Filmes da Mostra Itinerante For Rainbow serão exibidos em Natal

Com o tema “diversidade”, o Goiamum Audiovisual realiza a segunda edição do Drops. Para isso, o evento trouxe de Fortaleza, Ceará, a Mostra Itinerante For Rainbow, o Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, que tem se configurado como um dos mais importantes espaços de debate e difusão do respeito à pluralidade sexual e de gênero e de incentivo à cultura de paz no Brasil. As mostras de diversidade sexual existem em todo o país e estão se tornando cada vez mais populares, pois a pauta sobre violência, respeito à diversidade e direitos humanos tem sido cada vez mais presente.

A programação fica completa com rodas de debates, laboratório, workshop e festa de encerramento, nos dias 14 e 15 de setembro, em dois locais: no Laboratório de Comunicação Social da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e no Espaço ABOCA Cultural. O objetivo é criar um evento com foco na produção audiovisual voltada para a diversidade sexual.

O Goiamum acompanha a expansão do cinema queer (produções LGBT) dentro do audiovisual, dos realizadores que vem se expressando cada vez mais sobre esses temas além de compreender o cinema enquanto espaço democrático e enquanto linguagem inclusiva.

“O diálogo com este festival cearense nos possibilita abraçar as diversas representações organizadas no Rio Grande do Norte que atuam a favor ao respeito da diversidade sexual, abrindo mais um espaço para falar sobre todos os assuntos relevantes dentro desta temática que possam gerar um saldo positivo, não apenas para o público LGBT, mas, para a sociedade em geral”, disse Keila Sena, diretora geral do Festival potiguar.

O Drops#02 conta com: mostra de curtas potiguares, conversa entre artistas potiguares que dialogam sobre gênero e sexualide através de outras linguagens artísticas, a Mostra Itinerante For Rainbow, debates com importantes representações do RN, laboratório de montagem para Drag Queens, oficina de pompoarismo e uma festa para celebrar o respeito à diversidade.

Idealizado em 2007, o Festival Goiamum Audiovisual nasceu com o intuito de contribuir com o desenvolvimento das atividades audiovisuais no estado do Rio Grande do Norte. Ao longo das sete edições do evento foram realizadas 38 oficinas, 26 encontros e palestras, exibição de mais de 800 filmes em cerca de 46 mostras, entre competitivas e itinerantes, nacionais e potiguares.

Em 2017 o Festival volta com uma nova proposta, edições especiais em formato de Drops. Estão sendo realizados 4 Drops ao longo do segundo semestre deste ano, que visam fomentar e difundir o segmento audiovisual. As ações dos Drops são condicionadas a adesão de apoios e parcerias.

Drops #01 – Diálogos: O diálogo de um cinema feito por mulheres.

Drops #02 – Diversidade: Foco na produção audiovisual voltada para a diversidade sexual.

Drops #03 – Cinema de Transgressão: Mostra de cinema de transgressão + oficina com o cineasta Thiago Mendonça (SP)

Drops #04 – Mercado: Seminário sobre mercado com representações da ANCINE, Representantes de TVs Públicas, gestores de editais públicos nacionais.

Cartaz da segunda edição do Drops

LABORATÓRIO DE MONTAGEM E WORKSHOP DE POMPOARISMO

Dentro da segunda edição Drops do Festival Goianum haverá o Laboratório de Montagem Coletiva, no qual o público poderá entrar em contato com a arte Drag, conhecer a vivência de três Drag Queens locais, aprender um pouco sobre a cultura Drag no Rio Grande do Norte e se aventurar nessa experiência. No #LabDrag não haverá restrições, pois esta é uma expressão artística que pode ser feita tanto por homens quanto por mulheres, sem discriminação de cor, credo ou orientação sexual.

Serão abertas apenas 06 vagas para o público que terá a oportunidade de dialogar e se montar junto com as drags mais experientes, com o intuito de trocar experiências. Os participantes receberão um kit de maquiagem e terão alguns acessórios à disposição, mas é importante levarem roupa e peruca próprias para comporem sua drag, bem como, pensarem em uma música para performarem na festa de encerramento. Esta vivência também será registrada por meio de um ensaio fotográfico registrado pelos fotógrafos: Paulo Fuga e Max Pereira e as fotos artísticas serão exibidas em um telão na festa de encerramento.

