primeira mulher a usar biquíni em Natal

E a primeira mulher a usar biquíni em Natal?

Natal é uma cidade conservadora, isto ninguém pode negar. Botou os comunistas para correr, adorava o que os norte-americanos faziam e sempre adoram dizer que o passado é melhor que o presente. Porém, alguns natalenses ousaram em furar essa bolha e uma delas foi a Lêda Wanderley, primeiramente conhecida como a primeira mulher a usar biquíni na capital do Rio Grande do Norte entre os anos de 1948 e 1949.

De acordo com o livro Dos Bondes aos Hippie Drive-In dos irmãos Carlos e Fred Siszesnando, mesmo com poucos banhistas na Redinha. Afinal, quem foi a primeira mulher a usar biquíni ?

Sandoval Wanderley é primo da nossa musa. O mesmo é nome de teatro no bairro do Alecrim, zona Leste da cidade.  A família Wanderley tem inúmeros intelectuais, gerando jornalistas, oradores, músicos, pintores, poetas, escritores e dentre outros.

Confira a história da primeira mulher a usar biquíni em Natal em mais um episódio do  Brechando Vlog:

No final dos anos 1960 todos os umbigos estavam à mostra, sem constrangimentos, nas Praias do Forte e dos Artistas. Fazendo que todo mundo use essa peça na hora de dar aquele banho no mar ou na piscina.

Confira mais sobre esta história neste link aqui.

 

Thabatta Pimenta

Thabatta Pimenta e sua relação com irmão bomba na internet

Thabatta tem muitos adjetivos, mas um dos que mais adora primeiramente é ser a irmã do Ryan, no qual ela cuida como se fosse um filho. O seu amor e ajuda pelo garoto viralizou nas redes sociais e hoje seu exemplo se espalha.

Ela é uma figura popular da cidade, uma vez que seu programa de rádio é bastante conhecido. Além disso, é uma militante a favor das causas LGBT e Pessoas Com Deficiência.

Conheça a história dos irmãos de Carnaúbas.

Criar o irmão Ryan fez Thabatta Pimenta ficar famosa

Ryan e Thabatta são unidos desde sempre, mas após a morte do irmão mais velhos dos dois fez com que ficassem inseparáveis. O jovem tem paralisia cerebral e ela é trans, juntos formam uma dupla que tem o objetivo de acabar com o preconceito de vez.

E não há nada que Ryan queira fazer que não possa. Thabata sempre vai estar lá para dar uma força, se for preciso leva Ryan até nos braços. Seja para caminhar, tomar banho de mar, ou até de chuva. Thabata sempre dá um jeito.

Por causa de Ryan, Thabatta se inseriu em projetos sociais voltados para pessoas com deficiência. Um deles é o Praia Inclusiva. Todos os meses eles vão para a capital potiguar, Natal, para se encontrar com outras pessoas com deficiências e desfrutar da praia.

Dá jeito até para conseguir o recado da Xuxa

Recentemente, ela moveu céus e terra para conseguir um recado de Xuxa para o seu irmão que tanto é fã. E conseguiu! O recado surgiu no aniversário de Ryan de 30 anos, que ele quis comemorar com um grande baile, no qual ele foi o príncipe Fera e Thabatta de Bela. Veja a seguir:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Razões Para Acreditar (@razoesparaacreditar) em

Ryan é pintor

Uma das maiores paixões de Ryan é pintar. Com a ajuda de Thabatta, ele pinta quadros usando a cabeça e desenha um mundo mais bonito e colorido. Suas obras estão sempre presentes no instagram da Irmãe, como a chama carinhosamente. Sem contar todo o processo para que o quadro fique pronto.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Thabatta Pimenta 🌶 (@eupimenta) em

Thabatta quer ser vereadora em nome dos dois

Por conta de suas ações a favor do LGBT e das pessoas com deficiência, ela resolveu, portanto, se candidatar como vereadora em Carnaúbas dos Dantas. Será que vencerá? Isso vamos saber no futuro. Uma das poucas candidatas trans no RN, que não precisou solicitar o nome social na urna social, uma vez que ela conseguiu alterar todos os nomes nos documentos.

Ela vai concorrer juntamente com 35 pessoas para nove vagas na Câmara Municipal, sendo que a maioria dos candidatos são de partidos conservadores.

A seguir, o seu cartaz da campanha:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Thabatta Pimenta 🌶 (@eupimenta) em

Eles também estão no Youtube

A história de Thabatta e Ryan virou um episódio do canal do You Tube do site “Razões Para Acreditar“, no qual narra toda a história dos irmãos de Carnaúba dos Dantas. Dê o play, portanto, a seguir:

Mulheres, vocês não têm culpa

Mulheres, antes de tomar uma decisão se perguntem: Isto vai manter a minha liberdade ? Vamos falar da mulher culpada, quer dizer, aquelas que carregam o fardo de ser o erro dos relacionados.

