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Esta Igreja de Extremoz está em ruínas

A foto acima foi em 1903 e mostra a existência apenas da fachada da Igreja de São Miguel. O templo fica em Extremoz, na Grande Natal. Na época, o monumento tinha 300 anos de vida e estava começando a ruir. Hoje, o espaço resta apenas ruínas, porém virou um ponto turístico da região. Origem do Prédio Inicialmente, Extremoz tinha como primeiros habitantes os índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. No entanto, em 1607, os jesuítas receberam estas terras. Eles foram principais responsáveis pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Em 1759, entretanto, os jesuítas eram expulsos da região. Assim, surgiu a Vila Nova de Estremoz do Norte, no qual tinha 1 429 habitantes. Era um importante centro econômico e pecuarista. A destruição da Igreja de Extremoz São várias lendas em torno do assunto, uma vez que alguns moradores nativos contam que descobriram um tesouro pertencente aos jesuítas enterrado no alicerce do templo, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel. O tesouro nunca foi encontrado. De acordo com o atual pároco, Padre João Pedro Sobrinho, a igreja primitiva era a mais bela construída no estilo colonial. Media 16 metros de altura, 13m de largura e 30m de comprimento. As paredes tinham 80 centímetros de largura. Hoje, há apenas alguns pedaços das paredes, no local. No mesmo espaço, se encontra um cruzeiro, que era o marco dos jesuítas, quando chegavam para um lugar para a missão. Os janelões do antigo templo, todavia,…

A foto acima foi em 1903 e mostra a existência apenas da fachada da Igreja de São Miguel. O templo fica em Extremoz, na Grande Natal. Na época, o monumento tinha 300 anos de vida e estava começando a ruir. Hoje, o espaço resta apenas ruínas, porém virou um ponto turístico da região.

Origem do Prédio

Inicialmente, Extremoz tinha como primeiros habitantes os índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. No entanto, em 1607, os jesuítas receberam estas terras. Eles foram principais responsáveis pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru.

Em 1759, entretanto, os jesuítas eram expulsos da região. Assim, surgiu a Vila Nova de Estremoz do Norte, no qual tinha 1 429 habitantes. Era um importante centro econômico e pecuarista.

A destruição da Igreja de Extremoz

São várias lendas em torno do assunto, uma vez que alguns moradores nativos contam que descobriram um tesouro pertencente aos jesuítas enterrado no alicerce do templo, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel.

O tesouro nunca foi encontrado.

De acordo com o atual pároco, Padre João Pedro Sobrinho, a igreja primitiva era a mais bela construída no estilo colonial. Media 16 metros de altura, 13m de largura e 30m de comprimento. As paredes tinham 80 centímetros de largura.

Hoje, há apenas alguns pedaços das paredes, no local. No mesmo espaço, se encontra um cruzeiro, que era o marco dos jesuítas, quando chegavam para um lugar para a missão.

Os janelões do antigo templo, todavia, são portas para a atual Matriz. A pia batismal também está na nova Igreja de São Miguel. Reza a lenda que Felipe Camarão batizou nesta igreja em 1692.

Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e tombaram em 1990. A seguir algumas fotos das ruínas a partir de fotografias da internet.

Extremoz atualmente

Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte juntou com o povoado de Boca da Mata, com a denominação de “Vila de Ceará Mirim”. Já em 1892, virou o distrito pertencente à Ceará-Mirim. Em 4 de abril de 1963, Extremoz emancipou de Ceará-Mirim e tornou-se novo município.

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    Esta Igreja de Extremoz está em ruínas

    A foto acima foi em 1903 e mostra a existência apenas da fachada da Igreja de São Miguel. O templo fica em Extremoz, na Grande Natal. Na época, o monumento tinha 300 anos de vida e estava começando a ruir. Hoje, o espaço resta apenas ruínas, porém virou um ponto turístico da região. Origem do Prédio Inicialmente, Extremoz tinha como primeiros habitantes os índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. No entanto, em 1607, os jesuítas receberam estas terras. Eles foram principais responsáveis pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Em 1759, entretanto, os jesuítas eram expulsos da região. Assim, surgiu a Vila Nova de Estremoz do Norte, no qual tinha 1 429 habitantes. Era um importante centro econômico e pecuarista. A destruição da Igreja de Extremoz São várias lendas em torno do assunto, uma vez que alguns moradores nativos contam que descobriram um tesouro pertencente aos jesuítas enterrado no alicerce do templo, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel. O tesouro nunca foi encontrado. De acordo com o atual pároco, Padre João Pedro Sobrinho, a igreja primitiva era a mais bela construída no estilo colonial. Media 16 metros de altura, 13m de largura e 30m de comprimento. As paredes tinham 80 centímetros de largura. Hoje, há apenas alguns pedaços das paredes, no local. No mesmo espaço, se encontra um cruzeiro, que era o marco dos jesuítas, quando chegavam para um lugar para a missão. Os janelões do antigo templo, todavia,…

    A foto acima foi em 1903 e mostra a existência apenas da fachada da Igreja de São Miguel. O templo fica em Extremoz, na Grande Natal. Na época, o monumento tinha 300 anos de vida e estava começando a ruir. Hoje, o espaço resta apenas ruínas, porém virou um ponto turístico da região.

    Origem do Prédio

    Inicialmente, Extremoz tinha como primeiros habitantes os índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. No entanto, em 1607, os jesuítas receberam estas terras. Eles foram principais responsáveis pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru.

    Em 1759, entretanto, os jesuítas eram expulsos da região. Assim, surgiu a Vila Nova de Estremoz do Norte, no qual tinha 1 429 habitantes. Era um importante centro econômico e pecuarista.

    A destruição da Igreja de Extremoz

    São várias lendas em torno do assunto, uma vez que alguns moradores nativos contam que descobriram um tesouro pertencente aos jesuítas enterrado no alicerce do templo, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel.

    O tesouro nunca foi encontrado.

    De acordo com o atual pároco, Padre João Pedro Sobrinho, a igreja primitiva era a mais bela construída no estilo colonial. Media 16 metros de altura, 13m de largura e 30m de comprimento. As paredes tinham 80 centímetros de largura.

    Hoje, há apenas alguns pedaços das paredes, no local. No mesmo espaço, se encontra um cruzeiro, que era o marco dos jesuítas, quando chegavam para um lugar para a missão.

    Os janelões do antigo templo, todavia, são portas para a atual Matriz. A pia batismal também está na nova Igreja de São Miguel. Reza a lenda que Felipe Camarão batizou nesta igreja em 1692.

    Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e tombaram em 1990. A seguir algumas fotos das ruínas a partir de fotografias da internet.

    Extremoz atualmente

    Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte juntou com o povoado de Boca da Mata, com a denominação de “Vila de Ceará Mirim”. Já em 1892, virou o distrito pertencente à Ceará-Mirim. Em 4 de abril de 1963, Extremoz emancipou de Ceará-Mirim e tornou-se novo município.

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      Desenho do ilustrador Um Samurai

      Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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