonecos, canecas, camisetas e dentre outras coisas.

Selfie com Darth Vader
Selfie com Darth Vader

O organizador do Saga (um dos maiores eventos de cultura pop do Rio Grande do Norte), Victor Cavalcante, estava muito esperançoso com esta nova produção, no qual era a primeira feita pelos estúdios da Disney após a compra da produtora de George Lucas (Lucasfilm). “Para esta produção, eu acredito no trabalho de J.J. Abrams (diretor desta nova produção), gostei muito do trabalho com Star Trek. Espero que tenha muitos personagens fortes e boas cenas de ação”, contou.

Eram 23h30 quando as salas de cinemas foram liberadas. Detalhe, o cinema abriu três salas somente para esta estreia. Finalmente, eu entrei, sentei na minha cadeira e coloquei os óculos 3D.  Rapidamente, começou o trailer e o filme para o delírio da plateia que gritava em cada cena de ação. Agora vou parar por aqui, pois senão começarei dando spoiler.

O filme acabou e minha cabeça explodiu, achei muito bom e foi acima das minhas expectativas. Na saída do cinema foram para diversos comentários e todos saindo felizes por conta de uma boa programação.

Confira o álbum de fotos a seguir:

O que é falado sobre Natal no Instagram

Uma das minhas curiosidades é saber o que as pessoas falam da cidade do Natal nas redes sociais. Então, eu resolvi pesquisar a partir das tags que são publicadas nas descrições de cada postagem. Qual mídia social iria analisar primeiro? Eu resolvi procurar isso através do Instagram (depois farei uma postagem sobre o Facebook e o Twitter) e os resultados foram bem ecléticos, na minha opinião.

Por que eu escolhi o Instagram? Porque é uma das redes sociais mais populares entre os natalenses e existem muitos usuários nesta mídia, apesar das pessoas estão cada vez migrando para o Snapchat.

Resolvi pesquisar a partir de três tags: #natal, #natalrn e #pontanegra.

Os resultados foram variados. Primeiro, digitei #natal e apareceu quase 3,5 milhões de publicações relacionadas às tags. Algumas tinham, a maioria, alguma relação com a celebração natalina, mas a aparecia fotos da capital do Rio Grande do Norte, conforme mostrarei nestes prints a seguir:

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Uma das imagens de Natal postadas pelo perfil da CBF sobre o torneio de futebol feminino que acontece na cidade
Uma das imagens de Natal postadas pelo perfil da CBF sobre o torneio de futebol feminino que acontece na cidade

Uma das duas fotos mostram falam da festa de Natal:

Depois, eu utilizei a tag #natalrn e a maioria mostrava fotos de caras sarados, academia, propaganda de lanchonetes, selfies e salões de beleza. Mas também existia imagens de perfis de jornais, como a cobertura da Tribuna do Norte sobre o protesto contra o impeachment , e uma campanha educativa do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Por último, eu pesquisei sobre a tag #pontanegrae #natalrnbrasil, no qual a maioria das fotos mostrava a beleza da praia mais popular da cidade, daquele passeio incrível  e também de pessoas curtindo a praia, independente se fosse um fim de semana ou não. Confira os prints a seguir:

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