Covid-19 em 9 meses

12 fatos que sabemos sobre Covid-19 em 9 meses

Poderia ser um diário de gravidez ou relatando algum parto. Mas, foram 270 dias que boa parte das pessoas deste país estão em casa, fazendo todos os seus trabalhos e encontros à distância por conta de um inimigo invisível. Este inimigo invisível, no entanto, tem nome e sobrenome: Sars-Cov-2. Entretanto, vocês a conhecem como Covid-19 ou pelo nome de Coronavírus.

Sim, nós estamos acompanhado a Covid-19 em 9 meses.

Mas, afinal, o que sabemos desta doença tão perigosa? Utilizando o jornalismo de dados e usando base os dados da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vamos divulgar estas informações. Ainda mais vamos divulgar dados do Ministério da Saúde.

Além disso, serão 12 informações sobre a doença que está começando a piorar novamente. E, o mais importante, mais do que nunca temos que manter a higiene e evitar aglomerações.

1) A Gripe Aviária pertence a mesma família do Covid-19

Sim, elas pertencem o mesmo grupo de vírus. Primeiramente, a MERS-CoV foi identificado em 2012 como a causa da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS). O SARS-CoV foi identificado em 2003 como a causa de um surto de síndrome respiratória aguda grave, que começou na China cerca de no fim de 2002.

Mas, as três são síndromes respiratórias bastante agudas e precisam de cuidados.

2) Não é uma gripezinha, pois pode trazer sequelas para sobreviventes em casos mais graves

Muitos tratam a gripe como uma doença simples ou fácil de curar, embora nós sabemos que um simples descuido pode levar a morte, uma vez que mexe com o nosso sistema respiratório. Já o Covid-19 pode mexer com outras funções do corpo.

Além de problemas com o trato respiratório, como tosse, dispneia, coriza, e dor de garganta, outros sintomas consistentes incluindo, mialgias, distúrbios gastrointestinais (diarreia/náuseas/vômitos), perda ou diminuição do olfato (anosmia) ou perda ou diminuição do paladar (ageusia).

Em casos mais graves, o paciente pode perder a oxigenação e precisar ser entubado para que mantenha o oxigênio do seu corpo, gás importante para nos manter vivo.

3) Afinal, quem foi o paciente zero no Rio Grande do Norte?

O paciente zero do Covid-19 foi constatado em 12 de março de 2020, quando um casal retornou de uma viagem à Europa e assim registrou o primeiro caso no Rio Grande do Norte.

4) Estes são os dados do RN com Covid-19 em 9 meses

Meses Casos Confirmados Morte
Março 469 5
Abril 2629 62
Maio 14.589 363
Junho 22.189 830
Julho 16.473 719
Agosto 9952 311
Setembro 7194 140
Outubro 8236 90
Novembro 14.806 468
Dezembro (Até 14/12) 2132 69

5) Não existe imunidade para quem contraiu a doença

O primeiro caso de reinfecção foi confirmado no Rio Grande do Norte. É uma paciente que reside em Natal. A mulher, de 37 anos, é profissional de saúde e atua nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Além disso, o caso é considerado o primeiro de reinfecção por ser o único até o momento a constatar a presença de linhagens distintas do vírus SARS-CoV2 nas amostras coletadas e analisadas por todos os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde.

6) Os piores estados de Covid-19 no Brasil ainda está em São Paulo

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia são os maiores casos da doença em dezembro deste ano. O valor de infectados em SP no 12º mês de ano é 90% a mais que no Rio Grande do Norte em nove meses. Ou seja, quanto mais gente, mais rápido o vírus prolifera.

7) As piores cidades do Rio Grande do Norte com casos são Natal e Mossoró

As duas maiores cidades são também as maiores com números de pessoas doentes, sendo que em Natal tem 31.119 casos confirmados e 9780 em Mossoró.

