Adolescente é agredida por rezar terço no ônibus

O que é intolerância religiosa?

Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Pode-se constituir uma intolerância ideológica ou política, sendo que, ambas têm sido comuns através da história.

O protestante surgiu após a Revolução Protestante feita por Martinho Lutero após publicar as 95 teses criticando algumas atitudes da Igreja Católica.  Então, ele criou a Igreja Luterana e foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. Foi assim que surgiu os primeiros sinais da diversidade religiosa.

A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma, surgindo o período da Inquisição, no qual perseguiu protestantes e pessoas que não seguiam a Igreja Católica, como judeus e pagãos.  Porém, a Idade Média acabou e o jogo virou. Os católicos chegaram a ser oprimidos em alguns momentos. Mas isso não quer dizer que é bonito ou bem feito para eles, pois é intolerância religiosa do mesmo jeito.

É trágico, pois era momento em que todos deveriam respeitar todas as religiões, e nem sempre acaba acontecendo.

Recentemente, na terça-feira (11), uma senhora agrediu uma menina (foto acima) que estava no ônibus pelo fato dela ter rezado o terço de Nossa Senhora. A garota denunciou a agressão nas redes sociais, que aconteceu em Natal, na zona Sul da cidade. A adolescente contou que estava no caminho da escola quando uma senhora subiu no ônibus e ficou questionando o motivo dela rezar o terço.

“Ela começou, quase que instantaneamente à minha resposta, a difamar Maria Santíssima com palavras horríveis que não irei reproduzir e me xingar de inúmeras formas. Eu continuava sem entender até que ela tentou arrancar meu colar com a medalhinha de Nossa Senhora, eu desviei a mão dela e um moço gritou lá do fundo: “Menina, venha para cá!! Tem um lugar aqui ao meu lado.” e eu fui. Ao andar no corredor para chegar até o rapaz que havia me chamado, a moça tentou me puxar e arrancar, dessa vez, minha pulseira “, comentou a jovem.

Durante o trajeto, várias pessoas começaram a lhe defender do preconceito da moça. A garota mudou de lugar, mas sentiu uma ardência no corpo, que seria os arranhões cometidos.

“Quando alguém pediu o motorista que fosse direto numa delegacia, ela aproveitou que a porta estava aberta e pulou fora no mesmo instante. O motorista parou o ônibus e foi até onde eu estava para saber o que tinha acontecido enquanto algumas pessoas cuidavam dos meus arranhões, uns queriam me levar ao hospital, outros para a delegacia, mas eu só queria chegar na escola, conversar com Maria, ligar para mainha e abraçar meus amigos. Ele respeitou minha vontade e ainda me passou seu contato caso eu quisesse prestar queixa e precisasse das imagens da câmera de segurança e dezenas de passageiros também se ofereceram para testemunhar”, afirmou.

Desde a Proclamação da República, o Governo Brasileiro é considerado laico. Ou seja, não existe uma religião oficial no Brasil, devido às pluralidades de religiões existentes. Com o crescimento da diversidade religiosa no Brasil é verificado um crescimento da intolerância religiosa, tendo sido criado até mesmo o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrada no dia 21 de janeiro, por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007.

A postagem da adolescente no Facebook pode ser conferida a seguir:

O inimigo tenta, mas Maria sustenta.

