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Como saber o que está consumido na água? Olhe a conta

Neste ano, a Vigilância Ambiental detectou a ausência de cloro na água em alguns bairros de Natal. Este é um dos elementos que ajuda o líquido a ser próprio para uso. Durante o ano, foram feitas 742 análises por técnicos da Vigilância Ambiental, nas quais foram constatadas que 154 apresentaram irregularidades. Os resultados foram feitos com a ajuda do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/RN). Como saber que a água está consumido é de boa qualidade? Na parte final da conta de água, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) divulga esta informação. A impressão desta conta de água não está boa, mas eu irei traduzir. Consegui de um colaborador que mora em Lagoa Nova, zona Sul da capital potiguar, e garantiremos o seu anonimato. O final de cada carta mostra o monitoramento mensal da qualidade da água distribuída. A Caern dividiu em cinco categorias: turbidez, PH (calcula o nível de acidez), coliformes totais, cloro residual livre e nitrato. Além disso, mostra os valores recomendados para que o recurso hídrico seja de qualidade. A turbidez, por exemplo, ideal tem que ser menor que 5 uT. Nesta conta, por exemplo, está 0,38. O PH ideal é entre 6 a 9,5, mas nesta conta está 5,38. Ou seja, a água está muito ácida e fora do ideal. Agora vamos para parte de coliformes totais. Muitos sabem que a água de Natal tem bastante nitrato e coliformes fecais, algo que foi noticiado várias vezes na imprensa local. Mas, qual é a diferença de coliformes…

Neste ano, a Vigilância Ambiental detectou a ausência de cloro na água em alguns bairros de Natal. Este é um dos elementos que ajuda o líquido a ser próprio para uso. Durante o ano, foram feitas 742 análises por técnicos da Vigilância Ambiental, nas quais foram constatadas que 154 apresentaram irregularidades. Os resultados foram feitos com a ajuda do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/RN).

Como saber que a água está consumido é de boa qualidade? Na parte final da conta de água, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) divulga esta informação.

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A impressão desta conta de água não está boa, mas eu irei traduzir. Consegui de um colaborador que mora em Lagoa Nova, zona Sul da capital potiguar, e garantiremos o seu anonimato.

O final de cada carta mostra o monitoramento mensal da qualidade da água distribuída. A Caern dividiu em cinco categorias: turbidez, PH (calcula o nível de acidez), coliformes totais, cloro residual livre e nitrato. Além disso, mostra os valores recomendados para que o recurso hídrico seja de qualidade.

A turbidez, por exemplo, ideal tem que ser menor que 5 uT. Nesta conta, por exemplo, está 0,38. O PH ideal é entre 6 a 9,5, mas nesta conta está 5,38. Ou seja, a água está muito ácida e fora do ideal.

Agora vamos para parte de coliformes totais. Muitos sabem que a água de Natal tem bastante nitrato e coliformes fecais, algo que foi noticiado várias vezes na imprensa local. Mas, qual é a diferença de coliformes fecais e totais? Nós vamos explicar a seguir.

São bactérias utilizadas em larga escala nas medições microbiológicas que testam a qualidade da água e de alimentos para que as pessoas os consumam sem riscos maiores. Então, considerando a relação diretamente proporcional, quanto maior o índice de presença de coliformes, mais a água está imprópria para consumo.

Existem dois tipos de coliformes: totais e fecais. Os coliformes totais compõem os grupos de bactérias gram-negativas que podem ser aeróbicas ou anaeróbicas (isto dependerá do ambiente e da bactéria), não originam esporos e fermentam a lactose, produzindo ácido e gás à 35 a 37°C.

Já os coliformes fecais são também conhecidos como “termotolerantes” por suportarem uma temperatura superior à 40°C, convivem em simbiose com humanos, bois, gatos, porcos e outros animais de sangue quente. São excretados em grande quantidade nas fezes e muitas vezes despejados na água devido à falta de tratamento adequado ao esgoto. Ao consumir a água nesta situação pode causar doenças como a diarreia.

Voltando para os coliformes totais, a água aponta uma ausência de 97,62%. Já a quantidade de cloro ideal é entre 0,2 a 2 miligramas por litro. Esta conta mostra que só existe 0,98 mg/L de cloro residual livre no produto consumido nesta casa. Por fim, a quantidade de nitrato, que aponta a presença de 8,10 mg/L, que está adequado as normas.

E aí, já analisou sua conta de água hoje?

