Urban Art – Brechando

Lambendo cartezes por aí em Natal

O lambe-lambe é um pôster artístico de tamanho variado que é colado em espaços públicos. Podem ser pintados individualmente com tinta látex, spray ou guache.  Quando feitos em série sua reprodução pode ser através de foto copiadoras ou silk-screen, algo que o Brechando fez em divulgar as informações durante atividades e manifestações feitas na capital potiguar nos últimos tempos. Mas, como é essa arte?

Geralmente é colado com cola de polvilho ou de farinha devido ao seu custo reduzido. Faz parte das novas linguagens da arte urbana contemporânea assim como o sticker art.

Apesar de ser contemporâneo, a arte de colar cartazes na rua nasceu no final do século 19 com o advento da indústria de impressão em massa, o que possibilitou a criação de uma nova mídia: o poster/cartaz. Mídia essa que possibilitou a disseminação da informação pela cidade através da colagem dos cartazes, o conteúdo desses variava de propagandas, eventos e até política. Uma indústria que fez grande uso deste tipo de mídia eram os circos por se tratarem de espetáculos itinerantes, logo era necessário que se utilizasse um veículo que fosse de rápida disseminação e com um custo barato.

Brechando começou a colocar lambes para que a comunicação fosse feita em larga escala, visto que muita gente que anda nas ruas não tem acesso à internet, embora pesquisas apontem que 90% das pessoas tenha internet e computador em casa.

Alguns cartazes colados pela equipe do site pode ser visto a seguir:

 

Lambe


Lambe
Lambe

Se viu mais algum lambe na cidade mande e-mail para o [email protected], que criaremos outros posts.

INarteurbana: artistas voltam a grafitar o Passo da Pátria

O INarteurbana está em sua quinta edição, onde 20 artistas estão realizando intervenções durante duas semanas no Passo da Pátria, comunidade que fica as margens do rio Potengi, na zona Leste da capital. Até 14 de junho o Passo é o terreno para a residência artística.  Além disso, está programado uma mostra de arte nas dependências da Capitania das Artes, no bairro da Ribeira.

Os artistas visuais participantes são Amanda Pietra (PE), Borges (RN), Bruno Otávio (RN e morador do Passo da Pátria), Clara Felix (RN), Digo Cardoso (SC), Erre (RN), Guinr (RS), Gurulino (DF), Iannes (RJ), Karen Dolorez (SP), Moka (AP), Nata Família (RJ), Pomb (DF), Rocha (MA), Toliga (RN), Wes Gama (GO) e Hirlan (CE, convidado pelo Festival Concreto). Nesta edição, o projeto apresenta a comissão julgadora formada pelos artistas Difuz (Marseille – França), Alex Parrish (Atlanta – Estados Unidos), Arthur Doomer (Teresina – PI), Lelo (Rio de Janeiro – RJ), além da equipe INarteurbana em Natal e Paris.

Os participantes já estão colocando a mão na massa e compartilhando vivências durante duas semanas com os moradores da comunidade, através da residência do projeto. Eles já estão pintando casas, equipamentos culturais e inclusive um carro dentro no Passo da Pátria. Tudo é motivo para arte! Confira algumas fotografias do projeto neste ano:

Além de pintar, os artistas também realizam intervenções culturais e oficinas. As pinturas produzidas se juntarão aos trabalhos realizados em edições anteriores por outros artistas que participaram do projeto, ampliando a visão de um museu a céu aberto com a quantidade e variedade artística.

No mesmo período desenvolverão um trabalho de atelier na Casa Vermelha, realizadora do projeto. Os quadros e instalações produzidos nessa ação serão expostos na Galeria Newton Navarro, Capitania das Artes, através de uma mostra que será aberta no dia 13 de junho a partir das 17h. Na abertura haverá apresentações de Break Dance, Hip Hop e DJ.

O INarteurbnana é idealizado pelas produtoras Agathae Montecinos, Sayonara Pinheiro e Nizia Montecinos, o INarteurbana é um projeto sociocultural e transdisciplinar de ativação de espaços públicos através de ações artísticas. Através de ações regulares desde 2016, a ação tornou-se um ponto de encontro da cena da arte urbana nacional e internacional, principalmente através de residências artísticas promovidas pontualmente e que contribuem para a vida cultural da cidade e fortificam a relação entre públicos, artistas, agentes e instituições.

Com base no Ponto de Cultura Casa Vermelha, a INarteurbana se instalou no Passo da Pátria, um bairro periférico natalense marcado pelo desenvolvimento de dispositivos de animação e ações artísticas envolvendo artes visuais, artes cênicas, urbanismo tático e bem-estar.

