Bares vão ajudar quilombola e aldeia indígena na quarentena

Tibau do Sul e toda região Agreste está com casos de Coronavírus e a maioria de suas cidades estão com problemas não só com a doença, mas também por não receber turismo. Além disso, famílias carentes estão sentindo na pele, mas pouco divulgado.

Por isso, três bares em Pipa se uniram para ajudar a Quilombola de Sibaúma e Aldeia indígena Catú, vizinhos da praia mais procurada pelos turistas, uma vez que são destinos que precisam de contribuição emergencial. As lives acontecem a partir desta quinta-feira (18) e vão até sábado (30).

Os bares de Pipa são Boobalai, Mikro Ponto Pipa Rock e o Tribus, ambas possuem responsabilidade social, para promover um live festival beneficente e todo o dinheiro arrecadado na nossa vakinha virtual será investido em cestas básicas para ajudar os destinos citados.

No final da postagem tem os artistas que participarão para você dar aquela brechadinha.

Além disso, eles irão fazer uma live beneficente com os artistas locais em parceria com a Budweise.

Essa vakinha pode ser ajudada neste link.

De forma transparente, você doador, pode acompanhar nossa vakinha e o resultado das doações nas redes sociais dos bares.

Confira os artistas que irão participar da live

Covid-19

Covid-19 no RN até 17/06 corresponde 34% dos infectados de maio

A fila de carros para fazer o teste rápido de Covid-19 na Arena das Dunas não é à toa.  As pessoas estão mais infectadas e até esta quarta-feira (17), o mês de junho corresponde a 4015 pessoas infectadas, sendo que boa parte dos doentes estão em Natal.

E o resultado está nítido, uma vez que 30% dos testados deram positivo, conforme mostra esta matéria do Agora RN. Sem contar as UTIs lotadas e os pronto-socorros particulares, por conseguinte, estão fechados.

Utilizando os dados abertos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap), o Brechando fez um levantamento de como está o Estado do Rio Grande do Norte em três meses de pandemia.

Esses dados são analisados todo mês pelo Brechando, no aniversário do isolamento social, veja de abril e maio. 

Se fizer uma relação em escala e proporção, primeiramente, os dados do Drive-Thru correspondem aos infectados por toda Natal, visto que a Sesap e UFRN mostram que a capital potiguar tem 5 mil infectados, sendo que 15 mil são todo o Rio Grande do Norte. Quer dizer, mais de 30% dos doentes estão por aqui.

Em duas semanas de junho, o RN já tem mais infectados do que março e abril juntos e 34% dos confirmados em maio. Mostrando que a curva está crescendo e o resultado é visto com noticiários mostrando a falta de UTI.

Já o número de mortes chegamos a mais de 600 mortes em três meses de “isolamento social”, sendo que os maiores casos são em Natal e Mossoró, mais uma vez. Em duas semanas de junho morreram 227 pessoas, somente em maio todo foram 312 mortes.

Infográfico dos três meses de Covid-19

Confira o infográfico comentando os três meses de quarentena através de uma linha do tempo a seguir.

Você pode, portanto, baixar e compartilhar com os amigos para convencer de parar de furar a quarentena:

https://www.brechando.com/wp-content/uploads/2020/06/3-meses-de-Covid-19-no-RN.pdf

série sobre quarentena

Potiguares lançam série sobre quarentena

Uma série sobre quarentena que acontece em Natal. Esta foi a proposta da atriz Titina Medeiros, Márcia Lohs do Caboré Audiovisual (foto acima do título) e o escritor Márcio Benjamin, que saiu do terror para fazer comédia com as duas. Todo o domingo, haverá a série “As Primas”, com direção de Johan Jean, que mostra um papo com as primas numa videoconferência para falar o que estão fazendo na pandemia.

“Acho que mais do que nunca a sociedade anda precisando de artista, né? E apesar da gente tentar fugir como pôde, o tema da quarentena se instalou e vai ficar mais um bom tempo por aí, ainda mais com o povo vivendo como se estivessem de férias. Aí o que nos restou foi arregaçar as mangas, passar álcool em gel, e seguir em frente, rindo um pouco das situações absurdas que a gente vai vivendo ou presenciando nessa nossa clausura. Se ficar trancado é inevitável, bora rir, meu povo!”, disse Benjamin, roteirista da série. 

