Início » Cidades » O que aconteceu com os servidores do Bandern pós-fechamento?

O que aconteceu com os servidores do Bandern pós-fechamento?

Bandern

Quando foi fechado, em 1990, o Badern tinha 56 agências em todo o estado.

Compartilhe:

“Fulano trabalhou no Bandern”.

Provavelmente você escutou a frase de algum amigo ou parente seu para se referir uma extinta instituição pública no estado do RN. Na verdade, era a sigla para Banco do Estado do Rio Grande do Norte e funcionava em moldes similares ao Banespa, em São Paulo. 

A sua fundação aconteceu em 1909, quando o então governador do estado, Augusto Tavares de Lyra, fundou o Banco de Natal. A sua sede ficava na avenida Duque de Caxias, onde por muito tempo também funcionou a sede do Procon estadual, do lado do tradicional Edifício Bila.

Quando foi fechado, em 1990, o Badern tinha 56 agências em todo o estado e seu nome era colocado no mesmo patamar de bancos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Apesar do processo de liquidação do banco ter começado antes, somente em 2008  a instituição foi completamente liquidada.

Na época que não existia bancos virtuais, ter um Bandern no interior ajudava a enviar e receber dinheiro de outras cidades sem precisar viajar. Era lá que os servidores recebiam os seus salários.

O que aconteceu depois

A venda do Bandern até hoje apresenta divisões mistas acerca do assunto. Para alguns, acabou com os chamados “cabides de emprego” e outros acreditam que a falta uma estrutura que controle a máquina financeira do Governo do Estado. 

Mas, o que aconteceu com os servidores do Bandern após o fechamento do banco? Alguns pediram para sair e outros foram remanejados para outros órgãos do Governo do Estado, mas encontram dificuldades de se encaixar. Por quê? Devido o banco ser uma Sociedade Anônima, ou seja, empresa pública, os mesmos não se encaixam no conceito de “servidores públicos”, mas “empregados públicos”. 

Logo, alguns trabalhadores trabalham como se fossem CLT e gera um impasse em saber o que fazer com esse montante de pessoal. 

Os servidores, por sua vez, passaram a receber suas renumerações através do Banco do Brasil.

Você sabia a história do Bandern? Deixe aqui, portanto, o seu comentário. 

Tags

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimos posts

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

Clique aqui para saber mais.

Arquivos

Chuva de palavras

Alecrim Arte banda Brechando Campus Party carnaval Cidade Cidade Alta Cidades cinema Covid-19 Cultura curiosidades Dosol entrevista Evento eventos Exposição feminismo Festival filme filmes Historia lgbt livro Mada mossoró Mudanças Mulher Música Natal pesquisa Peça potiguar Praia projeto Quarentena Ribeira Rio Grande do Norte RN Rolé Show Teatro UFRN ônibus