Voltando ao questionamento do primeiro parágrafo. Se a resposta for sim, não vá nesse caminho, pois geralmente é o local que mais nos machucamos e sentimos menos realizadas. Então, vem a tormenta dos relacionamentos abusivos, das agressões e a destruição total de uma autoestima que demora muito para ser construída novamente. Nosso grito de coragem é muito afrontoso, quando falamos aquele sonoro não, muitas nesse momento são xingadas e chegam até mesmo as vias de fato.

Muitas mulheres sacrificaram a vida em torno de outras pessoas (inclusive largam os seus estudos, amizades e empregos) e geralmente se tornaram infelizes, uma vez que o direito de ser e agir como se sentisse melhor foram retirados em nome de um bem maior.

Mulher, você não tem culpa de ter se enfiado em um relacionamento abusivo. Não se sinta triste por ter enfiado nesta roubada, infelizmente não temos uma bonita bola de cristal para saber o nosso futuro. Não tem coisa pior no machismo é criar aquele estereótipo de mulher culpada quando na verdade ele é o mais errado.

A culpa é do homem que foi criado para ser o proprietário e que pode fazer tudo em sua volta. Acham que a gente é obrigada a ter um portal da transparência e que estamos disponíveis para qualquer atrocidade masculina.  Desde cedo os homens foram criados a ter o que quiser, só pelo fato de sere homem, crescem escutando que serão pegadores, donos de tudo e que vão ser respeitados o tempo todo.

Se alguém te xcingar por você sair de um relacionamento infeliz ou ter dado um fora em alguém, pode dar o maior escândalo e gritar em plenos pulmões de como aquilo é errado e está indignada por aquele comportamento rídiculos.

Mulher, estamos juntas para furar essa bolha do patriarcado e dizer não aos absurdos é uma delas.

Podem nos chamar de bruxas, putas e irresponsáveis, mas nunca vão tirar a nossa força de querer continuar a seguir em frente com os nossos princípios. Queremos tirar esse rótulo de mulher culpada em você!

Potiguar foi a primeira prefeita do Brasil

A moça desta foto se chama Alzira Soriano, ela é potiguar e uma das pioneiras da política no Brasil, visto que foi a primeira prefeita eleita no país.  Tomou posse no cargo em 1º de janeiro de 1929. Viúva e mãe de três filhas, Alzira Soriano disputou em 1928, aos 32 anos, as eleições para a prefeitura de Lajes, cidade do interior do Rio Grande do Norte, onde fica o famoso Pico do Cabugi, pelo Partido Republicano, e venceu com 60% dos votos, quando as mulheres nem sequer podiam votar.

Fez apenas o curso básico, engajando-se em movimentos minoritários, participando da carreira política do seu pai, o coronel Miguel Teixeira de Vasconcelos, e acompanhando de perto o trabalho do marido, o promotor Thomaz Soriano de Souza Filho, de quem ficou viúva aos 22 anos de idade.

Numa época em que a emancipação feminina na política era conquistada em poucos países do mundo, um pequeno estado do Nordeste brasileiro proporcionou através de sua Constituição sancionada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros, o direito à mulher de votar e ser votada. Com base na Constituição Estadual de 1891, então vigente, e respaldando-se no argumento de que competiria ao estado-membro legislar sobre direito eleitoral, o artigo 77 da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, determinava: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem condições exigidas por esta lei.

Assim, Soriano optou em se candidatar como prefeita, tornando-se não só a primeira prefeita eleita no Rio Grande do Norte e no Brasil, mas também na América Latina.

Com o apoio do então senador Juvenal Lamartine, grande defensor das causas feministas, houve uma mobilização para inscrever eleitoras e candidatas a cargos eletivos. Surgiram então mulheres ousadas paras aos padrões culturais da época, com total capacidade para exercer mandatos, dentre as quais se destacava Alzira Soriano.

Leia Também:

Mas foi pouco tempo de administração, apenas sete meses. Com a Revolução de 1930, Alzira Soriano perdeu o seu mandato por não concordar com o governo de Getúlio Vargas. A responsável pela indicação de Alzira como candidata à Prefeitura de Lajes foi a advogada feminista Bertha Lutz, uma das figuras pioneiras do feminismo no Brasil. A administração de Alzira Soriano à frente da Prefeitura de Lajes resultou na construção de novas estradas, como a que fazia a ligação entre os municípios de Cachoeira do Sapo e Jardim de Angicos. Ela também construiu mercados públicos distritais, fez escolas e cuidou da iluminação pública a motor.

Alzira como Presidente da Câmara 

Apenas quatro anos depois disso, em 1932, mulheres conquistariam o direito de votar. Mas, você pensa que a vida política de Alzira terminou por aí? Está enganado!

Após a morte de Vargas, em 1945, ela voltou à vida pública. Preimeiro como , como vereadora do município de Jardim de Angicos, onde nasceu. Foi eleita por mais duas vezes consecutivas, liderando a União Democrática Nacional (UDN). Chegou à Presidência da Câmara de Vereadores mais de uma vez. Aos 67 anos, Alzira morre em 28 de maio de 1963 por complicações de um câncer.