A Oficina de Pompoarismo será ministrada por Flavia Chianca, que trabalha com educação sexual há cinco anos, é autora do livro “Guia para a Prática do Pompoarismo” e ministra cursos no espaço La Vedette Deluxe. Será realizado um bate papo sobre “Pompoarismo A Arte de Amar e o Cinema”, que disponibiliza 15 vagas e é voltado para a sexualidade feminina, independente de orientação sexual. A oficina falará um pouco das cenas que ilustraram a técnica oriental do pompoarismo na sétima arte e as curiosidades do “Guia para a Prática do Pompoarismo” com os exercícios que toda mulher tem que praticar. Ao final da oficina será realizado o sorteio de 01 brinde exclusivo da La Vedette Deluxe.

As inscrições do Laboratório Coletivo de Montagem para Drag Queens (6 vagas) e Workshop de Pompoarismo (15 vagas) serão abertas no dia 04 de setembro e seguem até o dia 08 de setembro. A ficha de inscrição é virtual e o link será disponibilizado no Facebook do evento e também poderá ser enviado mediante solicitação por e-mail e será cobrada uma taxa de inscrição no valor de R$ 10,00.

A realização do Drops #02 é assinada pelo Festival Goiamum Audiovisual, e pela Casa de Produção e o Espaço ABOCA Cultural, em parceria com a Mostra For Rainbow e CenaPop e conta com apoio da Sollar Comunicação. Apoiam ainda este evento a UFRN, NAC, CINE UFRN, DECOM, Projeto Tela Livre, os parlamentares Deputado Mineiro, a Vereadora Nathalia Bonavides e a Senadora Fátima Bezerra; as empresas La Vedette Deluxe, Fooderoza, Bárbara Cosméticos, Bardallu’s, Sterbom e Raddar. Colaboram ainda a HD Produções e o jornalista Fábio Farias.

O Festival Goiamum Audiovisual sustenta e acredita na força de transformação da arte, sobretudo da sétima arte, e tem no fortalecimento da prática cinematográfica seu eixo central através do tripé exibição, formação e discussões propositivas.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR 

14 SET | QUINTA-FEIRA – LABCOM/UFRN – ENTRADA FRANCA

14H – ABERTURA :: UFRN :: Auditório Labcom

Vídeo Institucional do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual + Fala da abertura

14H30 – MOSTRA FOR RAINBOW (50’)

  • E TU TENS MEDO DE MIM?  [Renata Monte (CE) Documentário 40’25”]

15H10 – DEBATE: Arte Política Contra o Ódio e a Intolerância

Mediador – Arlindo Bezerra

Lara Bianck – Atreva-se/Santa Cruz

Nathan Phellipe – A Transparência

Ver. Natália Bonavides – Presidente da Comissão dos Direitos Humano, Trabalho e Minoria da Câmara Municipal / Projeto Transcidadania

Yara Costa – Coordenadora Geral do DCE UFRN e Coletivo Paratod@s

Makários Maia – Professor de Teatro da UFRN

16H40 – INTERVALO/ INTERVENÇÃO ARTÍSTICA

17H10 – Diálogo de LINGUA[gens] Artísticas e Diversidade

Mediador: Divina Shakira

  • Vida Vaza (Doc) – Carito Cavalcanti
  • Quem matou Brigitte? (Clipe) Gustavo Lamartine
  • Septo (trailer/teaser) – Alice Carvalho
  • Baile das Kengas (Projeto Cultural)- Lula Belmont

18H30 – INTERVALO

19H – MOSTRA FOR RAINBOW (CURTAS) (60’ 20”)

20H20 – DEBATE: Representatividade LGBT  no Cinema Independente  Brasileiro

Mediador: Carlos Segundo – Professor do curso de Audiovisual da UFRN

Eb Belli – Sexóloga

Théo Guimarães – Atrevidos

Jacqueline Brasil – Atrevida

Pedro Fiuza – Realizador, Casa de Praia Produções e Grupo Carmim

15 SET | SEXTA-FEIRA – ABOCA CULTURAL – R$ 10,00

15h às 17h – Laboratório Coletivo de Montagem para Drag Queens + Ensaio Fotográfico realizado por Paulo Fuga e Max Pereira.

16h às 17h30 – Oficina de Pompoarismo com Flávia Chianca (La Vedette Deluxe)

18h – Mostra Diversidade Potiguar (56’)

  • Cuscuz Peitinho – Rodrigo Sena
  • Sailor – Victor Ciríaco
  • Ainda não lhe fiz uma canção de amor – Henrique Arruda
  • Pedro – Pedro Borges
  • Septo – Alice Carvalho

19h30 – CELEBRAÇÃO / FESTA 

DJ – Drags – Performances

SERVIÇO

FESTIVAL GOIAMUM AUDIOVISUAL DROPS#02 – DIVERSIDADE
Dia 14 de setembro a partir das 14h, no Labcom/UFRN | Acesso gratuito
Dia 15 de setembro a partir das 15h, no Espaço Espaço ABOCA Cultural
Aula de Laboratório de Montagem Coletiva | R$10 | Inscrições a partir do dia 04/09 AQUI!
Oficina de Pompoarismo | R$10 | Inscrições a partir do dia 04/09 AQUI!
Festa com Djs, Drags e performances | R$10 | apenas na hora.

