Sexta é Marighella de graça na Mostra de Cinema de Gostoso

O fim de semana começa. Mas, você poderia aproveitar a Black Friday para reservar uma diária massa em São Miguel do Gostoso com a finalidade assistir a oitava edição da Mostra de Cinema de Gostoso. Sabia que haverá a exibição gratuita de Marighella? Sim de graça! Comemore a sua sexta de promoção!

Além de Marighella, programação da Mostra de Gostoso não para por ai

Para o primeiro dia de evento será realizada uma cerimônia de abertura, seguida da exibição do curta “Papa Jerimum”, de Clara Leal e Harcan Costa. Por fim, a apresentação do longa “Marighella”, de Wagner Moura. O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem a Mostra Competitiva e as Sessões Especiais, com o melhor do cinema atual.

O Brechando fez uma resenha do filme Marighella e veja se te convenci em assistir a polêmica produção.

Como já dizia o Chorão: “Meu Cinema é na Praia”

Mostra de Cinema de Gostoso
Cartaz da Mostra de Gostoso

Assistir filme na praia deve ser uma experiência diferente. Afinal, haverão cadeiras espreguiçadeiras acomodam o público para apreciar uma projeção 2K e som 5.1 em uma tela de 12m x 5m proporcionando uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia.

Nos demais dias da Mostra, ou seja, até o dia 30 de novembro, as atividades começam ainda durante o dia, encerram a noite e dividem-se, portanto, na Mostra Coletivo Nós do Audiovisual, Sessão Especial, Mostra Competitiva, Debates e Seminários. Confira a programação completa aqui https://www.mostradecinemadegostoso.com.br/.

Mostra de Cinema Gostoso
Seu Jorge interpretando Marighella

Edição 2021 da Mostra de Cinema de Gostoso

Este ano, a Mostra recebeu número recorde de filmes, totalizando 650 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Já o Troféu da Crítica é escolhido por jornalistas e críticos de cinema presentes. Também na programação, debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos, e um seminário sobre a recente produção audiovisual brasileira.

Caboré

Curta do Caboré vence melhor filme em Festival de Recife

Mais uma produção audiovisual do Rio Grande do Norte ganhou prêmio. Após o Brechando anunciar o prêmio de melhor ator do Festival Mix, o curta-metragem potiguar “Time de Dois” recebeu prêmio de Melhor Filme Nacional, na oitava edição do Recifest.

Primeiramente, o Recifest é o Festival de Cinema da Diversidade Sexual e Gênero do Recife.

Este é mais um prêmio do Caboré Audiovisual

O curta contou com a direção e roteiro de André Santos, recebeu, no último sábado (21). Mas, por que citei o Caboré? Porque a realização aconteceu graças a produtora, com patrocínio da Prefeitura do Natal, via Lei Aldir Blanc.

Gravação do “Time de Dois”

Cartaz do Time de Dois

O filme foi gravado em janeiro de 2021 e lançado em julho deste ano no 10º Rio Festival de Gênero & Sexualidade, no Rio de Janeiro. Em apenas 5 meses de circulação, “Time de Dois” já possui quase 40 seleções em festivais e mostras e, agora, recebe seu primeiro prêmio .

Foram quase 300 filmes inscritos, de 23 estados do Brasil + DF, e “Time de Dois” estava entre os 27 filmes selecionados para fazer parte das mostras competitivas da oitava edição do Recifest.

Outros festivais

O curta-metragem já participou de grandes festivais como o 33º The New York LGBTQ Film Festival, nos EUA, e do 29º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, em São Paulo em breve estará no 28º Festival de Cinema de Vitória, no Espírito Santo e no 19º Festival de Cortos de Bogotá – BOGOSHORTS, festival qualificador para o Oscar e para o Goya (Academia Espanhola). No momento, os realizadores estão buscando apoio financeiro para custear a viagem para Colômbia

Pedro Fasanaro

Pedro Fasanaro vence prêmio de melhor ator no Festival Mix

O ator potiguar Pedro Fassanaro recebeu prêmio de “Melhor Ator”, neste fim de semana, pelo filme “Deserto Particular”,de Aly Muritiba. O troféu é o resultado da premiação do Festival Mix,. procurar o melhor do audiovisual sob a temática LGBT. Além disso, a produção representa o Brasil na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2022.

Além disso, o filme venceu o prêmio de melhor longa-metragem.

No filme, Pedro interpreta Sara, uma mulher trans que conversa virtualmente com um rapaz do Paraná. Mas as coisas irão mudar, quando Daniel, seu crush, cruza o país ao seu encontro.

