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Quem foi o Roberto Freire?

Muitos pensam que o nome da Avenida é Roberto Freire é uma homenagem ao atual Ministro da Cultura ou um escritor famoso que também tem o mesmo nome. Mas não é, na verdade não existe um registro para saber quem foi o Roberto Freire homenageado para esta avenida, só algumas informações soltas. A única coisa que sabemos, após longas horas de pesquisa, que a avenida que corta os bairros de Capim Macio e Ponta Negra recebeu este nome em 1975. Uma parte da biografia dele mostra que o terreno que hoje é o bairro Salinas, zona Norte de Natal, pertencia ao engenheiro Roberto Freire, que na década de 40 pretendia instalar, ali, uma salina e com essa finalidade adquiriu as terras que pertenciam à família Toselli. Com o passar do tempo, verificou-se que fatores de ordem natural, como o alto índice de pluviosidade, dificultaram o sucesso do empreendimento, não justificando investir na atividade naquele local. Após o fechamento da salina, na década de 70, o Governo Cortez Pereira adquiriu o terreno da família Freire, para ali instalar um projeto de criação de camarões em cativeiro. O Projeto Camarão tornou-se realidade, em 1973, aliando as condições ambientais favoráveis e técnicas adaptadas do exterior. Funcionou plenamente até 1976, com repercussão no Brasil e fora dele. Como já falamos anteriormente, Ponta Negra era utilizada como um lugar para veraneio. Entre os anos de 1950 e 1970 a praia de Ponta Negra emerge como o terceiro núcleo de residências secundárias na faixa litorânea de Natal. Nesse período, a antiga Vila de Ponta…

Muitos pensam que o nome da Avenida é Roberto Freire é uma homenagem ao atual Ministro da Cultura ou um escritor famoso que também tem o mesmo nome. Mas não é, na verdade não existe um registro para saber quem foi o Roberto Freire homenageado para esta avenida, só algumas informações soltas. A única coisa que sabemos, após longas horas de pesquisa, que a avenida que corta os bairros de Capim Macio e Ponta Negra recebeu este nome em 1975.

Uma parte da biografia dele mostra que o terreno que hoje é o bairro Salinas, zona Norte de Natal, pertencia ao engenheiro Roberto Freire, que na década de 40 pretendia instalar, ali, uma salina e com essa finalidade adquiriu as terras que pertenciam à família Toselli.

Com o passar do tempo, verificou-se que fatores de ordem natural, como o alto índice de pluviosidade, dificultaram o sucesso do empreendimento, não justificando investir na atividade naquele local. Após o fechamento da salina, na década de 70, o Governo Cortez Pereira adquiriu o terreno da família Freire, para ali instalar um projeto de criação de camarões em cativeiro.

O Projeto Camarão tornou-se realidade, em 1973, aliando as condições ambientais favoráveis e técnicas adaptadas do exterior. Funcionou plenamente até 1976, com repercussão no Brasil e fora dele.

Como já falamos anteriormente, Ponta Negra era utilizada como um lugar para veraneio. Entre os anos de 1950 e 1970 a praia de Ponta Negra emerge como o terceiro núcleo de residências secundárias na faixa litorânea de Natal. Nesse período, a antiga Vila de Ponta Negra começou a se consolidar como reduto de lazer e descanso para férias anuais, fins de semana e feriados, redirecionando o fluxo da produção desses domicílios para a zona sul do município.

A primeira estrada carroçável ligando a Vila de Ponta Negra ao núcleo urbano de Natal – a antiga estrada de Ponta Negra – foi construída em 1923, pelo farmacêutico e Intendente de Natal, Joaquim Ignácio Torres, sendo reaberta em 1936, pelo então prefeito Gentil Ferreira de Souza. Até então, a localidade vivia isolada, subsistindo basicamente da pesca e da agricultura.

Na década de 70, o Governo do Estado, na época liderado por Tarcísio Maia, resolveu fazer uma reforma na então estrada, onde foi asfaltada, duplicada e iluminada, batizando a antiga estrada de Ponta Negra para Avenida Engenheiro Roberto Freire.  Junto a isso veio a implantação dos conjuntos habitacionais Ponta Negra e Alagamar.

Com a avenida já construída, o processo de ocupação dessa área foi intensificado a partir da segunda metade dos anos 80 com a inauguração do megaprojeto turístico Parque das Dunas/Via Costeira, que ligou Areia Preta à zona sul de Natal.

Hoje, a Avenida Engenheiro Roberto Freire faz parte da RN-063, que começa em Jiqui, sub-bairro de Neópolis, na avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul de Natal, passando pelas praias de Pium, Cotovelo, Pirangi, Búzios, Tabatinga, Camurupim e Barreta, além de vários outros municípios do estado e terminando na ligação com a BR-101, em São José de Mipibú.

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1 Comentário

  • haroldo galvão

    NA MINHA OPINIÃO DEVERIA SE CHAMA AVENIDA: GENTIL FERREIRA DE SOUZA. HORA, FOI OCARA QUE DEU ORIGEM A TUDO QUE TÁ LI. O DEVOLVIMENTO COMEÇA QUANDO ELE CONSTROI A ESTRADA A ONDE SE DEU A ESSE PROGRESSO TODO.
    DESDE OBRIGADO

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Quem foi o Roberto Freire?