Pescador encontra uma estátua de Netuno em Ponta Negra

Mais um acontecimento inusitado pela cidade. Na manhã desta quarta-feira (30) um grupo de pescadores encontraram uma estátua no mar na Praia de Ponta Negra, próximo ao Morro do Careca, principal cartão-postal da cidade, localizado na zona Sul de Natal. O objeto chamou bastante atenção dos banhista, frequentadores e pessoas que trabalham ao redor. No entanto,  foi vendido para um turista.

A imagem foi fotografada e está sendo repercutida através das redes sociais.

De acordo com pessoas que rodam a praia, a estátua é feita de bronze e traz a imagem do Netuno. Algumas pessoas disseram que a imagem pode até valer 100 mil reais. Mas até agora nada confirmado. Não se sabe quem foi o pescador que a encontrou e muito menos o turista que está com o monumento.

Estátua foi encontrada por pescadores (Foto Whatsapp)

Segundo a mitologia, o Netuno é o deus romano do mar, inspirado no deus grego Poseidon. Filho do deus Saturno e de Ops, irmão de Júpiter e de Plutão. Originariamente é o deus das fontes e das correntes de água, dos terremotos e criador dos cavalos.

Deus inseparável dos cavalos, senhor das ninfas, sereias e sereias dos lagos, rios e fontes, tem ao seu lado sereias, nereidas e tritões. Tem o mar como sua morada e por isso é provocado com pouca frequência, apenas por motivos importantes. Netuno teve muitos amores, a maioria passageiros. Sua principal esposa foi Salácia, que lhe deu como filho os tritões, monstros marinhos com rostos humanos barbados e com caudas como a dos golfinhos.

Netuno também é o nome de um dos planetas do Sistema Solar.

Uma tarde no Museu

Após salvar uma amiga de um papo constrangedor sobre o futuro profissional, resolvemos procurar um local que a gente pudesse se divertir no domingo, visto que a cidade é bastante tranquila neste dia. Então, resolvemos ir ao Museu Câmara Cascudo, na Av. Hermes da Fonseca, pois estava acontecendo a segunda edição da Feira da Fotografia, que é considerada a maior do Nordeste, onde podemos conhecer alguns trabalhos dos fotógrafos locais. Ainda podia comprar algumas imagens para decorar a sua casa e também assistir um bate-papo com os profissionais que estavam presentes.

O Museu é dividido em dois pavimentos e resolvemos ir logo no segundo, pois parecia que tinha mais opções para ver. Logo na entrada achamos um stand do coletivo Caminhos, no qual vendiam cadernos, blocos e chaveiros com fotografias das suas andanças pelo interior do Rio Grande do Norte. Do lado deles, tinha uma exposição para visitar: o “Anatomia Comparada”.

Esqueletos que estão expostos no “Anatomia Comparada” (Fotos: Lara Paiva)

A exposição fixa é um dos carros-chefes do Museu Câmara Cascudo e recentemente passou por uma mudança na sua infraestrutura, deixando o espaço mais convidativo para as pessoas verem as semelhanças e diferenças entre os vertebrados, tendo como fio condutor o processo evolutivo, exibindo uma rica coleção de esqueletos completos e crânios de diversos mamíferos. O visitante poderá contemplar de perto o elegante e poderoso esqueleto do leão, o esquisito crânio do tamanduá-bandeira e a majestosa ossada de um elefante africano. No final, havia uma porta que dava acesso aos trabalhos expostos na Feira da Fotografia.

Dentre os expositores estão a Quina Coletivo de Fotografia. Criado em 2017, o coletivo tem como objetivo não só de agregar artistas locais em busca de uma maior visibilidade como também de popularizar o consumo da fotografia potiguar como arte através de intervenções e oficinas além de tornar o conhecimento sobre essa forma de arte mais acessível a todos. No dia 29 de junho o Coletivo realizou o lançamento de uma exposição intitulada “Qual a sua cidade” que reunia fotos da realidade urbana pelos olhos dos fotógrafos do coletivo, acompanhado de um bate-papo com os membros. Lá, eu pude conhecer um pouco mais das fotografias de Everson de Andrade, que também é jornalista, no qual fotografa o cotidiano, desde protestos mas também as belezas das mulheres Outro expositor é o grupo “Quadro com parede”, galeria de arte fotográfica com venda de fotos numeradas e assinadas, garantindo exclusividade na obra de arte, tendo a disposição um portfólio de fotos do Brasil e vários lugares do mundo. Formado por dois Fotógrafos: Rodrigo Gurgel e Ubarana Jr.

