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Desabafo de um professor em Natal

É muito difícil ser professor. No Brasil, nem se fala. Muitos amigos lutam todos os dias para que a profissão seja valorizada tanto pelos alunos quanto pelos pais e a sociedade. Após se formar em qualquer curso de licenciatura, o professor rala em passar num concurso numa instituição pública ou ser contratado numa particular. O professor Renan Ramalho está na lista daqueles profissionais que lutam por uma boa qualidade de ensino. Na segunda-feira (30), ele utilizou a sua conta nas redes sociais para desabafar um dos problemas aonde trabalha. Ramalho entrou na rede estadual de ensino no ano passado. No fim do primeiro bimestre estava na Nestor Lima. Agora, ele ensina história na Escola Estadual Walfredo Gurgel, no bairro de Candelária, zona Sul da capital potiguar. É uma das maiores instituições estaduais da cidade, mas passa por problemas.  A maioria dos alunos vem do bairro do Planalto, na zona Oeste. De acordo com o professor, a escola reduziu o quinto horário do turno da tarde devido à falta de transporte aos alunos. Após três semanas passando por essa situação, o transporte escolar foi cancelado por falta de pagamento. Então, Ramalho decidiu desabafar nas redes sociais fotografando uma de suas salas de aulas vazias por conta deste problema. “Fotografei durante os primeiros vinte minutos de aula, quando ainda não tínhamos a confirmação se haveria expediente ou não na segunda-feira”, comentou. Minha turma hoje. Quando eu era um professor em formação, me falaram dos baixos salários, dos alunos mal comportados, das más condições físicas dos colégios. Para esses desafios…

É muito difícil ser professor. No Brasil, nem se fala. Muitos amigos lutam todos os dias para que a profissão seja valorizada tanto pelos alunos quanto pelos pais e a sociedade. Após se formar em qualquer curso de licenciatura, o professor rala em passar num concurso numa instituição pública ou ser contratado numa particular. O professor Renan Ramalho está na lista daqueles profissionais que lutam por uma boa qualidade de ensino. Na segunda-feira (30), ele utilizou a sua conta nas redes sociais para desabafar um dos problemas aonde trabalha.

Ramalho entrou na rede estadual de ensino no ano passado. No fim do primeiro bimestre estava na Nestor Lima. Agora, ele ensina história na Escola Estadual Walfredo Gurgel, no bairro de Candelária, zona Sul da capital potiguar. É uma das maiores instituições estaduais da cidade, mas passa por problemas.  A maioria dos alunos vem do bairro do Planalto, na zona Oeste.

De acordo com o professor, a escola reduziu o quinto horário do turno da tarde devido à falta de transporte aos alunos. Após três semanas passando por essa situação, o transporte escolar foi cancelado por falta de pagamento. Então, Ramalho decidiu desabafar nas redes sociais fotografando uma de suas salas de aulas vazias por conta deste problema.

“Fotografei durante os primeiros vinte minutos de aula, quando ainda não tínhamos a confirmação se haveria expediente ou não na segunda-feira”, comentou.

O docente comentou ao Brechando que este problema no Walfredo Gurgel, no qual trabalha há dois meses, acontece constantemente. “O horário correto de terminar ás aulas deveria ser 17h30, mas os motoristas saem do colégio 15 minutos antes. Esse é um vício já incorporado na rotina do colégio. Além disso, os ônibus geralmente ficam quebrados, o que agrava cada vez mais o prejuízo”, relatou.

Ramalho ainda comentou que agora já está entrando na quarta semana que o colégio não tem os últimos horários de aula por conta da falta de ônibus. “O quarto horário, que é o penúltimo, foi reduzido em 30 minutos”.

Além da falta de transporte público, Renan não conseguiu afirmar se isso era um dos piores problemas existentes no colégio aonde trabalha, visto que o desafio da docência são diários e com diferentes graus de dificuldade. “Um dos meus desafios é pelo fato de estar desde outubro sem salários, visto que todos os professores recém-contratados levam sete meses para receber o primeiro pagamento. Também tem a desvalorização do profissional, descaso público e falta de gestão em algumas escolas”, desabafou.

Os ônibus são aqueles amarelos distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC) e levam os alunos que moram em cidades vizinhas.  No interior do estado, esses ônibus ajudam a transportar os alunos da zona rural para urbana dos municípios.  Procurada, a assessoria de imprensa da SEEC nos fornecerá uma resposta sobre a solução do transporte no Walfredo Gurgel e uma outra matéria será elaborada para falar a solução do assunto.

