11 11America/Bahia junho 11America/Bahia 2016 – Brechando

Sabia que o Oldflix é genuinamente potiguar? Como assim?

No mês de março foi lançado um serviço de streaming chamado Oldflix. Pelo o nome, vocês já devem ter noção que estes exibem filmes antigos difíceis de se encontrar para baixar ou ver em festivais de cinema. Mas, você sabia que esta ideia veio de um potiguar? Não? Eu também não até ler esta entrevista no Estado de S. Paulo.  O idealizador se chama Manoel Ramalho, que é o diretor de um dos canais de televisão daqui de Natal. Ramalho também contou com a ajuda de desenvolvedores para que a sua ideia fosse para frente.

No final de março de 2016, o empresário resolveu criar seu próprio serviço de filmes de streaming, voltados apenas para obras com mais de 25 anos de existência, como Ladrões de Bicicleta, Lolita e A Felicidade Não se Compra, além das séries clássicas, como A Caverna do Dragão e A Feiticeira. O serviço atraiu “milhares” de assinantes e teve até que interromper o funcionamento para dar conta de tantos usuários. O foco do Oldflix está nos títulos lançados até, no máximo, os anos 1990.

Uma das principais apostas do Oldflix é ser o melhor serviço para cinéfilos. Filmes raros de encontrar, como “O Eclipse” (1962), de Michelangelo Antonioni, e “Ladrões de Bicicleta” (1948), de Vittorio de Sicca, nenhum deles disponível no Netflix e muito menos no Popcorn Time, fazem parte de um acervo de cerca de 800 títulos.

Nesta mesma entrevista ao jornal, ele disse que a ideia de criar esta plataforma veio há quatro anos, quando percebeu que uma parte do público queria consumir estes tipos de filmes, mas haviam dificuldades para comprar ou baixar. Inicialmente, a ideia era fazer um canal de televisão sobre o assunto, mas desenvolveu a partir da internet, principalmente com o sucesso do Netflix, provedor global de filmes e séries de televisão via streaming, atualmente com mais de 80 milhões de assinantes.

A ideia de pegar a licença dos filmes não foi difícil, uma vez que ele é dono de um canal de televisão e já chegou a exibir alguns deles na emissora.

O sucesso da empresa foi tão grande que chegou a registrar mais de 30 novos cadastros por minuto. Por isso, eles rapidamente tiveram que arrumar a plataforma e ter um sistema ainda melhor para que evitasse um possível problema pela frente por conta da grande quantidade de usuários.

Para assiná-lo, o usuário gasta apenas R$ 9,90 por mês e comece assistindo cinco títulos de forma gratuita. A parte ruim é que ele ainda não está disponível outros dispositivos móveis.

A forma de uso é muito similar ao adotado por outros serviços de streaming. Basta criar uma conta para ter acesso ao catálogo online no navegador, organizado por gêneros e data de lançamento. É possível também fazer buscas por palavras-chave, como títulos, artistas e gêneros. A interface em si se parece um pouco com a do Netflix, com fileiras compostas de um carrossel de cartazes com todos as opções disponíveis.

Uma boa notícia é que o reprodutor também tem compatibilidade com Chromecast para transmitir o conteúdo para a TV via Wi-Fi.

O valor da mensalidade acaba sendo dividido. Uma parte vai para a empresa que cobra pelo direito autoral do filme, outra para pagar as despesas do Oldflix e uma outra parte fica com os funcionários. Essa terceira parte, então, recebe uma outra divisão aqui dentro da empresa: uma parte destina-se para auxílio a organizações não-governamentais (ONGs) e a outra vai para reinvestir na plataforma.

Como conquistar seu sonho indo para o Canadá

Muitas vezes os nossos sonhos estão em outros países. Esse foi o caso do jornalista e desenhista Danilo Dantas (Desenha super bem, sou muito fã *grita igual a uma tiete*), de 26 anos, que há dois anos se mudou para o Canadá, mais precisamente na cidade de Vancouver, para tentar a vida de animador 3D, séries e filmes. Me lembro como falou que iria se mudar. Estava no cinema e lhe encontrei, no qual prontamente disse:

– “Oi, mulher, sabia que na semana que vem eu vou mudar para o Canadá?”. Foi assim a minha última conversa antes de sua viagem.  Em entrevista ao Brechando, após umas duas ou três trocas de e-mails, Dantas contou um pouco sobre a vida naquele país localizado na América do Norte.