Além disso, eu pude conhecer o trabalho do fotógrafo Ian Rassari, que também registra o cotidiano, o amor e dentre outros os assuntos de uma forma bastante sensível. Veja o álbum da exposição a seguir:

Após conhecer o trabalho dos fotógrafos, fomos ver mais uma outra exposição fixa que estava no andar superior, que falava sobre os Engenhos de Cana de Açúcar. Lá é apresentado o cotidiano, a arquitetura, a arte e as riquezas relacionadas à presença dos engenhos em território potiguar, como também o seu impacto no ambiente e na sociedade. Apresenta todo o processo do ciclo de produção do açúcar com réplicas dos materiais utilizados, inclusive uma Bolandeira em tamanho real. Ainda tinha um mapa do RN mostrando os engenhos existentes naquele período colonial.

Resolvemos descer, no qual os corredores estavam expostos algumas coleções de fósseis e ossos para mostrar a ampla coleção de objetos da antropologia e paleontologia. Ainda tinha a reprodução Parcial da caverna Olho D’água da Escada, município de Baraúnas, considerado um dos primeiros locais de pesquisa paleontológica.

Ossos expostos no corredor do Museu Câmara Cascudi

Hora do lanche! Pegamos o dindin que estavam vendendo e fomos para parte de trás do Museu, perto onde estava acontecendo as oficinas da Feira de Fotografia, onde pudemos contemplar o parque para a criançada, dinossauros de plantas e um belo por do sol.

Deu 17h30, onde haveria uma apresentação dentro da exposição “Póstumos” foi realizada pelo fotógrafo Numo Rama na Penitenciária João Chaves de Natal, em 2006, ano em que a instituição – a maior penitenciária do RN à época, conhecida como “Caldeirão do Diabo”, hoje fechada. Lá, ele registrou as prisões superlotadas, as visitas íntimas e a péssima infraestrutura. Lá assistimos uma apresentação de dança contemporânea, onde serviu de guia para ver o trabalho de Rama. Após a performance, houve um bate-papo com o fotógrafo.

Esta foi a nossa tarde do museu!

Sobre o Museu Câmara Cascudo

O Museu Câmara Cascudo foi criado no dia 04 de outubro de 1973, com o objetivo de manter o acervo do Instituto de Antropologia Câmara Cascudo, primeiro centro de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), fundado em 22 de novembro de 1960 e que estavas prestes a ser extinto, fundiu-se com o Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes, o Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA), a Escola de Música e o Núcleo de Estudos Brasileiros para a formação do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), ficando determinada a extinção do antigo órgão de pesquisa.

O Instituto de Antropologia foi fundado pelos intelectuais Luís da Câmara Cascudo, José Nunes Cabral de Carvalho, Veríssimo Pinheiro de Melo e Dom Nivaldo Monte, e por pouco mais de uma década, de 1960 à 1974, foi um dos centros pesquisa mais produtivos do Brasil. Era espaço polivalente e multidisciplinar, dedicado à formação e prática de pesquisadores nas áreas da Antropologia cultural, Antropologia física e Paleontologia.

O Museu Câmara Cascudo, quando criado, ficou vinculado ao Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e Naturais. Com a reformulação do Estatuto da UFRN no ano de 1977, o Museu Câmara Cascudo foi mantido como órgão suplementar, mas vinculado diretamente à Reitoria. Conforme o seu novo Regimento (2015), o Museu Câmara Cascudo, cuja função primordial é educativa, por ser um Museu Universitário, destina-se a realizar atividades de ensino, pesquisa e extensão nas suas áreas específicas.

Funciona de terça a sábado, das 09 às 17 horas. Porém, aos sábados funciona das 13 às 17 horas.

Mais informações pode ser lida aqui.

