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Pesquisa do RN transforma cinza de cana em sílica

Os pesquisadores da UFRN transformaram as cinzas da cana-de-açúcar para fazer a sílica, importante material de fábrica. Saiba mais no Brechando!

O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criou uma nova utilização para as cinzas do bagaço da cana-de-açúcar, no qual obtém a sílica. É um importante material para o desenvolvimento de diversos produtos, como tintas, cosméticos, pneus de carro, revestimentos e filtros de água e na indústria petrolífera.

E como funciona? O diferencial do produto é a utilização de uma rota inovadora para a obtenção de sílica gel a partir das cinzas desse resíduo e com a utilização de materiais de baixo custo, facilidade no processo de síntese e diminuição no consumo da energia necessária para sua obtenção.

Os pesquisadores da UFRN transformaram as cinzas da cana-de-açúcar para fazer a sílica, importante material de fábrica. 

Saiba mais no Brechando!
Pesquisadores participantes da UFRN

Mais informações sobre o bagaço de cana

O bagaço da cana-de-açúcar, inclusive, é o maior resíduo da agroindústria brasileira. Estima-se que, a cada ano, sobrem de 5 a 12 milhões de toneladas deste material, que corresponde a aproximadamente 30% da cana moída.

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Tecnologias Energéticas (Labten), disse que o uso da cana ajuda a contribuir com o meio-ambiente, visto que pode agregar um maior valor comercial bastante importante à cadeia de produção da cana de açúcar e do etanol de primeira e segunda geração.

“Uma das vantagens no processo é o baixo custo, se comparado com outros processos de produção de sílica, pois há a diminuição no consumo da energia necessária, contribuindo para um melhor aproveitamento dos recursos energéticos. Isso pode ser um diferencial econômico quando utiliza-se essa tecnologia, pois poderá gerar diminuição nos preços dos produtos derivados da sílica produzida”, disse a professora.

Os benefícios da Sílica

A docente acrescenta que a sílica é um produto de elevado valor agregado. Ainda mais o produto migra para diversos setores industriais e sendo inclusive considerado um dos principais constituintes da indústria de base moderna.

O cientista enumera que o resultado é alcançado apesar de a cinza do bagaço possuir composição variável, tanto em sua morfologia, tamanho e forma das partículas, como em sua composição química, de acordo com as diferentes condições de temperatura e tempo de incineração.

A tecnologia apresenta um Technology Readiness Level (TRL) entre três e quatro. Os TRLs são níveis de prontidão tecnológica, um método para estimar a maturidade das tecnologias em uma escala que se estende até nove.

Patenteamento

Depositado em abril de 2017, a pesquisa recebeu a concessão definitiva da patente em dezembro. Além disso, a pesquisa que originou o invento contou também com a participação de José Carlos Florêncio de Andrade, Etemistocles Gomes da Silva, Renata Martins Braga, Dulce Maria de Araújo Melo, Valdic Luiz da Silva, Rafael Viana Sales, Fernanda Maria de Oliveira e Keverson Gomes de Oliveira.

Em suas áreas específicas, os cientistas deram sua contribuição tanto no desenvolvimento do processo como na preparação do material. Além disso, discutiu a caracterização dos materiais obtidos e na própria discussão dos resultados e revisão do texto da patente.

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O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criou uma nova utilização para as cinzas do bagaço da cana-de-açúcar, no qual obtém a sílica. É um importante material para o desenvolvimento de diversos produtos, como tintas, cosméticos, pneus de carro, revestimentos e filtros de água e na indústria petrolífera.

E como funciona? O diferencial do produto é a utilização de uma rota inovadora para a obtenção de sílica gel a partir das cinzas desse resíduo e com a utilização de materiais de baixo custo, facilidade no processo de síntese e diminuição no consumo da energia necessária para sua obtenção.

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O bagaço da cana-de-açúcar, inclusive, é o maior resíduo da agroindústria brasileira. Estima-se que, a cada ano, sobrem de 5 a 12 milhões de toneladas deste material, que corresponde a aproximadamente 30% da cana moída.

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Tecnologias Energéticas (Labten), disse que o uso da cana ajuda a contribuir com o meio-ambiente, visto que pode agregar um maior valor comercial bastante importante à cadeia de produção da cana de açúcar e do etanol de primeira e segunda geração.

“Uma das vantagens no processo é o baixo custo, se comparado com outros processos de produção de sílica, pois há a diminuição no consumo da energia necessária, contribuindo para um melhor aproveitamento dos recursos energéticos. Isso pode ser um diferencial econômico quando utiliza-se essa tecnologia, pois poderá gerar diminuição nos preços dos produtos derivados da sílica produzida”, disse a professora.

Os benefícios da Sílica

A docente acrescenta que a sílica é um produto de elevado valor agregado. Ainda mais o produto migra para diversos setores industriais e sendo inclusive considerado um dos principais constituintes da indústria de base moderna.

O cientista enumera que o resultado é alcançado apesar de a cinza do bagaço possuir composição variável, tanto em sua morfologia, tamanho e forma das partículas, como em sua composição química, de acordo com as diferentes condições de temperatura e tempo de incineração.

A tecnologia apresenta um Technology Readiness Level (TRL) entre três e quatro. Os TRLs são níveis de prontidão tecnológica, um método para estimar a maturidade das tecnologias em uma escala que se estende até nove.

Patenteamento

Depositado em abril de 2017, a pesquisa recebeu a concessão definitiva da patente em dezembro. Além disso, a pesquisa que originou o invento contou também com a participação de José Carlos Florêncio de Andrade, Etemistocles Gomes da Silva, Renata Martins Braga, Dulce Maria de Araújo Melo, Valdic Luiz da Silva, Rafael Viana Sales, Fernanda Maria de Oliveira e Keverson Gomes de Oliveira.

Em suas áreas específicas, os cientistas deram sua contribuição tanto no desenvolvimento do processo como na preparação do material. Além disso, discutiu a caracterização dos materiais obtidos e na própria discussão dos resultados e revisão do texto da patente.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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