Uma limousine rosa no meio da Avenida Roberto Freire

Andando na Avenida Engenheiro Roberto Freire, principal via dos bairros de Capim Macio e Ponta Negra, ambos na zona Sul de Natal, pode perceber algumas coisas peculiares, como diversas universidades privadas, supermercados, shoppings, gente sendo fitness no calçadão, prostitutas andando para conseguir uma grana, bêbados na calçada de madrugada tentando pegar um ônibus que não vai aparecer ou uma limousine rosa.

A primeira vez que vi aquele carro gigante, considerado chique graças aos filmes norte-americanos, quando foi numa viagem aos 15 anos para fora do país. O mais escandaloso que tinha visto era de um limo que foi feita a partir de uma caminhonete. Até aí, beleza, achava que isto era coisa de gringo até conhecer a existente na cidade.

Segundo a definição que vi no Wikipedia, a limousine é uma carroçaria de automóvel fechada por um teto, para-brisa, quatro ou seis portas laterais e com uma traseira sem comunicação com o motorista, que geralmente é pago para conduzir este tipo de carro.

Eu imagino que dentro do carango, você pode fazer uma festa maluca, igual aquelas dos filmes que falam sobre Las Vegas.  Por isso que é bastante sucesso entre pessoas ricas e celebridades.

Em Natal, você não precisa ser tão magnata para achar esta limousine, pois frequentemente ela está rodando as principais ruas da cidade. A fabricação durou nove meses para fazer toda aquela estrutura que vemos hoje nas ruas.

O mesmo veículo tem ar-condicionado, bar e é usado para fazer as festas, principalmente as festas para as crianças, que é o público-alvo da empresa que faz aluguel deste carro.

Um dia fui numa lanchonete e estava um monte de meninas, de seis a oito anos, comendo seu lanchinho. Mas, no estacionamento estava a limo rosa. Depois de uma longa brechada, descobri que foi alugada para uma festa numa menina de sete anos.

O espaço possui aqueles acessórios de festas (muitas meninas entraram no restaurante com aqueles chapéus que só usamos em festas de formaturas e similares), televisão, baganas e dentre outras coisas. Ah, uma coisa massa que o carro naquele dia era dirigido por uma mulher, com terno e cap.

O local é usado para debutantes, aniversários e despedidas de solteiros.  Mas, onde surgiu esta limo na cidade? Aqui tem uma reportagem que passou sobre este carro. Confira:

 

Quatro curiosidades sobre ruas de alguns bairros de Natal

Natal tem várias curiosidades sobre sua história, no qual poucos natalenses tiveram conhecimento. Nesta postagem vamos mostrar que algumas ruas tiveram determinados nomes por certos motivos. Confira quatro curiosidade sobre algumas vias da capital do Rio Grande do Norte:

1) Conjunto Potilândia só tem ruas com nome de minérios

Rua da Esmeralda 9Foto: Blog de Potilândia)
Rua da Esmeralda 9Foto: Blog de Potilândia)

Potilândia foi o segundo conjunto habitacional instalado em Natal no fim da década de 1960 e foi planejado por Ubirajara Galvão. Durante a década de 90, o conjunto ficou conhecido pelas festas de São João.  O local é conhecido pelas ruas com nomes de minérios. Quem nunca andou na Rua Columbita? na Rua Esmeralda? Você mora na Rua da Shelita? A única via que não tem nome de minério é a Avenida Capitão-Mor Gouveia, principal acesso ao local.

2) O bairro de Neópolis tem a maioria das ruas com nomes de estados e aeroportos

Avenida das Alagoas (Foto: Nominuto)
Avenida das Alagoas (Foto: Nominuto)


Neópolis foi entregue a população no início da década de 1970 pelo extinto Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais (InoCoop). Compreende, além do conjunto que dá nome o bairro, as seguintes localidades: conjunto Jiqui (1975), conjunto Pirangi (1980), Jardim Botânico (1982), conjunto habitacional Parque das Pedras, conjunto habitacional Parque dos Rios e Serrambi IV (1985), dentre outros. No meio destes conjuntos habitacionais, as ruas são divididas em nomes de estados, cidades e aeroportos brasileiros.

Com certeza você já deve ter passado na Avenida das Alagoas, Rua Aeroporto da Pampulha, Rua Poços de Caldas ou Rua Guarujá?

3) Uma rua Capim Macio possui nome de pasto evangélico

Capim Macio é conhecido por apresentar casas de alto padrão e apartamentos de luxo, além de uma vasta gama de comércio, sobretudo restaurantes, bares, universidades e grandes redes de hipermercados. É cortado pela Avenida Engenheiro Roberto Freire, uma das mais extensas avenidas da cidade. O local também é conhecido por ruas em homenagens aos pastores evangélicos.

Sabia que temos uma avenida em homenagem ao fundador da Assembleia de Deus? A Rua Missionário Gunnar Vigren, que serve de acesso na Avenida Ayrton Senna e Engenheiro Roberto Freire é uma homenagem ao fundador do templo.

4) Conjunto Ponta Negra tem ruas homenageando praias do Rio Grande do Norte

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O conjunto Ponta Negra surgiu em 1979. Reza as lendas que as terras pertenciam ao Osmundo Faria, pai do atual governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. O local é cheio de ruas e avenidas com nomes de praias que cobrem todo o litoral do Rio Grande do Norte, como a Avenida Praia de Genipabu, Avenida Praia de Ponta Negra, Rua Praia de Diogo Lopes, Rua Praia de Jacumã e dentre outras ruas.

Temos duas igrejas Nossa S. Dos Navegantes

A santa é a padroeira do bairro e possui duas igrejas em sua homenagem. Uma é considerada a oficial, famosa por ter sido a única do Brasil a ser construída com pedras retiradas do mar, e a outra foi construída primeiro pelos pescadores. As duas ficam na Praia da Redinha, zona Norte de Natal.

A de pedra foi construída pelos veranistas, em 1954, porém foi erguida de costas para o mar, o que era imperdoável para os pescadores. E é por isso que os pescadores da praia continuam frequentando a outra igreja no mesmo bairro, a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, bem mais antiga, construída em 1922.

A de pedra faz parte de um dos pontos bastante visitados pelos turistas que vem passear pela cidade. Fica no Largo João Alfredo. A outra é pintada de branco e azul, bem menor que a de pedra e fica bem em frente ao mar, mais precisamente na orla da praia da Redinha e é chamada de capelinha.

Foto da igreja construída inicialmente (Foto: Wikipedia)
Foto da igreja construída inicialmente (Foto: Wikipedia)

Na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, realizada há mais de 100 anos e e sempre no mês de janeiro, há duas procissões com duas imagens: a da capelinha antiga é a imagem da Procissão Marítima, pelas águas do rio Potengi, entre a Boca da Barra e os confins da Base Naval; e a imagem da igreja preta que vai por terra, levada pelos veranistas ao longo das ruas e becos da vila.

O culto à santa teve início no século 15 com a navegação dos europeus, especialmente com os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção a Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. A primeira estátua foi trazida de Portugal junto com os navegadores.