Paralamas do Sucesso vai tocar em Natal na sexta de Carnaval

O prefeito Carlos Eduardo Alves anunciou, na tarde desta quarta-feira (31), a presença do grupo Paralamas do Sucesso na sexta-feira de carnaval. Eles vão abrir o polo de Ponta Negra, que terá um palco montado na Praça Ecológica de Ponta Negra, também conhecida como a Praça do Gringo’s. Neste ano, a Prefeitura está organizando uma série de shows gratuitos em vários cantos da cidade durante o período de festa carnavalesca.

Confira o tweet a seguir:

Os Paralamas do Sucesso é uma banda de rock, formada no Rio de Janeiro em 1983. Seus integrantes desde então são Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, que cresceram juntos na cidade de Brasília (por isso muitos os incluem da “Turma de Brasília”) e voltaram a se falar quando entraram em um Colégio Militar. O grupo se separou em 1979 para fazerem o vestibular, e em 1981 se reuniram. O grupo ensaiava em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Esses ensaios lhe renderam a música “Vovó Ondina é Gente Fina”. O repertório não era sério (com canções como “Pinguins já não os vejo pois não está na estação”, “Mandingas de Amor” e “Reis do 49”), e tentaram criar um nome no mesmo estilo, a primeira sugestão sendo “As Cadeirinhas da Vovó”. O nome “Paralamas do Sucesso” foi invenção de Bi, e adotado porque todos acharam engraçado.

Paralamas no início da carreira

Inicialmente, o grupo tinha dois cantores (Herbert só tocava), Ronel e Naldo, que saíram em 1982. Em 1982, Vital faltou a uma apresentação na Universidade Rural do Rio e foi substituído por João Barone, que assumiu de vez o lugar na banda algum tempo depois. Escreveram, tendo como “protagonista” seu ex-baterista, “Vital e sua Moto”, e mandaram uma fita com essa e mais 3 músicas para Fluminense FM. “Vital” foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas tiveram a primeira grande apresentação, ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador, que estava começando a carreira solo, após ter saído do Vímana.

Também assinariam contrato com a EMI, gravando o álbum Cinema Mudo (definido por Herbert como “manipulado pelo pessoal da gravadora”), e um sucesso moderado.

Eles também tem show marcado em Natal para o dia 3 de março, no Teatro Riachuelo, que fica no Midway Mall.

Silvio Santos e o seu flerte com a política não é de hoje

Vilém Flusser já dizia que sem a comunicação o ser humano não existiria. A fala ajudou os humanos a viverem em comunidade e surgindo, assim, a política, que significa arte ou ciência da organização, direção e administração de grupos. Todo humano é um ser naturalmente político. O assunto da semana é a participação massiva do Michel Temer, presidente da República, nos programas de televisão aberta, como Ratinho e Amaury Jr. E, principalmente, o Silvio Santos, um dos maiores apresentadores e está sempre presente na sua vida aos domingos (direta ou indiretamente). Após conseguir a aprovação da Reforma Trabalhista e a Terceirização, conforme falamos no post da greve geral, falta Temer aprovar o seu maior desejo: a Reforma da Previdência, marcada para votação em fevereiro na Câmara dos Deputados.

Antes de falar do flerte de Silvio com a política, vamos explicar o que seria a Reforma da Previdência. Além de ser confuso e a situação e oposição cria várias versões sobre o projeto, a única coisa que sabemos desta mudança: a aposentadoria da geração do anos 90 vai demorar. A justificativa da reforma é o rombo na Previdência, que futuramente dificultaria o pagamento de aposentados.

Atualmente, os homens se aposentarão com qualquer idade após 35 anos de contribuição ao INSS, enquanto as mulheres podem fazê-lo após 30 anos, também sem idade mínima. Vale lembrar que Michel Temer se aposentou como professor universitário aos 55 anos e Silvio Santos, para mim o maior troll da tv brasileira (só sabe tirar sarro do povo, de todos os jeitos falando), só apresenta seu programa dominical, uma vez que as filhas já estão na parte administrativa no seu canal.

