pandemia pesquisa

Potiguares provam que pandemia incentivou pesquisa

Sabia que durante a pandemia houve o aumento de pesquisas? Mesmo em casa, as pessoas continuaram eventualmente grupos de pesquisas, publicação de artigos e outras coisas relacionadas à ciência. Além disso, o artigo “Discovering temporal scientometric knowledge in covid-19 scholarly production” teve a sua publicação em janeiro deste ano, na revista Springer Nature.

E nesta pesquisa contou com participantes do Rio Grande do Norte.

Os professores Luciana Lima, Ivanovitch Silva e Patricia Takako Endo, da UFRN. Além disso, contou com a participação do pesquisador Marcel da Câmara Ribeiro Dantas, do Institut Curie/Sorbonne, na França, e os pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e de Computação (PPGEEC) Breno Santana Santos e Gisliany Alves. Além disso, eles utilizaram a Ciência de Dados e Inteligência Artificial para observar comportamentos temporais das publicações sobre a doença e destacar padrões que não eram visíveis.

A sua principal funcionalidade é oferecer uma análise temporal focada em explorar as tendências das pesquisas sobre o coronavírus durante a pandemia. Foi investigado o tema mais relevante; os grupos e instituições que tiveram mais relevância nas produções científicas; os veículos de publicação mais utilizados; os trabalhos mais relevantes, considerando citações, veículos de publicação e formação de grupos; existência de temas cruzados de pesquisa; e agrupamento de países quanto às contribuições na ciência durante a pandemia.

O que foi constatado

Na pesquisa, o mapeamento e a análise do conhecimento científico permitem identificar as dinâmicas e crescimento de um campo de pesquisa e/ou apoiar decisões estratégicas relacionadas a diferentes entidades de investigação, com base em indicadores bibliográficos e cienciométricos. Para chegar aos resultados, eles fizeram uma análise de dados abertos a partir de uma máquina com redes específicas. É como se fosse um Google mais potente e voltada para acadêmica.

Os pesquisadores afirmam serem técnicas de aprendizado de máquina e análise de redes complexas e versão de dados com ferramenta trol (DVC), cujo seu objetivo é extrair conhecimento implícito em bases de produção científica.

Esses resultados também foram validados por meio de um conjunto de dados de manuscritos de 199.895 artigos em publicação. Além disso, os resultados sugerem a viabilidade da metodologia proposta, indicando os países mais ativos e os temas explorados em cada período da pandemia.

Quais os objetivos de estudo

O estudo, portanto, tem o potencial de instrumentalizar e ampliar as decisões estratégicas da comunidade científica, visando, no entanto, a extrair conhecimentos que sustentam a luta contra a pandemia.

Segundo o professor Ivanovitch Silva, a metodologia proposta tem como impacto compreender, de uma forma sistemática e reproduzível, problemas globais a partir dos dados e metadados das produções científicas. “Esse procedimento pode auxiliar tanto pesquisadores no tocante a entender a dinâmica de problemas globais quanto facilitar a descoberta de conhecimento, favorecendo a divulgação da ciência para toda a sociedade”, completa.

Além disso, para obter respostas, coletou os dados da produção científica sobre coronavírus. Esses dados fornecem uma visão geral das atividades de pesquisa científica. E para analisar a relevância desses estudos e suas fontes, coletaram dados referentes ao InCites Journal Citation Reports (JCR) de 2020. Os conjuntos de dados foram pré-processados ​​e mesclados, utilizando a ferramenta Pandas Data Wrangling, gerando o conjunto de dados final utilizado no trabalho.

Mudança do comportamento da doença era sinal de mais pesquisa

De acordo com os autores, eles identificaram que as nações mais afetadas tendem a produzir o maior número de artigos sobre o coronavírus. Além disso, está intimamente ligada à taxa de infecção. Segundo Ivanovitch, os trabalhos futuros visam a expandir as bases de pesquisa utilizadas para coleta das informações. Como resultado, expandiu o contexto das análises, compreendendo os dados de 2022, e a utilização de outras técnicas mais sofisticadas, englobando algoritmos de Inteligência Artificial.

