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Um show de punk no meio do sebo

Neste fim de semana, o Brechando visitou um festival que aconteceu no meio do sebo de Cidade Alta e olhe o nosso relato. Saiba mais no Brechando!

Fiquei na dúvida inicialmente se iria ou não iria. Mas, resolvi me aventurar em uma festa punk no meio de um sebo localizado na Cidade Alta. Quando pensamos em sebo, aquele local abarrotado de livros que não tem espaço para ninguém. E olha que já falamos da Faster Pizza.

O Seburubu é diferente, uma vez que traz livros, discos, quadrinhos e também manifestações artísticas. Não recebe só os antigos, mas o novo também. Por isso, nada como falar do Festival Nada, que é uma tiração de onda com o Mada, sendo que voltada para a cena punk.

O local escolhido não poderia ser mais emblemático: um sebo repleto de livros antigos e vinis raros, inclusive de bandas tradicionais do punk. A atmosfera já exalava rebeldia e energia, mesmo antes de entrar.

Era tanta gente que alguns preferiram ficar no lado de fora, fumando e bebendo, além de colocar as fofocas em dia. Entretanto, se quisesse entrar para ver as bandas mais de perto, tinha que pagar 10 reais ou um absorvente. O objetivo era evitar o aumento da pobreza menstrual para as moradoras de rua.

Ao passar pela porta que dava acesso aos palcos, fui imediatamente envolvido por uma mistura única de música pulsante, conversas acaloradas e risadas estridentes. O espaço era pequeno, mas isso apenas intensificava a sensação de proximidade e camaradagem entre os presentes.

O cheiro de cigarros e cerveja permeava o ar, enquanto pessoas tatuadas e vestidas de preto dançavam desenfreadamente ao som das guitarras distorcidas e uma polga improvisada. Era uma celebração caótica da individualidade e da expressão pessoal.

Claro que evento punk tinha que falar de política

Conversas sobre política, filosofia e arte enchiam o ambiente, intercaladas com gargalhadas e provocações irreverentes. A energia vibrante e a sensação de pertencimento eram palpáveis, fazendo com que todas se sentissem parte de algo maior.

Mesmo diante dos atrasos, a noite seguiu em um ritmo frenético, com apresentações enérgicas de bandas locais. Era uma ode à contracultura, um escape da realidade mundana para um espaço onde a confiança reinava.

Ao deixar o sebo, senti-me revigorada e inspirada. Aquela experiência de imersão na cena punk me mostrou que, apesar das adversidades e da desordem, a música e a camaradagem podem transformar um lugar comum em um mundo próprio.

Confira as fotos, portanto, a seguir:

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Um show de punk no meio do sebo

Neste fim de semana, o Brechando visitou um festival que aconteceu no meio do sebo de Cidade Alta e olhe o nosso relato. Saiba mais no Brechando!

Fiquei na dúvida inicialmente se iria ou não iria. Mas, resolvi me aventurar em uma festa punk no meio de um sebo localizado na Cidade Alta. Quando pensamos em sebo, aquele local abarrotado de livros que não tem espaço para ninguém. E olha que já falamos da Faster Pizza.

O Seburubu é diferente, uma vez que traz livros, discos, quadrinhos e também manifestações artísticas. Não recebe só os antigos, mas o novo também. Por isso, nada como falar do Festival Nada, que é uma tiração de onda com o Mada, sendo que voltada para a cena punk.

O local escolhido não poderia ser mais emblemático: um sebo repleto de livros antigos e vinis raros, inclusive de bandas tradicionais do punk. A atmosfera já exalava rebeldia e energia, mesmo antes de entrar.

Era tanta gente que alguns preferiram ficar no lado de fora, fumando e bebendo, além de colocar as fofocas em dia. Entretanto, se quisesse entrar para ver as bandas mais de perto, tinha que pagar 10 reais ou um absorvente. O objetivo era evitar o aumento da pobreza menstrual para as moradoras de rua.

Ao passar pela porta que dava acesso aos palcos, fui imediatamente envolvido por uma mistura única de música pulsante, conversas acaloradas e risadas estridentes. O espaço era pequeno, mas isso apenas intensificava a sensação de proximidade e camaradagem entre os presentes.

O cheiro de cigarros e cerveja permeava o ar, enquanto pessoas tatuadas e vestidas de preto dançavam desenfreadamente ao som das guitarras distorcidas e uma polga improvisada. Era uma celebração caótica da individualidade e da expressão pessoal.

Claro que evento punk tinha que falar de política

Conversas sobre política, filosofia e arte enchiam o ambiente, intercaladas com gargalhadas e provocações irreverentes. A energia vibrante e a sensação de pertencimento eram palpáveis, fazendo com que todas se sentissem parte de algo maior.

Mesmo diante dos atrasos, a noite seguiu em um ritmo frenético, com apresentações enérgicas de bandas locais. Era uma ode à contracultura, um escape da realidade mundana para um espaço onde a confiança reinava.

Ao deixar o sebo, senti-me revigorada e inspirada. Aquela experiência de imersão na cena punk me mostrou que, apesar das adversidades e da desordem, a música e a camaradagem podem transformar um lugar comum em um mundo próprio.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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