Temos uma obra em homenagem à Ana Botafogo

Essa imagem de bailarina existe e está cravada no conjunto Alvorada IV, que fica no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte da capital potiguar. A escultura foi colocada neste fim de semana pelo autor da obra, o artista plástico Guaraci Gabriel, conhecido pelos trabalhos utilizando ferro.  A fotografia, de autoria do chefe do Departamento de Comunicação Social da UFRN, Hélcio Pacheco, a seguir mostra um pouco a imagem:

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Guaraci Gabriel começou guardando sucata na empresa que trabalhava em Mossoró, no qual o dono foi um dos maiores incentivadores de seu trabalho.

Guaraci é conhecido pelas pinturas e esculturas extravagantes, como a obra “Guerra em Paz”, instalada em Mossoró, no ano 2000 e lhe rendeu o título no Livro dos Recordes da maior escultura feita com material reciclado do mundo.

Uma outra obra conhecida do artista é uma escultura de 12 metros em homenagem ao Marinho Chagas, que morreu no ano passado e está exposta no Cidade da Criança, em Natal.

Sobre Ana Botafogo

Ana Botafogo é uma das maiores bailarinas do país. Nascida no Rio de Janeiro, começou a dançar aos sete anos de idade no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois, ela se mudou para França, onde participou de vários festivais europeus.

Após um longo período na Europa, ela voltou para o Teatro Municipal, onde se tornou a primeira bailarina.

Ana já foi várias vezes ao exterior como convidada de outras companhias, como a Saddler’s Wells Royal Ballet, de Londres, o Ballet Nacional de Cuba, o Ballet Nacional da Venezuela e o Ballet del’Opera di Roma, entre outras.

Alguns de seus principais parceiros foram Fernando Bujones, Jean Yves Lormeau, Julio Bocca, Stephen Jefferies, Lazaro Carreño, Alexander Godunov e Richard Cragun.

Ana também já recebeu vários prêmios e homenagens no Brasil e no exterior pelo conjunto de sua obra, e além das temporadas do Teatro Municipal, desenvolve seus próprios projetos, levando espetáculos a diversas capitais brasileiras, como o Ana Botafogo In Concert e Três Momentos de Amor.

Estudantes de jornalismo fazem ensaio sobre violência contra mulher

O que ficava mais triste durante o tempo que fiquei no curso de jornalismo, na UFRN, era a existência de projetos muito bacanas e os mesmos não tinham uma ampla divulgação além das mídias sociais. Um grupo de pessoas do curso realizou um ensaio fotográfico sobre a violência simbólica contra mulher. Como assim?

Elas fotografaram várias meninas em dois momentos. O fundo da primeira imagem aparecia as frases que já ouviram, muitas vezes com aqueles estereótipos machistas. No segundo momento da fotografia, por sua vez, mostrava a modelo se sentindo bem e não importando com as opiniões alheias.

Com certeza alguma mulher já ouviu algumas dessas frases:

“Você precisa emagrecer um pouco”.

“Está grávida? Nossa! Você acabou com a sua vida. Por que não usou camisinha?”.

“Você namora uma mulher, porque não teve homem para te pegar de jeito”.

“Você não é para casar”.

“Por que não alisa o cabelo?”.

“Por que você não usa uma roupa mais comprida?”.

O grupo é formado pelos estudantes Letícia Leite, Aline Braga, Alynne Scott, Marcelo Filho, Hiago Maciel, Leonardo Bezerra e Kennet Anderson. A orientação foi feita pelo professor Antonino Condorelli.

“Se você é mulher provavelmente já ouviu pelo menos alguma dessas frases, pode até já ter falado alguma delas. Se você é homem, com certeza, também já falou algo desse tipo”, disse Letícia na sua postagem no Facebook.

O objetivo das frases é a reflexão: o que eu estou falando machuca alguém? Aquela pessoa deve mesmo ser julgada pelo seu jeito de ser/se vestir/se comportar? .

A ideia do ensaio é mostrar que as mulheres podem escolher viver do jeito que elas querem. A violência simbólica está tão enraizada que acabamos reproduzindo com outras mulheres o que já nos falaram algum dia.

As fotos do projeto poderão ser conferidas a seguir:

Força e Luz: Duas coisas lembram este nome

Duas coisas que lembram este nome: Time de futebol e de uma empresa geradora de energia elétrica, no qual a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), quando ainda era pública, se associou durante a década de 1960 juntamente com outras cidades nordestinas.

Vamos falar primeiro do time de futebol.

O time Força e Luz foi fundado em 1966 em Natal, porém só retomou as atividades no ano de 2014, quando fechou as portas por 17 anos. A última competição oficial antes de 2014 foi no ano de 1997.

O clube retomou as atividades profissionais através de uma parceria viabilizada com o Globo FC, que cedeu atletas, comissão técnica, além da estrutura do centro de treinamento e do estádio. A equipe tem uma fanpage no Facebook, onde praticamente é o diário de seu treinamento, suas competições e compartilham notícias relacionadas ao time, independente se este continua perdendo ou não.

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A página tem mais de 1000 curtidas e muitos comentários das postagens contém torcedores fiéis ao pequenino time.

Agora vamos falar da empresa Força e Luz.

De acordo com o blog de Luís Nassif, a empresa foi criada pela General Electric em 1892, esta empresa teve importante papel na eletrificação do Brasil. Em 1917 criou uma subsidiária para operar na América Latina, a American & Foreing Power Co. (Amforp) que teve grande atuação no Brasil, entre elas a Cia. Força e Luz do Nordeste.  Na década de 60, a empresa foi estatizada.

A Companhia Energética  do  Rio Grande do Norte  (Cosern)  foi criada pela  Lei Estadual nº 2.721, de 14 de dezembro de 1961. A mesma foi autorizada a funcionar pelo Decreto Federal nº 1.302, de 3 de agosto do mesmo ano, para atuação nas áreas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

No final da década de 60, incorporou a Companhia Força e Luz Nordeste do Brasil (CFLNB) com o apoio da Eletrobrás, no qual antes da criação da Cosern já fornecia energia para Natal, Parnamirim e Macaíba.

Então, a empresa ficou conhecida por muito tempo pelo nome de Força e Luz. Como a empresa era pública, era comum os caminhões da empresa desfilar no dia 7 de setembro nas ruas da cidade.

Cosern no desfile de 7 de setembro (Foto: Natal Como Eu Te Amo/Facebook)
Cosern no desfile de 7 de setembro (Foto: Natal Como Eu Te Amo/Facebook)

A empresa foi privatizada em 1997, durante a gestão de Garibaldi Alves Filho, sendo adquirida por consórcio Neoenergia, formado pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Guaraniana S.A. e Uptick Participações S.A.