Ferreira Costa Natal

14 coisas que você pode fazer na Ferreira Costa

A Ferreira Costa abriu uma unidade em Natal. Apesar da inauguração ter acontecido há alguns meses, só consegui visitar apenas um dia desse e claro realizei as minhas observações. Assim como fiz na Leroy Merlin, fiz várias estripulias. Mostrei o que pode ter lá dentro, além de ser um espaço gigante que poderia ser facilmente um grande shopping.

A Ferreira Costa em Natal tem o objetivo de conquistar 12% do mercado de produto de construção civil e decoradores, segundo uma reportagem da Tribuna do Norte em dezembro do ano passado.

1) Uma garagem espaçosa na entrada, com oficina para trocar pneu e um mostruário dos móveis

Ferreira Costa Natal
Entrada é gigante (Fotos: Lara Paiva)

2) Mostruário mostra como você pode decorar qualquer espaço de sua casa

3) E ainda tem um espaço para eventos, tipo o térreo do Natal Shopping. No dia que fui tinha exposição de arte.

4) O verde predomina o tempo todo na loja

5) A vontade de transferir a decoração do quarto inteira para sua casa é quase que instantânea. Mas, cuidado com os preços, visto que eles divulgam as parcelas numa fonte bem pequena.

A cama custa R$ 900. Espero, todavia, que quando for postar o texto a inflação não tenha elevado o preço.

6) Eles vendem luminárias tradicionais, diferentonas (como em formato de Darth Vader) e essa daqui que está ficando famosa em espaços chiques.

Ferreira Costa Natal
E, claro, a frase “gratidão” sempre aparecendo

7) Piscininha, amor! Já estou planejando meu verão 2023 com essa seção cheia de piscina inflável

8) Copos de coqueirinho

Se quer copos para deixar casa legal, aqui tem, visto que tem colorido, taça, estampado e tudo que você pode imaginar.

9) Dúvido que a Demi Moore faça jarros de cerâmica bonitões como esse em Ghost

10) É comum ver as empilhadeiras trabalhando e tirando os produtos estocados no alto. Como resultado, é uma mistura de curiosidade e aflição para saber se vai dar certo

Ferreira Costa Natal

11) Esta parte dão dicas de como você decorar ambientes de casas, principalmente se mora naquele apê pequenos. É uma forma de ter noção de como pode ficar a casa com consultores que dão aquela mãozinha

Sentei na cadeira da frente para testar o conforto

12) Eles também têm a parte de banheiro, que fica na parte central da Ferreira Costa em Natal

13) Também vi Unicórnios demais, da luminária até as almofadas, inclusive no sorvete

A bola colorida do sorvete é sabor unicórnio.

14) Por fim, a vontade é financiar uma casa e colocar tudo que tem na loja.

Já foi para Ferreira Costa em Natal? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe este texto para fazer este rolê.

Helmut e seu legado na cultura de Natal

Poderia parecer uma cena do filme “O carteiro e o Poeta”, que fala um pouco da história do poeta Pablo Neruda, mas aconteceu em Natal. Uma das características de Luís da Câmara Cascudo era ficar ansioso em receber as cartas. Logo, ele ficara bastante amigo dos carteiros que passavam pelas ruas de sua casa na antiga avenida Junqueira Aires, que hoje recebe o seu nome. Um desses carteiros é José Helmut Cândido. O Helmut era uma figura histórica do Centro Histórico e de Natal.

Ele era uma das pessoas que entregava as cartas para Câmara Cascudo e o resultado se transformou no livro “O Carteiro de Cascudinho”. Mas, Helmut não se resumia, todavia, apenas por esta profissão.

Foi nestas idas e vindas que criou uma amizade com Cascudo, onde começaram a discutir alguns assuntos. Mas, sem entrar em muitos detalhes. Sem contar que a convivência durou oito anos, quando Cascudo faleceu na década de 80.

Vida pós-Cascudo

Quando não estava em serviço do serviço postal, Helmut ocupava o tempo com leitura e boemia. Ainda mais leu os clássicos da literatura universal, adquiridos pelo reembolso postal. Embora não tenha passado do primário, sempre escreveu e leu compulsivamente. Era bastante fã de autores europeus, como Shakespeare, Dostoiévski, Marx, Freud, Tolstói, Camões, Pessoa. Dos brasileiros, seus preferidos são até hoje Lima Barreto e Euclides da Cunha.

Sabe de cor passagens de Os Lusíadas, Os Sertões e ensaios freudianos. Em 2007, ele lançou o livro “Helmut, O Carteiro de Cascudinho”. Após largar a profissão de carteiro, começou a viver nas ruas no centro, onde vendia pinturas, fumava, debatia filosofia e declamava leituras.

Entrevista para Revista Piauí

Na época do lançamento do livro, ele participou de uma entrevista para Revista Piauí, onde ele disse as seguintes palavras:

“Passo o dia no sebo. Leio um parágrafo de um, duas frases de outro e assim vou, bolinando as letras até morrer.” Helmut escreve alguma coisa todos os dias, para manter o hábito. No momento, está às voltas com suas memórias além da vida com Cascudo.

Na época, Abimael pagava dois reais para cada página concluída, que era revertida em seis maços de cigarro por dia.

Morreu aos 76 anos em 2009, vítima de um câncer. Segundo o jornalista Sérgio Vilar, ele não queria saber da doença.

Pinturas de Helmut feitas em Natal

Além de escritor, filósofo e carteiro, Helmut também era conhecido pelas suas pinturas nas paredes e quadros que hoje estão espalhados em vários pontos da cidade. Além disso, a imagem acima mostra ele fazendo a sua arte enquanto fumava seu cigarrinho nas lentes do fotógrafo Alex Gurgel.