Com a reforma da Previdência, você precisa ter no mínimo 65 anos para se aposentar e que contribua durante ao menos 25 anos com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Porém, se você quiser receber todo o seu salário, quando se aposentar, precisa trabalhar um pouco mais. Hoje, a aposentadoria integral significa receber o valor total do chamado salário de benefício, que é a média dos 80% maiores salários recebidos desde julho de 1994. Atualmente, esse teto é de 5.189,82 reais. O cálculo para chegar a esse valor é feito com base no Fator Previdenciário ou na chamada regra 85/95. A proposta do governo Temer é acabar tanto com o Fator Previdenciário quanto com a regra 85/95, estabelecendo cotas para o acesso à aposentadoria integral.

Então será cada vez mais difícil o cidadão brasileiro a receber a aposentadoria integral, visto que a expectativa de vida é 75 anos. Vamos morrer trabalhando, literalmente. Então, a reforma da Previdência não é para ajudar a pagar aos aposentados, é para não lhes pagar mais mesmo.

Isso sem contar que isso também vai alterar as pensões por morte, no qual o cônjuge receberá 50% do valor do salário do falecido+ 10% do salário do pensionista. Hoje, a pensão por morte é o salário do marido/esposa que faleceu. Além disso, será proibido acumular benefícios, como uma pessoa receber pensão + aposentadoria. Tem que escolher um ou outro.

Mas, qual o problema disso? Vai ser cada vez mais difícil de se aposentar e o problema “que será sanado com a reforma” vai durar por pouco tempo, uma vez que o país, que era considerado jovem está mudando esse quadro. Até 2060, a população com 80 anos ou mais deve somar 19 milhões de pessoas. Até lá, o país tem o desafio de promover a valorização das pessoas mais velhas e garantir políticas para que elas envelheçam com qualidade. Será que trabalhando vai melhorar a qualidade dos cidadãos? Acredito que não!

Voltando ao Silvio Santos, o patriarca da família Abravanel mostrou o que finalmente um empresário bem sucedido no Brasil está pensando, como gente da Fiesp e Flávio Rocha, dono da loja de departamentos Riachuelo. A reforma será mais benéfica aos patrões que pagarão menos e terão mais trabalhadores em seu benefício. Na visão empresarial, pagando menos, mais economia, e os gastos serão remanejado para outras funções.

Os veículos de comunicação estão apoiando a população? Isto mostra que o dever de um canal aberto, que utiliza concessões públicas para informar a população dos prós e contras a reforma, não está sendo cumprido, uma vez que os donos de comunicação estão cada vez mais interessado em benefícios próprios. A aparição de Temer foi benéfica para o dono do baú, uma vez que recentemente a Presidência da República aumentou as verbas publicitárias para os canais abertos. Enquanto isso, a EBC, empresa pública de comunicação, está cada vez mais sucateada.

Mas, está errado pensar como empresário? O errado é que Silvio está totalmente contrário ao direito da Comunicação Social que está na Constituição, no qual deveria mostrar uma outra pessoa que não concorda com Temer para mostrar os prós e contra.

Veja o artigo da Constituição dedicado a Comunicação Social:

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

§ 3º Compete à lei federal:

I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;

II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

§ 4º A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.

§ 5º Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.

§ 6º A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País.

§ 1º Em qualquer caso, pelo menos setenta por cento do capital total e do capital votante das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecerão o conteúdo da programação.

§ 2º A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da programação veiculada são privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, em qualquer meio de comunicação social.

§ 3º Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, deverão observar os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, que também garantirá a prioridade de profissionais brasileiros na execução de produções nacionais.

§ 4º Lei disciplinará a participação de capital estrangeiro nas empresas de que trata o § 1º

§ 5º As alterações de controle societário das empresas de que trata o § 1º serão comunicadas ao Congresso Nacional.

Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.

§ 1º O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, § 2º e § 4º, a contar do recebimento da mensagem.

§ 2º A não renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal.

§ 3º O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, na forma dos parágrafos anteriores.

§ 4º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão judicial.

§ 5º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.

Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.

O crítico de TV, Maurício Stycer, fez uma excelente análise de que Silvio Santos, neste domingo (28), finalmente mostrou o seu lado “Patrão”, tornando-se o garoto-propaganda da reforma da Previdência. O SBT justificou a presença do presidente lembrando que não é a primeira vez que Silvio Santos recebe “líderes públicos para explicar ao povo brasileiro projetos e ações que são considerados importantes para a vida da população”. Nas eleições de 89, recebeu Lula e Collor para discutir as suas propostas no show de calouros, que é facilmente visto no You Tube.

