Geni Milanez

Após curar de Covid-19, Geni Milanez lança livro de poemas

O Covid-19 matou quase 200 mil pessoas no Brasil, sendo que quase três mil no RN. No entanto, existem pessoas que sobreviveram e utilizarem este momento caótico para um novo início: lançar um livro. Assim, esta missão de Geni Milanez, que lançará finalmente o seu primeiro lançamento e acontecerá no dia 09 de dezembro.

O projeto vem da editora Talabada Ideias Sonoras, que está começando a engatinhar no mercado editorial do Rio Grande do Norte.

“No próximo dia 9 de dezembro nós estaremos lançando mais um livro que para nós é muito importante por se tratar do nosso primeiro título do gênero Poesia”, disse a editora.

O livro se chama “Grãos de Areia”, no qual Geni reuniu todos os seus poemas guardados e agora resolveu colocar para o público apreciar. Além disso, ela quer celebrar os 80 anos de vida e de seu renascimento que sobreviveu de uma doença desconhecida e ainda bastante perigosa.

Por isso, a sessão de autógrafos acontece também de forma virtual, por meio do envio de um link para uma sala virtual na plataforma Meet, do Google (em breve divulgaremos o link. Quando tiver, vamos colocar nas nossas redes sociais para quem quiser ler e conhecer mais sobre a poeta). 

Neste momento virtual, a Geni Milanez vai falar, portanto, sobre a história do livro e ainda contará apresentação musical e leitura de alguns versos. 

Para adquirir o livro Grãos de Areia, basta preencher o cadastro virtual postado no chat da sala virtual da sessão de autógrafos e a Editora enviará para você, o livro autografado. Entretanto, não haverá frete nenhum considerando o perímetro urbano entre Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.

História de Geni Milanez, a poeta de muitas viagens

Geni Milanez é natural de Cerro Corá (RN) e filha do poeta José Milanez e da professora Maria Macedo Xavier Silva. Atualmente se aposentou da profissão de professora, Geni Milanez tem graduação em Letras pela UFRN. Tem pós-graduação em Aspectos Teóricos e Práticos do Ensino/Aprendizagem de Língua Portuguesa pela mesma Instituição federal.

Capa do livro Grão de Areia

Desde adolescente escreve poesia e prosa. Na Literatura de Cordel tem várias publicações, no qual também é membro da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel (Anlic). Além disso, ela ocupa a cadeira n.º 12.

Faz parte da Antologia Luiz Gonzaga em Cordel, publicada pela referida Academia e da Antologia Presença da Mulher na Literatura do Rio Grande do Norte, da Academia Feminina de Letras do RN – Memorial da Mulher.

Agora, portanto, lançará o seu primeiro livro de poemas, “Grão de Areia”, cuja arte pertence à Cleiton Martorano, com fotografia de Gui Clementino.

Zila Mamede

Cascudo é retirado para entrar Zila Mamede nos muros

Nesta semana apagaram a pintura de Câmara Cascudo no muro da Rua Vigário Bartolomeu, no bairro de Cidade Alta, por trás do Banco do Brasil. Inicialmente, nas redes sociais, diziam ser uma tentativa de apagar o passado fascista, uma vez que Cascudo foi um dos integrantes do movimento Integralista no RN.

Uma outra suposição que os artistas não receberam o dinheiro da pintura e apagaram com tinta preta, no qual um dos artistas negaram no Facebook. Além disso, existe uma teoria que apagaram a obra de Cascudo por criticar o uso da máscara em proteção ao Covid-19.

Entretanto, nenhuma destas suposições estão corretas.

Mas, o que é afinal?

A Fundação Capitania das Artes (Funcarte), equivalente à Secretaria Municipal de Cultura, está com um projeto de grafitar mais muros da Cidade Alta, desta vez tentando enfatizar várias personalidades do Rio Grande do Norte. Desta vez, o muro recebeu autorização do Banco do Brasil para receber o Graffiti, diferente da obra de Cascudo.