Ele reproduzia as suas artes em qualquer lugar fosse tela, inclusive numa parede, visto que boa parte das obras já foram apagadas. As fotos a seguir são de Eduardo Alexandre Garcia, conhecido como Dunga e mostra a obra de Helmut. Veja, portanto, a seguir.

A Cor da Rua

Festival A Cor da Rua une rap e graffiti na ZN

O conjunto Pajuçara receberá na manhã, a partir das 9 horas, deste domingo (27) um projeto envolvendo vários artistas de graffiti em Natal o festival “A Cor da Rua”. Além disso, seu principal objetivo pintará casas e becos próximos da quadra Dom Pedro, ainda mais haverá várias apresentações musicais. Esta é a segunda edição do festival, que no ano passado projetaram as suas artes nas paredes do Forte dos Reis Magos.

A Cor da Rua

Neste ano conta com apoio da Batalha do Vinho, Soul Brothers Clan, Um Passo Pro Rap e dos próprios artistas do Coletivo M.A.R. (Movimento Arte de Rua). O objetivo deste festival é ampliar e promover cada vez mais a cultura do graffiti e dos outros elementos do Hip-Hop nas comunidades periféricas.

A Cor da Rua
Cartaz do festival

Preparo do festival A Cor da Rua já começou desde cedo

As atividades do festival “A Cor da Rua” na comunidade do Dom Pedro já começaram na semana passada. Os artistas do coletivo trabalharam um painel com muitas cores do hip-hop na parede lateral da casa de Dona Fátima, moradora local.  Além disso, uma das imagens é o rosto do Mano Brown, líder do Racionais MC’s, veja a imagem acima do título.

“Logo quando chegamos e ficamos nos organizando para pintar, os vizinhos ficaram curiosos e não demorou muito para acompanharem de perto o processo criativo tirando fotos e elogiando nosso trabalho” 

– Erre Rodrigo, diretor da Associação MAR em release para imprensa.

Apresentações musicais no A Cor da Rua

O evento é gratuito e conta ainda com exposições fotográficas, batalhas de rima, de break e entres outras atrações culturais, como a Roda de Peteca e apresentação do Palhaço Vito Pexera. O festival encerra com apresentações musicais da sexta edição de Um Passo Pro Rap com ESTAR BLACK, 1DDR, Apns Del e, por fim, Pretta Soul.

Rafael Jackson

Rafael Jackson: Artista lança primeiro disco

Este é o lançamento do primeiro disco do Rafael Jackson, que se chama ”Ensaio dos Vendavais”. Atualmente, ele vive em Macaíba e já participou de projetos locais, como a banda Igapó de Almas, Diniz K9, além do baiano de Senhor do Bonfim, radicado cearense, Felipe Wander.

Não se pronuncia “jaquisson” e sim “jéquisson”. A homenagem é ao Rei do Pop, Michael Jackson, que a sua mãe é bastante fã. Na cidade de Macaíba, Rafael integrou a banda Macacos Elétricos em 2006 e Canaflor e Movimento em 2010.

Em seguida partiu para uma viagem de dois anos ao Qatar, onde apresentou repertório de música brasileira em eventos na cidade de Doha. No ano de 2016 retornou para Natal e desde então vem lapidando suas criações como letrista, instrumentista e produtor, sempre colaborando  com diversos projetos. ‘

O disco, do selo Rizomarte Records, possui 10 canções de sua autoria e conta com as participações de Luísa Nascim, Clara Pinheiro, Aiyra, Dani Lucass, Jennify C., Sérvio Túlio, Alberi Jr. e Felipe Wander. Soma-se ao time o produtor musical Walter Nazário, responsável pela mixagem e masterização das faixas. 

Capa do disco de Rafael Jackson (Foto de Capa: Pedro Medeiros / Design Gráfico: Marília Lins)

Idade nunca foi o problema

Idade é apenas um número, pois o artista começou seu disco solo apenas aos 35 anos. Logo, Rafael Jackson oferece ao ouvinte um trabalho maduro em termos sonoros e poéticos. De acordo com a Rizomarte, em release enviado à imprensa, o álbum combina três elementos fundamentais: a força poética e melódica de um cancionista inspirado; a sabedoria rítmica afro-brasileira e a sofisticação harmônica na construção dos arranjos.

O que fala as letras de Rafael Jackson

Variando entre diferentes atmosferas, as músicas narram vivências, pensamentos, sensações e questionamentos presentes no caminho de vida do artista. Por meio de experimentação com programações eletrônicas, percussão, sintetizadores e timbres de guitarra, o resultado é pop no melhor sentido do termo. Música preta contemporânea ao seu tempo, incisiva, que faz dançar e pensar. 

O processo criativo de ”Ensaio dos Vendavais” começou em meados de 2020 na Pandemia e se estendeu até o final de 2022, contando com apoio do Sebrae/RN na fase de finalização. Além disso, as gravações aconteceram na casa de Jackson, onde ele tem estúdio, e no estúdio Tapete de Pavão. Alguns instrumentistas também foram convidados para adicionar elementos em algumas faixas, é o caso de Pedro Regada, Henrique Geladeira, Magno Alexandre, Tássio Viana, Carlos Tupy e Aiyra.  

Opinião de Rafael sobre o disco

”É uma realização como artista e como pessoa, foi construído em momentos muito intensos da minha vida, é a primeira vez que consigo falar sobre coisas sensíveis através da música. Além disso, o isolamento social na Pandemia possibilitou um momento meu mais íntimo com os processos de produção e gravação. Enfim, é um sonho realizado com muita gente especial envolvida”. 

disse o artista.

Para escutar o disco é só clicar aqui.