Estava hoje no ônibus indo para a escola um pouco mais tarde do que sempre vou, já estou nessa “nova rotina temporária” fazem alguns dias e, como de costume, sentei naquelas cadeiras que ficam bem atrás do motorista e são sozinhas, ou seja, ninguém sentaria ao meu lado e eu não precisaria levantar quando as pessoas precisassem descer e rezaria o Terço sem interrupções (tenho rezado o Terço nos ônibus sempre que o trajeto é longo e demorado). Ao chegar na parada da igreja Universal, uma mulher entrou, arrancou o fone de ouvido da minha orelha, me cutucou forte e gritou: “Ei, tô falando com você!!! Tá rezando que terço?” e eu sem entender o motivo de toda aquela ignorância, respondi baixinho: “É o Terço Mariano, moça”. Ela começou, quase que instantaneamente a minha resposta, a difamar Maria Santíssima com palavras horríveis que não irei reproduzir e me xingar de inúmeras formas e eu continuava sem entender até que ela tentou arrancar meu colar com a medalhinha de Nossa Senhora, eu desviei a mão dela e um moço gritou lá do fundo: “Menina, venha para cá!! Tem um lugar aqui ao meu lado.” e eu fui. Ao andar no corredor para chegar até o rapaz que havia me chamado, a moça tentou me puxar e arrancar, dessa vez, minha pulseira e tudo isso sem parar de maltratar oralmente minha Mãezinha do Céu. Finalmente cheguei até o meu “novo lugar” e os outros passageiros já me defendiam e eu tentava entender o motivo do meu braço arder tanto. A mulher chegou mais uma vez perto de mim, mas o moço que me acolheu segurou a mão dela antes que me atingisse novamente e agora também era alvo das palavras que ela berrava quando pude ouvir alguém falar ao motorista que fosse direto para a delegacia, mas a mulher aproveitou que a porta estava aberta e pulou fora no mesmo instante. O motorista parou o ônibus e foi até onde eu estava para saber o que tinha acontecido enquanto algumas pessoas cuidavam dos meus arranhões, uns queriam me levar ao hospital, outros para a delegacia, mas eu só queria chegar na escola, conversar com Maria, ligar para mainha e abraçar meus amigos. Ele respeitou minha vontade e ainda me passou seu contato caso eu quisesse prestar queixa e precisasse das imagens da câmera de segurança e dezenas de passageiros também se ofereceram para testemunhar, inclusive o moço que me ajudou, João Miguel, que me falou palavras de apoio durante todo o restante do caminho e disse me ver sempre rezar o terço e havia feito uma carta dias atrás e que esse não era o cenário que ele imaginava me entregar essa mensagem, mas que era a hora certa (eu, claro, não entendi nada. Apenas guardei a carta na bolsa). Só resolvi expor tudo isso publicamente para tentar localizar esse moço que tem nome de Anjo (e agiu como um) e agradecer ao motorista, aos passageiros que em nenhum momento demonstraram estarem chateados quando o ônibus parou, pela ajuda e cuidados e, principalmente, ao João Miguel. Diante de tudo isso, devo dizer que não deixarei de rezar o Terço, seja ele o Misericordioso, Bizantino, da Libertação ou o Mariano e muito menos deixar de falar ou amar Maria, pois sou fruto do amor incondicional dela e quem me conhece intimamente sabe de onde veio o Maria do meu nome e que meus pais me jogaram nos braços de Nossa Senhora juntamente com minha madrinha que prometeu minha vida assim que nasci. Fui gerada pela mãe de Deus e pelo Espírito Santo d’Ele e é só por isso que estou aqui hoje! Me coloquei como uma massinha de modelar nas mãos daquela que educou o Cristo e disse que me modelasse do jeito que quisesse, e sei que um dia vou poder abraçá-la e agradecer por ela ter me levado ao seu filho, me educado e me formado com todo amor e carinho. Fui atacada hoje graças a minha particular devoção e consagração a Virgem Maria, mas ela me cobriu com seu manto sagrado de amor e me fez buscar ainda mais o amor de Deus e perceber que aquela mulher não sabia o que falava por ser órfã de mãe e do aconchego de Maria e que eu só tenho a agradecer a Deus por ter o privilégio de conhecê-lo e ter um relacionamento maravilhoso com Ele e com meu anjo da Guarda que não me abandonou em nenhum momento.

Mesmo que você não queira, Maria te ama. Mesmo que você não a aceite como Mãe, Maria te acolhe como filho

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Para aquela que é Mãe, Mestra, Rainha, advogada, puríssima, terror dos demônios, cheia de graça e dona do meu coração… Meu muito obrigado!!!

“Defender a Virgem Maria é ter a certeza de que o primeiro consagrado ao teu Imaculado Coração foi o teu próprio Filho!”

“Tudo com Jesus, nada sem Maria.”

Uma geladeira literária para os natalenses

Várias cidades brasileiras estão pegando aquelas geladeiras que não sevem mais para sua casa e fazê-las com que tenham outros utensílios, como uma biblioteca. Em Natal, a primeira geladeira surgiu em abril deste ano, no bairro de Nova Descoberta, quando a arquiteta Lorraine Egito trouxe para Natal o projeto chamado Geladeiroteca, que disponibiliza livros e revistas para que outras possam ler gratuitamente.

A iniciativa surgiu depois que a arquiteta conheceu uma kombi que vendia camisetas na cidade, conforme ela disse para o Fábio Farias, o FF do Apartamento 702. Depois várias pessoas começaram a aderir a mesma ideia e se perpetuar em outros bairros natalenses. Praticamente, uma corrente do bem.

No bairro de Capim Macio, zona Sul da capital potiguar, por exemplo, a Paróquia de Santo Agostinho, que fica na Praça do Conjunto dos Professores, colocou uma geladeiroteca no fundo da igreja, onde os fiéis e até mesmo pessoas que não são fiéis possam pegar os livros ou colocá-los dentro do eletrodoméstico.

Lá possui enciclopédias, livros de inglês, fitas em VHS, Código de Defesa de Consumidor e dentre outras coisas. Sem contar que eles possuem alguns clássicos da literatura.

Só abrir a geladeira, pegar e devolver. Não precisa ser católico para consumir um bom livro/revista.

Vale lembrar que Santo Agostinho foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo, cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental.

Confira as fotografias a seguir:

Além da Igreja de Santo Agostinho e o bairro de Nova Descoberta, a Banca Atheneu, no bairro de Petrópolis, também aderiu a ideia, no qual os clientes podem depositar qualquer livro para que as pessoas que estão circulando nas redondezas possam ler.

A ideia surgiu, inicialmente, nos Estados Unidos, no ano de 2009, graças ao projeto “Little Free Library”, no qual em português quer dizer “A Pequena Biblioteca Livre”. De acordo com o projeto, já foram instaladas mais de 15 mil pequenas bibliotecas em 40 países.