Com esse novo normal, essas primas buscam retomar o seu cotidiano. Por isso, elas tentam se adaptar com muita risada e ironia.

O elenco é composto apenas por mulheres. Além de Titina e Márcia, tem Thalita Vaz, Múcia Teixeira, Harlane Rodrigues, Rebeka Carozza e Adriana Borba.

série sobre quarentena
Logo da websérie “As Primas”

Todos os episódios mostram as primas conversando através de videoconferência.

Já Márcia Lohs disse que além do cômico, a série quer provocar uma reflexão ao espectador. “Compartilhar sentimentos e pensamentos de forma crítica é o que nos leva a fazer comédia e este é precisamente o momento na história no qual devemos expressar nossa subjetividade. Pois, é essa subjetividade que dá cabo de produzir um julgamento de uma época e da sociedade na qual vivemos.”

Confira, portanto, o último episódio da série a seguir:

Personagens da série sobre quarentena

Graça (Márcia Lohs) – Debochada e irônica, Graça é a anfitriã. Fazendo o que dá na quarentena, corta um dobrado buscando adequar os afazeres domésticos com as incertezas da falta de grana.

Crisinha (Titina Medeiros) – Mimada e pouco consciente dos perigos da pandemia, Crisinha vive uma vida luxuosa mas bastante solitária junto com seu esposo Enzo, piada constante de Graça pelo pouco interesse que tem em Crisinha e pela verdade que surge quando bebe.

Suênia (Thalita Vaz) – Rica e solitária por opção, Suênia está simplesmente amando a quarentena, pois foi o que sempre viveu. Enrolou o ex-namorado e agora está em seu “castelo de cristal”.

Tia Fátima (Múcia Texeira) – Tia de Graça, uma senhora absolutamente hipocondríaca, totalmente surtada com o perigo de contrair o Covid.

Outros personagens

Janekelly (Harlane Rodrigues) – Ex-diarista, tornou-se “personal faxinator”, uma “coach de limpeza”. Aproveitou a quarentena para se reinventar criando o seu próprio programa “Jane Show”.

Renata (Rebeka Carozza) – Professora e mãe, Renata está em vias de enlouquecer trancada com sua filha pequena, Maria Cecília, uma criança hiperativa e dificuldade em dar aula virtual.

Maria Helena (Adriana Borba) – Uma psicóloga que busca soluções para lidar com as próprias angústias trazidas pela quarentena.

Galega do Alecrim

Por que o apelido “Galega do Alecrim”?

Muita gente ouviu a expressão Galega do Alecrim para se referir de uma forma nada boa ao Agripino Maia, que já foi prefeito, governador e senador. A última eleição geral em 2018 tentou ser deputado federal, mas ficou na suplência. Muitos o consideram filhote da ditadura militar, visto que ele foi o prefeito biônico de Natal, no qual o cargo do Chefe do Executivo Municipal era nomeado pelo Governo Federal na década de 70, período esse que era a Ditadura Militar. Foi ali que surgiu o apelido bem jocoso e hoje é marca de cerveja.

Primeiramente, você nunca vai conseguir pesquisar o motivo, nenhum blog de política, de esquerda ou direita, vai falar do assunto. Mas, se você perguntar a sua avó quem foi Agripino Maia, principalmente se ela for simpatizante de Aluízio Alves, vai responder: “A Galega do Alecrim”.  E, por muito, tempo tive a curiosidade de saber o porquê, já que é super normal no Rio Grande do Norte dá apelido para políticos, ver montagens na internet e dentre outras coisas.

Muitas vezes esses apelidos se popularizaram principalmente na mídia, só olhar a página Desciclopédia que você verá alguns.

Achei uma pesquisa de mestrado do geógrafo Josué Alencar Bezerra, da Universidade Fque fala um pouco sobre o bairro da zona Oeste de Natal e tem um trecho explicando sobre o assunto.