8) Todas as 167 cidades potiguares já tiveram contato com o Covid-19 em 9 meses

Não existe alguma cidade que escapou do Coronavírus, todas as cidades já registraram a doença em maior ou menor grau.

9) 3% dos potiguares já foram infectados pelo novo coronavírus

O estado tem mais de três milhões de habitantes, mas apenas 3% já pegou o novo coronavírus, embora todas as cidades tenham registros da doença.

10)Ao todo, o Rio Grande do Norte em 100 mil casos confirmados

Em nove meses, o RN tem 100 mil caos confirmados, quase o equivalente ao número de mortos neste período durante todo o Brasil. No entanto, o número de mortes, até o momento é quase 3 mil pessoas. O equivalente à 0,1% da população potiguar.

11) Duas cidades do RN só apresentam 13 casos de Covid-19 em 9 meses

São dois municípios que registram apenas 13 casos, respectivamente, que são Jardim de Angicos e Pedra Preta. Além disso, a cidade de Venha-Ver está na colocação com a menor quantidade de doentes, uma vez que apenas 21 pessoas tiveram.

12) 26 cidades não tem número de mortes

As cidades foram, por sua vez, São José do Seridó, Galinhos, Vila FLor, Frutuoso Gomes, Pilões, Martins, São Vicente, Rafael Godeiro, Francisco Dantas, Lucrécia, Serrinha dos Pintos, Viçosa, Almino Afonso, Timbaúba dos Batistas, Tenente Laurentino Cruz, Senador Elói de Souza, Riacho de Santana, Passagem, São Bento do Norte, João Dias, Santana do Seridó, Equador, Ipueira, Bodó, Jardim de Angicos e Pedra Preta.

E, aí, como você está se cuidando? Deixe aqui, portanto, o seu comentário e não deixe de acessar o Brechando.com.

Igreja de Extremoz

Esta Igreja de Extremoz está em ruínas

A foto acima foi em 1903 e mostra a existência apenas da fachada da Igreja de São Miguel. O templo fica em Extremoz, na Grande Natal. Na época, o monumento tinha 300 anos de vida e estava começando a ruir. Hoje, o espaço resta apenas ruínas, porém virou um ponto turístico da região.

Origem do Prédio

Inicialmente, Extremoz tinha como primeiros habitantes os índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. No entanto, em 1607, os jesuítas receberam estas terras. Eles foram principais responsáveis pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru.

Em 1759, entretanto, os jesuítas eram expulsos da região. Assim, surgiu a Vila Nova de Estremoz do Norte, no qual tinha 1 429 habitantes. Era um importante centro econômico e pecuarista.

A destruição da Igreja de Extremoz

São várias lendas em torno do assunto, uma vez que alguns moradores nativos contam que descobriram um tesouro pertencente aos jesuítas enterrado no alicerce do templo, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel.

O tesouro nunca foi encontrado.

De acordo com o atual pároco, Padre João Pedro Sobrinho, a igreja primitiva era a mais bela construída no estilo colonial. Media 16 metros de altura, 13m de largura e 30m de comprimento. As paredes tinham 80 centímetros de largura.

Hoje, há apenas alguns pedaços das paredes, no local. No mesmo espaço, se encontra um cruzeiro, que era o marco dos jesuítas, quando chegavam para um lugar para a missão.

Os janelões do antigo templo, todavia, são portas para a atual Matriz. A pia batismal também está na nova Igreja de São Miguel. Reza a lenda que Felipe Camarão batizou nesta igreja em 1692.

Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e tombaram em 1990. A seguir algumas fotos das ruínas a partir de fotografias da internet.

Extremoz atualmente

Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte juntou com o povoado de Boca da Mata, com a denominação de “Vila de Ceará Mirim”. Já em 1892, virou o distrito pertencente à Ceará-Mirim. Em 4 de abril de 1963, Extremoz emancipou de Ceará-Mirim e tornou-se novo município.