91 fotos do Festival Dosol 2018

O Brechando cobriu o Festival Dosol 2018, que aconteceu neste fim de semana em Natal (24 e 25 de novembro de 2018), mais precisamente no Beach Club (Cervejaria Continental), na Via Costeira no qual divulgou duas reportagens sobre o assunto, além de ter registrado diversas fotos. Ao todo foram selecionadas 91 fotografias, nas quais vocês podem ver com maior resolução a seguir, clicando em uma das fotos. Aprecie e veja se você apareceu no blog:

Fotos: Lara Paiva

Sobre os arrombamentos na Via Costeira durante o Festival Dosol

Várias pessoas denunciaram sobre arrombamentos de seus respectivos carros durante a realização do Festival Dosol, no qual foram levados mochilas, pertences pessoais e também um TCC.  O da jornalista que vos fala também foi roubado e contarei a história a seguir.

Minha agenda foi assim: Cobrir a Good Game Convention, GGcon, que estava reunindo diversos gamers para falar sobre a importância do videogame (em breve uma matéria), depois almocei com uma amiga, troquei de roupa na casa da mesma e corri para o Digital Experience Day (DED, também falarei durante esta semana, fiquem ligados) e por, fim, o Dosol. Assim como o Festival completou 15 anos e virou debutante, eu debutei na madrugada de sábado e domingo ao meu primeiro roubo (não virei ladra, eu fui roubada). Em poucas linhas vou dizer o seguinte: Saí do Wish (finado Hotel Pestana, onde rolava o DED) e resolvi entrar no carro para estacionar próximo, ao chegar no evento, um grupo de flanelinhas me abordou e soltou esse diálogo:

“Digaí, boy, 20 reais e paga na entrada”

Respondo:

“Tenho não, preciso lanchar e estou com pressa”

“Por fazer faço 20, que nem aquele boy”

Paguei e fui embora, o homem logo solta: “Deus te abençoe”

Tranquei, saí e vi que eles não estavam lá, percebi que minhas coisas estavam reviradas e só em casa senti falta da minha mochila que tinha guardado as roupas da GGcon. Depois, eu fiz meio que uma denúncia no meu Facebook e vieram várias pessoas até a mim desabafando que ocorreram este tipo de arrombamento no mesmo horário, foco eram mochilas como a minha. Então vem o “mistério”: Será que fomos vítimas de uma gang? Por que mochilas?

Questionei o porquê, eles prontamente responderam: “Os policiais afirmaram que as câmeras estavam desligadas por falta de pagamento”.

Após ter falado sobre o arrombamento do meu carro no meu perfil do Facebook, muitas pessoas me comunicaram que carros de amigos e familiares também foram roubados no mesmo horário e local.

Além disso, uma família que saiu de João Pessoa especialmente para assistir os shows, que após sair da apresentação da cantora Céu, eles constaram que o carro foi arrombado, chegando a roubar as bagagens e uma pasta com a pesquisa e material para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que seria utilizada futuramente para pesquisa de mestrado e doutorado. Os familiares procuraram o Brechando dizendo que chegaram a fazer um Boletim de Ocorrência, porém os policiais afirmaram que “não conseguiriam captar as imagens dentro da Via Costeira porque as câmeras estavam desligadas”.

Além disso, eles lamentaram pela cidade está “tão violenta”.

Dentro da página do Dosol, os frequentadores também reclamaram, no qual este link pode ser visto a seguir. A família paraibana também reclamou nas redes sociais do Festival, que não pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

Como a Via Costeira é uma estrada estadual, o Brechando procurou a Assessoria de Imprensa do Governo do Estado e da Polícia Civil, no qual negaram que as câmeras estivessem desligadas, visto que são administradas 24 horas pela Centro Integrado de Operações em Segurança Pública, cuja sede fica dentro do Centro Administrativo. Além disso, a Civil está investigando o caso, principalmente aqueles que fizeram o Boletim de Ocorrência.

Após a realização do show de Letrux houve a presença da Polícia Militar para acompanhar a saída dos frequentadores.