Muitos pensam que o nome da Avenida é Roberto Freire é uma homenagem ao atual Ministro da Cultura ou um escritor famoso que também tem o mesmo nome. Mas não é, na verdade não existe um registro para saber quem foi o Roberto Freire homenageado para esta avenida, só algumas informações soltas. A única coisa que sabemos, após longas horas de pesquisa, que a avenida que corta os bairros de Capim Macio e Ponta Negra recebeu este nome em 1975. Uma parte da biografia dele mostra que o terreno que hoje é o bairro Salinas, zona Norte de Natal, pertencia ao engenheiro Roberto Freire, que na década de 40 pretendia instalar, ali, uma salina e com essa finalidade adquiriu as terras que pertenciam à família Toselli. Com o passar do tempo, verificou-se que fatores de ordem natural, como o alto índice de pluviosidade, dificultaram o sucesso do empreendimento, não justificando investir na atividade naquele local. Após o fechamento da salina, na década de 70, o Governo Cortez Pereira adquiriu o terreno da família Freire, para ali instalar um projeto de criação de camarões em cativeiro. O Projeto Camarão tornou-se realidade, em 1973, aliando as condições ambientais favoráveis e técnicas adaptadas do exterior. Funcionou plenamente até 1976, com repercussão no Brasil e fora dele. Como já falamos anteriormente, Ponta Negra era utilizada como um lugar para veraneio. Entre os anos de 1950 e 1970 a praia de Ponta Negra emerge como o terceiro núcleo de residências secundárias na faixa litorânea de Natal. Nesse período, a antiga Vila de Ponta…

Muitos pensam que o nome da Avenida é Roberto Freire é uma homenagem ao atual Ministro da Cultura ou um escritor famoso que também tem o mesmo nome. Mas não é, na verdade não existe um registro para saber quem foi o Roberto Freire homenageado para esta avenida, só algumas informações soltas. A única coisa que sabemos, após longas horas de pesquisa, que a avenida que corta os bairros de Capim Macio e Ponta Negra recebeu este nome em 1975.

Uma parte da biografia dele mostra que o terreno que hoje é o bairro Salinas, zona Norte de Natal, pertencia ao engenheiro Roberto Freire, que na década de 40 pretendia instalar, ali, uma salina e com essa finalidade adquiriu as terras que pertenciam à família Toselli.

Com o passar do tempo, verificou-se que fatores de ordem natural, como o alto índice de pluviosidade, dificultaram o sucesso do empreendimento, não justificando investir na atividade naquele local. Após o fechamento da salina, na década de 70, o Governo Cortez Pereira adquiriu o terreno da família Freire, para ali instalar um projeto de criação de camarões em cativeiro.

O Projeto Camarão tornou-se realidade, em 1973, aliando as condições ambientais favoráveis e técnicas adaptadas do exterior. Funcionou plenamente até 1976, com repercussão no Brasil e fora dele.

Como já falamos anteriormente, Ponta Negra era utilizada como um lugar para veraneio. Entre os anos de 1950 e 1970 a praia de Ponta Negra emerge como o terceiro núcleo de residências secundárias na faixa litorânea de Natal. Nesse período, a antiga Vila de Ponta Negra começou a se consolidar como reduto de lazer e descanso para férias anuais, fins de semana e feriados, redirecionando o fluxo da produção desses domicílios para a zona sul do município.

A primeira estrada carroçável ligando a Vila de Ponta Negra ao núcleo urbano de Natal – a antiga estrada de Ponta Negra – foi construída em 1923, pelo farmacêutico e Intendente de Natal, Joaquim Ignácio Torres, sendo reaberta em 1936, pelo então prefeito Gentil Ferreira de Souza. Até então, a localidade vivia isolada, subsistindo basicamente da pesca e da agricultura.

Na década de 70, o Governo do Estado, na época liderado por Tarcísio Maia, resolveu fazer uma reforma na então estrada, onde foi asfaltada, duplicada e iluminada, batizando a antiga estrada de Ponta Negra para Avenida Engenheiro Roberto Freire.  Junto a isso veio a implantação dos conjuntos habitacionais Ponta Negra e Alagamar.

Com a avenida já construída, o processo de ocupação dessa área foi intensificado a partir da segunda metade dos anos 80 com a inauguração do megaprojeto turístico Parque das Dunas/Via Costeira, que ligou Areia Preta à zona sul de Natal.

Hoje, a Avenida Engenheiro Roberto Freire faz parte da RN-063, que começa em Jiqui, sub-bairro de Neópolis, na avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul de Natal, passando pelas praias de Pium, Cotovelo, Pirangi, Búzios, Tabatinga, Camurupim e Barreta, além de vários outros municípios do estado e terminando na ligação com a BR-101, em São José de Mipibú.

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  • haroldo galvão

    NA MINHA OPINIÃO DEVERIA SE CHAMA AVENIDA: GENTIL FERREIRA DE SOUZA. HORA, FOI OCARA QUE DEU ORIGEM A TUDO QUE TÁ LI. O DEVOLVIMENTO COMEÇA QUANDO ELE CONSTROI A ESTRADA A ONDE SE DEU A ESSE PROGRESSO TODO.
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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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