A Cor da Rua

Festival A Cor da Rua une rap e graffiti na ZN

O conjunto Pajuçara receberá na manhã, a partir das 9 horas, deste domingo (27) um projeto envolvendo vários artistas de graffiti em Natal o festival “A Cor da Rua”. Além disso, seu principal objetivo pintará casas e becos próximos da quadra Dom Pedro, ainda mais haverá várias apresentações musicais. Esta é a segunda edição do festival, que no ano passado projetaram as suas artes nas paredes do Forte dos Reis Magos.

A Cor da Rua

Neste ano conta com apoio da Batalha do Vinho, Soul Brothers Clan, Um Passo Pro Rap e dos próprios artistas do Coletivo M.A.R. (Movimento Arte de Rua). O objetivo deste festival é ampliar e promover cada vez mais a cultura do graffiti e dos outros elementos do Hip-Hop nas comunidades periféricas.

A Cor da Rua
Cartaz do festival

Preparo do festival A Cor da Rua já começou desde cedo

As atividades do festival “A Cor da Rua” na comunidade do Dom Pedro já começaram na semana passada. Os artistas do coletivo trabalharam um painel com muitas cores do hip-hop na parede lateral da casa de Dona Fátima, moradora local.  Além disso, uma das imagens é o rosto do Mano Brown, líder do Racionais MC’s, veja a imagem acima do título.

“Logo quando chegamos e ficamos nos organizando para pintar, os vizinhos ficaram curiosos e não demorou muito para acompanharem de perto o processo criativo tirando fotos e elogiando nosso trabalho” 

– Erre Rodrigo, diretor da Associação MAR em release para imprensa.

Apresentações musicais no A Cor da Rua

O evento é gratuito e conta ainda com exposições fotográficas, batalhas de rima, de break e entres outras atrações culturais, como a Roda de Peteca e apresentação do Palhaço Vito Pexera. O festival encerra com apresentações musicais da sexta edição de Um Passo Pro Rap com ESTAR BLACK, 1DDR, Apns Del e, por fim, Pretta Soul.

Rafael Jackson

Rafael Jackson: Artista lança primeiro disco

Este é o lançamento do primeiro disco do Rafael Jackson, que se chama ”Ensaio dos Vendavais”. Atualmente, ele vive em Macaíba e já participou de projetos locais, como a banda Igapó de Almas, Diniz K9, além do baiano de Senhor do Bonfim, radicado cearense, Felipe Wander.

Não se pronuncia “jaquisson” e sim “jéquisson”. A homenagem é ao Rei do Pop, Michael Jackson, que a sua mãe é bastante fã. Na cidade de Macaíba, Rafael integrou a banda Macacos Elétricos em 2006 e Canaflor e Movimento em 2010.

Em seguida partiu para uma viagem de dois anos ao Qatar, onde apresentou repertório de música brasileira em eventos na cidade de Doha. No ano de 2016 retornou para Natal e desde então vem lapidando suas criações como letrista, instrumentista e produtor, sempre colaborando  com diversos projetos. ‘

O disco, do selo Rizomarte Records, possui 10 canções de sua autoria e conta com as participações de Luísa Nascim, Clara Pinheiro, Aiyra, Dani Lucass, Jennify C., Sérvio Túlio, Alberi Jr. e Felipe Wander. Soma-se ao time o produtor musical Walter Nazário, responsável pela mixagem e masterização das faixas. 

Capa do disco de Rafael Jackson (Foto de Capa: Pedro Medeiros / Design Gráfico: Marília Lins)

Idade nunca foi o problema

Idade é apenas um número, pois o artista começou seu disco solo apenas aos 35 anos. Logo, Rafael Jackson oferece ao ouvinte um trabalho maduro em termos sonoros e poéticos. De acordo com a Rizomarte, em release enviado à imprensa, o álbum combina três elementos fundamentais: a força poética e melódica de um cancionista inspirado; a sabedoria rítmica afro-brasileira e a sofisticação harmônica na construção dos arranjos.

O que fala as letras de Rafael Jackson

Variando entre diferentes atmosferas, as músicas narram vivências, pensamentos, sensações e questionamentos presentes no caminho de vida do artista. Por meio de experimentação com programações eletrônicas, percussão, sintetizadores e timbres de guitarra, o resultado é pop no melhor sentido do termo. Música preta contemporânea ao seu tempo, incisiva, que faz dançar e pensar. 

O processo criativo de ”Ensaio dos Vendavais” começou em meados de 2020 na Pandemia e se estendeu até o final de 2022, contando com apoio do Sebrae/RN na fase de finalização. Além disso, as gravações aconteceram na casa de Jackson, onde ele tem estúdio, e no estúdio Tapete de Pavão. Alguns instrumentistas também foram convidados para adicionar elementos em algumas faixas, é o caso de Pedro Regada, Henrique Geladeira, Magno Alexandre, Tássio Viana, Carlos Tupy e Aiyra.  

Opinião de Rafael sobre o disco

”É uma realização como artista e como pessoa, foi construído em momentos muito intensos da minha vida, é a primeira vez que consigo falar sobre coisas sensíveis através da música. Além disso, o isolamento social na Pandemia possibilitou um momento meu mais íntimo com os processos de produção e gravação. Enfim, é um sonho realizado com muita gente especial envolvida”. 

disse o artista.

