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Como fazer um limonada com a Bololô Cia. Cênica

A nova temporada de “Memórias de Quintal” estreou nesta sexta-feira (21) e acontece durante todo o fim de semana no bairro da Ribeira. A peça têm a intenção de fazer com que o público ajude a resgatar as memórias das infâncias dos atores que participam do espetáculo. Entretanto, eles tiveram uma surpresa: só compareceram duas pessoas para assistir na noite de estreia. O que era para ser um dia de fracasso, foi um dia de virar o jogo. Ou seja, eles deram a volta por cima. Eles resolveram transferir a peça no anfiteatro do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Deart/UFRN), no qual alguns estudantes estão ocupando o prédio público como uma forma de criticar a PEC 241, que pretende estabelecer um limite de gastos durante 20 anos. Lá, eles conseguiram lotar o anfiteatro do departamento e as pessoas que estavam presentes no prédio ajudaram para que o espetáculo não parasse. “Demoramos alguns minutos pra decidir, entramos em contato com alguns ocupantes, juntamos um mínimo de estrutura técnica (refletores, extensões, etc) e levamos as duas pessoas pra o Departamento de Artes com a gente e, uma hora e trinta minutos depois do horário previsto, enfim, demos início a apresentação”. O “Memórias de Quintal” faz analogia com uma mochila velha, coberta pelo pó, contendo uma lanterna, um caleidoscópio e um mapa feito à mão, com destino há muito esquecido. Sob os traços e trilhas, a história de três crianças e uma fuga.  Inspirados nas memórias de infância dos atores, a encenação convida o público a refletir…

A nova temporada de “Memórias de Quintal” estreou nesta sexta-feira (21) e acontece durante todo o fim de semana no bairro da Ribeira. A peça têm a intenção de fazer com que o público ajude a resgatar as memórias das infâncias dos atores que participam do espetáculo. Entretanto, eles tiveram uma surpresa: só compareceram duas pessoas para assistir na noite de estreia.

O que era para ser um dia de fracasso, foi um dia de virar o jogo. Ou seja, eles deram a volta por cima. Eles resolveram transferir a peça no anfiteatro do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Deart/UFRN), no qual alguns estudantes estão ocupando o prédio público como uma forma de criticar a PEC 241, que pretende estabelecer um limite de gastos durante 20 anos.

Lá, eles conseguiram lotar o anfiteatro do departamento e as pessoas que estavam presentes no prédio ajudaram para que o espetáculo não parasse.

“Demoramos alguns minutos pra decidir, entramos em contato com alguns ocupantes, juntamos um mínimo de estrutura técnica (refletores, extensões, etc) e levamos as duas pessoas pra o Departamento de Artes com a gente e, uma hora e trinta minutos depois do horário previsto, enfim, demos início a apresentação”.

O “Memórias de Quintal” faz analogia com uma mochila velha, coberta pelo pó, contendo uma lanterna, um caleidoscópio e um mapa feito à mão, com destino há muito esquecido. Sob os traços e trilhas, a história de três crianças e uma fuga.  Inspirados nas memórias de infância dos atores, a encenação convida o público a refletir acerca de suas próprias experiências de vida.

“Assim, sem muito pensar, vamos chegar lá, estudar rapidamente a adaptação do espaço e fazer a peça”, disse a postagem do grupo Bololô Cia. Cênica no Facebook.

Como uma forma de fazer o show continuar vivo, eles resolveram voltar as raízes, no Deart, onde a peça veio a partir das pesquisas de Mestrado em Artes Cênicas dos atores Alex Cordeiro e Paulinha Medeiros

“O espetáculo que acontece no formato de um corredor, aconteceu numa semi-arena. O espetáculo que precisa de blackout total em, pelo menos, três cenas, aconteceu sem blackout. O espetáculo que precisa da segurança da caixa cênica, aconteceu completamente nu, despido. E foi tão lindo! Com certeza uma das apresentações mais bonitas desde a estreia, e isso tem mais de um ano”, comentou a postagem.

Ao invés de decepção e lamento, eles terminaram a noite com uma lição: o show tem que continuar, mesmo que às vezes é necessário voltar as raízes, assim como a proposta da peça que eles apresentam.

Sobre o espetáculo, ele vai continuar na Ribeira neste sábado (22) e domingo (23), às 20 horas. Mais informações neste link.

