Everson de Andrade

Para ir ao festival de fotografia, Everson de Andrade precisa de você

Everson de Andrade é jornalista e fotógrafo. Admirador da vida urbana, ele procura mostrar os contrastes do cotidiano de Natal e também de Parnamirim, onde mora. Agora, a sua meta é participar do Solar Foto Festival, que acontecerá em Fortaleza, na semana que vem. No entanto, ele precisa angariar recursos com o objetivo de fazer esta viagem. Então, resolveu o que define de “corrida maluca” para vender o fotolivro.

O “Cidade Abaixo” foi lançado no ano passado e mostra o cotidiano da cidade, o Brechando falou da publicação neste link aqui.

“Estou aqui com a promoção da venda do de um exemplar do fotolivro por R$ 50,00 e na compra de um fotolivro você também leva uma revista Maniva grátis”, contou Everson de Andrade que também pretende fazer um evento paralelo em Fortaleza com outros fotógrafos da UFRN.

Como faz para adquirir o livro? O fotógrafo está no Instagram, @eversonandrad ou através no Whatsapp, que é (84) 98851-6512.

Lá vem a Morte Boogarins

Conversando do “Lá vem a Morte com Boogarins”

Quando pensamos em rock psicodélico no Brasil pensamos no “O Terço”, “Moto Perpétuo” (consagrou Guilherme Arantes), “Som Imaginário”, “Casa das Máquinas” e entre outros. No entanto, no século 21, existem bandas que continuam este lado. É o caso da banda goiana Boogarins, que surgiu em 2012 por Dinho Almeida e Benke Ferraz. Depois entraram Hans Castro e Raphael Vaz. Mas, no ano de 2014, o Ynaiã Benthroldo entrou no lugar de Hans.

Há cinco anos eles lançaram o disco considerado um dos mais famosos da banda, “Lá Vem A Morte”, visto que chegou a ser comparado com discos da era psicodélica do Nordeste, como o Paêmbiru, de Zé Ramalho e Lula Cortez.

O disco em questão

O disco de cor transparente é considerado um dos mais raros e pesquisando no Mercado Livre, você pode o encontrar facilmente por 350 reais e até um valor maior. Por ter o disco, sempre tive a vontade de perguntar a banda sobre o procedimento e um belo dia rolou o bate-papo.

A entrevista aconteceu durante o Mada 2022, quando eles tocaram no segundo dia do evento. Confira a entrevista completa a seguir:

Eu quero dizer primeiramente que eu amo o LP “Lá vem a Morte” e como surgiu fazer aquele disco transparente?

A versão da [revista] Noize pensamos em uma cor totalmente diferente. Eles deram várias opções e no final escolhemos a transparente. Isto foi muito bom. O disco tem várias facetas, tem a versão da Noize, tem a versão marrom cocô (palavras da banda, ok?) que foi vendida lá na gringa. Mas, a versão transparente realmente ficou o mais bonito.

Era o que ia perguntar, o transparante era o mais bonito na visão de vocês.

Ele é o que a gente tem esse carinho e sempre as pessoas vem nos perguntar, comentar e elogiar a produção. A gente lançou dois discos pela Noize, mas esse realmente ficou massa e ficou para história. Tanto para gente quanto aos leitores (A Noize lança uma revista e um LP durante a compra).

Vocês poderiam contar um pouco da história do “Lá vem a Morte” aos nossos leitores?

É um disco que gravamos em 2016, né? Foi quando fomos aos Estados Unidos e ficamos por seis meses numa casa em Austin. O estúdio era do lado da casa e alugamos um equipamento. A gente gravou tudo abertão, um negócio feito com preguiça, bem demorado, várias coisas acontecendo ao mesmo tempo…E estávamos em um momento intenso, com três meses de turnê.

A gente estava com vontade e tocava todo final de semana nua casa de show. Era um processo de gravação que era o resultado de muito tempo longe de casa, viajando e foi um momento muito particular.

Não sabíamos se era um EP ou novo disco gente não sabia se era um EP, que que era, na verdade ele era pra ser um novo disco essa sessão. Em 2017, o Benje fechou esse pacote e embalagem. Pegou a música “Lá vem a Morte”, que tem 10 minutos, cortando ela em três. Botou os recheios no meio, tipo aquele sanduíche que tem um pão embaixo, no meio e outro em cima.

Acho que é muito legal, no sentido que é tão experimental, não teve lançamento e até hoje o povo procura para autografar o disco.

Em falar de intensidade…Vocês estão de volta para tocar emNatal. Houve uma mudança de público?