O que sabemos, portanto, que outros artistas pintaram o muro todo de preto e colocaram a Zila Mamede. A obra foi de Lucas MDS, que também ilustrou outras personalidades potiguares, como Frei Miguelinho e Veríssimo de Melo. A intenção é que outras personalidades potiguares estejam nos muros, como Clara Camarão e conta com a participação de outros artistas.

“Eu montei pensando em sua vivência de Zila Mamede, no qual ela não conhecia o mar e fez vários poemas imaginando como seria. Além disso, eu também assisti alguns vídeos e documentários sobre a sua biografia, no qual falava com um sentimento tão forte sobre o mar, a curiosidade de ver e sua fascinação pela primeira vez. Tragicamente, ela morreu afogada no rio Potengi, no qual fiquei filosofando que sua vida era toda ligada à isso. Por isso, eu adicionei bastantes tons de azul no muro”, relatou o artista em entrevista ao Brechando.

Confira, portanto, a obra de Zila Mamede, em fase inicial, a seguir:

Quer saber como estão ficando as obras? Veja a seguir:

A intenção é que tudo fique pronto neste fim de semana.

Diógenes da Cunha Lima financiou a pintura do rosto de Cascudo

O folclorista Luís Câmara Cascudo está com seu rosto estampado em um muro na rua Vigário Bartolomeu, por trás do Banco do Brasil. Diferente das outras artes que valorizam a importância cultural do escritor, Cascudo incentivou o uso de máscara contra o novo coronavírus.

Por isso, além de pintar, eles colocaram uma máscara de pano para proteger Cascudo do Covid-19. Cuidado para não cair a máscara, porque paga multa.

Esta arte foi feita por dois artistas. O Lennon Lie, que é filho do também artista Marcelus Bob. Além disso, um dos integrantes do movimento de artistas conservadores Canarinho. O segundo é Fábio Di Ojuara, no qual atua bastante em Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Além disso, eles contaram com o apoio de Diógenes da Cunha Lima. Para quem não sabe, Cunha Lima é empresário, ex-reitor da UFRN, advogado, escritor e dentre outras profissões.

Pesquisando no Google Maps, vimos que o muro em agosto de 2019 estava assim:

Cascudo

Depois, o muro ficou assim:

Cascudo

Na parte da máscara adicionaram um tecido de TNT e colado sobre a pintura.  A pintura aconteceu no dia 06 de junho e a intenção era mostrar Cascudo fiscalizando as ruas de Natal para saber se o povo está protegido.

Vale lembrar que o uso da máscara foi estabelecido como obrigatório pela Prefeitura do Natal, desde 29 de abril.

Essa não é a primeira vez que Diógenes da Cunha Lima promove uma intervenção artística, uma vez que já falamos por aqui sobre a santa de Cidade Satélite, no prolongamento da Avenida Prudente de Morais.

jornais do RN de 40 e 50

Anúncios de Natal nos jornais do RN de 40 e 50

Para alguns, 2020 deveria acabar há tempo. Mas, primeiro de dezembro começou agora. Hoje queremos como presente para a nossa diversão pessoal, como: perfume, roupa nova, brinquedos, jogos, videogame e dentre outras coisas. No entanto, muitos anúncios de Natal dos jornais do RN de 40 e 50 sugeriam como presente de Natal os utensílios domésticos, rádio, decoração…

Não imaginaríamos que era sugestão para o Natal. Além disso, se em pleno 2020 presentear minha mãe com um liquidificador novo, com certeza ela trocaria por algum outro produto para a sua utilidade.

Achamos anúncios de jornais de 40 e 50

Tudo isso, portanto, veio a partir de uma pesquisa do Brechando. Lá, vimos anúncios das mais diferentes empresas que tinham naquela época. Uma coisa em comum, no entanto, é que todas as lojas eram situadas nos bairros da Ribeira e Cidade Alta, principal centro comercial da cidade, antes da chegada do Shopping Center.

Ao todo, 11 anúncios vamos publicar a partir de arquivos da Biblioteca Nacional, no qual tem títulos dos jornais Diário de Natal, O Poti e A Ordem, organizado pela Igreja Católica. Veja os anúncios dos jornais do RN na década de 40 e 50, portanto, a seguir: