pornô em Natal

Um italiano gravou um pornô em Natal nos anos 90

Um belo dia estava conversando no Whatsapp com os meus amigos quando um deles me entrega um link e disse: “Gravaram um pornô em Natal no final dos anos 90”. E, realmente, gravaram, visto que você consegue ver o Morro do Careca, gravação do quarto no Motel Dhunas (um dos mais famosos da cidade), o Nordestão do Cidade Jardim e dentre outros pontos da cidade. E, detalhe, o filme é famoso na Itália.

A sinopse do filme com mais de 500 mil visualizações em um dos sites mais famosos de exibição de filmes constitui na seguinte forma: Um italiano viajará para as terras brasileiras para conhecer as mulheres e fazer muito sexo.

Claro que não vamos divulgar as imagens das mulheres, porque muitas não apareceram por livre espontânea vontade. Vamos focar na imagem do ator, que é famoso na Itália por ter quase mil filmes.

Além disso, o filme é gravado de uma forma totalmente amadora e, claramente, você ver que as participantes da produção eram garotas de programas locais pela timidez e um forte sotaque nordestino, que provavelmente não receberam alguma grana e foram mais uma vez vítimas do sexo turismo.

Em algumas cenas eram comuns filmar mulheres que eles consideravam bonita sob uma perspectiva de fazer uma entrevista. As participantes, pensando que seria um simples programa ou uma entrevista, tiveram suas imagens expostas e replicadas na rede de computadores, acreditando que nunca as tornaria público.

Quem foi o ator pornô

O ator principal se chama Andrea Nobili e até hoje faz filmes de conteúdo adulto na Itália, sendo voltado para produção e direção de outros artistas, como o Rocco, que tem até documentário no Netflix. Hoje, suas produções têm como atrizes transexuais como protagonistas.

Ele tem atualmente 62 anos e natural da região de Bolonha. Nos anos 90, ele começou a fazer filmes adultos e um deles foi este que será o mote desta postagem. Além disso, é uma série de viagens que o ator fez para diversos países fazendo sexo com as prostitutas.  Se jogar no Google, portanto, você vai ver vários títulos deste filme.

O que é o sexo turismo?

Quem viveu nas décadas de 90 e 2000 em Natal sabe que muitos italianos vieram para Natal com o objetivo de fazer turismo de prostituição. Quer dizer, eles vinham apenas para cá com o objetivo de fornicar as mulheres. Neste período, portanto, surgiram diversas casas de shows e prostíbulos. Como resultado, o turismo sexual interage com outras práticas ilícitas, tais como: exploração sexual, abuso sexual, prostituição.

Além disso, pode incluir a pedofilia e estupro de vulnerável, uma vez que existe a participação de menores de idade na prostituição.

Além de filmes pornôs, o sexo turismo ajudou a fomentar diversos centros comerciais na região de Ponta Negra, onde boa parte do filme acima foi filmado. O turismo sexual, portanto, envolve diversos crimes citados acima, sendo assim, qualquer dono de empreendimento pode ser um estimulador do sexo turismo, como: hotel, motéis, restaurantes, boates, casas de shows, etc.

Quem não se lembra do Ilha da Fantasia?

Anos depois, o Ministério Público conseguiu fechar o Ilha da Fantasia. A investigação descobriu que as strippers e prostitutas da casa eram vítimas de tráfico humano, uma vez que foram obrigadas a realizar estas atividades. Inicialmente, elas recebiam propostas em que acreditariam trabalhar apenas como modelo.

Os proprietários foram presos em 2005 através de uma operação da Polícia Federal. Assim como outras casas foram fechadas neste período.

A exploração sexual ainda existe

O turismo sexual deixa marca seja qual for o lugar. Muitos lugares receberam má fama, tornando-se paisagens onde o machismo impera. Por mais que existam campanhas contra a ação nos últimos 10 anos e a diminuição da vinda de Europeus por conta da crise econômica de 2009, ainda é comum ver mulheres sendo pagas pelos estrangeiros a fazerem sexo.