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Desabafo de um professor em Natal

É muito difícil ser professor. No Brasil, nem se fala. Muitos amigos lutam todos os dias para que a profissão seja valorizada tanto pelos alunos quanto pelos pais e a sociedade. Após se formar em qualquer curso de licenciatura, o professor rala em passar num concurso numa instituição pública ou ser contratado numa particular. O professor Renan Ramalho está na lista daqueles profissionais que lutam por uma boa qualidade de ensino. Na segunda-feira (30), ele utilizou a sua conta nas redes sociais para desabafar um dos problemas aonde trabalha. Ramalho entrou na rede estadual de ensino no ano passado. No fim do primeiro bimestre estava na Nestor Lima. Agora, ele ensina história na Escola Estadual Walfredo Gurgel, no bairro de Candelária, zona Sul da capital potiguar. É uma das maiores instituições estaduais da cidade, mas passa por problemas.  A maioria dos alunos vem do bairro do Planalto, na zona Oeste. De acordo com o professor, a escola reduziu o quinto horário do turno da tarde devido à falta de transporte aos alunos. Após três semanas passando por essa situação, o transporte escolar foi cancelado por falta de pagamento. Então, Ramalho decidiu desabafar nas redes sociais fotografando uma de suas salas de aulas vazias por conta deste problema. “Fotografei durante os primeiros vinte minutos de aula, quando ainda não tínhamos a confirmação se haveria expediente ou não na segunda-feira”, comentou. Minha turma hoje. Quando eu era um professor em formação, me falaram dos baixos salários, dos alunos mal comportados, das más condições físicas dos colégios. Para esses desafios…

É muito difícil ser professor. No Brasil, nem se fala. Muitos amigos lutam todos os dias para que a profissão seja valorizada tanto pelos alunos quanto pelos pais e a sociedade. Após se formar em qualquer curso de licenciatura, o professor rala em passar num concurso numa instituição pública ou ser contratado numa particular. O professor Renan Ramalho está na lista daqueles profissionais que lutam por uma boa qualidade de ensino. Na segunda-feira (30), ele utilizou a sua conta nas redes sociais para desabafar um dos problemas aonde trabalha.

Ramalho entrou na rede estadual de ensino no ano passado. No fim do primeiro bimestre estava na Nestor Lima. Agora, ele ensina história na Escola Estadual Walfredo Gurgel, no bairro de Candelária, zona Sul da capital potiguar. É uma das maiores instituições estaduais da cidade, mas passa por problemas.  A maioria dos alunos vem do bairro do Planalto, na zona Oeste.

De acordo com o professor, a escola reduziu o quinto horário do turno da tarde devido à falta de transporte aos alunos. Após três semanas passando por essa situação, o transporte escolar foi cancelado por falta de pagamento. Então, Ramalho decidiu desabafar nas redes sociais fotografando uma de suas salas de aulas vazias por conta deste problema.

“Fotografei durante os primeiros vinte minutos de aula, quando ainda não tínhamos a confirmação se haveria expediente ou não na segunda-feira”, comentou.

O docente comentou ao Brechando que este problema no Walfredo Gurgel, no qual trabalha há dois meses, acontece constantemente. “O horário correto de terminar ás aulas deveria ser 17h30, mas os motoristas saem do colégio 15 minutos antes. Esse é um vício já incorporado na rotina do colégio. Além disso, os ônibus geralmente ficam quebrados, o que agrava cada vez mais o prejuízo”, relatou.

Ramalho ainda comentou que agora já está entrando na quarta semana que o colégio não tem os últimos horários de aula por conta da falta de ônibus. “O quarto horário, que é o penúltimo, foi reduzido em 30 minutos”.

Além da falta de transporte público, Renan não conseguiu afirmar se isso era um dos piores problemas existentes no colégio aonde trabalha, visto que o desafio da docência são diários e com diferentes graus de dificuldade. “Um dos meus desafios é pelo fato de estar desde outubro sem salários, visto que todos os professores recém-contratados levam sete meses para receber o primeiro pagamento. Também tem a desvalorização do profissional, descaso público e falta de gestão em algumas escolas”, desabafou.

Os ônibus são aqueles amarelos distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC) e levam os alunos que moram em cidades vizinhas.  No interior do estado, esses ônibus ajudam a transportar os alunos da zona rural para urbana dos municípios.  Procurada, a assessoria de imprensa da SEEC nos fornecerá uma resposta sobre a solução do transporte no Walfredo Gurgel e uma outra matéria será elaborada para falar a solução do assunto.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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