Que tal aprender a declamar poesia nesta terça na Pinacoteca?

O que fazer na véspera do feriado? Que tal aprender a declamar um texto ou poesia? Melhorar a oratória? Na noite desta terça-feira (11), a partir das 18h30, haverá uma oficina de declamação com o escritor pernambucano Gleison Luiz Nascimento. As aulas acontecerão na Pinacoteca Potiguar, no bairro de Cidade Alta.

A oficina, intitulada de “A Poesia o corpo a rua”, traz a proposta de preparar declamadores para se utilizar dos espaços de rua, transformando em palco qualquer ambiente e conquistando o público-transeunte até lhes transformar plateia.

A partir de exercícios de leitura e teatro, a oficina se propõe dar consciência ao declamador para que a palavra seja o principal instrumento do trabalho de declamação, mas que seja apoiada pela energia de um corpo preparado para quebrar o ritmo cotidiano das ruas e convidar naturalmente o público para dentro do ritmo da poesia.

Você pode aprender a declamar um poema, igual ao Gleison mostra neste vídeo:

Se interessou? A inscrição tem que ser feita através do e-mail poesiacorporua@gmail.com e pagar uma taxa de 50 reais. Para saber mais sobre o evento é só acessar este link.

Sobre Gleison

Escritor, declamador e roteirista Gleison Luiz Nascimento é recifense e convive desde os 14 anos de idade com os recitais na cidade do Recife, onde nos recitais de mercado é comum encontrar figuras como Miró da Muribeca, Wilson Freire e Cida Pedrosa. Em 2009, Gleison fundou o que seria seu primeiro grupo de poesia “ São Saruê”, grupo que homenageava escritores do sertão pernambucano.

Depois surgiu o “ #4urubueacarniça”, no qual se dispunha fazer recitais com assuntos que ninguém queria tocar, aqueles que eram bem tabus. Gleison ainda foi co-diretor e declamador do o espetáculo que balançou a cidade, “Recital inquebrável: Estelita para cima”, que foi um espetáculo que interpretou textos da antologia homônima e reverteu os cachês para os acampamentos do Movimento Ocupe Estelita, que discutia ocupação de espaço urbano e verticalização da cidade.

No cinema, seu primeiro roteiro “Sobre o peito, a lâmina: Crua” foi rodado pelo diretor Benedito Serafim, tendo concorrido em Festivais como Sercine (Festival de cinema de Sergipe), Festival Visões Periféricas (Rio de Janeiro) e levando o prêmio de Melhor Curta Pernambucano no festival Recifest (Festival recifense da diversidade).

Serviço:

o que: Oficina “A Poesia, o corpo, a rua”, de Gleison Luiz Nascimento (Recife-PE)
quando: 11 de outubro (terça-feira) | 18h30 às 21h30
Local: Pinacoteca Potiguar
Praça Sete de Setembro, s/n – Cidade Alta
Investimento: 50 R$
Info/Inscrição : poesiacorporua@gmail.com
(enviar um email com título “Info Natal” ou “Inscrição Natal”)

produção local: Di Rocha

Natalense conta como está lidando com Furacão Matthew

Quando a gente olha uma notícia internacional relacionada algum fenômeno da natureza não muito conhecido no Brasil, como Furacão, muitos pensam naqueles filmes de tragédia americano, como o Twister. Porém, se você mora em um país com mais dinheiro, existe todo um preparo por trás para que os desastres não fiquem em proporções maiores, como aconteceu com o Furacão Katrina, visto que os ciclones tropicais são os causadores de alguns dos piores desastres naturais do mundo.

Recentemente, os noticiários estão falando sobre o Furacão Matthew, que matou centenas de pessoas em Cuba e no Haiti (mais de 800 mortos). Agora está chegando ao sul dos Estados Unidos. Por volta da madrugada desta sexta-feira (7), o olho de Matthew estava com ventos de 70 km/h de Vero Beach e 125 km/h do sudeste de Cabo Canaveral.

Além da Flórida, os estados da Georgia e Carolina do Sul estão ameaçados de receber o fenômeno. A jornalista potiguar, que mora na Flórida, mais precisamente na cidade de Boca Raton, Lidiane Lins, contou ao Brechando como o estado está se preparando para o furacão.

Ela e o marido tiveram que mudar para uma cidade mais distante, para o lado oeste do estado. “Saímos da cidade na quarta-feira à noite e o clima era de apreensão. Como ninguém sabia se iria mesmo atingir por lá, quem pôde saiu logo de casa. Parecia uma cidade fantasma, não tinha ninguém na rua”, afirmou.

Todos os detalhes que ela está sabendo do furacão é através de amigos e noticiários. “Os amigos que ficaram por lá disseram que choveu e ventou bastante, mas nenhum estrago registrado com eles, mas falaram que ficaram sem luz em alguns pontos e por pouco tempo”, contou.

Lidiane mora na Flórida, esta foto foi em suas últimas férias em Natal neste ano
Lidiane, que mora na Flórida, nas férias em Natal neste ano

De acordo com os noticiários, o Centro Nacional de Furacões mantém um aviso por furacão para uma extensa faixa costeira desde Boca Raton até South Santee River, na Carolina do Sul. Mais de 200 mil ficaram sem energia, sendo que a maioria em Palm Beach (79.130), Martin (30.950) e St. Lucie (23.710). Até o momento, só foi registrada uma morte nos EUA, uma idosa que teve um infarto e não conseguiu ser atendida no hospital.

Algumas árvores e placas também caíram, mas sem registro de pessoas machucadas. As principais estradas da região continuam abertas.  Todas as pessoas foram liberadas do trabalho e as aulas foram suspensas.

Lidiane contou ao blog que os noticiários mostram fortes chuvas e intensos ventos no estado da Flórida.  “Os canais de TV estão fazendo uma cobertura completa, 24h no ar, porque o furacão ainda é uma ameaça em outros estados”, afirmou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou nesta quarta-feira (5) uma declaração de emergência para os estados da Flórida, Carolina do Sul e Geórgia que permite destinar ajuda federal para lidar com as “condições de emergência” provocadas pelo Matthew. De acordo com Lidiane, “os governadores dos três estados também entraram com estado de alerta”.

“Mas até agora, não vi nenhum grande estrago relevante. Graças a Deus. Estamos em St. Petersburg, na baía de Tampa. Está nublado e ventando, mas super tranquilo”, finalizou e contou que está na torcida para que algo pior não aconteça.

A cidade onde Lidiane está fica muito longe de Miami e é a quarta mais populosa do estado e conhecida pelo forte turismo no inverno, principalmente de americanos que querem fugir do frio.

Um Ciclone tropical é uma grande perturbação na atmosfera terrestre. É um sistema formado por grandes tempestades e é caracterizada por ser uma região onde a pressão atmosférica é significativamente menor e a temperatura é ligeiramente maior do que suas vizinhanças.

Dependendo da região, e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar várias outras denominações, tais como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone.