José Arnóbio finalmente nomeado como reitor do IFRN

O professor José Arnóbio, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), finalmente é o reitor. A decisão, no entanto, veio após a decisão da Justiça para que o interventor da instituição saísse para entrar no lugar Arnóbio.

De acordo com Rafael Duarte, do portal Saiba Mais, o Ministério da Educação (MEC) admitiu que iria cumprir a decisão judicial. Além disso, a instituição estava sob o comando do interventor Josué Moreira desde 20 de abril. Na época quem apoiou a decisão foi o ex-ministro Abraham Weintraub, uma vez era contra o resultado das eleições internas do IFRN.

Confira a publicação do Diário Oficial da União:

Agora só falta a nomeação do reitor eleito da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) para que as universidades voltem do RN voltem a ter justiça.

Sobre o caso José Arnóbio

Em abril de 2020, o MEC não nomeou o professor Arnóbio Araújo para reitor do IFRN. Em seu lugar veio a convocação de uma pessoa com uma visão mais bolsonarista.

Josué Moreira, do campus de Mossoró, era o interventor. Tinha filiação ao PSDC e desde 2018 retornou ao PSL, apoiando a candidatura do deputado General Girão, apoiador ferrenho de Bolsonaro, que ajudou a nomeação dele para a Reitoria do IFRN.

Professor Arnóbio

Mais votado pela comunidade acadêmica do IFRN, em dezembro passado, com 48,25% dos votos, o professor José Arnóbio de Araújo Filho derrotou o atual reitor Wyllys Farkatt Tabosa, que obteve 42,26%.

Arnóbio, no entanto, atuou na reitoria do instituto federal.

Em maio a Justiça havia pedido, mas foi suspensa

Em maio, após uma decisão judicial, a nomeação de Arnóbio para ser reitor aconteceu. No entanto o desembargador federal da 1ª Turma do TRF5 Elio Wanderley de Siqueira Filho suspendeu os efeitos da decisão liminar até o julgamento do recurso de agravo de instrumento ajuizado pela Advocacia Geral da União.

Como resultado, o interventor voltara a exercer a função, causando indignação de servidores, professores e alunos da instituição de ensino.

Baldo

Não é um sítio, mas o Baldo em 1916

A imagem acima mostra a região do Baldo bem diferente, onde as casas eram mais humildes, a estrada de areia, sem carros e parecia uma grande comunidade rural. Até a década de 20, o local tinha como moradores os agricultores e os comerciantes usavam este espaço para relaxar em suas fazendas no período de verão.

De acordo com o jornalista Adriano Medeiros, a foto acima mostra o Baldo de 1916, uma vez que o espaço era o local onde os mais humildes moravam e era após a Santa Cruz da Bica, que marcava o “fim de Natal”.

De acordo com o ex-deputado João Carlos Wanderley, em relatório da Assembleia Legislativa, em 1850, definia o lugar como:

“Cercadas, pelas dunas e pelos coqueiros, cinquenta ou cem casas tímidas e espaçadas anunciavam a cidade. Gameleiras, tatajubeiras, mungubeiras davam o lugar das prosas. Era a Ribeira, pequena, triste, atufada em brejos, circundada de lagoas, de atoleiros, de pântanos. Era o alvo das rajadas do cólera e bexigas. Lugar enfim onde moravam a pobreza, a indigência e a miséria.”.

O local começou a ser urbanizado com o surgimento dos bairros de Alecrim, Tirol e Petrópolis, nos anos 20.

Afinal, o que é o Baldo?

Baldo é o nome do canal que inicialmente fica na Lagoa Manoel Felipe. Hoje é bastante poluído devido aos esgotos jogados dentro do canal.  Era fornecedor de água potável às primeiras residências da capital potiguar.

O local era usado pelas lavadeiras do Barro Vermelho e Cidade Alta, que lavavam as roupas até os idos de 1970. Além disso, era possível, até aquela época, encontrar peixes e cágados em suas águas, além de animais de pequeno porte, como guaxinins e cotias nas suas matas ciliares.

Mas quando surgiu o viaduto?

No ano de 1978, o prefeito Vauban Bezerra de Farias construiu o viaduto do Baldo, uma via para interligar os bairros do centro com as zonas Leste e Sul da capital potiguar e colaborou para fluir o trânsito natalense e se tornou ponto de referência às diversas movimentações sociais realizadas nas áreas próximas à sua localização.

Pesquisando nas páginas que falam com nostalgia sobre Natal é possível ver o Baldo nos anos 60 e 70, período que ainda não tinha o viaduto. A foto abaixo, por exemplo, é uma publicação da página “Natal Como Eu Te Amo”. Veja, portanto, a seguir:

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O viaduto fornece o acesso para Ribeira, Cidade Alta, Passo da Pátria e Alecrim. A via faz parte da Avenida do Contorno. Já a parte de baixo fica entre as avenidas Deodoro da Fonseca e Rio Branco. Além disso, ela é próxima da Praça Almirante Tamandaré.