Confira a postagem completa a seguir:

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Como fazer um limonada com a Bololô Cia. Cênica

A nova temporada de “Memórias de Quintal” estreou nesta sexta-feira (21) e acontece durante todo o fim de semana no bairro da Ribeira. A peça têm a intenção de fazer com que o público ajude a resgatar as memórias das infâncias dos atores que participam do espetáculo. Entretanto, eles tiveram uma surpresa: só compareceram duas pessoas para assistir na noite de estreia. O que era para ser um dia de fracasso, foi um dia de virar o jogo. Ou seja, eles deram a volta por cima. Eles resolveram transferir a peça no anfiteatro do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Deart/UFRN), no qual alguns estudantes estão ocupando o prédio público como uma forma de criticar a PEC 241, que pretende estabelecer um limite de gastos durante 20 anos. Lá, eles conseguiram lotar o anfiteatro do departamento e as pessoas que estavam presentes no prédio ajudaram para que o espetáculo não parasse. “Demoramos alguns minutos pra decidir, entramos em contato com alguns ocupantes, juntamos um mínimo de estrutura técnica (refletores, extensões, etc) e levamos as duas pessoas pra o Departamento de Artes com a gente e, uma hora e trinta minutos depois do horário previsto, enfim, demos início a apresentação”. O “Memórias de Quintal” faz analogia com uma mochila velha, coberta pelo pó, contendo uma lanterna, um caleidoscópio e um mapa feito à mão, com destino há muito esquecido. Sob os traços e trilhas, a história de três crianças e uma fuga.  Inspirados nas memórias de infância dos atores, a encenação convida o público a refletir…

A nova temporada de “Memórias de Quintal” estreou nesta sexta-feira (21) e acontece durante todo o fim de semana no bairro da Ribeira. A peça têm a intenção de fazer com que o público ajude a resgatar as memórias das infâncias dos atores que participam do espetáculo. Entretanto, eles tiveram uma surpresa: só compareceram duas pessoas para assistir na noite de estreia.

O que era para ser um dia de fracasso, foi um dia de virar o jogo. Ou seja, eles deram a volta por cima. Eles resolveram transferir a peça no anfiteatro do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Deart/UFRN), no qual alguns estudantes estão ocupando o prédio público como uma forma de criticar a PEC 241, que pretende estabelecer um limite de gastos durante 20 anos.

Lá, eles conseguiram lotar o anfiteatro do departamento e as pessoas que estavam presentes no prédio ajudaram para que o espetáculo não parasse.

“Demoramos alguns minutos pra decidir, entramos em contato com alguns ocupantes, juntamos um mínimo de estrutura técnica (refletores, extensões, etc) e levamos as duas pessoas pra o Departamento de Artes com a gente e, uma hora e trinta minutos depois do horário previsto, enfim, demos início a apresentação”.

O “Memórias de Quintal” faz analogia com uma mochila velha, coberta pelo pó, contendo uma lanterna, um caleidoscópio e um mapa feito à mão, com destino há muito esquecido. Sob os traços e trilhas, a história de três crianças e uma fuga.  Inspirados nas memórias de infância dos atores, a encenação convida o público a refletir acerca de suas próprias experiências de vida.

“Assim, sem muito pensar, vamos chegar lá, estudar rapidamente a adaptação do espaço e fazer a peça”, disse a postagem do grupo Bololô Cia. Cênica no Facebook.

Como uma forma de fazer o show continuar vivo, eles resolveram voltar as raízes, no Deart, onde a peça veio a partir das pesquisas de Mestrado em Artes Cênicas dos atores Alex Cordeiro e Paulinha Medeiros

“O espetáculo que acontece no formato de um corredor, aconteceu numa semi-arena. O espetáculo que precisa de blackout total em, pelo menos, três cenas, aconteceu sem blackout. O espetáculo que precisa da segurança da caixa cênica, aconteceu completamente nu, despido. E foi tão lindo! Com certeza uma das apresentações mais bonitas desde a estreia, e isso tem mais de um ano”, comentou a postagem.

Ao invés de decepção e lamento, eles terminaram a noite com uma lição: o show tem que continuar, mesmo que às vezes é necessário voltar as raízes, assim como a proposta da peça que eles apresentam.

Sobre o espetáculo, ele vai continuar na Ribeira neste sábado (22) e domingo (23), às 20 horas. Mais informações neste link.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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