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Como saber o que está consumido na água? Olhe a conta

Neste ano, a Vigilância Ambiental detectou a ausência de cloro na água em alguns bairros de Natal. Este é um dos elementos que ajuda o líquido a ser próprio para uso. Durante o ano, foram feitas 742 análises por técnicos da Vigilância Ambiental, nas quais foram constatadas que 154 apresentaram irregularidades. Os resultados foram feitos com a ajuda do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/RN). Como saber que a água está consumido é de boa qualidade? Na parte final da conta de água, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) divulga esta informação. A impressão desta conta de água não está boa, mas eu irei traduzir. Consegui de um colaborador que mora em Lagoa Nova, zona Sul da capital potiguar, e garantiremos o seu anonimato. O final de cada carta mostra o monitoramento mensal da qualidade da água distribuída. A Caern dividiu em cinco categorias: turbidez, PH (calcula o nível de acidez), coliformes totais, cloro residual livre e nitrato. Além disso, mostra os valores recomendados para que o recurso hídrico seja de qualidade. A turbidez, por exemplo, ideal tem que ser menor que 5 uT. Nesta conta, por exemplo, está 0,38. O PH ideal é entre 6 a 9,5, mas nesta conta está 5,38. Ou seja, a água está muito ácida e fora do ideal. Agora vamos para parte de coliformes totais. Muitos sabem que a água de Natal tem bastante nitrato e coliformes fecais, algo que foi noticiado várias vezes na imprensa local. Mas, qual é a diferença de coliformes…

Neste ano, a Vigilância Ambiental detectou a ausência de cloro na água em alguns bairros de Natal. Este é um dos elementos que ajuda o líquido a ser próprio para uso. Durante o ano, foram feitas 742 análises por técnicos da Vigilância Ambiental, nas quais foram constatadas que 154 apresentaram irregularidades. Os resultados foram feitos com a ajuda do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/RN).

Como saber que a água está consumido é de boa qualidade? Na parte final da conta de água, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) divulga esta informação.

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A impressão desta conta de água não está boa, mas eu irei traduzir. Consegui de um colaborador que mora em Lagoa Nova, zona Sul da capital potiguar, e garantiremos o seu anonimato.

O final de cada carta mostra o monitoramento mensal da qualidade da água distribuída. A Caern dividiu em cinco categorias: turbidez, PH (calcula o nível de acidez), coliformes totais, cloro residual livre e nitrato. Além disso, mostra os valores recomendados para que o recurso hídrico seja de qualidade.

A turbidez, por exemplo, ideal tem que ser menor que 5 uT. Nesta conta, por exemplo, está 0,38. O PH ideal é entre 6 a 9,5, mas nesta conta está 5,38. Ou seja, a água está muito ácida e fora do ideal.

Agora vamos para parte de coliformes totais. Muitos sabem que a água de Natal tem bastante nitrato e coliformes fecais, algo que foi noticiado várias vezes na imprensa local. Mas, qual é a diferença de coliformes fecais e totais? Nós vamos explicar a seguir.

São bactérias utilizadas em larga escala nas medições microbiológicas que testam a qualidade da água e de alimentos para que as pessoas os consumam sem riscos maiores. Então, considerando a relação diretamente proporcional, quanto maior o índice de presença de coliformes, mais a água está imprópria para consumo.

Existem dois tipos de coliformes: totais e fecais. Os coliformes totais compõem os grupos de bactérias gram-negativas que podem ser aeróbicas ou anaeróbicas (isto dependerá do ambiente e da bactéria), não originam esporos e fermentam a lactose, produzindo ácido e gás à 35 a 37°C.

Já os coliformes fecais são também conhecidos como “termotolerantes” por suportarem uma temperatura superior à 40°C, convivem em simbiose com humanos, bois, gatos, porcos e outros animais de sangue quente. São excretados em grande quantidade nas fezes e muitas vezes despejados na água devido à falta de tratamento adequado ao esgoto. Ao consumir a água nesta situação pode causar doenças como a diarreia.

Voltando para os coliformes totais, a água aponta uma ausência de 97,62%. Já a quantidade de cloro ideal é entre 0,2 a 2 miligramas por litro. Esta conta mostra que só existe 0,98 mg/L de cloro residual livre no produto consumido nesta casa. Por fim, a quantidade de nitrato, que aponta a presença de 8,10 mg/L, que está adequado as normas.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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