O comportamento temporal observado nas produções científicas por meio da metodologia tem o objetivo de guiar os pesquisadores para o entendimento da dinâmica dos problemas globais. Essa abordagem expandiu para outras áreas do conhecimento e para além dos temas relacionados à doença.

O professor Ivanovitch relata suas motivações para realizar a pesquisa. “Passada a fase dos estudos sobre o isolamento social, percebemos uma quantidade avassaladora de publicações científicas sobre o tema da covid-19. Pesquisadores do mundo todo dando suas contribuições. Então surgiu outra motivação do grupo, entender um pouco mais essa dinâmica das publicações quando relacionadas à covid-19, tendo como ponto central a questão da temporalidade e usando o know-how do grupo, sendo a Ciência de Dados e Inteligência Artificial”, afirma.

envelhecimento

Envelhecimento está relacionado ao aumento de plano de saúde

O envelhecimento populacional e aumento de longevidade trazem reais impactos aos custos dos planos de saúde. Os resultados apontam que o processo de envelhecimento populacional acontece de forma mais acentuada na população de beneficiários de planos individuais/familiares de assistência médica. Esses dados foram feitos por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ou seja, quem adere ao Sistema Único de Saúde (SUS) está procurando menos assistência médica que os pagantes.

Descobriu, no entanto, que a expectativa das internações de homens em planos individuais/familiares pode aumentar quase 79%. Já entre as mulheres, esse valor deve aumentar em mais de 89%. O estudo foi publicado em janeiro deste ano pela professora da UFRN Luana Myrrha, do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais (DDCA), vinculada ao Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), pelo consultor atuarial Lucilvo Borba Filho e por Pamila Siviero da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O que é transição demográfica?

Para quem não sabe, transição demográfica é o termo usado para indicar a redução nos níveis de mortalidade e fecundidade. Além disso, mostra os avanços da medicina, urbanização, desenvolvimento de novas tecnologias, taxas de natalidade e outros fatores. Em primeiro lugar, explica porque a população mundial disparou nos últimos 200 anos.

Impactos do envelhecimento nas melhores

A investigação também viu que as mulheres utilizam mais os serviços ofertados pelos planos de saúde e isso tende a aumentar ainda mais os custos com elas. Essa maior utilização do serviço pelas mulheres corrobora os achados de pesquisas que apontam que as mulheres tendem a cuidar mais da própria saúde, ao passo que os homens apresentam comportamentos mais arriscados.

Quanto mais procura pelos médicos, mais caro ficará a cobertura do Plano de Saúde. É a lei da oferta e procura nos idosos.

Já começa antes dos 60 anos

Em relação aos impactos da longevidade, constatou-se que os maiores gastos esperados de usuários com mais de 59 anos de idade. Além disso, este gasto acontece mais em mulheres. Além disso, os resultados revelaram que o custo esperado em média por cada beneficiário feminino com 60 anos até o fim da vida é superior aos valores observados para os homens. Isto acontece tanto em planos individuais/familiares quanto em planos coletivos. Diante disso, um dos pontos levantados pela pesquisa é que as operadoras de saúde precisam repensar as políticas de cuidados preventivos, pois viver mais nem sempre significa viver melhor.

Examinando as consequências do envelhecimento populacional e dos ganhos em longevidade, diferenciados por sexo, nos custos assistenciais das operadoras de planos de saúde, a pesquisa utilizou o modelo de padronização, entre 2016 e 2045, variando apenas a estrutura etária populacional para chegar aos resultados.

Para obter esses resultados, os pesquisadores utilizaram como fonte de dados principal a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

UFRN petróleo

UFRN desenvolve material que absorve petróleo

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveu um material que absorve o petróleo. Assim, reduzindo impactos ambientais em mares, terras rios e oceanos.