Entre sensualidade, política e Letrux: Como foi o Festival Dosol 2018

Falar do Festival Dosol 2018 será a primeira das minhas brechadas do fim de semana, visto que  foram muitos eventos que aconteceram in this weekend (estrangerismo sim, meu amor). Natal é assim: quando inventam de marcar vários eventos, os mesmos acontecem simultaneamente. Então, do meu jeitinho, abracei o mundo com as pernas. Escolhi em falar o evento porque eu acabei de receber o LP da Letrux dos Correios, no qual o seu show neste domingo (25) foi maravilhoso e só vou tirar da caixa assim que publicar esta matéria, antecipando as coisas que já gostei logo no primeiro parágrafo. Mas, primeiro, falar do sábado (24).

Tirando o fato ruim, o primeiro dia defini como a Tropicália. Por quê? Lá estavam as bandas que misturavam rock com outros gêneros musicais, as performances eram parecidas com Os Mutantes (ex: Baleia, do Rio de Janeiro), letras que falavam de política, amor que é recriminado pela sociedade, muitos experiemntos musicais e dentre outros.  Exemplo disso é a cantora Bex, uma potiguar dos cabelos crespos, pequenininha e sempre olhando no chão, que misturava jazz, mas tinha uma batida bem eletrônica. Mas, o show da noite mesmo foi Metá Metá, de São Paulo, muito empolgante e ainda bem que fui na onda dos meus amigos que sempre falavam bem do grupo.

Ainda teve a volta do Andróide Sem Par, que está próximo de lançar o segundo disco. Cheguei no fim do show, mas deu para aproveitar e senti uma vibe mais The Smits, cheguei a perguntar ao Juão Nyn se esse álbum rolou uma inspiração no grupo ingles, no qual ele prontamente gostou. “Achei um elogio você falar que parecia o Morissey, mas não é uma banda que escuto bastante, acho massa que as pessoas escutem o som que faço de diferente formas. “.

Destaque também para a Potyguara Bardo, que é uma aposta do próprio Festival, através do Projeto Incubadora, uma drag queen, que mistura o som pop, mas também tem letras bastante politizadas e contou com inúmeras participações de artistas LGBT do Nordeste, como a Kaya Conky e Getúlio Abelha. O show foi bastante político, com direito a #EleNão. Antes de Potyguara se apresentar, eu conheci pessoalmente o Getúlio Abelha, fiquei louca e tive ataque de fangirl (escutei muito no Carnaval, graças ao meu amigo Rafael Sobral, de Fortaleza), chegando a tirar selfie e tudo.

Se o primeiro dia foi Tropicália, o seguinte foi Jovem Guarda, onde a galera estava pronta para escutar o bom e velho Rock and Roll.  Diferente de Roberto Carlos, a turma resolveu colocar a boca no microfone e com guitarras em punhos falaram para manter a mente firme e ser uma boa oposição contra a política de retrocesso. Foi libertador ver a galera gritando, soltando seus demônios na poga e soltando som de Merdada, Facada e Joseph Little Drop e Demonia (foto da capa está Raquel, baterista das duas bandas), no qual sugiro os críticos musicais pretarem bem atenção nas duas últimas bandas citadas.  Concordo com o jornalista Alex de Souza, que trocaria Cantos Malditos facilmente.

Sem contar com Letrux, que foi a artista brasileira que mais escutei este ano,  onde a carioca foi um poço de simpatia com a sua voz gostosa de escutar tanto cantando (as músicas são sensualmente provocantes) quanto falando e tocou todo o álbum, sem falar que no final falou de “cuidar do corpo e mente, para enfrentar a mente de cabeça erguida”, provocando a plateia com gritos de: “Ele Não”, para a surpresa do grupo. O show terminou com a incrível cantora que estava com um macacão provocante vermelho, jogando para a galera, literalmente.

Por falar em show sensual, o Carne Doce está de parabéns também, Salma Jô não teve vergonha de ficar a vontade e enquanto cantava, tirou a roupa, ficando só de lingerie neon e  dançou para caramba durante o solo de “Golpista”, para o delírio dos fãs.

Mas também teve pontos fracos, som estava muito alto e você podia está na parte mais alta do local (Palco Natura), mas ficava escutando mais que o Rashid tocava e isso era muito ruim, porque não consegui prestar atenção no que Rodrigo Alcoforado cantava, no qual antecipou até sua finalização por não conseguir ouvir.

E foi assim que o Festival Dosol dançou valsa com seu vestido de baile provocante, sensual e sempre rebelde.

Confira as fotos dos dois dias a seguir:

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