Hoje tinha muita gente show. Achei muito legal, pois muita gente admitiu que não tinha visto o show da banda e foi uma experiência nova. Foi muito legal essa volta, né? Dos shows e nessa volta dos festivais, né? Estávamos com a perspectiva de um consumo online desenfreado baseado em uma publicidade doida que rola e os festivais deram a subsistência, a existência, a gente vive o mundo real, né?

Então tá num lugar tocando e tem uma galera que porra é foda.

árvore de Natal

Não fui à abertura da árvore de Ponta Negra, mas fiz a minha árvore de Natal

Na sexta-feira, 18 de novembro, a Prefeitura do Natal acendeu a primeira árvore de Natal da cidade, que fica no bairro de Ponta Negra, na marginal da avenida Engenheiro Roberto Freire, próximo aos restaurantes Rachid’s e Curió. Além disso, será acesa outra a árvore, em Mirassol, que onde vai ter eventos e a famosa feira com a presença de Food Truck.

Sem contar que a iluminação da cidade já está começando, algumas luzes já estão nos postes da cidade, mostrando o clima natalino. Além disso, as árvores de Natal estão a venda em todo vapor e os acessórios. Foi isso que aconteceu comigo.

Como o fato de não cobrir o evento na zona Sul de Natal, resolvi mostrar os bastidores de como foi a montagem da minha árvore na minha casa, pois há mais semelhanças no Município aqui em casa do que se parece.

Natal na minha família é festa todo dia, começando pela árvore de Natal

Para quem já viu meu Instagram pessoal, as festas de Natal são feitas com muito vigor e o mês de novembro era de muita preparação, com muitas decorações e nesta sexta foi o dia de montar a árvore. Afinal, Jesus Cristo, minha mãe e a cidade fazem aniversário no mesmo dia.

Todo o processo gravei em vídeo e o resultado está no ar. Dê o play, portanto, a seguir.

Osvaldo Oliveira

Osvaldo Oliveira faz quadros das serras potiguares em aquarela

O Brechando em 2018 já visitou Serra de São Bento e mostrou um pouco do local, além de um hotel que parece que estamos na Terra Média de Tolkien. Mas, o artista Osvaldo Oliveira transformou as serras potiguares em obras de aquarela. Logo, nasceu o projeto Aquaserras e passará por três cidades serranas, sendo a primeira foi em Martins.

Nesta semana, para duas cidades que são coladas, no entanto, ela vai para a Biblioteca Municipal da cidade de Monte das Gameleiras, entre os dias 14 a 18 de novembro. Na semana seguinte, 21 a 29 de novembro, na Casa do Artesão, que fica em Serra de São Bento, a cidade vizinha.

Enquantoo que haverá a exposição, o artista também fornece uma oficina de pintura em aquarela para as pessoas dos três municípios.

O projeto recebeu a aprovação do Edital de Economia Criativa do Sebrae.

Um pouco mais da história de Osvaldo

Ele mora em Natal há mais de 30 anos, mais precisamente na Vila de Ponta Negra. Ele é um visitante assíduos da cidade serrana, principalmente a Pedra da Boca, que fica próxima de Monte das Gameleiras e Serra de São Bento, além de fazer divisa com RN e Paraíba.

“Eu saía para fazer caminhadas pelas serras e ficava admirando, observando os pequenos detalhes, os tons, as flores, os pássaros, o cheiro das coisas. A gente acaba se entranhando de natureza, se tornando natureza também. E nesses passeios, sempre saía com meu material (de pintura)”, conta, acrescentando que a aquarela funciona para ele como um exercício de meditação

disse em release para imprensa

Sua técnica de pintura é pintar diretamente na tela, sem algum esboço, além de “deixar a cor acontecer”. De acordo com o artista, a aquarela é “um exercício profundo e precisa ser veloz”.

Osvaldo Oliveira
Uma das obras em exposição

Visão da curadoria

Para a curadora da Exposição, a artista visual Sânzia Pinheiro, a intimidade com a qual Osvaldo Oliveira retrata esses locais de serra sai da simples visão do cotidiano e reside no extraordinário.

“Sua presença nessas regiões serranas é sempre contemplativa. Ao longo desses anos colecionou apontamentos que são registros em aquarela que comentam a produção de seu espírito no encontro com aquela natureza.”.

Sânzia Pinheiro

Além disso, acompanhe Osvaldo Oliveira nas redes sociais, seguindo a página @osvaldoaquaserras2022 .

Projeto Aquaserras – Osvaldo Oliveira

Exposição Itinerante Serras do RN Pinturas em Aquarela

Locais e dias:

Martins, Museu Municipal – 7 a 11 de novembro

Monte das Gameleiras, Biblioteca Municipal – 14 a 18 de novembro

Serra de São Bento, Casa do Artesão – 21 a 29 de novembro