Neste mesmo período, o Silvio tentou se candidatar à Presidente da República, mas o partido com que era filiado apresentava irregularidades. Anos depois, ele também já recebeu convite para filiar ao Partido da Frente Liberal, o PFL, hoje o Democratas, partido de José Agripino, um dos maiores defensores desta reforma.

Na década de 90, a então ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Melo, apareceu para explicar a funcionalidade do Plano Collor, que como ajudaria a diminuir a hiperinflação.
Algo que não aconteceu.

E muito antes, na década de 70, ele cantava músicas a favor do presidente João Baptista Figueiredo, último da Ditadura Militar (você nunca vai ouvir história do Homem do Baú no porão do DOPS ou ajudando a soltar políticos presos), para agradecer às concessões para fundação do SBT. Essas concessões pertenciam à TV Tupi, que após o fechamento ajudou a fundar também a Manchete.

De que lado as empresas de comunicação estão?

Você já pegou um ônibus intermunicipal neste terminal?

Eu não, mas meus pais e avós já viajaram para o interior do Rio Grande do Norte e outras cidades brasileiras saindo deste terminal rodoviário, que ficava bem na parte principal do bairro da Ribeira, próximo à Praça Augusto Severo, do Teatro Alberto Maranhão e colégio Salesiano São José. Atualmente o prédio abriga o Museu Cultural Djalma Maranhão, mas as pessoas ainda  chamam  o lugar de “Antiga Rodoviária” ou “Rodoviária Velha”, como ponto de referência.

O Terminal Rodoviário foi criado em 1963, quando os natalenses começaram a aposentar os bondinhos e recebeu o nome do Presidente Kennedy. De autoria do arquiteto potiguar Raimundo Gomes, a estação rodoviária foi inaugurado pelo então prefeito Djalma Maranhão, no dia 16 de dezembro de 1963, quatro meses antes do Golpe Militar, que afastou Maranhão do poder.

Nos anos posteriores, a movimentação no lugar intensificou-se, por conta da forte migração do interior para a capital, principalmente por conta da seca. Neste período, muitos chegavam na capital potiguar por lá. Além disso, muitos retirantes criaram um grande comércio ao redor da rodoviária com a venda dos mais diversos produtos.

Havia um sério problema de alagamento nas proximidades da rodoviária e do Teatro Alberto maranhão, causando sérios transtornos aos moradores e ao comércio. O entorno da Praça Augusto Severo era área pantanosa e para os moradores e frequentadores na época de chuvas, principalmente, tornava-se necessário tirar os sapatos e levantar as bainhas das calças ou as saias, para poder caminhar sem molhar suas vestes.

Quatro anos depois da inauguração, o local se encontrava abandonado. Por isso, o prefeito Marcos César Formiga resolveu restaurar a Praça Augusto Severo e ao lado direito da antiga Estação Rodoviária a prefeitura construiu quatro quiosques, cada um com quatro boxes, destinados à venda de alimentos. A área próxima a estes quiosques, chamada largo Dom Bosco, foi calçada e ganhou alguns bancos de madeira.

No ano de 1981, porém, a Rodoviária de Natal saiu da Ribeira para o bairro de Cidade da Esperança, mais precisamente na Avenida Capitão-Mor Gouveia, numa estrutura que é bem maior que o terminal antigo.

Serve toda a região metropolitana de Natal que possui atualmente mais de 1,6 milhões de pessoas. Foi inaugurado no ano de 1981, sendo um dos maiores terminais do Nordeste. Chega a movimentar por mês mais de 200 mil pessoas que usam outros serviços além de embarque e desembarque. Muito além de um terminal de embarque e desembarque, a Rodoviária de Natal se destaca pela oferta de guichês de atendimento de serviços essenciais.

Desde 2008 a “Rodoviária Nova” é administrada por uma empresa privada.

Depois, a “Rodoviária Velha” passou por outras reformas e hoje se transformou em museu em uma das tentativas de transformação para revitalizar a Ribeira.