Primeiro vamos falar de história

Quando os americanos vieram à Natal na Segunda Guerra Mundial não foi só Cidade Alta e Ribeira que prosperaram. A implantação da Base Naval, na rua Silvio Pélico, em 1941, obra
construída pelo governo brasileiro com auxílio do governo dos Estados Unidos e instalada na mesma área onde se encontrava a Escola de Aprendizes de Marinheiros.

A Base Naval foi alojada na direção Sul das margens do estuário do Potengi/Jundiaí, era uma das três construídas na cidade, juntamente com a do Exército e da Aeronáutica, para dar suporte principalmente aos estadunidenses que se instalaram na cidade durante o período da Segunda Guerra. Por isso, nesta época, surgiu as primeiras Vilas Navais.

Ao todo são quase 200 casas construídas em parceria Brasil e EUA, além dos clubes da Marinha.

Pós-Guerra e a popularização do Alecrim

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o Alecrim se tornou um bairro extremamente popular, os estudos de Josué Alencar Bezerra apontam que mais de 50% dos natalenses viviam no bairro.

A população existente em Natal, neste período, correspondia a quase o dobro (88,2%) do período que antecedeu a guerra (54.836 habitantes) . Mostrando um crescimento de quase 9% ao ano e uma cidade dotada de novos equipamentos e serviços urbanos expressivos em Natal.

A população do Alecrim só começou a reduzir na década de 70 e 80, com a chegada dos conjuntos habitacionais.

Relação dos prefeitos com o Alecrim

De acordo com o pesquisador, o Alecrim recebeu as primeiras ações públicas após 14 anos de sua fundação, quando Omar O’grady veio a calçar a primeira rua do bairro, que seria a rua José Bernardo, no Baldo. Esta obra chegou até o cemitério e impulsionou, de certa forma, a construção de mais algumas casas naquela área.

Na gestão de Gentil Ferreira de Sousa, o prefeito continuou o calçamento de paralelepípedo das ruas Fonseca e Silva e Amaro Barreto.

Após pouquíssimos investimentos no bairro, no período que José Augusto Varela governou a cidade, o prefeito mandou calçar a rua Silvio Pélico para facilitar o
acesso à Base Naval de Natal, parte das avenidas Presidente Sarmento e Presidente Quaresma, a praça da Feira do Alecrim e parte da avenida Coronel Estevam.

Na gestão do prefeito Djalma Maranhão, as ruas Machado de Assis e Agostinho Leitão, parte da avenida Presidente Bandeira e uma área próxima ao então Mercado do Alecrim foram também calçadas.

Agripino e o Alecrim

O pesquisador chegou a entrevistar alguns moradores do bairro e muitos vangloriavam o Agripino Maia, uma vez as travessas tiveram atenção do poder público.

Todas estas vias localizadas entre a avenida Coronel Estevam e a rua Amaro Barreto foram atendidas. Durante sua estada na prefeitura, parte da rua Leão Veloso, dos Caicós, a João Carlos, a Álvaro Navarro e a Vila Chagas foram pavimentadas

As ruas do Alecrim foram traçadas em forma de xadrez, obedecendo ao sentido Norte-Sul a partir da avenida Presidente Quaresma.

Foi nesse período que ele foi chamado de Galego do Alecrim, por causa do cabelo aloirado e por ter feito muitas ações no bairro. No entanto, questionando sua sexualidade, alguns opositores começaram a chamar de “Galega do Alecrim” e a distorção do apelido pegou pelos opositores do político.

Galega do Alecrim é nome de cerveja

A Cervejaria Raffe é uma empresa de cerveja artesanal, no qual uma de suas marcas se chama “Galega do Alecrim”. De acordo com a descrição no site: “Uma Cream Ale para aplacar a sede e o calor. Cerveja leve e clara, com um perfil neutro e refrescante devido a sua fermentação em temperaturas mais baixas. Essa cerveja é boa em todos os momentos, um coringa, se encaixa em qualquer ocasião, uma homenagem ao bairro mais versátil de Natal”.

A cerveja tem 4% de álcool e é um dos produtos mais populares da empresa.