O filme teve a première mundial na Giornate degli Autori em Veneza, representante do Brasil na disputa do Oscar 2022. Pedro Fasanaro também já atuou em outras produção nacionais, como a série global “Onde Nascem os Fortes” .

Sobre o Festival Mix, que Pedro Fasanaro participa

O Festival MixBrasil está em sua 29ª edição. Após um ano parado por conta da pandemia, ele retoma as atividades presenciais, embora boa parte da programação se mantém online. Como resultado, foram seis salas espalhadas pela cidade de São Paulo. Outra boa parte se mantém on-line, “pois a pandemia já evidenciou que o modelo híbrido será a regra no mundo”.

Também houve shows, palestras e workshops, algo que só é possível através das plataformas digitais. Foi por meio delas que no ano passado conseguimos mais do que triplicar o número de pessoas que gostam da programação do Mix Brasil.

“Para o festival deste ano buscamos trazer uma mensagem de movimento, resistência e cura possibilitados pela expressão de nossas vozes na produção cultural”, disse o evento que também homenageou os 80 anos de Ney Matogrosso. Um ícone da cultura LGBT e da música.

Passadas quase três décadas, o Festival Mix Brasil segue sendo aquele momento do ano para pensar um mundo onde toda maneira de ser e de amar é respeitada.

estudo potiguar apagar memória

Jim Carrey acertou, estudo potiguar mostra que dá para apagar memórias

Muitas vezes pegamos pensando sobre a ideia de apagar memórias traumatizante em nossas mentes, igual ao filme “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”. Mas sabia que isso é realmente possível? Um estudo potiguar mostra que é possível apagar a memória, trazendo efeitos irreversíveis.

Alguns, por exemplo, declaram que já sonharam, mas não lembravam do assunto ou que apagaram o que sonharam. Mas, você sabia que isso é possível mesmo? Um estudo de neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pode explicar muito bem.

O que o Instituto do Cérebro afirma

O Laboratório de Pesquisa da Memória do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN), dirigido pelo Dr. Martín Cammarota, neste ano, publicou um artigo na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O título é “A dopamina controla se novas informações declarativas atualizam memórias reativadas através da reconsolidação”, que pode ser lido por completo aqui, embora esteja em inglês.

As alunas de Martín Cammarota, as doutoras Maria Carolina Gonzalez, Janine Rossato, Andressa Radiske e Lia Bevilaqua, estudam desde 2018 o campo da neurobiologia da memória.

A equipe concluiu que dependendo da informação prévia disponível e do estado de ativação dos receptores para dopamina numa região cerebral chamada hipocampo, as novas memórias se formam seguindo um de dois processos distintos, utilizando ratos como cobaias.

Como funciona esse processo baseado no estudo potiguar sobre o conceito de apagar a memória

Se os animais não possuem informação prévia relevante ao que está sendo aprendido, então as novas memórias se formam mediante um mecanismo que requer a participação de uma proteína chamada CaMKII e acabam sendo armazenadas como lembranças independentes e sem ligação direta com memórias preexistentes.

Pelo contrário, se os ratos adquiriram previamente informação relacionada com o que estão aprendendo, então as novas memórias em questão se formam mediante um processo. Além disso, requer uma outra proteína, chamada PKMzeta, e terminam sendo acopladas às memórias anteriores, formando uma espécie de rede de conhecimentos interligados e interdependentes.

O que concluíram sobre o estudo potiguar sobre apagar memória?

O que faz com que as memórias sigam um caminho ou outro é a interação dos receptores D1/D5 para dopamina do hipocampo. Além disso, eles, por sua vez, estão envolvidos nos processos cerebrais que mediam a detecção de novidade.

Quando aprendemos coisas novas, quase sempre ativamos também memórias que já possuímos. Como resultado, podemos identificar que algo é inédito, temos que acessar nosso próprio repertório de memórias.

Esta bola foi cantada no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”

O filme de Jim Carrey de 2004 mostra que o protagonista resolve apagar as memórias sobre sua namorada depois que descobre que ela fez o mesmo com as memórias acerca dele. Porém, sem desejar, também elimina da mente todas as vivências atravessadas pelo relacionamento.

Os experimentos demonstram que, dependendo do mecanismo que o cérebro tenha utilizado para formá-la, pode ser impossível apagar uma memória sem afetar outras inadvertidamente, assim como acontece com o personagem de Jim Carrey.

Esse processo de apagar a memória se chama, portanto, de reconsolidação, uma vez que liga e associa as memórias, convertendo-as em interdependentes. Se esquece uma, também esquece da outra, querendo ou sem querer, e sem importar se você consegue ou não lembrar consciente ou inconscientemente delas.