Coco de Roda, Teatro, Artes Visuais e Música na Frei Miguelinho nesta sexta

Sexta-feira é dia de Cultura Popular no Movimento n’Aboca. O evento acontecerá no ABOCA Cultural, na Rua Frei Miguelinho, no bairro da Ribeira, com coco de roda, teatro, artes visuais e música, a partir das 18 horas desta sexta-feira (1), cujo tema é ressaltar e festejar as lendas, contos, brincadeiras, receitas e festas especiais do povo brasileiro.  Mas, se tem todas essas manifestações culturais, por que não colocar o nome da festa de Edição “Folclore”?

De acordo com Marília Negra flor, atriz, militante negra e dançarina popular: “Folclore” vem do inglês “Folklore” onde “Folk” que significa “povo” e “lore” significa “conhecimento”, é um termo utilizado para designar a Cultura Popular tradicional, a própria origem do nome já nos distancia de nossas raízes e do conhecimento e origem da nossa cultura e apesar de ainda ser muito utilizado e aceito, esse termo vem sendo questionado por antropólogos, militantes e pessoas que fazem a Cultura Popular. Observa-se hoje uma certa recusa a utilização desse termo onde a parte mais abastada e detentora de poderes escolhia o que era aceito e visto como cultura e belo, dando-lhe o nome de “folclore” e marginalizando o que não estava dentro dos padrões estéticos e sociais.
DJ Yarah tocará o melhor de Clara Nunes e Secos e Molhados
A festa, com apresentação do ator Marcos da Câmara, vai trazer conjunto de tradições e costumes populares que são transmitidos de geração em geração. O apresentador também fará uma performance como DJ Yarah, que discotecará a pista d’ABOCA, com muito Secos e Molhados, Clara Nunes, uma importante difusora das tradições africanas trazidas no Brasil, além de contos e lendas musicais da mais variada mística popular.
Espetáculo “Cambalhotas” do Grupo Eureka é uma das atrações

Por falar em Coco de Roda,  que tal assistir uma apresentação com o Mestre Severino ? Ele é o fundador do Coco de Roda da Vila de Ponta Negra, no qual conheceu a arte há 09 anos na Vila através do pai Luiz Bernardo nas brincadeiras de Zambê, Chegança e Boi de Reis. A  aproximação  com  esse universo  das manifestações populares, influenciou no seu trabalho e dedicação ao coco de roda,  levando  a conservar  elementos utilizados pelo  seu  pai,  tais  como a formação instrumental.

Gosta de Cordel? Haverá a exposição de “Entre Matrizes e gravuras: Dez anos de resistência”, mostrando as obras de xilogravura de Erick Lima, que há 10 anos o artista visual busca difundir esta arte através de palestras e oficinas. Para quem não sabe, artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Assim, muitas capas do cordel, que reúne poemas originários da literatura oral, foram feitas desta seguinte forma.

Como não falar de cultura popular sem a parte de artes cênicas?  Terá a apresentação do espetáculo “Cambalhotas”, da Base de Experimento do Grupo de Teatro Eureka, criado em 2015, que traz um resgate a arte circense e ao teatro de rua, no qual estavam perdendo espaço nas grandes capitais e, consequentemente, nas cidades do interior.

O espetáculo com uma dramaturgia irreverente, leve, que trata das dificuldades de ser um artista, do preconceito sofrido diariamente e dos “nãos” constantes que levam para manter um projeto. Usa de elementos da cultura popular – coco de roda, cortejo, cantigas de roda, etc.  A peça transporta o público para Formosura, uma cidade governada por um prefeito corrupto, pai da menina Berenice, que sonha em ser bailarina e tem um amor proibido por Facilita, o palhaço do circo Cambalhotas, que luta pela permanência do circo na cidade, e todos ficam sob a vigilância de Dona Josefa, a fofoqueira.
Na parte musical haverá a apresentação do percussionista Sami Tarik e do Grupo Folia de Rua, grupo idealizado por Jorge Negão, que após constatar a desvalorização das nossas tradições culturais, cultivou a ideia de divulgar os ritmos e folguedos oriundos do Estado do Rio Grande do Norte, através dos meios que se dispunha: a percussão, a dança e o teatro.
Sami Tarik é uma das apresentações musicais
Então já sabe né?  Dia 01 de Setembro, a partir das 18h, venha celebrar a nossa cultura popular! Ingressos por 10 reais na lista amiga até o dia 30/08 e na hora 15 reais.
Serviço:
Movimento n’ ABOCA – Edição Cultura Popular
Onde? ABOCA Cultural (Rua Frei Miguelinho, 16, Ribeira)
Hora? 18 horas
Ingressos:
– Lista Amiga: confirmando presença no evento até 16h do dia 30/08: R$ 10,00.
– Na hora: R$ 15,00.
Mais informações: https://goo.gl/7BcMdP