Arte urbana transforma periferia de Currais Novos

A Associação Casarão da Cultura Potiguar, mais conhecida como Casarão de Poesia, é uma ONG desenvolvida pelo poeta Wescley Gama, no qual possui uma Biblioteca comunitária e espaço cultural e fica dentro do município de Currais Novos, no Seridó do Rio Grande do Norte.  Recentemente, eles fizeram uma ação que unia a arte, regionalismo e a poesia no tradicional escadão do bairro de Santa Maria Gorete, na região periférica da cidade, contando com a parceria da Fundação José Augusto.

O nome da ação se chama “A Cor da Rua” onde moradores puderam pintar a escadaria nas mais diversas cores. O objetivo era promover a arte urbana e também alterar a passagem de pontos periféricos da cidade que fica à 172 quilômetros de Natal.

O instrutor do projeto foi o artista Raphael Fernandes que ensinou noções básicas de desenho, pintura e grafite beneficiando em torno de 36 alunos cadastrados e também teve participações de jovens das comunidades que somando chegam próximo aos 60 alunos. O escadão é uma escada que dá acesso à Igreja Santa Maria Gorete, que originou o bairro fundado em 1951.

Uma das aulas pode ser vista a seguir, contando com o depoimento dos participantes:

Após as aulas, houve uma atividade cultural no escadão, com bastante música, poesia e os artistas do bairro.  Os cursos de desenho e pinturas em muros foi realizado nos meses de setembro e novembro, todos voltados para as crianças e adolescentes. Confira o resultado deste projeto a seguir:

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Deixando o Centro de Curitiba Colorida

Quando pensamos em Curitiba, pensamos em Polícia Federal e Operação Lava-Jato por conta das notícias sobre o casos de corrupção. Durante o mês de agosto, o duo goiano de ilustradores Bicicleta Sem Freio desenvolveu um mural de escala monumental no centro da capital paranaense. A atividade faz parte do.  projeto “Muchas Cores”, idealizado pelo Mucha Tinta, que desde 2007 trabalha com um coletivo de artistas para desenvolver projetos de artes visuais para o mercado cultural. A produtora de arte urbana Mucha Tinta é idealizada pela designer Giusy De Luca, realizou a primeira edição do projeto “Mucha Cores”, no centro de Curitiba. Mucha Tinta é uma produtora de arte que, desde 2007, trabalha com um coletivo de artistas para desenvolver projetos de artes visuais para o mercado cultural e de comunicação. Os artistas convidados foram os renomados ilustradores do duo Bicicleta Sem Freio, formado pelos goianos Douglas Pereira e Renato Reno. As principais características são o trabalho manual, o capricho tipográfico e o desenho de mulheres. Com influências que vão de Edward Mucha a James Jean, os garotos exploram com maestria as cores, as formas e as curvas dos mais variados tipos de garotas, sempre com uma dose de psicodelia e humor únicos. Boa parte de seus primeiros trabalhos foram cartazes para shows de rock e eventos culturais. De certa maneira, essa atuação tem influência direta no surgimento da banda Black Drawing Chalks, que Douglas faz parte. A dupla assina murais em vários lugares do mundo, como Montreal e México, e tem importantes clientes internacionais, como Nike e UFC. Logo após a conclusão do projeto “Mucha Cores”, em Curitiba, o Bicicleta Sem Freio se prepara para uma sequência de produções de obras públicas na Europa e nos Estados Unidos, em centros como Londres, Berlim, Miami, Las Vegas, Los Angeles, Hawaii e Nova Iorque. O foco foi a criação e produção de um painel público permanente de quase 300 metros quadrados, desenvolvido diretamente sobre superfície arquitetônica localizada na Rua Marechal Deodoro 686 e consensualmente escolhida por seus respectivos autores e pela Fundação Cultural de Curitiba, procurando estimular a apreciação da comunidade e revitalizar a paisagem urbana. Mas por que o Graffiti? A produtora Giusy De Luca alega que “dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que 96% dos brasileiros não frequentam museus e que 93% nunca foram a uma exposição de arte, por isso é tão importante levar a arte até as pessoas.”. Além disso, o Bicicleta Sem Freio deu uma palestra gratuita no Hotel Centro Europeu, com mediação da designer e ilustradora Cristina Pagnoncelli, e entrega de cartazes serigrafados. O Mucha Cores com Bicicleta Sem Freio tem produção de Bernardo Bravo Soares, é incentivado pela fintech curitibana EBANX, pela Fundação Cultural de Curitiba e pela Prefeitura de Curitiba. Os apoiadores são Centro Europeu, Fitto, Solaris, Tintas Verginia, e Vila Urbana.