Dia 5 – Mais visita à cidade e ao Parque Pedra da Cebola

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O quinto dia da viagem foi continuando a saga de conhecer o Centro de Vitória. As atividades do Intercom foram todas no tradicional Teatro Glória, que hoje é administrado pelo Sesc. As apresentações dos painéis e palestras foram feitas no palco principal, que tem um enorme palco e uma arquitetura imponente. 

O teatro de quatro andares é cheio de atividades culturais, seu térreo tem um bistrô, o terceiro andar é uma sala de cinema que exibe filmes gratuitamente e o quarto andar é uma ampla biblioteca. 

Uma das coisas que descobri construindo esse diário é que foi o primeiro prédio de cinco andares da cidade sendo construído em cima do jardim municipal, o Éden Park. O espaço, desde sempre, sempre foi usado para cinema e teatro no térreo. O primeiro filme a exibir foi em 1932, a obra era chamada de “O Tenente Sedutor”. 

Além das palestras, eu aproveitei para assistir um dos filmes disponíveis no Sesc. Resolvi ver o “Nossa Mãe era atriz”, lançado em 2023 por André Novais Oliveira e Renato Novaes. 

O filme narra a história de Maria José Novais Oliveira, uma senhora negra, moradora da periferia de Contagem, já nos seus 60 anos se tornou atriz de cinema, com uma carreira premiada no Brasil e internacionalmente. Este documentário rememora a imagem de uma mulher ímpar, que marcou o cinema brasileiro dos anos 2010.

A obra em 30 minutos mostra dois filhos apaixonados por uma mulher forte e que sempre apoiou em trabalhar com filmes, além de ter colhido bons frutos pela sua atuação, como viajar à Paris e os laços que construiu com o cinema. 

A ponte mais antiga de Vila Velha e Vitória (Foto: Lara Paiva)

Existe um bairro chamado Planalto e Alecrim em Vila Velha (Foto: Lara Paiva)

Zona portuária de Vitória (Foto: Lara Paiva)

Uma das palestras no Intercom (Foto: Lara Paiva)

Entrada do cinema do Sesc Vitória, onde rolou uma das atividades do Intercom (Foto: Lara Paiva)

Fachada do Teatro Glória, administrado pelo SESC (Foto: Lara Paiva)

Museu de Artes do Espírito Santo (Foto: Lara Paiva)

Projeto onde professor da UFES ensinou xilogravuras aos apenados capixabas (Foto: Lara Paiva)

Arte dos apenados (Foto: Lara Paiva)

Arte do Museu de Artes do Espírito Santo (Foto: Lara Paiva)

(Foto: Lara Paiva)

(Foto: Lara Paiva)

(Foto: Lara Paiva)

(Foto: Lara Paiva)

(Foto: Lara Paiva)

Exposição permanente do Museu do ES, com acervo do Governo do Estado (Foto: Lara Paiva)

Corredores do Museu de Artes do Espírito Santo (Foto: Lara Paiva)

Uma das artes (Foto: Lara Paiva)

Parte interna do Mercado Capixaba (Foto: Lara Paiva)

Entrada do Mercado Capixaba (Foto: Lara Paiva)

Mais uma escadaria do Centro Histórico (Foto: Lara Paiva)

Centro Histórico de Vitória (Foto: Lara Paiva)

Sebrae de Vitória (Foto: Lara Paiva)

Lojas Americanas está viva, pelo menos em Vitória (Foto: Lara Paiva)

Mais visita ao Centro Histórico

Na hora do almoço, ainda deu tempo de conhecer o Museu de Artes do Espírito Santo (MAES), que estava com duas exposições temporária e uma fixa, que faz parte do Governo do Estado. A primeira estava na Biblioteca do espaço, onde mostrou as atividades do professor Rafael Pagantini, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O docente realizou uma oficina com egressos do sistema prisional em que ensinavam a fazer autorretratos, utilizando a xilogravura. Primeiro, ele ensinava como desenhar, depois fazia uma aula para ensinar proporção utilizando o xadrez como metodologia, depois vieram os desenhos no papel e, por fim, a xilogravura. 

Algumas artes deram tão certo que os egressos resolveram trabalhar com xilo depois de saírem das grades, montando um verdadeiro portfólio. 

Depois, no piso superior, tive uma visita guiada com a artista Re Henri, que estava expondo o seu trabalho “O fim me parece o nascer do sol”, que traz o comparativo de fim e começo com o nascer do sol. Afinal, mesmo com as mudanças do dia, o sol continuará lá, até ele chegar na sua fase da supernova. Por isso, ela utilizou várias analogias em relação a isso. 

Sem contar que a artista observou o paralelo entre o nascimento do seu pai e a queda da bomba de Hiroshima e Nagasaki, que aconteceram no mesmo dia. Logo, trazendo a analogia do nascimento e de um dos maiores extermínios do século XX. Isto aconteceu durante o processo de luto,  uma vez que tivera essa sensação de que o sol caiu sobre ela quando soube do encantamento dele.  

Por isso, com uma forte cor amarela presente, Re misturou materiais de construção e inflamáveis para fazer as suas obras. 

Depois deste momento único, hora de voltar ao congresso. Após as palestras da tarde, encaminhamos para o Mercado Capixaba, que abriu recentemente para uma reforma e luta para ser um espaço de gastronomia, além de ter pequenas lojas que incentivam a economia local. 

Foi construído no ano de 1926 e durante a gestão do governador Florentino Avidos. O seu endereço é um dos principais redutos do centro, a Avenida Jerônimo Monteiro. A tentativa de reerguer este espaço veio principalmente após o incêndio de 13 de setembro de 2002, ocorreu um incêndio iniciado no térreo e que acabou por destruir o teto do segundo pavimento

Assim, ele passou anos por abandono e somente na década de 2020 que reabriram as portas. O espaço é conhecido pela roda de samba semanal, que virou a cara dos capixabas. 

Pedra da Cebola

Patos da Pedra da Cebola (Fotos: Lara Paiva)

Pedra da Cebola (Foto: Lara Paiva)

Um dos principais pontos da Pedra da Cebola (Foto: Lara Paiva)

Um dos maiores parques urbanos de Vitória (Foto: Lara Paiva)

Gatinho no Parque da Pedra da Cebola (Foto: Lara Paiva)(

A Pedra da Cebola (Foto: Lara Paiva)

O parque era uma antiga pedreira (Foto: Lara Paiva)

Patos são uma das aves mais comuns na Pedra da Cebola (Foto: Lara Paiva)

Depois, hora de caminhar para os parques. Mais precisamente um parque específico: a Pedra da Cebola. Por mais que o nome seja engraçado, este é um dos lugares mais bonitos, com área verde, animais circulando livremente e ótimo para fazer exercícios físicos. 

O espaço fica entre os bairros Jardim da Penha e Mata da Praia, na zona continental do município, no estado do Espírito Santo. O parque possui 100.005 metros quadrados e conta com uma vegetação típica de restinga.

A origem do nome vem de uma pedra desenhada pela natureza no formato de uma grande cebola. A pedra é um dos símbolos da capital capixaba. 

O Parque Municipal Ítalo Batan Régis, conhecido popularmente como Parque Pedra da Cebola, foi inaugurado em 1997 representando um importante avanço na recuperação ambiental em Vitória. A antiga Pedreira de Goiabeiras passou por um processo completo de revitalização, convertendo-se em um dos espaços verdes mais apreciados pelos moradores da cidade. E a entrada do parque é gratuita!

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Quem sou eu

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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