músicas inglesas em forró

Melhores versões de músicas inglesas em forró

O forró sempre se renova a cada momento. Mas, uma coisa que é eterna são as versões em inglês, de preferências músicas que estão bombando no momento ou uma balada de rock pesado. A gente lembra, inicialmente, o Calcinha Preta (foto acima) fazendo versões do Angra, Heart, Mariah Carey, Bruno Mars e entre outros artistas. Entretanto, outras bandas de forró também aderiram esta moda.

Origem deste hábito comum

Aprovadas ou não pelos fãs das músicas originais, bandas de forró continuam criando versões para hits internacionais. Isto existe desde o tempo dos nossos pais, visto que para as emissoras de rádio, o ritmo internacional chamava mais atenção e sem contar que era uma forma de seguir as tendências musicais. Ou seja, mostrar que era atual e moderno. No entanto, muitas bandas de forró, ganharam sucesso fazendo versões em portugueses de músicas internacionais famosas mundialmente.

Não pense que as músicas inglesas vêm apenas do forró, visto que muitos artistas da Jovem Guarda ficaram famosos fazendo versões em português de canção dos Beatles.  Além disso, nos anos 70, era muito comum artistas brasileiros fingirem ser americanos para despontar uma trilha sonora numa novela, mas isto é assunto para uma outra postagem.

Sem contar que é uma forma de trazer algo mais internacional para perto do povão, visto que a maioria das camadas mais populares que consome as bandas de forró. Imagine que este acontecimento seria a mesma coisa que Beyoncé pegasse a música “Negue” de Maria Bethânia e criasse uma própria versão no seu rítimo, além de fazer uma adaptação para que isto caia no gosto dos americanos.

Por que Calcinha Preta ficou famoso por isso

Ou seja, uma forma de industrializar a cultura.  Muitas vezes, as bandas trocam totalmente a letra e só pegam a melodia. Além disso, o lirismo vem ao lugar a um lamento de amor, uma declaração apaixonada ou uma ode festiva. A foto acima mostra o Calcinha Preta e tem o motivo específico, visto que em 25 anos de banda, cada disco tem uma versão de uma música inglesa em português.

Afinal, todo mundo lembra de “I can’t live without you” (Eu não posso viver sem você) para “Paulinha, me diz o que é que eu faço”.  Ou, “Dust in the wind” (Poeira no vento) virar “Louca Por Ti”.

O forró veio do inglês mesmo?

Há duas versões quanto à origem da palavra forró. Uns dizem que o termo vem da junção da expressão em inglês “for all”, que significa “para todos”, em português. Conta-se que os engenheiros britânicos da Great Western, em Pernambuco, desde o final do século XIX. A finalidade era construir ferrovias no Nordeste, bem como os soldados das bases-aéreas americanas durante a Segunda Guerra. Lá, os gringos participavam de bailes abertos a todos que quisessem participar, especialmente nas cidades de Recife e Natal.

Entretanto, Câmara Cascudo, folclorista potiguar, defende que a palavra forró vem do termo “forrobodó”, utilizado para se referir a baile popular, arrasta-pé, festança, bagunça, confusão, como consta dos dicionários.

O primeiro registro data de 1733, num jornal chamado O Mefistófolis (o satanás), no número 15: ´Parabéns ao Dr. Artur pelo grande forró realizado em sua casa…’”.

Targino Godim, no documentário “Viva São João”, reforça a ideia de que o forró é animação, diversão, bagunça. Segundo ele, é a forma que o povo do Nordeste, onde o forró nasceu. Assim, tende em expressar sua alegria, sua vontade de se divertir, de brincar, de criar.

Misturar estilos ou criar versões de músicas inglesas em forró faz parte da cultura

Gilberto Gil, ao final do texto “O forró”, situa no tempo, dos anos 50 aos dias atuais, a longa dinastia da família do baião, a partir do reinado de Luiz Gonzaga até os dias de hoje como uma verdadeira família real cuja longa dinastia viria a se estender pelos novos tempos da musica tecno no século XXI”.

De acordo com ele, o forró engloba tanto os clássicos como também o forró moderno de Fortaleza, Campina Grande e Caruaru.

Ao contrário dos puristas, ele considera esse processo de transformação do forró como algo próprio da dinâmica da cultura popular brasileira. Em suas palavras: “misturada aos elementos lítero-musicais do brega, do sertanejo e do pagode, a música do forró vai levando adiante a saga antropofágica da nossa cultura popular, assumindo a hibridação como seu traço constituinte elementar”.

Então, podemos concluir que mesmo migrando para o internacional, o forró naturalmente sempre teve a natureza de se misturar com os povos mais diferentes possíveis.