Desde 2008, a prática do turismo sexual tem diminuído no calçadão da orla da praia. Por isso, as atividades migraram para outras regiões do bairro de Ponta Negra. Entre elas, no entanto, o complexo de bares na Rua Manoel Augusto Bezerra de Araújo.

A turismóloga Ancleia Laranjeira realizou sua dissertação do mestrado na UFRN mostrando os pontos negativos do turismo sexual em Ponta Negra, a partir de entrevistas com os comerciantes. O resultado aponta que 45% reconhecem que a praia teve a redução de sua reputação por conta da prostituição.

Além disso, 71% dos turistas reclamaram à pesquisadora sobre o turismo sexual na praia.

Como denunciar o sexo turismo e a exploração sexual de crianças e adolescentes

A exploração sexual de crianças e adolescentes virou crime hediondo no Brasil, em 2014. Além de pegar até 10 anos de prisão em regime, inicialmente, fechado, quem cometer esse crime não terá direito à fiança. A pena também se estende a todos que facilitam e se envolvem nesse crime contra vítimas tão vulneráveis.

Para denunciar qualquer caso de violência sexual infantil, é necessário procurar o Conselho Tutelar, Delegacias Especializadas ou ligar para o Disque 100. Em Natal, também estão disponíveis os telefones 98870-3861 ou 98870-3327 que apuram situações de risco, vulnerabilidade e casos de violação de direitos humanos.

O serviço é feito pela equipe de Abordagem Social da Semtas, durante o ano inteiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 24h. A denúncia pode ser anônima.

E aí, vocês vêm ainda sexo turismo em Natal? Deixa aqui o seu comentário.

Juliana Linhares

Juliana Linhares voltas as terras natalenses com “Perdendo O juízo”

Mesmo morando no Sudeste há algum tempo, Juliana Linhares nunca perdeu primeiramente as suas relações com o Rio Grande do Norte. Recentemente, a cantora lançou o EP “Perdendo o Juízo”, visto que faz parte do projeto da Guria Produtora de fomentar as artistas, chamada de Pólen Aceleradora.

Além disso, o contato com o Nordeste não para, uma vez que a produção do disco é da cantora baiana Josyara.

A vocalista do Pietá ainda lançará o seu álbum em todas as plataformas digitais na próximo dia 11 de dezembro. Além disso, para fazer o pré-save nas plataformas, só clicar aqui.  Entretanto, uma semana antes, na próxima sexta-feira (4), ela também lançará o primeiro single, a cantora potiguar lança uma parceria inédita com a cantora, compositora e atriz Julia Branco.

Juliana resolveu se arriscar em 2020

Mas, por que fazer um disco solo? Em release enviado pela imprensa, portanto, a Juliana falou:

“Depois de anos trabalhando na música como intérprete, em projetos como Pietá e Iara Ira, ambos com discos lançados, comecei a sentir uma necessidade grande de fazer canções, de me experimentar no lugar de compositora”.

Quarentena abriu seus horizontes para seu lado compositora

Para a imprensa, ela comentou um pouco de como foi compor no início da quarentena:

“O fato de conviver com compositores muito aplaudidos adiava minha coragem, mas na quarentena entendi a importância de tentar. Era uma solidão enorme e precisei demais de mim, de mim com saúde, com desejo. Além disso, comecei a arranhar um violão, a guardar gravações e apostar nos meus improvisos, e de repente senti um baque no coração: “preciso fazer um disco meu. Agora”. E fui tentando. Era tipo uma salvação dos dias, um amparo, uma vez que ajuda pra levantar. Fui catando parcerias. Como resultado, abri para coisas antigas e me animei.”

O que é a Polén Aceleradora

É o selo musical da Guria Produtora, uma vez que quer revelar os talentos das mulheres na música. Juliana recebeu o convite da Camila Pedrassoli, uma das idealizadoras da Guria para esta aventura.