Além disso, eles superam os absorventes comerciais sintéticos. Um exemplo são as espumas de poliuretano, cuja sua produção é cara e é tão nocivo ao ambiente quanto o vazamento de petróleo. Como já dizia o ditado: “troca seis por meia dúzia”.

Produto poderia evitar o vazamento de óleo no RN

“O material tem origem natural, a partir das fibras da Calotropis procera, e é modificado com sal. Após a alteração de alguns processos térmicos e químicos, a fibra tratada resulta no produto final. Pode ser produzido em forma de manta, filtro, almofada ou barreiras de alta eficiência”, descreve Raoni Batista dos Anjos.

Uma possível aplicação da invenção evitaria o derramamento na costa do Brasil, que atingiu 11 estados entre 2019 e 2020. inclusive no Rio Grande do Norte.  Como resultado, causou danos irreparáveis ao Planeta Terra. Comprometendo a vida marinha, à saúde humana, o turismo, lazer e economia, uma vez que a limpeza do local possui altos custos.

Um dos cientistas que integra o grupo de inventores, Raoni pontua ainda o alcance social da nova tecnologia no Nordeste, já que a Calotropis procera é uma planta abundante na Caatinga.

Larissa Sobral Hilário, autora da tese que dá origem ao produto, acrescenta que a escolha pela planta ocorreu por ser um material biodegradável e de alta capacidade natural de absorção – também denominada capacidade de retenção por capilaridade. Além disso, o processo de obtenção requer um curto tempo de preparação.

O depósito para o registro da propriedade intelectual do produto da UFRN que absorve petróleo ocorreu em dezembro. O estudo também conta com a participação de Djalma Ribeiro da Silva, Emily Cintia Tossi de Araújo Costa, Tarcila Maria Pinheiro Frota e Aécia Seleide Dantas dos Anjos. Para além da patente, a pesquisa rendeu três publicações internacionais em pesquisa de alto impacto.

 

palavra google RN 2021

RN + Vacina foi termo mais pesquisado no RN em 2021

Estamos já no mês de fevereiro, mas os resquícios de 2021 ainda continuam. Por isso, a gente vai falar do ano passado, mas misturando Natal e curiosidade. Ou seja, algo bem Brechando. Recentemente, uma de nossas perguntas eram: Qual a palavra mais buscada no Google por aqui pelo RN em 2021?

O nosso primeiro passo foi acessar o Google Trends. É uma plataforma do site de pesquisa que exibe para a comunidade quais foram as palavras mais buscadas. E também pretende mostrar a tendência de pesquisa entre os países, os estados e as cidades. Para os social mídia, este é um serviço que ajuda a procurar escrever melhor e montar uma estratégia para que o seu cliente apareça mais na internet.

Sem contar que muitos estudantes de Comunicação usam o Google Trends para a sua investigação de pesquisa, seja para monografia ou um trabalho de pós-graduação.

Mas, para o jornalismo, é criar uma necessidade em responder uma curiosidade aleatória. Então, utilizando a localização do Rio Grande do Norte. Assim, descobrimos que a palavra mais buscada no Google pelo RN foi “RN + Vacina” foi o mais buscado em 2021, onde fornece dados da vacinação contra Covid-19.

De acordo com dados do próprio Google, o termo foi bastante procurado em janeiro de 2021, quando lançaram, e agosto, período que as pessoas entre 20 a 40 anos começaram a receber a primeira dose do imunizante. As cidades que mais pesquisaram o app foi São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Natal e Mossoró. A primeira cidade tem um motivo por trás, visto que fazer o agendamento da vacina era no aplicativo.

RN + vacina foi uma plataforma desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o Governo do Estado para monitorar e cadastrar os vacinados. Atualmente, tem mais de 2,8 milhões de inscritos.