chove em Natal

Crônica: Presa no engarrafamento do Méqui na chuva

Chuva é sinal de almoçar no shopping ou no Mc Donald’s.

Quando chove em Natal existe um hábito que acho peculiar entre os natalenses: se isolar em lugares fechados ou falar que tem preguiça de realizar ações simples durante a chuva, como cozinhar. Se estiver na rua e trabalhando, por exemplo, e do nada começa a chover, ele vai imediatamente ao shopping ou no Mc Donald’s.

São vários motivos que levam a isso, desde a distância de voltar para casa até não arriscar em ferrar a parte do motor do carro. Sem contar da gasolina por quase 10 reais.

Um dia desse choveu torrencialmente em Natal e no caminho de casa fiquei presa no engarrafamento da fila do Drive-Thru da rede de fast food, pois todos decidiram que o local era mais seguro para se proteger da tempestade, veja a foto. E olha que mesmo os vidros estivessem embasados, dava para ver o amontoado de gente dentro do restaurante.

E fiquei filosofando o porquê deste trânsito todo quando chove em Natal. Aí lembrei do costume das pessoas lotarem os shoppings durante os dias de chuva para não se molharem ou proteger seus carros.

E não pense que este costume de quando chove em Natal vem apenas no Méqui

Quantas vezes a gente ia sair para o restaurante e viu que a chuva estava forte resolveu ir ao Midway ou Natal Shopping.

Como resultado, vagas só tinham nos últimos andares, filas para ir as praças de alimentação e pouca paciência.

E os aplicativos? Você desiste de sair e quer ficar em casa. Mas está com preguiça de cozinhar. Hora de ir ao lado do delivery. O problema que você vai encarar mais filas e esperar mais tempo, pois parece que todo mundo decidiu que iria pedir comida, porque estava com a mesma pegada.

 

As pessoas neste momento querem algo que confortem e que trazem menos problemas. Mas, a alta demanda desses lugares em dias de chuva, mostra, portanto, que Natal não está preparada para grandes eventos.

A vontade é ficar em casa. Mas se não der, vou me abrigar.

aeroportos em Natal

História dos aeroportos em Natal

O dia 31 de maio é comemorado o dia do aeroporto. Como surgiu esta data? Esta data surgiu como uma homenagem aos comissários de bordo, no qual neste dia recebem uma homenagem pela prestação de serviço nas companhias aéreas e os seus respectivos terminais, Por isso, eu resolvi fazer a história dos aeroportos em Natal e como eles estão aliados na história do Rio Grande do Norte, desde a parte das Forças Armadas até na criação da Aviação Civil.

Primeiro veio a Rampa

A Rampa era uma casa no bairro de Santos Reis inicialmente utilizada pela Aeronáutica do Brasil para a chegada de hidroaviões, uma vez que a cidade não tinha um aeroporto para a entrega de correspondências e chegada de pessoas. Além disso, na Segunda Guerra Mundial, junto com o Aeroporto Augusto Severo, tornou- se um importante ponto da Base Militar Americana. A construção se deu em 1930. Operavam no local as companhias aéreas Pan Air, Pan Air do Brasil e Lufthansa. No final da década de 1930 foi construído o declive que deu nome ao local, a rampa, com a finalidade de facilitar o acesso dos hidroaviões, tanto para entrega quanto para o voo comercial. No dia 29 de janeiro de 1943, o presidente americano na época da Segunda Guerra, Franklin Delano Roosevelt, e o presidente Getúlio Vargas visitaram a Rampa e celebraram no local a Conferência do Potengi.

Surgimento do Augusto Severo

Falamos anteriormente que o aeroporto surgiu quase no mesmo período que a Rampa. Seu primeiro nome era Parnamirim Field, no qual os aviões americanos saíam da região em direção à Europa.  Além disso, os aviões dos Estados Unidos pousavam em Natal para serem reabastecidos e então voarem para combater na África. Por isso, que Natal ficou conhecida como a “esquina do continente” e Parnamirim como “trampolim da vitória”.
Quando ainda era Parnamirim Field
De 1943 a 1945, o aeroporto pertencia ao Exército e Marinha dos Estados Unidos, pela Royal Air Force, pelas linhas comerciais e pela Força Aérea Brasileira. A manutenção e segurança das instalações eram de responsabilidade do Exército dos Estados Unidos no Atlântico Sul (USAFSA). No dia 31 de março de 1980, o Ministério da Aeronáutica transferiu à Infraero a missão de administrar o aeroporto. Nesta mesma data surgiram as reformas realizadas nas instalações do terminal de passageiros.
O Aeroporto nos anos 2000
Em 24 de março de 2000 inaugurou o novo terminal de passageiros pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, com capacidade para 1,5 milhão de viajantes/ano. O fechamento do aeroporto aconteceu em 2014, o motivo aconteceu por conta do início das operações no Aeroporto Aluísio Alves, que fica em São Gonçalo do Amarante. Falaremos, portanto, no próximo tópico.