Um dos desenhos de Danilo
Um dos desenhos de Danilo

Danilo comentou que a cidade é o celeiro de animação mundial, no qual muitos desenhos vêm da cidade de 600 mil habitantes. “Muita das séries que vemos na TV e Netflix são feitas por aqui. Também passam por aqui muitas produções de filmes independentes tanto em animação quanto em live action”, comentou o jovem que é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas desde cedo percebeu que sua vida não era dentro das redações de jornais, mas fazendo desenhos.

Já tentou ingressar em outros cursos universitários voltados para o desenho. Durante a faculdade, Danilo chegou a trabalhar como diretor de arte de uma agência de publicidade. Logo após se formar em jornal, resolveu seguir o seu sonho: trabalhar com desenho animados. Atualmente, ele está fazendo um mestrado profissional na Vancouver Film School.

“Aqui tem alguns dos principais estúdios famosos, como EA Games (desenvolvedora do The Sims), Rainmaker, Capcom, Bestheda, Sony Animation, Microsoft Studio, dentre outros”, comentou o jovem, que empolgado disse que a sua série animada favorita é Rick e Morty, exibida do Adult Swin, é feita nas terras canadenses.

Além disso, trabalhar como desenhista em Vancouver ajudou a descobrir várias pessoas que trabalharam em grandes produções. “Conheço pessoas que trabalharam em filmes como ‘Hotel Transilvânia 2’, ‘Uma Aventura Lego’, e ‘Angry Birds’. O mercado de animação e efeitos visuais é bastante bacana por aqui”.

Porém, não é fácil trabalhar com animação. Assim como as pessoas que tentam sair da sua cidade de origem, ele está ralando muito para sobreviver. “Normalmente passo o dia trabalhando como garçom num restaurante chamado Honey, que fica num vilarejo afastado de Deep Cove. A cidade fica nas montanhas e de frente para o rio Indian Arm. É muito conhecida pelos donuts canadenses e trilhas de hiking”, explicou o jovem.  Nos tempos livres, o desenhista comentou que gosta de andar de skate na vizinhança, ir à praia, museu ou ir ao bar com os amigos.

Os Dunts que são feitos aonde trabalha como garçom
Os Dunts que são feitos aonde trabalha como garçom

“O bom de Vancouver é que você não precisa gastar rios de dinheiro para aproveitar um bom dia na rua”, comemorou. Vale lembrar que o dólar canadense custa menos que o dólar americano.

Ainda sobre as comparações, ele ainda comentou algumas diferenças dos dois países. “São opostos de tantas formas que seria necessário escrever uma lista enorme, mas se for para escolher diria a qualidade de vida e que as coisas por aqui funcionam muito bem, seja elas de inciativa pública ou privado. É engraçado ter tanto conforto nas ruas, existe todo suporte para facilitar a vida das pessoas, independentemente de ser um turista ou residente”.

Danilo em uma das viagens pelo Canadá
Danilo em uma das viagens pelo Canadá

Claro que como todo brasileiro, ele conta que já passou por um perrengue quando ficou preso numa nevasca em um vilarejo próximo de Vancouver. A intenção era praticar snowboard, mas não foi o que aconteceu. “Havia pegado uma promoção de apartamentos que ficava longe das montanhas. No meio do caminho, a nevasca congelou a estrada e o carro começou a derrapar ladeira abaixo. Tivemos que abandonar o veículo num estacionamento na cidade e voltar andando a pé para o apartamento. Fazia -15 graus e estava muito mal agasalhado. Como eu estava usando All Star, eu sentia o gelo no pé”.

Apesar de gostar da terra, ele tem saudades do Brasil. “Brasil tem a melhor comida do mundo. Sinto muito a falta das diversidades dos pratos e restaurantes. Vancouver também é conhecida pela variedade de comida. Mas, acredite, a comida brasileira é de longe as melhores coisas que deveria se destacar. Temos uma fartura de frutas e verduras além do preço ser mais acessivo do que aqui.”.

Se ele pensa em voltar? Danilo rapidamente responde: “Sem planos de regresso. Estou gostando de ver o mundo, sonhei com isso a vida toda e não estou interessado em voltar por hora. Não nego que existe a vontade dar um pulinho nas praias daí e poder rever familiares e bons amigos, mas creio que mais vale a pena ver o mundo por aqui”.

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Por enquanto, ele ainda se aventura nas terras canadenses, onde conseguiu fazer novos amigos, uma namorada e está tentando conquistar os seus sonhos!