“Eu sou aventureira e resolvi aceitar. Mesmo achando uma loucura fazer um EP do zero e rápido demais e lançar antes do disco que estou criando. Era dar um arrodeio no caminho do que estava fazendo e brincar com outra proposta. Lidar com inseguranças, com aprendizados diários e com o exercício da liberdade de deixar as coisas irem simplesmente. É meu primeiro lançamento encarando meu nome, eu que gosto de andar com galeras, grupos, bandas. Ai que nervoso!”, relatou.

Também há mais projeto

Para este novo processo, Juliana Linhares buscou parcerias com artistas que admira. Além do single e do EP, o novo trabalho também contará com vídeo dentro do projeto Ação Camomila.

“Para a equipe de vídeo convidei duas amigas que tem os corações escancarados de paixão por realizar e com quem eu queria muito trabalhar: Larinha Dantas e Mylena Sousa (autora da imagem acima do título). Elas se desdobraram em todas as partes possíveis. Ainda mais juntas levantamos o material audiovisual que será exibido no Festival. Estamos em fase de finalização e cada encontro de Zoom é aquele misto de loucura, ansiedade e saudade e orgulho e amor. Eduardo Pinheiro chegou junto demais na mix e na master, criando formas novas à distância com tanto carinho e cuidado.”

Juliana Linhares finaliza falando, portanto, da expectativa para o lançamento. “Agora estamos unindo assessorias junto a toda a mulherada da Guria Produtora para parir essa parada pro mundo. Agradeço demais à Juliana Furtado e à Camila, à Tailla Jorge, que fez make nas fotos, à Lucas Canavarro que fez o projeto gráfico das capas, à Rapport pela parceria. Esse negócio de “solo” não existe, existe é a Pólen e esse bando de mulher querendo ocupar seus espaços na música. Que poderoso ser parte. Nem sei. Vem aí e eu não durmo mais.”

 

Luanda Kívia de Oliveira Rodrigues

Luanda acha lubrificante biodegradável para metalurgia

Luanda Kívia de Oliveira Rodrigues era estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Dentro da instituição de ensino criou uma base de óleo de soja para a produção de lubrificante biodegradável. Esse produto tem como destino àss máquinas da indústria metalúrgica, de qualidade e resistente à ação oxidativa.

A ação foi feita com o professor José Ubiragi de Lima Mendes, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) da UFRN.

Os cientistas situaram que óleos lubrificantes, de forma geral, são compostos por óleo base e aditivo. No caso dos lubrificantes utilizados na indústria metalúrgica, em torno de 99% é óleo base e 1% é aditivo.

Na pesquisa, Luanda obteve o éster (composto) do óleo de soja, uma vez que substitui o óleo base na produção do lubrificante. O produto nasce já com uma boa opção de matéria-prima, porque o Brasil é referência mundial em produção da semente de soja.

Atualmente o óleo para empresas metalúrgicas são mineral ou sintético

O óleo base dos lubrificantes encontrados no mercado é de origem mineral ou sintético. Por isso, causa danos ao meio ambiente desde a sua produção até o descarte indiscriminado. Para o descarte final adequado há, inclusive, um custo de tratamento deste lubrificante utilizado.

Para Luanda, além de constituir-se em uma ferramenta para a abertura de um novo mercado, uma vez que pode caminhar também para um avanço na indústria agrícola do país.

O éster produzido a partir de óleo vegetal, nesse caso de soja, é um produto ecologicamente correto, biodegradável e, por isso, não oferece risco ao operador, pessoa que normalmente mais entra em contato com o mesmo, nem ao meio ambiente, como os lubrificantes existentes no mercado.

Assim, forma um filme protetor entre partes sólidas, aumentando a vida útil da ferramenta e melhorando o acabamento superficial da peça, à medida que protege o meio ambiente e o operador.

O que Luanda Kívia de Oliveira Rodrigues faz atualmente

Hoje, Luanda Kívia de Oliveira Rodrigues é professora no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Além disso, ministra as disciplinas para o curso técnico em refrigeração, técnico em mecânica, graduação de Engenharia Mecânica e no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Sistemas e Produtos (PPGESP – Mestrado Profissional).