11 11America/Bahia maio 11America/Bahia 2017 – Brechando

Junho terá campeonato de skate na Arena das Dunas

A gente sabe das dificuldades de levar o skate para as ruas da cidade, visto que praticamente não existe uma grande pista pública para fazer as manobras, 90% vem da iniciativa privada. Porém, o importante é teimar e foi assim que os skatistas conseguirão levar um campeonato de skate para a Arena das Dunas no dia 04 de junho, a partir das 13 horas.

Sim, o estádio que foi construído apenas para receber os quatro jogos da Copa do Mundo também está aberto para outros tipos de esportes.

Será a segunda edição do Game of Death vai rolar na parte externa do Arena das Dunas. Além do campeonato,vai rolar uma área com obstáculos (caixote e borda curva) que será liberada para os competidores,as inscrições custara o valor simbólico de R$ 5,00.

O campeonato é uma iniciativa da loja Lee, conhecida por estimular o esporte radical na cidade e tem uma pista dentro de sua loja no bairro de Capim Macio. Além disso, conta com o apoio das empresas R&S Distribuidora, Explicit e Cisco.

Serão 20 competidores em cada categoria (iniciante e amador) disputam pelo primeiro lugar do game. Ainda haverá um prêmio para melhor manobra nos dois obstáculos e mais de 1700 reais em produtos para os dois primeiros colocados.

Para saber mais sobre o evento, acesse este link.

Movimento n’Aboca discutirá sobre ser lésbica em bate-papo nesta segunda

Há oito meses, fiz uma matéria sobre o Encontro Nacional da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), no qual várias mulheres se reuniram em palestras e reuniões para discutir as questões da lesbianeidade. Apesar de abordar diversos assuntos, como racismo, misoginia e machismo, todas as participantes falam a mesma frase: ser mulher é difícil na sociedade, mas ser lésbica é ainda mais. Umas das coisas que mais me chamou atenção foi uma dinâmica, no qual cada uma das participantes deveria se apresentar à boneca Maria e contar um pouco de sua história de vida. Apesar das diferentes classes sociais e cores, todavia, elas tinham algo em comum: sofriam com o machismo, sem contar com a misoginia e lesbofobia.

Algumas contaram que sofreram os mais diversos tipos de abuso. Assumirem que são donas do próprio corpo e escolher como quer namorar não é uma tarefa fácil e, de cabeça erguida, elas conseguiram.

Como uma forma de discutir sobre a invisibilidade lésbica, chamamos a antropóloga Jainara Oliveira, que pesquisa sobre a saúde sexual das mulheres bissexuais e homossexuais. No ano passado, ela lançou o livro “Prazer e risco nas práticas homoeróticas entre mulheres”, da Coleção Ciências Sociais da Editora Appris, que foi resultado de seu mestrado no Programa de Pós-Graduação e Antropologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A pesquisa retrata o perfil das mulheres que se relaciona com outras mulheres na região Nordeste. Atualmente, Oliveira faz doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Leia Também:

Apesar de falar nas mídias sociais, seriados e outros elementos da cultura pop, ser lésbica ainda é invisível ou é cultuado como um objeto de desejo sexual dos homens. Basta pesquisar a palavra “Lésbica” no Google que a primeira página está com diversos links relacionados à pornografia.  A cada 24 horas, um LGBT morre. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), grupo atuante no combate ao preconceito, o ano de 2016 foi o mais violento desde 1970 contra pessoas LGBTs. Para as mulheres lésbicas, a invisibilidade ainda é maior, pois além da homofobia, elas ainda enfrentam a sociedade patriarcal. Os dados foram divulgados no início deste ano.

Para retirar o estereótipo e mostrar que a mulher lésbica pode tudo, inclusive fazer festa na Ribeira, o Espaço Cultural ABOCA fará a edição de maio do Movimento n’Aboca sobre o assunto. A festa acontecerá na próxima segunda-feira (15), a partir de 18 horas e trará como tema a Identidade, Visibilidade e Representatividade de ser lésbica.