Para escutar o disco é só clicar aqui.

Lá vem a Morte Boogarins

Conversando do “Lá vem a Morte com Boogarins”

Quando pensamos em rock psicodélico no Brasil pensamos no “O Terço”, “Moto Perpétuo” (consagrou Guilherme Arantes), “Som Imaginário”, “Casa das Máquinas” e entre outros. No entanto, no século 21, existem bandas que continuam este lado. É o caso da banda goiana Boogarins, que surgiu em 2012 por Dinho Almeida e Benke Ferraz. Depois entraram Hans Castro e Raphael Vaz. Mas, no ano de 2014, o Ynaiã Benthroldo entrou no lugar de Hans.

Há cinco anos eles lançaram o disco considerado um dos mais famosos da banda, “Lá Vem A Morte”, visto que chegou a ser comparado com discos da era psicodélica do Nordeste, como o Paêmbiru, de Zé Ramalho e Lula Cortez.

O disco em questão

O disco de cor transparente é considerado um dos mais raros e pesquisando no Mercado Livre, você pode o encontrar facilmente por 350 reais e até um valor maior. Por ter o disco, sempre tive a vontade de perguntar a banda sobre o procedimento e um belo dia rolou o bate-papo.

A entrevista aconteceu durante o Mada 2022, quando eles tocaram no segundo dia do evento. Confira a entrevista completa a seguir:

Eu quero dizer primeiramente que eu amo o LP “Lá vem a Morte” e como surgiu fazer aquele disco transparente?

A versão da [revista] Noize pensamos em uma cor totalmente diferente. Eles deram várias opções e no final escolhemos a transparente. Isto foi muito bom. O disco tem várias facetas, tem a versão da Noize, tem a versão marrom cocô (palavras da banda, ok?) que foi vendida lá na gringa. Mas, a versão transparente realmente ficou o mais bonito.

Era o que ia perguntar, o transparante era o mais bonito na visão de vocês.

Ele é o que a gente tem esse carinho e sempre as pessoas vem nos perguntar, comentar e elogiar a produção. A gente lançou dois discos pela Noize, mas esse realmente ficou massa e ficou para história. Tanto para gente quanto aos leitores (A Noize lança uma revista e um LP durante a compra).

Vocês poderiam contar um pouco da história do “Lá vem a Morte” aos nossos leitores?

É um disco que gravamos em 2016, né? Foi quando fomos aos Estados Unidos e ficamos por seis meses numa casa em Austin. O estúdio era do lado da casa e alugamos um equipamento. A gente gravou tudo abertão, um negócio feito com preguiça, bem demorado, várias coisas acontecendo ao mesmo tempo…E estávamos em um momento intenso, com três meses de turnê.

A gente estava com vontade e tocava todo final de semana nua casa de show. Era um processo de gravação que era o resultado de muito tempo longe de casa, viajando e foi um momento muito particular.

Não sabíamos se era um EP ou novo disco gente não sabia se era um EP, que que era, na verdade ele era pra ser um novo disco essa sessão. Em 2017, o Benje fechou esse pacote e embalagem. Pegou a música “Lá vem a Morte”, que tem 10 minutos, cortando ela em três. Botou os recheios no meio, tipo aquele sanduíche que tem um pão embaixo, no meio e outro em cima.

Acho que é muito legal, no sentido que é tão experimental, não teve lançamento e até hoje o povo procura para autografar o disco.

Em falar de intensidade…Vocês estão de volta para tocar emNatal. Houve uma mudança de público?

Hoje tinha muita gente show. Achei muito legal, pois muita gente admitiu que não tinha visto o show da banda e foi uma experiência nova. Foi muito legal essa volta, né? Dos shows e nessa volta dos festivais, né? Estávamos com a perspectiva de um consumo online desenfreado baseado em uma publicidade doida que rola e os festivais deram a subsistência, a existência, a gente vive o mundo real, né?

Então tá num lugar tocando e tem uma galera que porra é foda.

bebedouro parada de ônibus

Colocaram bebedouro na parada de ônibus em Natal

Quem anda de ônibus em Natal sabe que as paradas estão em reforma, no qual alguns alegam que não protegem do sol, mas deveria ter bebedouro, não é mesmo? Sem contar que o calor indicando que o verão está chegando mostra que vai ser dias difíceis para quem tem sede. Mas, alguém resolveu colocar um bebedouro na parada onde mora e viralizou nas redes sociais.

O vídeo em questão tem mais de duas mil visualizações e rendeu os mais diversos comentários. Alguns zoando o fato e outros, por sua vez, elogiando a atitude. Vídeo? Não entendeu nada? Confira o próximo parágrafo, pois vou explicar melhor.

O influenciador digital Welinton do Cabaré publicou em suas redes sociais a instalação de um bebedouro no meio da parada de ônibus no conjunto Nova Natal, no bairro de Lagoa Azul, zona Norte da cidade. De acordo com o vídeo, um estabelecimento comercial, cansado das pessoas pedirem água. Então, criou uma solução que agradou não só os passageiros, mas também os pedestres que circulam pelas redondezas.

Logo, ele resolveu instalar no abrigo de ônibus para que todos possam beber e, melhor, de graça.

Confira o vídeo do bebedouro na parada de ônibus na íntegra, portanto, a seguir.