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A agricultura do RN era vista com bons olhos na década de 40

Na década de 40, o jornal carioca “A Noite” foi falar das ações do Governo de Getúlio Vargas em relação à região Nordeste do país, no qual se referiam aquela região como Norte, mostrando que o professor Durval Muniz aponta, portanto, em seu livro que “A Invenção do Nordeste” somente aconteceu após a segunda metade do século XX. O Rio Grande do Norte recebe muitas menções nesta reportagem de quase duas páginas de jornais, que era muito grande para aquela época, onde o Rio Grande do Norte mereceu dois tópicos na sua economia. Além disso, pasmem, uma delas não existe mais.   Resumindo, é uma matéria que fala sobre a agricultura do RN nos anos 40. Uma das primeiras empreitadas da Família Marinho O jornal foi um jornal vespertino brasileiro o Rio,  fundado por Irineu Marinho, pai do Roberto Marinho que formaria anos depois as Organizações Globo. Jornal encerrou as suas atividades em 1957, quando a administração já não mais pertencia ao clã. Sobre a matéria da Agricultura no RN nos anos 40 Agora vou reproduzir a matéria na íntegra: No Rio Grande do Norte O Rio Grande do Norte é um grande produtor de algodão de fibras longas. Como em Pernambuco, na Paraíba e no Ceará, os serviços de plantas têxteis do Ministério da Agricultura realizam obra de grande culto nas Estações experimentais norte-rio-grandenses, notadamente na de Seridó, onde o famoso algodão “Mocó”, que constitui a maior riqueza agrícola do Estado, é o objeto de contínuos trabalhos de melhoramento. Manifestou-se o Sr. Fernando Costa muito bem…


Na década de 40, o jornal carioca “A Noite” foi falar das ações do Governo de Getúlio Vargas em relação à região Nordeste do país, no qual se referiam aquela região como Norte, mostrando que o professor Durval Muniz aponta, portanto, em seu livro que “A Invenção do Nordeste” somente aconteceu após a segunda metade do século XX.

O Rio Grande do Norte recebe muitas menções nesta reportagem de quase duas páginas de jornais, que era muito grande para aquela época, onde o Rio Grande do Norte mereceu dois tópicos na sua economia. Além disso, pasmem, uma delas não existe mais.  

Resumindo, é uma matéria que fala sobre a agricultura do RN nos anos 40.

Uma das primeiras empreitadas da Família Marinho

O jornal foi um jornal vespertino brasileiro o Rio,  fundado por Irineu Marinho, pai do Roberto Marinho que formaria anos depois as Organizações Globo. Jornal encerrou as suas atividades em 1957, quando a administração já não mais pertencia ao clã.

Sobre a matéria da Agricultura no RN nos anos 40

Agora vou reproduzir a matéria na íntegra:

No Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte é um grande produtor de algodão de fibras longas. Como em Pernambuco, na Paraíba e no Ceará, os serviços de plantas têxteis do Ministério da Agricultura realizam obra de grande culto nas Estações experimentais norte-rio-grandenses, notadamente na de Seridó, onde o famoso algodão “Mocó”, que constitui a maior riqueza agrícola do Estado, é o objeto de contínuos trabalhos de melhoramento.

Manifestou-se o Sr. Fernando Costa muito bem impressionado com os grandiosos trabalhos de engenharia hidráulica que vem há longos anos realizando

no nordeste a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, cujos serviços experimentais agronômicos, destinados a orientar por meio de postos agrícolas junto aos açudes. A exploração das terras beneficiadas pela Irrigação, igualmente bem impressionaram a S. Exa

Acerca das atividades desses postos, o Sr. ministro estende-se em considerações, particularizando o estudo e aproveitamento das plantas indígenas, especialmente a oiticica, cuja sua existência foi um problema brilhantemente resolvido pelos técnicos do posto agrícola de São Gonçalo.

Além disso, traz as ações envolvendo o RN e a produção de sal.

Sal

O Rio Grande do Norte, o Ceará e Sergipe, e em menor escala o Maranhão, Pernambuco e Bahia, contam entre os seus mais importantes recursos a indústria extrativa do sal de cozinha, cuja exportação anual é orçada por cerca de 800.000 toneladas. A produção, entretanto, pode facilmente atingir de 1 a 2 milhões de toneladas. E, se os Industriais tiverem, como é necessário, melhor organização técnica para o benefício do sal, seria aproveitados seus subprodutos e criadas as indústrias derivadas, aumentando, assim, consideravelmente, as possibilidades do manancial de nossas riquezas.

Será que o RN era tão invisível assim ou a gente não se dá conta? Deixe, portanto, o seu comentário.

Fonte

Achei na Hemeroteca da Biblioteca Nacional, cuja sede fica no Rio de Janeiro. Além disso, busquei jornais que mencionasse a palavra “Rio Grande do Norte”. Portanto, este método que consegui fazer os posts da semana.

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A agricultura do RN era vista com bons olhos na década de 40

Na década de 40, o jornal carioca “A Noite” foi falar das ações do Governo de Getúlio Vargas em relação à região Nordeste do país, no qual se referiam aquela região como Norte, mostrando que o professor Durval Muniz aponta, portanto, em seu livro que “A Invenção do Nordeste” somente aconteceu após a segunda metade do século XX. O Rio Grande do Norte recebe muitas menções nesta reportagem de quase duas páginas de jornais, que era muito grande para aquela época, onde o Rio Grande do Norte mereceu dois tópicos na sua economia. Além disso, pasmem, uma delas não existe mais.   Resumindo, é uma matéria que fala sobre a agricultura do RN nos anos 40. Uma das primeiras empreitadas da Família Marinho O jornal foi um jornal vespertino brasileiro o Rio,  fundado por Irineu Marinho, pai do Roberto Marinho que formaria anos depois as Organizações Globo. Jornal encerrou as suas atividades em 1957, quando a administração já não mais pertencia ao clã. Sobre a matéria da Agricultura no RN nos anos 40 Agora vou reproduzir a matéria na íntegra: No Rio Grande do Norte O Rio Grande do Norte é um grande produtor de algodão de fibras longas. Como em Pernambuco, na Paraíba e no Ceará, os serviços de plantas têxteis do Ministério da Agricultura realizam obra de grande culto nas Estações experimentais norte-rio-grandenses, notadamente na de Seridó, onde o famoso algodão “Mocó”, que constitui a maior riqueza agrícola do Estado, é o objeto de contínuos trabalhos de melhoramento. Manifestou-se o Sr. Fernando Costa muito bem…


Na década de 40, o jornal carioca “A Noite” foi falar das ações do Governo de Getúlio Vargas em relação à região Nordeste do país, no qual se referiam aquela região como Norte, mostrando que o professor Durval Muniz aponta, portanto, em seu livro que “A Invenção do Nordeste” somente aconteceu após a segunda metade do século XX.

O Rio Grande do Norte recebe muitas menções nesta reportagem de quase duas páginas de jornais, que era muito grande para aquela época, onde o Rio Grande do Norte mereceu dois tópicos na sua economia. Além disso, pasmem, uma delas não existe mais.  

Resumindo, é uma matéria que fala sobre a agricultura do RN nos anos 40.

Uma das primeiras empreitadas da Família Marinho

O jornal foi um jornal vespertino brasileiro o Rio,  fundado por Irineu Marinho, pai do Roberto Marinho que formaria anos depois as Organizações Globo. Jornal encerrou as suas atividades em 1957, quando a administração já não mais pertencia ao clã.

Sobre a matéria da Agricultura no RN nos anos 40

Agora vou reproduzir a matéria na íntegra:

No Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte é um grande produtor de algodão de fibras longas. Como em Pernambuco, na Paraíba e no Ceará, os serviços de plantas têxteis do Ministério da Agricultura realizam obra de grande culto nas Estações experimentais norte-rio-grandenses, notadamente na de Seridó, onde o famoso algodão “Mocó”, que constitui a maior riqueza agrícola do Estado, é o objeto de contínuos trabalhos de melhoramento.

Manifestou-se o Sr. Fernando Costa muito bem impressionado com os grandiosos trabalhos de engenharia hidráulica que vem há longos anos realizando

no nordeste a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, cujos serviços experimentais agronômicos, destinados a orientar por meio de postos agrícolas junto aos açudes. A exploração das terras beneficiadas pela Irrigação, igualmente bem impressionaram a S. Exa

Acerca das atividades desses postos, o Sr. ministro estende-se em considerações, particularizando o estudo e aproveitamento das plantas indígenas, especialmente a oiticica, cuja sua existência foi um problema brilhantemente resolvido pelos técnicos do posto agrícola de São Gonçalo.

Além disso, traz as ações envolvendo o RN e a produção de sal.

Sal

O Rio Grande do Norte, o Ceará e Sergipe, e em menor escala o Maranhão, Pernambuco e Bahia, contam entre os seus mais importantes recursos a indústria extrativa do sal de cozinha, cuja exportação anual é orçada por cerca de 800.000 toneladas. A produção, entretanto, pode facilmente atingir de 1 a 2 milhões de toneladas. E, se os Industriais tiverem, como é necessário, melhor organização técnica para o benefício do sal, seria aproveitados seus subprodutos e criadas as indústrias derivadas, aumentando, assim, consideravelmente, as possibilidades do manancial de nossas riquezas.

Será que o RN era tão invisível assim ou a gente não se dá conta? Deixe, portanto, o seu comentário.

Fonte

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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