Dia do Trabalho: 10 dados sobre trabalho no Rio Grande do Norte

Nesta segunda-feira, 1º de maio, comemora-se o Dia do Trabalho e é feriado nacional no Brasil, em Portugal, Rússia, França, entre outras nações. Mas, qual é a origem? Tem duas teorias. Uma aconteceu em 1886, quando uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, para reivindicar a redução da jornada de trabalho (de 13 horas para 8 horas diárias), e nesse mesmo dia teve início uma greve geral nos Estados Unidos.

Três anos após as manifestações nos Estados Unidos foi convocado em Paris uma manifestação anual para reivindicação das horas de trabalho e foi programada para o dia 1º de maio, como homenagem as lutas sindicais em Chicago. No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado. Após alguns anos, outros países também seguiram o exemplo da França e decretaram o dia 1º de maio como feriado nacional dedicado aos trabalhadores.

Assim se repetiu em outros países.  No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.

O Brechando, a seguir traz algumas curiosidades sobre o trabalho no RN com bases nos dados do IBGE, Ministério do Trabalho e notícias divulgadas neste ano e em 2016.

1) A unidade do Ministério do Trabalho do Rio Grande do Norte tem mais de 10 mil pessoas físicas e empresas sobre as condições de trabalho.

Sede do MPT em Natal (Foto: Mossoró Hoje)

2) No Censo 2017, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 633 jovens de 16 e 17 anos que trabalhavam não eram alfabetizados

Esqueça essa imagem bonitinha de jovem trabalhador, pois muitos não terminam a escola para se sustentar. Veja o tópico 7

3) Neste mesmo dado do IBGE, 2294 pessoas de 10 a 13 anos no Rio Grande do Norte estavam trabalhando. Ou seja 3% da classe trabalhadora no RN é composta por crianças, sendo que 4959 na área urbana e 4439 na área rural.


4) 54,4% pessoas com mais de 18 anos já estão trabalhando

5) 67,9% eram homens


6) 32,1% eram mulheres

7) Mais de 40 mil potiguares de 10 a 17 anos não frequenta a escola por conta do trabalho

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8) O índice de desemprego no Rio Grande do Norte em 2016, segundo a Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, estudo elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae, cresceu 29,8% em relação ao ano anterior e foi o maior dos últimos dez anos.

9) O maior número de demissões foi registrado no setor industrial potiguar, com 9.097 vagas. Depois vem a área de construção civil (6.602 demitidos) e comércio (fechou 3.778 postos de trabalho).

10) No ano de 2010, numa população em torno de três milhões de habitantes, apenas 1,3 milhões estavam trabalhando.