8 08America/Bahia maio 08America/Bahia 2017 – Brechando

Estamos P… com o que está acontecendo no jornalismo

Minha mãe adora mostrar o convite de formatura dela em jornalismo no ano de 1987 e lá estava escrito que queriam melhores pisos salariais, aulas práticas e dentre outras coisas. Aí 30 anos depois as reivindicações são as mesmas, porém a situação do profissional piorou. Mal sabia estes profissionais que as coisas poderiam piorar e que a internet seria uma mídia tão importante quanto a televisão, fazendo com que mexesse as estribeiras da Comunicação Social.

Neste sábado (6) houve uma reunião do Coletivo Poti, no Nalva Café Salão, no qual discutiu o que estava acontecendo no jornalismo potiguar e brasileiros. Vi que todos estavam putos com o que rola com a profissão. Aqui tem um pouco sobre como foi a reunião:

Uma coisa que todos concordaram: os empregados precisam sair da zona de conforto e parar de ver as oportunidades de trabalho caindo cada vez mais. O ano passa e os trabalhadores formados sendo trocados por estagiários, redações enxutas, jornais fechando sem nenhuma preocupação ou gente desistindo da profissão, trabalhando como vendedores ou recepcionistas.

Estou cansada de gente falando que a culpa é da internet que acabou com a profissão, no qual blogueiros que copiam e colam os jornalistas estão fazendo mais sucesso, tirando os views dos jornais de verdade. Falo que isto foi somente a ponta do iceberg da crise do profissional, que já estava estagnada desde a década de 80. Verdade, muitos profissionais ainda pensam com a cabeça de 30 anos atrás.

A culpa não é da internet, mas do profissional que se acomodou com o seu trabalho por achar que o mundo nunca iria evoluir. Não dá para buscar o patrocínio do mesmo jeito que era em 1987.

Uma das coisas que me incomodavam durante os nove semestres de jornalismo na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) foi a falta da atualização da grade do curso, no qual ainda bem que mudou. Quando cheguei o Diário de Natal havia fechado, o blog do BG crescendo (hoje é mais lido que importantes portais de notícias da cidade) e que ninguém sabia o que fazer com as mudanças. Mas, só tínhamos uma matéria de assessoria de imprensa, de mídia digital e empreendedorismo, pagas em longos semestres de diferença.

O jornalismo era mais focado em redação do que em outras áreas. Pensamento retrógrado, penso, pois sabia que não era só de redação que se vivia como jornalista e muitos colegas nãos estavam dispostos de dedicar saídas, fins de semanas ou passar o dia inteira se dedicando em escrever reportagens para os jornais daqui. Quando não era dedicado para redação, era para o acadêmico e nem todos estavam querendo ser professores universitários.

O resultado está aí, amigos desempregados, migrando para outros cursos de comunicação social ou em áreas nada similares. Enquanto isso, o profissional, feliz por ter conseguido experiência prática através dos estágios, perto de se formar mais angustiado e procurando a resposta desta seguinte pergunta: “O que eu vou fazer com o diploma ?”.

Esse diploma que Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou a obrigatoriedade em 2007, há 10 anos atrás, e que outros profissionais adoram nos humilhar falando: “Está perdendo o seu tempo fazer uma faculdade de jornalismo, nem precisa do diploma”. Para ser idiota também não precisa.

A faculdade de Comunicação Social precisa se reinventar e mostrar ao profissional que está entrando na faculdade que realmente o diploma pode não ser necessário, mas o ambiente acadêmico é importante na formação do social e do mercado, visto que você vai ter acesso aos grandes mestres da profissão e também saber o que se deve fazer quando o mundo estiver em caos. Afinal, todo jornalista ainda quer mudar o mundo.

Uma coisa que a UFRN me ensinou foi questionar sempre a nossa profissão e querer lutar para que ela se aperfeiçoe. Portanto, meu diploma foi necessário.

Além disso, o ambiente acadêmico precisa parar de ser engessado e criar oportunidades de práticas profissionais, visto que muitos estudantes atrasam ou se desinteressam pelo curso da graduação pelo fato de que seus estágios estão suprindo a ausência da aulas práticas.

O jornalismo precisa mudar e parar de pensar que a redação é só o nosso meio certo de trabalhar, mas existem blogs, rádios (online por sinal), empresas de assessoria de imprensa e dentre outras atividades.

Ainda bem que estão criando um coletivo de jornalistas, como o Poti, fiquei feliz por participar da reunião, pois eu estava cansada de lutar contra esta onda de comodismo sozinha.

Clara Pinheiro e Simona Talma homenageiam novamente Gal e Bethania

As cantoras Clara Pinheiro e Simona Talma estão de volta com o espetáculo “Pássaros Proibidos”, que será apresentado a partir da próxima quinta-feira (11) no Barracão do Clowns de Shakespeare, na Av. Amintas Barros, no bairro de Nova Descoberta, a apresentação é uma homenagem às cantoras Maria Bethania e Gal Costa que estão completando 50 anos de carreira. Além disso, conta a com a produção do músico Gabriel Souto.

Confira o teaser do espetáculo a seguir:

O espetáculo foi montado a partir de pesquisa sobre as influências em suas formações como artista. Ambas se depararam com Gal e Bethânia como fontes de inspiração em comum, levando em consideração não apenas a importância das veteranas para a MPB, mas pela forma como elas se colocam dentro cenário musical, como mulheres e nordestinas, rompendo padrões comportamentais e mostrando-se fortes e capazes de contribuir para o crescimento da sociedade.

O espetáculo costura a vida das quatro artistas em um repertório desenvolvido de modo a contemplar não só os sucessos que consagraram as duas grandes artistas que inspiraram o projeto, como também canções autorais das potiguares.

O intuito é fazer com que o público interaja com a Tropicália, o Rock and Roll, o Samba e o Jazz.

As apresentações acontecerão até o dia 18 de maio, sempre às 20 horas.

No ano passado, as duas apresentaram o “Pássaros Proibidos” no Teatro de Cultura Popular.

Ciclistas fazem homenagem ao ciclista morto em acidente de Pium

Na manhã deste domingo (7), os ciclistas caminharam até o Distrito de Pium, localizado em Pium, que fica na cidade de Parnamirim, e foram ao local aonde o ciclista Carlos Alberto Lourenço, que no dia 02 de maio foi atropelado pelo vereador de Natal, Luiz Almir. O ato pediu mais segurança aos ciclistas e que o vereador seja investigado pela morte do rapaz.

Eles se concentraram na Feirinha do Distrito e fizeram uma caminhada até o local em que o atropelamento.

O ciclista foi atingido após o parlamentar perder o controle do veículo na RN-063. O carro capotou diversas vezes. Ao contrário do ciclista, que foi bastante atingido, Almir teve apenas escoriações leves.

Em protesto, os ciclistas pintaram uma bicicleta de branco e colocaram no local aonde aconteceu o acidente. Lourenço permaneceu em estado extremamente grave no Hospital Walfredo Gurgel, no qual teve traumatismo craniano e hemorragia graves.  O ciclista teve a morte confirmada pela unidade de saúde dois dias depois.

Confira as fotos do ato:

Em abril do ano passado, ciclistas também fizeram um ato similar na Rota do Sol, onde fixaram uma bicicleta branca, no local em que foi morto Raimundo Neto, de 43 anos, no qual trabalhava como analista de tecnologia da informação do Instituto do Cérebro, órgão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Neste ano foi inaugurado uma ciclofaixa na Rota do Sol, que termina no início do distrito de Pium.