Negros devem lutar, por dentro do protesto nos EUA

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Entrevista com Laura Rose, manifestante

Laura, como estão as coisas em San Jose, Califórnia? 

Laura: Eu moro no centro da cidade e consigo ouvir todos os helicópteros dia e noite. Algo que posso dizer sobre os protestos:

Quando entrei no centro para os protestos [no primeiro dia], pude ver uma jovem no chão ofegante por ar enquanto ela apertava o estômago. Ao me aproximar, percebi que era uma das minhas amigas que havia sido baleada momentos antes.

Enquanto os manifestantes pediam à polícia que parasse e ouvisse o que eles tinham a dizer, [os policiais] continuaram a empurrar os manifestantes para trás e disparar suas balas de borracha a curta distância. Nunca senti uma energia tão suplicante quanto a dos protestos de San Jose e é algo que levarei comigo para sempre.

Você iria aos protestos novamente? Você notou diferença em como os policiais tratavam as pessoas? 

Laura: Definitivamente voltaria a protestar novamente, mas por causa da pandemia que não vou aos protestos desde então, infelizmente. Definitivamente havia uma diferença! Para os brancos, eles usaram suas palavras, mas com negros e muitas pessoas de cor eram absolutamente impetuosos e definitivamente incitaram a violência

Desconstrução não foi apenas no Setor II da UFRN

Mudei para Washington há quase 8 anos e confesso que ainda há áreas da cidade desconhecidas para mim e somente sei da sua existência através do noticiário e pelas pesquisas que fiz para a Universidade.

Assim como nas regiões periféricas do Brasil e de outras partes do mundo, quase todos os moradores são afetados pela desigualdade social. 

Eu achava que tinha aberto a minha mente e meus ouvidos ao estudar jornalismo na UFRN e andar nos corredores da UFRN, mas ainda vi que tinha muito que desconstruir ao adentrar numa Universidade Católica nos EUA, de maioria composta por negros e latinos. 

Pensava que era fluente em inglês, mas tive que precisar do vocabulário técnico. Essa foi a minha primeira desconstrução. 

A mais importante, no entanto, foi compreender uma cultura bem diferente do que estava acostumada e minha visão dos EUA como intercambista era extremamente limitada.

Estudando nos Estados Unidos e a desconstrução

Estudei quanto a mídia (sim, nós profissionais da mídia!) era preconceituosa, desde com os escravos trazidos da África até a chegada dos latinos, asiáticos e outras etnias que construíram os Estados Unidos com tanto suor. A professora explicou desde o primeiro dia de aula do medo que todos tinham do outro e como o outro é estranho e fascinante.

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Quem sou eu

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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