Ainda no pico da pandemia, RN abre o comércio

O Governo do Estado publicou na noite desta segunda-feira (29) as regras para a abertura do comércio, que começarão nesta terça-feira (30). Abrirão inicialmente as agências de publicidade, salões de beleza e lojas com até 300 metros quadrados e com a porta para rua. Entretanto, a quantidade de infectados pela pandemia do coronavírus ainda está em alta. 

De acordo com o Estado, a abertura do comércio será feita de forma gradual, no qual a primeira fase será feita nessas próximas duas semanas.

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A fase será dividida em três partes. A segunda entretanto será feita na próxima segunda-feira (7), que permitirão a abertura de restaurantes, food trucks e lojas de departamento.

A abertura do comércio divide opiniões, uma vez que entidades empresariais, como Fecomércio, estava pressionando para o retorno das atividades, apesar de que o Estado só chegou no seu pico de infecção da pandemia do Covid-19 apenas em junho e há poucos leitos de UTI na Saúde Pública.

Nesta segunda-feira, o Rio Grande do Norte registrou 42230 infectados e 994 óbitos.

Atualização: Governo divulgou as outras fases da abertura

Fase 2 (15 a 28/07):

 Primeira Fração (15/07):

Academias abertas (sem uso de ar condicionado).

 Segunda Fração (22/07):

 Centros comerciais e galerias (sem ar condicionado).

 Fase 3 (29/07 a 11/08):

 Primeira fração (29/07):

 Alimentação II (Bares e restaurantes (maiores que 300m²)).

 Segunda fração (05/08):

 Academias em funcionamento com uso de ar condicionado;

Shoppings Centers (com ar condicionado)

Compartilhe o infográfico que o Brechando montou para explicar a abertura do comércio

A segunda fase da abertura do comércio será divulgada daqui há duas semanas, quando os resultados da primeira fase serão divulgados. Além disso, todos os estabelecimentos seguirão todas as normas de saúde recomendadas. 

O decreto completo está no Diário Oficial do Estado

https://www.brechando.com/wp-content/uploads/2020/06/1-1-1.pdf

Jéssica

Jéssica conseguiu um abrigo para morar

A cabeleireira potiguar Jéssica Piovani viralizou na internet na semana passada pelo fato de ter fugido à São Paulo após a morte de uma amiga por apedrejamento e estava a morar nas ruas, uma vez que o salão onde trabalhava fechou devido à quarentena do Coronavírus. O vídeo teve mais de 1 milhão de visualizações e muitos se sensibilizaram com a história da trans. Uma boa notícia é que ela conseguiu um lugar para morar.

A jovem, em entrevista ao portal Arrasa, conta que foi acolhida por Marcelo Zill, ativista LGBT conhecido nas terras paulistanas e através de uma vaquinha conseguiu um celular novo, além de uma nova peruca e várias propostas de curso. Ela também recebeu ajuda de pessoas importantes do LGBT, como a drag queen Silvetty Montilla. Dê um play no vídeo a seguir:

 
 
 
 
 
 
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Para saber mais a trajetória da cabeleireira, vamos seguir a sua rede social e ajudar a ter seu próprio salão.

Conheça a história de Jéssica

Jéssica é uma mulher transexual natural de Natal e atualmente está andando nas ruas de São Paulo. Para a equipe do Projeto Existimos, que ajuda mulheres e homens trans em situação de rua, ela conta como está sendo difícil a sua vida, visto que está passando em diversas situações de risco.

Em quatro minutos, Jéssica conta a história da Luana, sua amiga, que faleceu após ter sido apedrejada. Com medo, Jéssica cortou os cabelos e fugiu da capital do Rio Grande do Norte, sob a justificativa de “para que pudesse esconder a sua identidade”.

De acordo com a Jéssica, ela estava trabalhando como cabeleireira e por conta do fechamento do salão por causa da quarentena. Como consequência, ela não tinha dinheiro para pagar o aluguel e assim resolveu morar na rua. “O meu dom sempre foi trabalhar em salão de beleza”, afirmou. O caso de Luana nunca foi investigado pela Polícia Civil do RN. “Bati de frente com o delegado. Faz um ano (que ela morreu) e o laudo da investigação ainda não saiu.”.

Veja o vídeo completo, que tem mais de um milhão de visualizações, a seguir:

https://www.instagram.com/tv/CBxjMTMnj5U/?igshid=ha1pfzcolnzv

Após a repercussão do primeiro vídeo, a equipe do Projeto Existimos reencontrou com Jéssica e agradeceu o apoio. “Obrigada por está mobilizando não só por mim, mas também por todas as pessoas”. Veja:

https://www.instagram.com/p/CB1SBYHHsKU/

Para ajudar Jéssica e outras trans, você pode clicar neste link.

Marta Jussara, a potiguar que virou Miss Brasil

Embora que não esteja tão em alta, os concursos de Miss ainda chamam atenção. No final da década de 70, uma potiguar se tornou a primeira Miss Brasil natural do estado do Rio Grande do Norte. O seu nome era Marta Jussara, nascida em Mossoró no dia 10 de agosto de 1958, o seu pai era funcionário do Aeroporto de Mossoró, residindo naquela cidade.

Quando Marta Jussara tinha dois anos de idade, seu pai foi transferido para São Paulo, onde ela viveu a infância e a juventude. Por isso, muitas vezes, em sua biografia, diz que ela é natural da cidade de São Paulo.

Com a aposentadoria, toda a família voltou para Mossoró, inclusive Marta, que tentou, sem êxito, concluir seu curso de Comunicação Social.

Marta Jussara com as segunda e terceira colocadas no Miss Brasil

Foi indicada pela Associação Cultural e Desportiva Potiguar de Mossoró para representar o Rio Grande do Norte no Miss Brasil 1979, no qual ela venceu e pegou o primeiro lugar, tornando a primeira Miss do estado a receber o título de Miss Brasil, algo que iria acontecer apenas no ano de 2009 com Larissa Costa.

A seguir uma nota de como foi a recepção em Mossoró após o Miss Brasil:

No concurso de Miss Universo, realizado em 19 de julho de 1979 em Perth, na Austrália, ficando em quarto lugar e no quesito traje típico foi a segunda colocada. Aqui um copilado com todas as fotos da então Miss:

 

Era do RN ou não?

Marta, de preto, com as vencedoras do Miss Universo de 1979

Uma curiosidade é que ela ficou conhecida como “Miss Ingrata” pelo fato de ter falado que era de São Paulo durante o concurso de Miss Universo e não em Mossoró, causando, portanto, uma grande revolta pelos potiguares. Por causa disso, ela falou em entrevista a Manchete.

Não é verdade que eu nasci e me criei em São Paulo. Nasci em Mossóro e minha família se mudou para São Paulo quando eu tinha dois anos.

Em Mossoró e Natal eu ia passar férias ou visitar amigos.

Fiquei muito chateada com as histórias que inventaram sobre o local onde nasci, esquecendo que várias foram as misses que não nasceram no estado que representaram o Brasil.

Uma outra curiosidade foi no Miss Universo, quando classificada entre as 12 semifinalistas, Marta Jussara respondera em português.

Depois, ela casou e se mudou para Itália, onde constituiu uma família, entretanto em 2010 voltou ao Brasil, residindo em São Paulo.