Bibliotecas ajudam apenados no RN a terem direito à ressocialização

Em 2015, a instalação de algumas torres de bloqueio de sinal de telefone, na Penitenciária Estadual de Parnamirim, foi o estopim para uma das rebeliões do Presídio Estadual de Alcaçuz, fazendo com que ônibus em Natal fossem incendiados e várias penitenciárias do Rio Grande do Norte também realizaram os seus próprios motins. Quase três anos depois, a unidade prisional ganhou algumas mudanças, como a instalação de uma biblioteca, em dezembro do ano passado e em quase um mês já está mostrando os primeiros resultados, uma vez que os presos estão interessados em ler.

A atividade faz o projeto “Leitura Pela Liberdade”, projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e ajuda na seleção, catalogação e gestão do acervo da biblioteca do presídio. .

A ação surgiu a partir do projeto com mesmo nome criado pela Comissão de Advogados Criminalistas (Comacrim) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para construção da biblioteca do presídio. Os livros foram cedidos por voluntários e instituições, como a OAB, Seminário São Pedro, UFRN e outros centros de ensino. Os mais de 1400 exemplares doados foram selecionados por bibliotecários da Universidade para montar o acervo de acordo com temas, que possam contribuir na qualidade de vida dos leitores.

O acervo tem mais de 800 livros e foi organizado pela equipe da UFRN, que dispôs os exemplares em estantes sinalizadas, assim como realizou um breve treinamento com um dos reeducandos que irá gerenciar os empréstimos da biblioteca.

Por questão de segurança, os usuários receberão os livros diretamente, em suas celas. Para isso, a equipe da Universidade planejou o funcionamento a partir da implantação de um sistema digital de catalogação doado por uma empresa potiguar. Os presos terão acesso a um catálogo impresso que irá circular pelas celas. Depois da escolha, o livro será levado até os pavilhões e serão concedidos 21 dias para finalizar a leitura, renovável por igual período.

Em entrevista para a UFRN, o Cristiano Angelo, apenado que ajudou na formulação do projeto desde o princípio quando foi preciso reformar o espaço da biblioteca, está otimista. Ele espera “que venha a ser um benefício. Não só pela remissão que vai ser oferecida, mas também pela viagem no mundo da leitura. Para ajudar quem está cumprindo a pena e quer ressocializar”.

Para Adailton Pessoa, agente penitenciário e diretor do PEP, projetos como o Leitura para Liberdade são essenciais para a manutenção da ordem no sistema carcerário. Ele afirma que “essa ferramenta é muito necessária. Recentemente vimos um caos no sistema e não é só ordem e disciplina que mantêm o apenado calmo. É preciso dar oportunidades e perspectiva para quem deseja uma melhoria em sua vida”.

Além de Parnamirim, esse tipo de ação já está em funcionamento no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Apodi e no de Candelária. Também há uma experiência embrionária no Complexo Penal João Chaves. Esses espaços ajudam no enriquecimento cultural dos presos e contribuem para a ressocialização.

Segundo o advogado Gabriel Bulhões, há um entendimento jurídico da possibilidade de remição da pena através do estudo e, no RN, também através da escrita. “A gente tem uma experiência pioneira através do Juiz Auxiliar para matéria criminal, Fábio Ataíde, da Corregedoria Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, que capitaneou um movimento que resultou na promulgação de uma Norma Administrativa pioneira no Brasil, que prevê remição através da leitura e da escrita”, destaca.

Uma das normas que regula esse processo é a lei estadual nº. 10.182, de 21 de fevereiro de 2017, na qual está registrado que, para ter direito à remição de pena, o custodiado terá o prazo máximo de 30 dias para a leitura de uma obra literária, apresentando no final desse período uma resenha ou resumo a respeito do assunto, possibilitando, segundo o critério legal de avaliação, a remição de 4 dias de sua pena e, ao final, de até 12 obras lidas e avaliadas, terá a possibilidade de remir 48 dias, no prazo de 12 meses.

O jovem Arlysson Pereira, de 21 anos vai ajudar na gestão da nova biblioteca e foi um dos primeiros a fazer empréstimo. Ele enxerga, nos livros, uma mudança de vida: “Além de ser uma forma de reduzir a minha pena, de eu poder ir para casa um pouco mais cedo, pela leitura, o tempo passa mais rápido, posso adquirir um conhecimento maior, para minha vida e para quando eu sair daqui”, planeja.