Aeroporto de São Gonçalo

O Aeroporto de São Gonçalo surgiu da vontade da Aeronáutica de separar a aviação civil com a militar. Ou seja, deixar o Augusto Severo apenas aos militares. As primeiras desapropriações aconteceram no final dos anos 90, onde ocorreu também as obras de terraplanagem. Mas, somente, em 2009 que começou a construção das pistas de pouso, táxi, infraestrutura de balizamento e proteção ao voo. Além disso, surgiu o sistema de drenagem, pátio de estacionamento de aeronaves, e acesso terrestre dentro do sítio aeroportuário. A obra somente ficou pronta em 2014 como uma das obras para a Copa do Mundo de 2014, no qual Natal foi uma das 12 cidades a celebrar o evento. Hoje, recebe a administração da Inframérica, que também administra o Aeroporto de Brasília.
Como era ser emo em Natal

Como era ser emo em Natal, explicamos em live

Quando pensamos em emo, pensamos em rock triste, olhos pintados com lápis preto, franjão, roupas escuras, all star e entre outros acessórios. Todo jovem roqueiro que nasceu nos anos 90 já presenciou o estilo, que mistura o hardcore com músicas românticas. Em Natal e no resto do Brasil chegou nos anos 2000, onde o estilo se popularizou com bandas. Oes exemplos estão com My Chemical Romance, Fresno, Simple Plan, Fall out Boys, CPM 22 e entre outros.

O estilo não mudou apenas o rock, mas também a forma de expressão que os adolescentes faziam em uma época que a rede social relevante era apenas o Fotolog, Orkut e MSN.

Por isso, neste domingo (29), o Brechando realizou uma live para falar “Como era ser emo em Natal”, com Juliana Dantas e Liliane Almeida. Vocês vão ver que o bate-papo foi bem longo, mas vale a pena, pois é um dos poucos relatos de como era a juventude roqueira natalense nos anos 2000.

Além disso, mostra que os emos também conversavam com outras tribos urbanas e deixou marcas no que chamamos de Geração X. Quer saber como era ser emo em Natal? Dê o play a seguir, portanto, e divirta-se.

Ma-noa abandonado

Ma-noa Park está completamente abandonado

O Ma-Noa Park ficava na Praia de Maracajaú, no município de Maxaranguape. Era um parque aquático de médio porte e era um ponto turístico para os potiguares. Além disso, o local era cheio de piscinas e tobogãs para a galera se divertir, além de promover passeios de barco nos tradicionais parrachos da região. O objetivo era se transformar em um concorrente direto do tradicional Beach Park, no Ceará, mas sem perder o toque potiguar.

Mas, a má administração e a crise econômica da década de 2010 fez com que várias vezes o Ma-Noa fosse especulado o seu fechamento ou a compra de um grupo maior.

Entretanto, em 2020, eles enviaram um comunicado anunciando o fechamento. De acordo com o portal Agora RN, era o segundo grande equipamento turístico a suspender as atividades. Antes, o Hotel Thermas, em Mossoró, havia feito o mesmo. o fechamento das atividades foi anunciado em 1º de maio.

À época, a direção do hotel encerrou o contrato com todos os funcionário e o encerramento de todas as atividades, devido à crise gerada no setor de turismo por causa da pandemia do novo coronavírus. O hotel avalia reabrir as portas após a pandemia.

Mas, o Thermas conseguiu reabrir os seus serviços e o Ma-noa não, causando várias teorias.

O que aconteceu após o fechamento

O parque encerrou as atividades em 2020, que intensificou a falência a pandemia do novo coronavírus. Rapidamente, o mato tomou conta novamente do espaço e o que era toboáguas, piscinas viraram lagos artificiais ou espaços destruídos. Como se tivesse passado uma bomba e os resquícios ficassem naquele lugar, parecendo, portanto, um filme de guerra.

Recentemente, uma imagem de drone mostrou como o espaço ficou deteriorado em um curto espaço de tempo, misturando ações provocadas pelo homem, como roubo de material de construção, e a natureza voltando ao seu espaço natural. Confira, portanto, as fotos a seguir.