Uma playlist para você escutar neste fim de mês

Por causa disso, o Brechando, para finalizar o mês resolveu fazer mais uma das nossas playlists, com músicas inglesas em forró. Desta vez vamos colocar músicas de forró que vieram a partir de traduções, no estilo livre, em inglês. Dê o play, portanto, a seguir:

 

 

 

 

29 fotos do #29M em Natal/RN

Como foi o #29M em Natal/RN? A imagem abaixo mostra a professora, pesquisadora e poeta Luma Virgínia acompanhando o ato. A jovem saiu de Parnamirim para o #29M em Natal/RN, na região Metropolitana, com o objetivo primeiramente de criticar as ações de Jair Bolsonaro, não somente pela parte de saúde, mas também pela educação .

Luma Virgínia durante o ato

Tudo isso utilizando a bicicleta. Assim, ela se juntou com milhares de pessoas neste sábado (29) pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro e suas ações relacionadas a pandemia do COVID-19 e com a educação.

A jovem é aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde faz a sua pós-graduação. Recentemente, a universidade teve sua verba cortada pelo Ministério da Educação. Como resultado, a instituição só tem dinheiro para dezembro deste ano.

Desde 2018, o Governo Federal reduziu os recursos gradualmente das instituições de ensino, causando consequentemente o sucateamento do ensino superior, que havia crescido em uma década.

O protesto aconteceu durante todo o sábado em várias cidades do Brasil, incluindo todas as capitais.

A pedido do Brechando, a Luma cedeu os seus registros na manifestação que uniu estudantes, professores, profissionais da saúde e outras pessoas que estão insatisfeitas com o governo.

São 29 fotos em alusão ao dia 29 de maio e mostra a visão do protesto de uma manifestante, como se fosse uma terceira pessoa.

Confira, portanto, as fotos do #29M em Natal/RN a seguir:

grapette

Experimentando o refrigerante Grapette

O refrigerante Grapette surgiu no Brasil em 1948 pela então companhia de Refrigerantes Guanabara. Considera-se o primeiro refrigerante de uva. Além disso, nos anos 60 a 80, o seu slogan “Quem bebe repete” e é referência cultural, tanto que já foi verso de música.

Entretanto, hoje pouco se lembra e é um instrumento de nostalgia. Pesquisando na internet, descobri que ele está nas prateleiras de poucos lugares no Brasil e uma das fábricas do refri fica no Rio Grande do Norte, mais precisamente na fábrica do guaraná Dore.

Por isso, resolvemos experimentar o Grapette no terceiro episódio de Sommelier de Refrigerante, no qual vamos experimentar produtos que não são do mainstream, mas também causam bastante burburinho e fãs.

Já experimentamos o Inca Kola e Cajuína São Geraldo.

Para assistir o vídeo completo, portanto, dê o play a seguir:

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Gostou do vídeo? Deixe aqui o seu comentário.

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projeto Octo

Polvinhos de tricô ajudam na recuperação de recém-nascidos

O projeto Octo Natal existe desde 2018. Desenvolve polvos de tricô para os bebês recém-nascidos e estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Lá, voluntárias fazem os bichinhos de pelúcia e entregam nas maternidades. A intenção é fazer com que os prematuros se sintam acolhidos e os braços do polvo ajudam abraçar o bebê, assim evitando que puxe os fios e sondas. Além disso, auxilia no posicionamento do bebê na incubadora, sem contar que transmite calma, proteção e amor.

O Octo Natal não tem fins lucrativos e já ajudaram a salvar vários guerreirinhos.  Os polvos nascem a partir das mãos de voluntárias que confeccionam a partir de materiais de doação. Portanto, elas não aceitam dinheiro, apenas doações de materiais e mão de obra voluntária.

Aqui tem um bebê fofinho segurando o polvo, mostrando que realmente ajuda na sua recuperação:

O projeto inicialmente surgiu na Dimarca em 2013, onde os pesquisadores descobriram que prematuros que ficavam junto a esses fofos e amados. Além disso, constataram que os bebês tinham batimentos cardíacos mais regulares, respiração melhor, e níveis mais altos de oxigenação em seu sangue.

Os tentáculos do polvo aparentemente lembram aos bebês o cordão umbilical de suas mamães, e a malha macia dos bichinhos é comparada ao útero.

Os polvos estão espalhados nas maternidades de Januário Cicco, Unimed, Hapvida e Divino Amor, em Parnamirim. Ainda mais que outros estados brasileiros estão aderindo cada vez mais a ideia.  Para fazer a doação dos materiais para os polvos é só clicar, portanto, neste link aqui.

As imagens que ilustraram esta matéria pertencem ao projeto.