Essa representatividade será através da música, das artes cênicas, visuais e também no audiovisual  “Queremos mostrar que existem mulheres poderosas nos vários segmentos artísticos da cidade. Na discotecagem, por exemplo, teremos a presença de Vitória Real, Pipa Dantas e Amanda Lisboa, as duas primeiras citadas são da série Septo, que trata deste tema”, afirma a produtora executiva da ABOCA Cultura, Bárbara de Melo.

O audiovisual promove a exibição do filme Ília, das diretoras Moniky Rodrigues e Dhara Ferraz.  Além de exposição de Karla Farias e Iasmin Alves.

Poesia, entretenimento e música, com Joice Folha, performance da Drag Queen Rivka Bardo e a cantora Ângela Castro cantando os clássicos de Cássia Eller e o duo Red & Blue.  Ainda terá um karaokê massa.

A comida ficará por conta de Guga Medeiros, trazendo o conceito de comida consciente para quem for ao Movimento N’ABOCA.

Serviço:

MOVIMENTO n’ABOCA CULTURAL MAIO.

Tema: Edição Lésbica (Identidade, visibilidade, representatividade)

Onde: ABOCA Cultural (Rua Frei Miguelinho, 16, Ribeira)

Data: Segunda-Feira (15/05/2017)

Hora: 18h às 23h

Informações: abocacultural@gmail.com

 

Esta cadeira pertenceu ao criador do filme Alien

Hoje estreia mais um filme de Alien nos cinemas e o Brechando mostra a relação deste filme com a cidade do Natal. Esta cadeira acima foi de criação do suiço H.R. Giger, o artista plástico que ajudou a criar o cenário de Alien, que está no acervo da Pinacoteca do Estado, que fica no bairro de Cidade Alta. O local pode ser visto no piso superior do prédio que foi sede do Governo do Estado, juntamente com as obras que o Governo do Estado coleciona de Tarsila do Amaral, Dorian Gray e dentre outros artistas nacionais e potiguares. Esta cadeira foi criada exclusivamente para o filme Alien.

Além da cadeira com características de que foi feita com corpo de ETs, estão no acervo placas de baixo relevo, com grafismos vistos no filme Duna, de “David Lynch”e uma mesa com características holográficas.

Foto da cadeira quando abriu para exposição (Foto: Rayane Mainara/Tribuna do Norte)

Para quem não sabe, o H.R. Giger ajudou a elaborar os aspectos visuais das películas “A experiência”, “Poltergeist II”; capas de discos de bandas de rock e jogos para computador. O artista ficou conhecido por sua abdicação do pincel ao utilizar o aerógrafo em seus trabalhos artísticos. A maioria dos temas trabalhados retrata os limites do horror, a biomecânia, podendo chegar ao erotismo, temáticas retratadas em alguns quadros dele expostos na Pinacoteca.

Quer saber quem é ele? Veja esta foto a seguir:

O filme que estou falando nesta matéria foi lançado em 1979 e  o trailer pode ser visto a seguir:

A arte de Giger faz parte do gênero Arte Fantástica, que demonstra fantasia, ou seja, apresenta elementos sobrenaturais como o seu principal mote. Celebra a fantasia, a imaginação, o mundo dos sonhos, o grotesco e entre outras coisas. Com o simbolismo, ela divide os temas da mitologia, do ocultismo e misticismo, mas também ele coloca figuras de duplo sentido em seus quadros com cara de futurismo.

O artista se chama Hans Rudolf Giger.   Ele morreu em 2013 , vítima de complicações de uma queda e culminou em inúmeras lesões. Ele ganhou um Oscar de “Melhores Efeitos Especiais” em 1980 por causa do cenário do filme “Alien – O oitavo passageiro ”, dirigido por Ridley Scott.

Outras obras de Giger, como quadros e esculturas, estão expostas em um museu, administrado pela própria família do artista, localizado na cidade de Gruyères, na Suíça. Os espectadores também poderão conferir a arte fantástica e surrealista de Bruno Weber, Rodo-Graciela Boulanger e Roger Kathy.